segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Catecismo da Igreja Católica

cf. Catecismo da Igreja Católica - CIC § 1009.

"A obediência de Jesus transformou em bênção a maldição da morte."

Cristo deixou-nos o fecundo exemplo que através da "OBEDIÊNCIA" transformamos qualquer condição ou situação! Não existe fora da "OBEDIÊNCIA" nenhuma forma possível de transformação. Fora da "OBEDIÊNCIA" nos deparamos com enganos e ilusões!

CASTELO INTERIOR ¦ MORADAS

Santa Teresa de Ávila se apoia principalmente em quatro citações bíblicas:

“Na casa do meu Pai há muitas moradas” (João 14, 2) – Esta passagem, segundo a santa, evoca o “Castelo Interior”.

“Quem me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos a nossa morada” (João 14, 23) – Está passagem é um resumo do itinerário espiritual que ela explica.

“Minhas delícias estão nos filhos dos homens” (Provérbios 8, 31) – Nesta passagem ela entende o Amor que Deus tem por nós.

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1, 26) – Nesta passagem ela explica que fomos criados para amar como Deus ama, porque Deus é amor. A vontade de Deus é que nós nos amemos como Ele nos ama.

A primeira morada é o portal de entrada na vida espiritual. Nós a cruzamos mediante a decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, já que a pior das misérias, para Santa Teresa de Jesus, é viver sem Deus e até imaginar que podemos fazer o bem sem Deus. Os quatro frutos da primeira morada, que amadurecerão ao longo do nosso caminho espiritual, são a liberdade, a humildade, o desprendimento e, acima de tudo, a caridade, que é o fim e a culminação.

A segunda, terceira e quarta moradas permitirão aprofundar na vida espiritual entendida como caminho rumo a Deus, como busca de Deus e participação progressiva na vida divina. Este dom é gratuito, mas temos que estar determinados a recebê-lo e fazer desse recebimento o centro da nossa vida, purificando, assim, o lugar de nós onde habita Deus. 

É Deus quem nos faz passar de uma morada à outra, quando quer e da forma que quer.

A segunda morada diz respeito à purificação da nossa relação com o mundo. A arma utilizada para triunfar aqui é a fé em Cristo e a confiança na Sua vinda para nos libertar (cf. Gálatas 5, 1).

A terceira morada está ligada ao esclarecimento da relação com nós mesmos. Corremos o risco de ser como aquele jovem rico que teve um bom começo, mas que termina todo triste. O desafio desta terceira morada é reconhecer-nos como um “servo qualquer”, que recebe tudo de Deus.

A quarta morada aprofunda a nossa relação com Deus. Uma grande paz vai se instaurando progressivamente nas profundidades da nossa alma. A confiança, a humildade e a gratidão são realidades que vão sendo vividas cada vez mais profundamente.

A quinta morada marca uma transição. Não passamos da quarta à quinta da mesma forma que tínhamos passado da segunda à terceira ou da terceira à quarta. Consideramos a nossa vida não tanto como um caminho rumo a Deus, mas experimentamos Deus vivendo em nós, como explica a frase de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim!” (Gálatas 2, 20). O desejo de amar é mais intenso; ao receber uma vida nova, perdemos os nossos antigos pontos de referência e as nossas seguranças habituais.

A sexta morada consiste nos “compromissos espirituais”. Há uma alternância de sofrimentos ligados ao sentimento de ausência de Deus e a experiências muito profundas da presença de Cristo. Aqui intervém uma dilatação ainda mais profunda do coração e do desejo de Deus. A arma utilizada aqui é sempre a volta à santa humanidade de Cristo: Jesus se une a nós em nossa debilidade humana para transformá-la, para revitalizar o nosso desejo de amar em comunhão com Ele.

A sétima morada, enfim, é o ponto de culminação definido pela união com Deus no “matrimônio espiritual”. Este matrimônio espiritual foi concedido a Santa Teresa de Jesus em 18 de novembro de 1572. A união com Deus é uma participação profunda no desejo de Deus de salvar todas as pessoas. Através do matrimônio espiritual, tudo fica transformado e se recebe um renovado desejo de viver assumindo a própria condição e os próprios compromissos terrenos de maneira ainda mais concreta e sem fugir da realidade.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Isaac o Sírio

Isaac o Sírio (século VII) - Monge perto de Mossul.

A ovelha perdida.

Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, não tenho um coração que empreenda partir à tua procura, nem arrependimento, nem ternura, nada daquilo que devolve aos filhos a sua herança. Mestre, não tenho lágrimas para Te implorar. Tenho o espírito obscurecido pelas coisas desta vida, sem forças para tender para Ti na sua dor. O meu coração permanece frio nas provas, sem que as lágrimas do amor por Ti consigam aquecê-lo. Mas Tu, Senhor Jesus Cristo, meu Deus, tesouro dos bens, dá-me um arrependimento total e um coração dorido, a fim de que parta à tua procura com toda a minha alma, pois sem Ti ficarei privado de todo o bem; ó bom Deus, dá-me a tua graça. Que o Pai, que, fora do tempo, na eternidade, Te gerou no seu seio, renove em mim as formas da tua imagem.
Eu abandonei-Te, não me abandones Tu. Saí de Ti; vem Tu à minha procura. Conduz-me às tuas pastagens; conta-me entre as ovelhas do teu rebanho eleito. Como a elas, alimenta-me com a erva verde dos teus mistérios divinos, cuja morada é um coração puro, esse coração que transporta em si o esplendor das tuas revelações, a consolação e a doçura daqueles que se esforçaram por Ti nos tormentos e nos ultrajes. Possamos ser dignos de tal esplendor, pela tua graça e o teu amor pelo homem, Tu, que és o nosso Salvador, Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém

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