segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

São Padre Pio de Pietrelcina - Transverberação

São Padre Pio de Pietrelcina.


A Transverberação de São Padre Pio de Pietrelcina.

O que é Transverberação: 

O coração da pessoa escolhida por Deus é traspassado por uma flecha misteriosa ou experimentado como um dardo que ao penetrar deixa atrás de si uma ferida de amor que queima enquanto a alma é elevada aos níveis mais altos da contemplação do amor e da dor.

O padre Pio recebeu esta graça extraordinária no dia 5 de agosto de 1918.

Em grande simplicidade, o padre narrou a seu diretor espiritual o sucedido:

“Eu estava escutando as confissões dos jovens a noite do dia 5 de agosto quando, de repente, me assustei grandemente ao ver com os olhos de minha mente a um visitante celestial que se apareceu frente a mim. Em sua mão levava algo que parecia como uma lança larga de ferro, com uma ponta muito aguda. Parecia que saia fogo da ponta. Vi a pessoa fundir a lança violentamente em minha alma. Apenas pude queixar-me e senti como que se morresse. Disse ao menino que saísse do confessionário, porque me sentia muito enfermo e não tinha forças para continuar. Este martírio durou sem interrupção até a manhã do dia 7 de agosto. Desde esse dia sinto uma grande aflição e uma ferida em minha alma que está sempre aberta e me causa agonia.

Em 9 de agosto de 1912, assim escreveu a padre Agostino:

“Sinto pois, meu padre, que o Amor me vencerá finalmente; a alma corre o risco de dividir-se do corpo pela razão que não posso amar Jesus o suficiente na terra. Sim, minha alma está ferida de amor por Jesus; sou doente de amor; experimento continuamente a dor de amar, aquele ardor que queima e não se consome. Sugeri-me, se autoriza, o remédio para a atual estado de minha alma. Aqui está uma fraca imagem daquilo que Jesus opera em mim. À maneira que uma torrente arrasta bruscamente na profundidade do mar todos que encontra em seu curso, assim a minha alma é aprofundada no oceano, sem demora, reencontrando o amor de Jesus, sem mérito algum meu e sem me dar razão, seduz para dentro de Si todo o Seu tesouro”.

Em 12 de agosto deste mesmo ano:

“Estava na Igreja para fazer o agradecimento pela Missa quando, de repente, senti o coração ser ferido por um dardo de fogo, vivo e ardente, que pensei matar-me. Me faltam as palavras corretas para fazê-lo compreender a intensidade daquela chama: estou bastante impotente para poder expressar-me. Acredita? A alma, vítima desta consolação, ficou muda. Parecia que uma força invisível submergisse toda naquele fogo. Meu Deus, que fogo! Um segundo, minha alma já havia sido separada do corpo, andava com Jesus”.


Padre Candido


Vejam o que São Padre Pio falou a respeito deste Sacerdote - Padre Candido.

Padre Candido foi um padre Passionista. 
Ele era padre no Santuário da “Escada Santa” na qual podia ali atender a todos que o buscavam e era lá que ele dirigia o seu rebanho. 
Atendeu a muitas pessoas que eram atormentadas por Espíritos Malignos.
Padre Candido Amantini chegava a atender de 60 a 80 pessoas em um único período, era um sacerdote incansável no seu ministério e um homem movido pela compaixão por causa do homem sofrido!
O seu ministério de Exorcista era tão eficaz que em questão de minutos de conversa e por vezes somente ao olhar as pessoas ele sabia discernir se se tratava de um caso real de possessão diabólica! 
Foi chamado de “O Grande Exorcista de Roma!”.
Padre Gabriele Amorth, falecido no dia 15/09/2016, um dos maiores exorcistas da Igreja diz que Padre Candido foi o seu grande mentor no assunto de exorcismos.  
Foi através de um pedido do Cardeal Ugo Poletti ao Padre Candido, que ele ensinou tudo o que ele sabia ao Padre Gabriele Amorth.
O próprio Padre Gabriele Amorth  chegou a dizer que o Padre Candido Amantini  já identificou casos reais de possessão somente ao observar fotos.
Padre Candido deixou uma grande fama de Santidade, e o seu túmulo é visitado por seu filhos espirituais e por peregrinos de diversos países.
Padre Candido, no ano de 1983 pediu ajuda para o Santo Padre João Paulo II para um de seus casos, e o Papa se prontificou a ajuda-lo exorcizando então um de seus filhos espirituais!
Padre Candido, conviveu de perto com o nosso querido São Padre Pio. 
Um dia Padre Pio comentando sobre padre Candido Amantini disse: “Padre Candido é realmente um sacerdote segundo o coração de Deus!”
Imaginem então que santidade era esta para que ninguém mais que o Santo Padre Pio dizer isso!
Em um dos seus livros Padre Gabriele Amorth diz que chegou, nos  exorcismos que realizou, a pedir a intercessão de Padre Candido, e a mesma se mostrou muito eficaz!
Ainda contam que quando padre Candido ia exorcizar e perguntava o nome daquele demônio que estava agindo naquela pessoa, o demônio respondia: “Não vou dizer porque você já sabe!." Até mesmo o demônio reconhecia a sabedoria e a experiência de padre Candido!

Segue abaixo a transcrição de um breve texto referente a um exorcismo que Padre Candido realizou:

Padre Candido disse uma vez ao demônio, - durante um exorcismo:
"Tu já não tens mais ninguém", E o demônio respondeu: Eu? Tu não sabes quantas almas eu possuo nos hospícios e asilos".

Padre Candido afirmava:

"Muitos transtornos mentais, quase todos são, na realidade, causados pelo demônio".

Oremos nesta semana por nossos irmãos esquecidos nos diversos asilos,  hospitais e clinicas psiquiátricas espalhadas pelo mundo!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Santa Catarina de Sena

Santa Catarina de Sena (1347-1380)

"Oh quão doce e gloriosa é a virtude da Obediência! Nela se encontram todas as outras virtudes, porque ela foi concebia e gerada pela Caridade. Nela está fundada a pedra da Santíssima Fé. É Rainha tal que quem a desposa, nenhum mal padece, mas tem paz e tranquilidade. As ondas do mar tempestuoso não a podem prejudicar e não a ofende tempestade alguma."

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Santa Hildegarda Von Bingen

Santa Hildegarda Von Bingen (1098–1179) - Monja Beneditina, Mística, Teóloga, Filósofa, Compositora, Pregadora, Médica (é atribuído a ela a primeira enciclopédia médica que se tem registro), Poetisa, Dramaturga, Escritora e Mestra do Mosteiro de Rupertsberg em Bingen am Rhein.

"Ó homem, Eu te resgatei pelo sangue do Meu Filho, não com malícia e iniquidade, mas com a máxima justiça. E contudo Me abandonas, a Mim, o verdadeiro Deus, e segues aquele que é mentira. Eu sou a justiça e a verdade, é por isso que te advirto na fé, exorto-te no amor e acolho-te na penitência, a fim de que, mesmo ensanguentado pelas feridas do pecado, te ergas da profundeza da queda"


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Fazer a vida amável - O Silêncio

FAZER A VIDA AMÁVEL 

O SILÊNCIO 

Para fazer aos outros a vida amável, tão importante quanto à palavra cordial e o diálogo é o silêncio. A caridade para com o próximo exige saber calar. “Não abras a boca senão quando estiveres certo de que as tuas palavras serão mais belas que o teu silêncio”.

Silêncios medicinais

Existem muitas palavras que tornam desagradável a vida aos que escutam. São Paulo exorta assim os Efésios: “Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil e, sempre que for possível benfazeja aos outros” (Ef 4, 29). “Palavras más” não são apenas as palavras maldosas que ferem ou causam dano ao próximo (insulto, humilhação, calúnia, mentira [1]), mas as que – ainda que banais – de algum modo incomodam e tornam desagradável o convívio. É comum que bastantes pessoas se dediquem quase habitualmente a aborrecer os outros com a sua língua e nem suspeitem disso. Façamos um exame de algumas dessas possíveis palavras nossas, que estão precisando de que lhes apliquemos a medicina do silêncio.

a) Palavras emocionais:

Quantos repentes! Quantas respostas bruscas, quantas censuras de pequenas falhas, feitas na hora, quantas exclamações nervosas e pouco delicadas; quantas avaliações precipitadas (“então, você esqueceu!”); quantos comentários impensados e imprudentes tornam desagradável o relacionamento. É preciso lutar para exercitar-nos no silêncio medicinal. Segurar a língua é uma mortificação Santa e difícil, mas necessária. “O silêncio torna-nos melhores – dizia a grande educadora Lubienska de Lenval –, o silêncio é uma conquista de nós próprios”, um ato de autodomínio que pode ser alcançado pouco a pouco, com a Graça de Deus, se nos exercitamos em lutar por dominar a língua. Bem afirmava o místico alemão Tauler que “o silêncio é o anjo da guarda da fortaleza”. Só a alma espiritualmente forte consegue dominar emoções que espirram em palavras impensadas.

b) Torrentes de palavras:

A loquacidade incontrolada, a tagarelice da pessoa que fala, fala, fala, e não deixa falar, não escuta, nem se apercebe de que está sufocando os demais. “Depois de ver em que se empregam , por completo, muitas vidas (língua, língua, língua, com todas as suas consequências), parece-me mais necessário e mais amável o silêncio” (Livro – Caminho – Ponto nº. 447). O filósofo Kirkegaard deve ter sofrido com esses tsunamis verbais, porque, já cansado, dizia: “Se eu fosse médico e me pedissem um conselho, responderia: “calem-se; façam calar os homens”. A muitos faria bem propor-se repetir todos os dias – e até muitas vezes ao dia – aquela oração do Salmo: “Senhor, ponha uma sentinela na minha boca!” (Sl 39, 2 Vg).

c) Palavras vaidosas:

Há pessoas que sempre tem que meter “colherada” e dar a sua opinião em tudo, mesmo que ninguém a peça. Pessoas que cortam a palavra dos outros e fazem prevalecer a deles para demonstrar que o outro está mal informado, ou sabe pouco, ou não sabe se explicar bem, ou não tem razão, ou diz um disparate. É muito desagradável a atitude das pessoas que se obstinam “em ser o sal de todos os pratos” (Livro – Caminho – Ponto nº 48), e passam a vida dando “lições magistrais” sobre todos os assuntos de conversa. Aí já não se trata somente de lutar para controlar a língua, mas de pedir a Deus que nos ajude a aprofundar seriamente na virtude da humildade, pois o vício de “pontificar” é vaidade e orgulho.

d) Palavras secas:

Há pessoas que habitualmente falam de modo, seco, áspero, cortante e breve. Se alguém as adverte, retrucam: “Mas eu não tenho raiva de ninguém, não estou zangado, é o meu modo de falar”. A resposta é: “É justamente este ‘seu modo’ antipático que tem que mudar, se você quer fazer a vida agradável aos outros vivendo a caridade cristã. Um pouco de suavidade afetuosa não lhe faria mal nenhum”.

Os silêncios do Amor

Os silêncios do Amor são muitos. Não vamos falar de todos os “belos silêncios”. Apenas vamos pensar em dois:

a) O silêncio caracterizado pela Atenção:

É a capacidade (a amabilidade) de escutar em silêncio, sem interromper. Já víamos que essa atitude é de respeito pelo outro e de caridade cristã. E dá alegria ao que, em boa fé, está a conversar conosco. Além disso, há pessoas muito solitárias que precisam, mais do que do alimento, de um coração que as escute com interesse. Gosto de lembrar de uma história: “Havia um Padre novinho que ia visitar com frequência – por razões de trabalho – um Bispo idoso, que gostava de contar coisas da sua infância e juventude. Nas entrevistas, ele falava o tempo todo, e o Padre o escutava sem dizer nenhuma palavra, com um silêncio reverencial. Passados uns tempos, o Padre ficou impressionado quando soube, por outro Padre amigo, que o Bispo dissera que tinha “conversas muito agradáveis com um jovem Padre que ia visitá-lo”, se a única coisa que o Padre fazia era escutar!

b) O sacrifício silencioso:

É maravilhosa a pessoa que sabe sofrer e sacrificar-se em silêncio, sem queixar-se nem por palavras, nem por olhares, nem por gestos. Há muitas pessoas santas, que nunca reclamam: “nem da dor, nem do tempo, nem da comida, nem da doença”. Como é agradável o convívio com estas Santas pessoas. Elas fazem lembrar a atitude de Jesus durante a Paixão. Sofria e Calava, por amor a nós. No meio de dores e injustiças brutais, Jesus, no entanto, permanecia calado (Mt 26, 63). Há casos heroicos, verdadeiros reflexos de Cristo na Paixão [2]. E há casos simples (também heroísmos ocultos) que podem ser imitados por todos. No mosteiro de Lisieux, onde morava Santa Teresinha, havia uma freira que, sem se aperceber disso, tinha constantemente atitudes e comentários desagradáveis. Santa Teresinha propôs-se escutá-la e aceitar as suas inconscientes impertinências com grande paciência e sempre sorrindo. E a outra, ingênua como ela só, acabou comentando: “Não sei o que vê a irmã Teresa, que gosta tanto de mim”. Não poderíamos encerrar bem esta formação se nos esquecêssemos de falar do principal: “que os maravilhosos silêncios de Amor que fazem a vida agradável ao próximo, só podem nascer de outro silêncio profundo, de um silêncio que purifica, aquece e transforma o coração: o silêncio com Deus, o silêncio da meditação, da oração íntima, continua e cheia de Amor, de humildade e de fé”. Lutemos para repetir o que escrevia “Ernest Psichari”, após a sua conversão: “A esses grandes espaços de silêncio – de silêncio com Deus – que atravessam a minha vida, devo eu afinal tudo o que em mim possa haver de bom. Pobres daqueles que não conheceram o silêncio! Porque o silêncio é o mestre do Amor”.


terça-feira, 17 de julho de 2018

ESVAZIAMENTO - ANIQUILAMENTO

ANAWIN - KENÓSIS

Não obstante, o próprio Jesus se colocou entre os “anawin” (do hebraico, que quer dizer “aquele que se curva”, isto é, o pobre de espírito) e se ofereceu como modelo (Mt 11, 26), mais ainda, reconhecemos sua humildade radical em sua kenósis (do grego esvaziamento, aniquilamento) diante do projeto do Pai: “Ele existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano. E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, em o Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai” (cf. Fl 2, 6-11). 

De tudo que falamos podemos então entender como humilde aquele que se coloca como um “anawin” diante de Deus, confiante na Sua providência e servo diante dos irmãos. Diferente do soberbo, que confia apenas em si mesmo, o humilde, sabe que possui virtudes e que estas são provenientes de Deus para o bem do próximo. É por isto, por exemplo, que vai ensinar o Catecismo da Igreja Católica que a humildade é a virtude essencial para se possuir vida de oração (cf. n. 2559).

Resta-nos a pergunta: Como chegaremos á humildade? A resposta imediata é: ‘Pela graça de Deus.’ Somente a graça divina nos pode dar a visão clara da nossa própria condição e a consciência da grandeza de Deus que da origem a humildade.


terça-feira, 10 de julho de 2018

São Padre Pio de Pietrelcina

São Padre Pio de Pietrelcina.

"O que é a felicidade se não a posse de todo tipo de bem! O que torna o homem totalmente feliz? Mas é possível nesta terra que alguém seja totalmente feliz? Não, claro que não. O homem teria sido totalmente feliz caso tivesse se mantido fiel ao seu Deus. Mas, uma vez que o homem está cheio de crimes, ou seja, cheio de pecados, nunca pode ser totalmente feliz nesta vida. Creia, apenas no Céu se encontra a felicidade: No Céu não há perigos de perder Deus, não há sofrimentos, não há morte, mas há a Eterna vida com Jesus Cristo.”

"Muitos filhos vem chorar suas desventuras e eu os acolho com terno Amor, mas poucos filhos choram verdadeiramente por seus inúmeros e pesados pecados. Muitos choram por que não conseguem o que desejam! Pobres Almas! Choram pelo que é efêmero, choram pelo que é pequeno e frágil como uma pedra de gelo diante do Sol."

”Exorto-vos a chorarem amargamente por suas misérias, chorarem intensamente por causa desta vida medíocre que levam. Chorem por terem levado o Cristo à Cruz por causa de seus pesados pecados e chorem ainda mais por açoitarem dia a dia o Cristo com suas pérfidas mentiras e falsidades. Chorem por verdades e não por mentiras as quais o mal semeia seus pequeninos corações. Arranquem este joio e plantem as sementes da verdade e reguem com abundantes e incessantes lágrimas este solo que é vosso coração. Rasgai o solo de vosso coração assim como se faz quando a terra é gradeada. Abra profundos sulcos doloridos e joguem lá as sementes da verdade e quando elas frutificarem verás quanto tempo perdeu chorando por mentiras e pérfidos sonhos. Estes frutos, os frutos da verdade darão sabor e sentido ás suas lágrimas!”


São Padre Pio de Pietrelcina

domingo, 8 de julho de 2018

Santo Isaac, o Sírio

COMENTÁRIO DE SANTO ISAAC O SÍRIO SOBRE O DEVIDO RESPEITO E OBEDIÊNCIA A AÇÃO DE DEUS NA VIDA DOS ESCOLHIDOS.

SANTO ISAAC O SÍRIO - DISCURSOS ESPIRITUAIS - 1ª SÉRIE DE DISCURSOS

INTRODUÇÃO - Está dito que só a ajuda de Deus salva. Quando um homem sabe que não há mais nenhum socorro, reza muito! E, quanto mais reza, mais o seu coração se torna humilde, porque não se pode rezar e pedir sem se ser humilde e sem se humilhar: “Não desprezarás, ó Deus, um coração oprimido e humilhado” (Sl 50,19). Com efeito, enquanto o coração não se torna humilde e se humilhar, é-lhe impossível escapar à dispersão; a humildade e a humilhação faz o coração virar-se sobre si mesmo.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Católico Apostólico Romano


Católico Apostólico Romano

Sabemos que muitos católicos que andam perdidos por aí, adotam um cristianismo artificial. Em vez de: CATÓLICO-APOSTÓLICO-ROMANO passam a ser caótico-apostático-romântico!

Comecemos pelo "católico-caótico". A palavra "Católico" é um adjetivo da língua grega que significa "Universal". Quer indicar que o Cristianismo deve ser Universal, abranger todos os povos de toda a terra e de todos os tempos.

Já o Cristão "caótico" faz uma misturança de tudo e faz uma religião das suas conveniências, catando aqui e ali meias verdades e coloca tudo no "liquidificador" do seu egoísmo, aperta o botão da sua ignorância, e dá aquela mistura caótica de católico-umbandista-cientificista-espiritualista-esotérico-protestante! E depois se mete a discutir religião sem entender nada! A fé desse cristão fica na periferia. O "caótico" cria uma religião liberalista, à imagem e semelhança de suas idéias e gostos.

Outro tipo muito interessante é o Cristão que se diz Católico-Apostólico, mas em vez de "Apostólico", ele é "apostático". Meus caros fica muito fácil verificar qual é a verdadeira Igreja Apostólica! É a que vem desde os tempos dos apóstolos, do tempo de Cristo, portanto a Igreja verdadeiramente Apostólica é aquela que se reúne em volta do sucessor de São Pedro, na pessoa do Santo Padre, o Papa.

Somente a Igreja Católica Apostólica Romana existe desde os primeiros séculos da nossa era. Evidentemente, antes de Martinho Lutero (fundador da primeira igreja protestante e pai do protestantismo) em 1517, não existia o protestantismo nem nenhuma igreja protestante. Existia apenas uma Igreja Cristã: “A Igreja Católica Apostólica Romana” que por uma sucessão ininterrupta de Bispos ascendia aos Apóstolos e por meio dos Apóstolos ao próprio Jesus Cristo. Esta era e é a única Igreja fundada por Cristo a história não conhece outra e não conhece outra!

Pois bem, o nosso Católico "apostático", em vez de ficar com a Única e Eterna Igreja, ele vai "apostando", como o "caótico", num sincretismo religioso, numa mistura de religiões ou fantasias religiosas, superstições que não podem caber num "mesmo saco", numa mesma vida, são os que mais dizem a conhecida frase dos que não querem se comprometer com nada: "Deus é o mesmo, o que muda é a religião", ou, "no fundo é tudo a mesma coisa!". Estes são homens que vivem de desvaneios e loucuras diversas!

Assim, de manhã o "apostático" aposta na missa, ao meio dia, aposta no horóscopo, a tarde, aposta no protestantismo, e à noite, em que "aposta" o nosso "apostático"? Aposta no terreiro de macumba. Este homem não é nada, nem Cristão, nem Católico, nem Apostólico, mas é um "apostático", "um apostata".

E o terceiro tipo? É o chamado Cristão-Católico "romântico". Dizemos "romântico" em oposição a Romano; isto é, sem a adesão incondicional à Igreja de Jesus Cristo, desde o início situada em Roma, onde fica o túmulo do primeiro papa (Pedro).

"Romântico" é o católico superficial que age ao sabor do "gósto ou não gósto". É o Católico que só participa de Missa quando está em apuros, vai à Igreja em ocasiões esporádicas: Batismo, Casamento, Primeira Comunhão, Missa de sétimo dia, fora isso, vive como se Deus não existisse! Dizem sempre: "reza pra mim na missa" ou "eu rezo em casa mesmo" ou ainda "eu me confesso direto com Deus"!

O que disse até aqui, pode parecer engraçado, mas é muito triste! Isso tudo sem falar dos que se denominam: "Católicos não praticantes"!

Católico não praticante é um termo para designar aqueles que, apesar de Batizados na Igreja e declarando-se Católicos, não praticam a religião em sua plenitude. Hoje, infelizmente, não é raro encontrar "Católicos" que afirmam serem adeptos da religião e frequentam cerimônias como o "Casamentos" e o "Baptismos" mas que não tomam parte regularmente de ritos como a Celebração da Santa Missa aos Domingos e raramente recebem algum dos sacramentos. Esses "Católicos" muitas vezes desconhecem partes importantes da própria religião e quase sempre discordam dos ensinamentos morais da Igreja quando estes não estão adaptados a tendências do mundo contemporâneo como o relativismo cultural e a liberalidade sexual!

Na verdade, uma organização vive dos seus membros e do respeito pelas regras que garantem a sua existência. Quem, com consciência, perfilha e adere ao Catolicismo, terá de se submeter às suas diretrizes; ensinamentos, exortações. Caso contrário, um Católico "não praticante" assemelha-se a um cidadão "sem cidadania". Isto existe ou é uma incoerência?

Sejamos Sal e Luz!


terça-feira, 5 de junho de 2018

PUREZA E CASTIDADE CONTRA A LUXÚRIA E A LASCÍVIA


PUREZA E CASTIDADE CONTRA A LUXÚRIA E A LASCÍVIA 

A Pureza e a Castidade são Virtude estimada pelos Santos. São Virtudes que lutam contra a Luxúria e a Lascívia.

Se soubéssemos o quanto agrada a Deus a observância da Pureza e da Castidade, assim como os Santos, faríamos de tudo para não ofendê-lo com as impurezas.

Castidade perfeita é o mais belo florão da Igreja, dizia o papa Pio XII. Pela castidade, várias portas de entrada para os demais pecados são fechadas, pois aprendemos a viver como os Santos, buscando essencialmente a Deus. Por ser uma virtude tão apreciada, o demônio usa de suas artimanhas para arrancar de nosso coração o desejo santo de observá-la.

NADA MAIS FORTE E TRANSFORMADOR QUE TESTEMUNHOS. VEJAMOS O QUE OS SANTOS FIZERAM: 

Santo Antão dizia que “basta um olhar impuro para abrir as portas do inferno”, quando são Luís Gonzaga teve conhecimento desta frase começou a guardar os seus olhos com tanta radicalidade, chegando ao ponto de não olhar nunca para as demais partes dos corpos das mulheres, apenas para os seus olhos.

Devemos guardar os nossos olhos, porque, como dizia São Domingos Sávio: são duas janelas, onde pode passar anjos como demônios. Disse nosso Senhor Jesus Cristo: “A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado; mas se o teu olho estiver doente, todo o teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quão grande serão as trevas”!(Mateus 6, 22-23)

São Luís Gonzaga, em todo tempo de sua vida, nunca sentiu o menor estimulo ou movimento carnal no corpo, nem pensamento ou representação desonesta no espírito, que fossem contrários ao propósito que fizera de ter uma castidade perfeita. Este privilégio transcende de tal modo toda força industrial humana, que bem mostra ter sido dom particular de Deus por intercessão de sua Mãe Santíssima. Quanto se deva apreciar esta isenção, conhecerá que são Paulo (ou falasse de si, ou de outro) três vezes implorou a Deus a graça de livrá-lo do aguilhão da carne (Romanos 13, 14; II Coríntios 7, 1; Gálatas 5, 17).

Uma vez perguntaram a são Jerônimo o motivo por qual ele foi ser eremita, ele deu uma resposta muito simples, “eu temo o inferno”; talvez as pessoas podem pensar que pelo fato de ele estar no deserto, que ele esteja livre de tentações, porque o deserto é um lugar “de encontro pessoal com Deus”, mas não, infelizmente até no deserto satanás o encontrou, o demônio não o deixou em paz um dia sequer, mas o Senhor Jesus tinha impresso em seu coração um ardente desejo de céu, de perfeição que todos os dias o Espírito Santo inspirava-lhe algo diferente, “temos que ficar atentos as moções do Espírito Santo de Deus”, são Jerônimo fazia de tudo, mas um certo dia a tentação veio com tanta força que ele teve que pegar uma grande pedra e começar a bater no peito, enquanto a tentação não fosse extinta ele não parou de se bater. É claro, como dizia São Francisco de Sales: que os atos dos Santos nos sirva de lição, porque diz a palavra do Senhor: “Vós ainda não resistes até o sangue em vosso combate contra o pecado”! (Hebreus 12, 4)

São Francisco de Assis, um dia estando indo pregar o evangelho, no meio do caminho lhe sobreveio uma forte tentação, movido pelo “amor a Cristo Jesus” ele tirou a roupa por completo e começou a rolar na neve, rolou até a tentação ir embora. “Vigia atentamente para que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus”. (Hebreus 12, 15)

Certa vez, algumas pessoas prenderam são Tomás de Aquino em um castelo junto com uma mulher, eles o prenderam para que perdesse sua pureza (virgindade), mas “o amor de Deus é infinito, principalmente para seus filhos prediletos, os castos”; São Tomás pegou um tição de fogo e com ele começou a correr atrás da mulher e ela foi embora, logo depois, São Tomás caiu de joelhos, e com os olhos cheios de lágrimas pediu a Jesus Cristo que nunca mais permitisse tal coisa, logo em seguida lhe apareceu seu Anjo da Guarda e lhe cingiu com um cinto, um certo cinto de castidade, nunca mais lhe sobreveio tentação parecida. “Orai sem cessar. Guardai-vos de toda espécie de mal”. (Tessalonicenses 5, 17. 22)

Santa Maria do Egito, quando sentia esses impulsos carnais, ajoelhava-se e caía com o rosto em terra e ficava até serem extintas as tentações, as vezes ela ficava dias nesta posição. Poucos são os Santos que, por favor de extraordinária graça do céu, chegaram a uma perfeita e total insensibilidade, e se alguns lá chegaram, só a custo de muitas “orações e lágrimas” alcançaram esse dom de Deus.

Assim conta são Gregório nos Diálogos, que santo Equício, sentindo-se em sua juventude molestado por estas tentações, com longas e contínuas orações alcançou que seu Anjo da Guarda lhe cingi-se com um cinto de castidade, que o tornou tão livre de toda tentação, como se não tivera corpo. (Mesmo milgare ocorrido com São Tomás).

Do Abade Sereno, narra Cassiano, que tendo com muitas orações, lágrimas, vigílias e jejuns, obtido primeiramente a pureza de coração e de espírito, com iguais trabalhos, que se entregava noite e dia, recebeu por ministério de um Anjo, tão perfeito dom de castidade corporal, que, nem velando, nem dormindo, nem sonhando, sentiu jamais movimento algum no corpo.

São Luís Gonzaga tinha esse dom de Deus, mas por tanto amor que tinha por esta virtude vivia em tanta comunhão e radicalidade com Deus, ele andava sempre com os olhos baixos, nas ruas e em sua casa.

Nós devemos CRUCIFICAR a nossa própria carne, nisso está o imenso potencial ascético, de esforço, de luta, de morte, da castidade pelo Reino. Crucificar sua própria carne com suas paixões e seus desejos, principalmente o desejo sexual, que está entre os mais imperiosos, isso não é brincadeira. Pois a carne tem aspirações contrárias ao espírito e o espírito contrárias à carne (Gálatas 5, 17). Esse é um inimigo que está dentro de nós, que nos ataca sem trégua, de noite e de dia, quando sós ou acompanhados. Tem um aliado extraordinariamente forte, o mundo, que põe à sua disposição todos os recursos, pronto sempre a lhe dar razão e a defender seus “direitos”, e em nome da natureza, do bom senso, da bondade fundamental de todas as coisas. Esse é o campo “onde mais cotidiana é a batalha e mais rara a vitória” (São Cesário de Arles).

Essa foi a triste experiência daqueles ascetas de alma de fogo, os Monges (ou Padres) do deserto, levados pela tentação da carne até quase o desespero.

Prestem muita atenção neste relato! “Por doze anos, depois de meus cinqüenta anos, o demônio não me concedeu nem uma noite nem um dia de trégua em seus assaltos. Pensando que Deus me tivesse abandonado, e que exatamente por isso estivesse sendo dominado pelo inimigo, decidi antes morrer de forma irracional do que sofrer a vergonha de cair por causa da paixão carnal. Saí e, depois de ter vagado pelo deserto, encontrei a toca de uma hiena; ali meti-me nu, durante o dia, para que as feras me devorassem quando saíssem. Depois de diversas tentativas semelhantes, ouviu dentro de si uma voz que lhe dizia no pensamento: Vá embora, Pacômio, e lute; fiz que você fosse dominado pelo inimigo para que não se ensoberbecesse, pensando que era forte, mas que, reconhecendo sua fraqueza e não confiando demais no seu regime de vida, procurasse a ajuda de Deus.” (Paládio, História Lausaíca)

APÊNDICE 

Muitos Santos foram tentados, e como vimos brevemente nos relatos acima, foram fortíssimas tentações, mas, sempre movidos pelo Amor pela Virtude e por Deus, saíram vitoriosos!

Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram muito espantados e disseram: “Quem poderá então salvar-se?” Jesus, fitando-os, disse: “Ao homem isso é impossível, mas a Deus tudo é possível”. (Mateus 19, 25-26)

Quando vierem estas tentações, lutemos com todas as forças, vamos “DAR O SANGUE NA LUTA CONTRA O PECADO” (Hebreus 12,4), e “TRABALHARMOS NA NOSSA SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR” (Filipenses 2,12), mas devemos, principalmente, buscar as nossas forças e graças em Deus, pois “TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE” (Filipenses 4,13).

“FICAI ACORDADOS, PORTANTO, ORANDO EM TODO MOMENTO, PARA TERDES A FORÇA DE ESCAPAR DE TUDO O QUE DEVE ACONTECER E DE FICAR DE PÉ DIANTE DO FILHO DO HOMEM”.(Lucas 21, 36)

“EM MATÉRIA DE CASTIDADE, NÃO À FORTES E NEM FRACOS E SIM, PRUDENTES E IMPRUDENTES!” JESUS NOSSO AMADO NOS DISSE: “VIGIAI E ORAI PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO: POIS O ESPÍRITO ESTÁ PRONTO, MAS A CARNE É FRACA” (Mateus 26, 41).





quarta-feira, 30 de maio de 2018

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Santa Teresa de Ávila

Santa Teresa de Ávila (1515-1582) - Carmelita - Doutora da Igreja.

Pelos frutos, pois, os conhecereis.

"Minhas irmãs: como é fácil reconhecer entre vós aquelas que têm verdadeiro amor ao próximo e aquelas que o têm num grau inferior! Se compreendêsseis bem a importância desta virtude, não teríeis outra preocupação. Quando vejo pessoas muito ocupadas em examinar o seu recolhimento e tão imersas em si mesmas quando o praticam que nem ousam mexer-se para não desviar o pensamento, com medo de perderem um pouco do gosto e da devoção que aí encontram, penso que compreendem muito mal o caminho que conduz à união. Imaginam que a perfeição consiste nessa maneira de fazer as coisas.

Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade."


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Serva de Deus - Maria Simma

“As Almas do Purgatório me disseram” 

Este é o titulo de um livro escrito por Maria Simma, uma senhora nascida na Áustria no ano de 1915, na pequena aldeia de “Sonntag”, em família muito pobre. Segunda de oito filhos, desde pequena rezava muito pelas almas, como a sua mãe. Teve a graça de receber visitas de almas desde os seus 25 anos de idade, pelo resto de sua vida. Não pretendemos resumir o livro, mas apenas mencionar alguns pontos.
Pode parecer estranho, porém não é novidade na história da humanidade. Encontramos uma série de relatos, inclusive feitos por santos canonizados, como o Santo Cura d’Ars, São João Bosco, Santa Catarina de Gênova (que escreveu muito a respeito), e muitos outros. O mais interessante é que todos esses relatos são muito semelhantes um ao outro.

A primeira alma veio à sua casa no ano de 1940, das 03 às 04 horas de madrugada.

Diz ela: Ouvi alguém andando no meu quarto e acordei. Olhei para ver quem podia ter entrado. Era um estranho, que andava lentamente. Perguntei severamente: “Como entraste? Que coisa perdeste? Que fazes tu?” Mas como não me respondia, levantei-me para segurá-lo, e toquei no nada! O homem havia desaparecido. Voltei à cama e de novo comecei a senti-lo. Outra vez me levantei para segurá-lo, mas de novo esbarrei no nada. Perplexa voltei à cama. Ele não voltou, mas não consegui mais dormir. Aliás, minha mãe dizia que desde pequena nunca tive medo de nada. Pela manhã, após a Missa, encontrei-me com o meu Diretor Espiritual. Ele me disse: “Se tudo acontecer de novo, não pergunte quem és, mas pergunte que coisa queres de mim?
Na noite seguinte, o mesmo homem retornou. Perguntei: “Que coisa queres de mim?” Ele disse: “Manda celebrar três missas por mim e serei libertado.” Então compreendi que era uma alma do purgatório. O meu Diretor Espiritual me confirmou. Aconselhou-me a não rejeitar as almas do purgatório, mas de acolhê-las com generosidade. Por alguns anos continuaram poucas visitas, mas depois vieram mais e mais. Muitas vezes pedem Santas Missas por elas e pedem para que participe delas. Pedem para rezar o Santo Rosário, a Via Sacra ou outras orações em suas intenções.

QUE COISA É O PURGATÓRIO?

Conforme contam as almas, é uma favor da parte de Deus. Imagina um dia lhe aparecer um ser extraordinariamente belo. Ficaríeis fascinados e atônitos por esse ser de grande beleza. Tanto mais se Ele demonstrar ser enamorado de vós. Queima já no vosso coração o fogo do amor que vos faz querer abraçá-lo. Mas eis que vos dais conta que não sois lavados (c0nfessado) há meses, tendes um mau cheiro, vos sentis horrivelmente feios! Então vós mesmos direis: “Não, não é possível que me apresente neste estado. Preciso primeiro me lavar, tomar um banho (confessar) e depois tornar a vê-lo.
O purgatório é exatamente para isto. Para o pecador ter oportunidade de se purificar antes de abraçar Jesus. Nenhuma alma do purgatório quer voltar, porque essas já têm um conhecimento de Deus infinitamente superior ao nosso, e não querem mais retornar às trevas deste mundo. A escolha pelo purgatório é voluntária. Elas mesmas que decidem ir para o purgatório e se purificarem antes de entrar no paraíso.

QUAIS OS PECADOS QUE LEVAM AO PURGATÓTIO?

São os pecados contra a caridade, contra o amor ao próximo, a dureza de coração, a hostilidade, a calúnia, sexo livre, sim, todas essas coisas. Porém a maledicência e a calúnia são as mais graves, que necessitam de uma longa purificação.

E COMO EVITAR O PURGATÓRIO?

Ter um coração bom para com todos. A caridade cobre uma multidão de pecados. Devemos fazer muito pelas almas do purgatório, porque elas nos ajudam sempre. É preciso ter muita humildade. É esta a maior arma contra o maligno. A humildade elimina o mal. Eu conheci um jovem de vinte anos. Habitava um lugarejo vizinho ao meu. Este lugar foi duramente castigado por avalanches que mataram grande numero de pessoas. Uma tarde, quando se encontrava na casa de seus pais, inesperadamente veio um desabamento terrível vizinho à sua casa. Ele ouvindo os gritos desesperados de socorro, se levantou para prestar ajuda àquelas pessoas. A mãe, fechando a porta, disse: “Não! Os outros irão socorrê-los, não nós! Não quero que sejas um morto a mais.” Mas o jovem disse: “sim, eu vou! Não quero deixá-los morrer assim!”. Eis que o jovem ao sair, foi soterrado e morreu. Dois dias depois ele veio visitar-me durante a noite e me disse: “Manda celebrar três missas por mim e serei libertado. Tive uma vida cheia de pecados, mas pelo grande ato de amor, colocando em risco a minha própria vida, o Senhor me acolheu assim tão depressa com benevolência. Sim, a caridade cobre uma multidão de pecados.” Neste episódio se vê, como um só ato de amor desinteressado foi suficiente para purificar este jovem de uma vida toda vivida no pecado. O Senhor aproveitou este momento de amor para chamá-lo a si.

A SANTA MISSA:

Este é o meio mais eficaz para facilitar a libertação das almas do purgatório, porque aí é o próprio Cristo que se oferece a Deus por amor a nós. Se em vida tivermos rezado e participado das missas com todo coração, e durante a semana tivermos vivido segundo o nosso tempo disponível, essas missas trarão um maior proveito para nós quando morrermos, do que as que forem celebradas depois. Uma alma do purgatório vê muito bem o dia do seu funeral, e preocupa-se se rezam verdadeiramente por ela, ou se simplesmente faz-se ato de presença ara mostrar que forma ao velório! As almas dizem que as lágrimas não servem de nada para ajudá-las. Ao contrário, a oração serve muito!

O SOFRIMENTO E O PURGATÓRIO:

A primeira vez que uma alma me perguntou se eu queria sofrer por três horas por ela, eu disse para mim mesma: “se é só por três horas, vou aceitar”. Mas aquelas três horas me pareciam que duravam três dias, os sofrimentos eram terríveis. Mas no final olhei para o relógio e vi que haviam passado somente três horas. Esta alma depois me disse que por eu ter aceitado sofrer por três horas, ela havia sido poupada de passar mais vinte anos no purgatório. Mas é possível? Bem, quando se sofre sobre a terra, e ainda mais voluntariamente, podemos crescer no amor de Deus. Isto não é o caso do sofrimento no purgatório, que serve somente para purificar os pecados. Sobre a terra temos todas as graças, temos a liberdade de escolher.

INDULGÊNCIAS:

As almas dizem que também as Indulgências têm um grande valor, seja para libertação delas, seja para nós. Talvez seja até uma verdadeira crueldade não aproveitarmos esses tesouros que a Igreja nos propõe em favor das almas do purgatório. É pouco sacrifício para muito proveito. As almas do purgatório não podem fazer nada por elas mesmas. São totalmente impotentes, e se os vivos não rezarem por elas, ficarão em completo abandono. Eis porque é importante utilizar o imenso e incrível poder que todos nós temos nas mãos para ajudar a libertar as almas que sofrem. Esta é talvez a maneira mais bela de exercitar a caridade.

REENCARNAÇÃO:

As almas dizem e afirmam que Deus nos dá uma só vida e que acreditar nesta insídia é um mal e uma ofensa imensa contra Deus, e que Brada o Céu e fere o Sacratíssimo Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo!

EXISTEM PADRES NO PURGATÓRIO?

Sim, são muitos. Estão lá por não terem ajudado aos seus fiéis a terem respeito pela eucaristia. Negligenciaram a oração e a sua fé diminuiu. Porém, é também verdade que muitos mais foram diretamente para o céu.

EXISTEM CRIANÇAS NO PURGATÓRIO?

Sim, mas para elas o purgatório não é muito longo nem muito penoso, porque a essas falta o pleno discernimento.

PECADOS CONTRA A NATUREZA HUMANA:

As almas que eu conheci (do purgatório) não se perderam, mas devem sofrer muito para purificar-se. Em todas as perversões está presente a obra do maligno e, de um modo particular, no homossexualismo. Diria para rezarem, sobretudo a São Miguel Arcanjo, porque é ele, por excelência, quem combate o maligno.

A PRÁTICA DO ESPIRITISMO:

Conduz a perdição eterna. É sempre o diabo que faz mover as coisas e move a vontade do homem em acreditar. Não é lícito chamar as almas. A mim elas vêm por permissão de Deus, eu não as chamo. No espiritismo, invocam-se os espíritos, mas é o próprio demônio que vem fingindo ser a alma deste ou daquele outro. Apresenta-se com falsa aparência, sem ser chamado. Uma vez, uma alma veio encontrar-me e me disse: “Não deves acolher a alma que virá depois de mim, porque ela te pedirá muito sofrimento. Tu não tens saúde para aceitar aquilo que ela te pedir.” Fiquei perturbada, pois meu Diretor Espiritual me havia dito que devo acolher com generosidade os seus pedidos. Pensei comigo: será que aquele é o demônio? Fiz o sinal da cruz e disse àquele homem: “Se tu és o demônio, retira-te!” De súbito soltou um forte grito e fugiu. E a alma que veio depois, era verdadeiramente uma alma que precisava muito da minha ajuda, e a atendi.

OS BENS MAL ADQUIRIDOS:

Fiquei mais conhecida, quando as almas começaram a pedir-me para suplicar às suas famílias a fim de que restituíssem um bem adquirido ilicitamente. Os familiares viram que o que eu dizia era verdadeiro. Muitas vezes as almas vieram encontrar-me para dizer-me: “Vai a minha família, em tal lugar, e diz ao meu filho, ao meu pai, ao meu irmão, para restituir tal propriedade, tal soma de dinheiro, tal objeto, e eu serei libertada do purgatório quando estes bens forem restituídos (porque eu participei do ato ilícito). E assim ficavam maravilhadas por eu conhecer tudo. Fiquei conhecida, porque os jornais publicaram esses acontecimentos.

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UMA PROPOSTA PARA TODOS:

Tenho uma proposta para fazer a todos aqueles que leram estes belos testemunhos. A proposta é esta: de tomarmos a decisão de nenhum de nós ir ao purgatório. Isto é perfeitamente possível. Nós temos tudo nas mãos. São João da Cruz disse que a providência de Deus provê sempre, na vida de todo homem, a purificação necessária, a fim de que, quando chegarmos no momento da morte, possamos ir diretamente para o Céu. A providência coloca nas nossas vidas bastante contrariedades, provas, sofrimentos, doenças e faz com que esses meios de purificação sejam suficientes para nos conduzir, se assim quisermos para o Céu.
Mas porque são tão pouco utilizados? Porque nós nos rebelamos, não acolhemos com amor, com reconhecimento, este presente valiosíssimo que são as provas e os sofrimentos na nossa vida, e os perdemos por causa das nossas rebeliões e pela não submissão. Agora, peçamos ao Senhor, a graça de saber acolher verdadeiramente cada ocasião, a fim de que no dia da nossa morte, Jesus nos veja resplandecentes de beleza e de pureza.
Certamente se nós decidirmos isto, não digo que o caminho será fácil, pois o Senhor jamais disse que seria, jamais prometeu a facilidade, mas o caminho será na paz e será um caminho de encontro e felicidade, isto sim. O Senhor estará conosco, sobretudo se quisermos aproveitar o tempo que nos resta aqui na terra, tempo este tão precioso, durante o qual nos é agora concedido crescer no amor, enquanto que as almas do purgatório não podem fazer mais nada por si mesmas. Cada ato de amor que nós oferecermos ao Senhor, cada pequena renúncia, cada pequeno jejum, cada pequena privação, cada luta contra nossas tendências e contra os nossos defeitos, os pequenos perdões aos nossos inimigos, em suma, todas as pequenas coisas que possamos oferecer, será para nós, mais tarde, um ornamento, uma joia, um verdadeiro tesouro para a eternidade.

Agora acolhamos cada ocasião para sermos belos como Deus deseja desde já! E se víssemos em plena luz, o esplendor das almas puras, o esplendor de uma alma que é purificada, nós choraríamos de alegria, de maravilhados, tanta é a sua beleza. A nossa pureza não consiste em não havermos cometido jamais erros, mas em saber arrepender-nos dos que cometemos e em sermos humildes. Vejam! Isto é muito diverso. Os santos não são pessoas impecáveis, mas são aquelas que sabem levantar-se e pedir perdão, cada vez que caem.
Agora, acolhamos também, nós todos, esses maravilhosos meios que o Senhor colocou em nossas mãos para ajudar as almas do purgatório, que ainda sofrem por não terem chegado até Deus. Não esqueçamos que a oração das crianças tem um poder imenso no coração de Deus. Ensinemos as crianças a rezarem. Lembro-me de uma criança da qual haviam falado as almas. No final, haviam dito: “Agora tu rezas pelas almas de todos os teus familiares e de todos os teus amigos que já morreram. Não queres tu andar diante de Jesus para rezar por elas?” Ela foi diante de Jesus e cinco minutos depois retornou e eu lhe perguntei “Que coisa pediste ao Senhor?” Ela me respondeu: “Eu pedi para libertar todas as almas do purgatório!” Esta resposta me deu tanta ternura, porque eu fui um pouco mesquinha na minha pergunta. A pequena, em vez entendeu rápido que coisa precisava pedir. As crianças têm verdadeiramente esta sensibilidade imediata, e têm muito poder sobre o coração de Deus.
Queria dizer também que os aposentados, e todos aqueles que têm o tempo livre, andassem mais assiduamente à Santa Missa. Poderiam acumular sufrágios não somente para eles, mas também para os seus falecidos e por milhares e milhares de almas. O valor de uma só Missa é incomensurável. Ah, se todos se dessem conta! Quantas riquezas nós perdemos, por causa da nossa ignorância, da indiferença, ou simplesmente pela nossa preguiça! E dizer, que temos em nossas mãos o poder de salvar os nossos irmãos, tornando-se nós mesmos coredentores, junto com Jesus nosso salvador e redentor!

(ass.) Maria Simma.

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Simples, quase simples demais

“Agora, pois, ergamo-nos, finalmente. A Escritura nos desperta dizendo: ‘Esta é a hora de levantarmos do sono’”.

Simples. Quase simples demais!

Mas foi a explicação de Michael Casey, um Monge Beneditino da Austrália, que abriu de verdade os meus olhos para o quanto a simples frase de São Bento nos importa.

Diz o Monge Michael Casey:

São Bento está dizendo com esta frase - "Agora, pois, ergamo-nos, finalmente. A Escritura nos desperta dizendo: ‘Esta é a hora de levantarmos do sono" - que, diante das possibilidades espirituais trazidas a nós pela Graça, somos lentos em nossas respostas. Por isso precisamos nos apressar, nos mexer, para permitir que a Graça de Deus nos impulsione ainda mais e, mais rápido, em direção ao que a Providência Divina preparou para nós.

"Nenhum chamado enfrenta tanta resistência quanto o chamado para acordar". Não precisamos ser surpreendidos se não queremos ser empurrados à ação, em especial quando não sabemos exatamente o que vai estar em jogo. Estamos sendo chamados a um estado não especificado de alerta. Estamos sendo convidados a ficar preparado para os desafios desconhecidos, para dizer sim a demandas que ainda não foram feitas. Tudo isto requer uma forte Fé na Providência e uma firme confiança em Deus, que nunca nos pede nada além dos nossos limites reais. E temos que ser realistas. Apesar dos pressentimentos, podemos ter uma razoável certeza de que o heroísmo exigido hoje não vai envolver nenhuma desgraça, ou tortura, ou martírio; vai simplesmente indicar pequenas ações que transcendem os limites habituais que impomos à própria benevolência: uma palavra de encorajamento aqui, alguns minutos de solícita escuta ali, um gesto de ajuda, um ato de perdão ou de solidariedade, uma iniciativa oculta que promove o bem comum. As ocasiões para esses pequenos atos de heroísmo surgem, mas apenas se, em primeiro lugar, estivermos acordados e atentos à sua possibilidade.

Fazer melhor requer vigilância. Quantas vezes, quando somos acusados de agir errado ou de omitir algo importante, respondemos com desculpas como “Eu não sabia”, ou “Eu não estava ciente”, ou “Eu não pensava que”? O desafio moral passou batido porque a consciência não estava acionada; estáva dormindo.

Ao criarmos um miasma de fogos de artifício sensoriais, efetivamente bloqueamos tudo para além do que é sensato: toda percepção espiritual, toda atenção à interioridade. A consciência fica amortecida pela sobrecarga sensorial e, pouco conscientes das possibilidades abertas para criarmos um mundo melhor.

A voz da consciência e as palavras do Evangelho são um som Suave e Delicado no meio do universo barulhento. A imaginação vivaz desperta emoções que nos impede de alcançar o nível de tranquilidade interior que nos permitiria atender aos avisos da consciência e aos sussurros do Espírito Santo. O resultado é que estamos tão despertos no nível sensorial que não há espaço para o despertar mais interior. A maioria de nós não consegue ouvir outra voz quando está ao mesmo tempo vendo televisão, enviando mensagens, olhando o celular e, internamente, se preocupando com algum pesar! Da mesma forma, não podemos ser espiritualmente conscientes sem abaixar o volume das outras vozes. Para estar despertos e atentos espiritualmente, temos de limitar a atenção que damos a outras áreas. E, de acordo com São Bento, temos que começar já: “Esta é a hora de levantar-nos do sono”!

A simples frase de São Bento e a explicação do Monge Michael Casey lembra-nos de algo esquecido e que é preciso fazer todos os dias. O risco é o de apreender e aceitar intelectualmente os conteúdos da Fé Católica ao mesmo tempo em que, por outro lado, ficamos sonolentos aos inúmeros chamados de Deus para a vida de todos os dias. É necessário acordar; conhecer a vontade de Deus para nós! Temos que reconhecer quando a nossa vontade está tentando subverter a de Deus. E temos que procurar, denodadamente, ser fiéis de modo heroico nos pequenos atos de cada dia.

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Profissão de Fé - Santo Atanásio


PROFISSÃO DE FÉ 

Santo Atanásio de Alexandria (293-373) foi o primeiro e grande defensor da Igreja contra os arianos. Desde criança este Santo já demonstrou ter dons e talentos especiais, e mais tarde a sua educação foi aperfeiçoada pelos Arcebispos da Alexandria, Pedro e Alexandre.

Santo Antão, o Grande, cuja vida Santo Atanásio escreveu, exerceu uma grande influência sobre ele.

Após ter se aprofundado nos estudos das Escrituras Sagradas e obras dos Santos Padres e Doutores da Igreja, bem como a literatura clássica da antiguidade, Santo Atanásio assumiu um cargo muito importante naquela época: o de arcediácono junto do bispo Alexandre. Em particular, durante o século IV, houve grandes Padres e Doutores que defenderam a Igreja na época em que ela foi, por muito tempo, profundamente abalada pela heresia de Ário (este herege renegava a natureza divina de nosso Senhor Jesus Cristo).

Durante sua vida tão agitada e sacrificada, Santo Atanásio escreveu muitas obras em defesa da Ortodoxia e ensinamentos para os fiéis. As suas obras, traduzidas para o russo, foram editadas em quatro volumes. Até hoje os pensamentos, as refutações e apologias de Santo Atanásio têm um grande significado para todos nós, pois a sua linguagem é muito rica.
Atanásio foi o sucessor do bispo de Alexandria, embora tivesse apenas 31 anos, e dirigiu a Igreja de Alexandria por 46 anos, período de muito sofrimento e perseguição. Os arianos não lhe deram descanso, que, com o apoio do imperador, espalharam muitas calúnias contra Atanásio, que por cinco vezes teve de fugir de sua sede episcopal. Refugiava-se no deserto onde conheceu e conviveu com o grande Santo Antão. Durante cinco anos ficou lá escondido, saindo somente à noite para dirigir sua igreja e consolar seus fiéis. Atanásio foi firme e inquebrantável com seus numerosos escritos, manteve viva a fé no Verbo Encarnado. Faleceu reconhecido por toda a Igreja, com 77 anos. E como reconhecimento de seu trabalho, fidelidade e fundamentais obras escritas para a Santa Igreja foi declarado Doutor da Igreja.

O Credo de Santo Atanásio possui quarenta artigos. Apesar de a data ser incerta, este credo foi elaborado para combater o arianismo e reafirmar a doutrina cristã-católica da Santíssima Trindade. Foi incluído na liturgia, é autêntica profissão de fé e é totalmente reconhecido pela Igreja Católica.

Uma ORAÇÃO a ser pronunciada todos os dias em todos os momentos assim como nossos PAIS na FÉ o faziam, e assim como, na Carta Apostólica sob forma Motu Próprio com a qual o Papa Emérito Bento XVI nos exorta a fazermos.

Hoje devemos professar nossa FÉ com a mesma força e intensidade com que o mundo professa seus mais diversos ódios.

Credo de Santo Atanásio: QUICUMQUE.

1. Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica.

2. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem dúvida por toda a eternidade.

3. A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus.

4. Sem confundir as Pessoas nem separar a substância.

5. Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo.

6. Mas uma só é a divindade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade.

7. Tal como é o Pai, tal é o Filho, tal é o Espírito Santo.

8. O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado.

9. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso.

10. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.

11. E contudo não são três eternos, mas um só eterno.

12. Assim como não são três incriados, nem três imensos, mas um só incriado, um só imenso.

13. Da mesma maneira, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente.

14. E contudo não são três onipotentes, mas um só onipotente.

15. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus.

16. E contudo não são três deuses, mas um só Deus.

17. Do mesmo modo, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor.

18. E contudo não são três senhores, mas um só Senhor.

19. Porque, assim como a verdade cristã nos manda confessar que cada uma das Pessoas é Deus e Senhor, do mesmo modo a religião católica nos proíbe dizer que são três deuses ou senhores.

20. O Pai não foi feito por ninguém: nem criado nem gerado.

21. O Filho procede do Pai: não foi feito nem criado, mas gerado.

22. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Pai e do Filho.

23. Não há, pois, senão um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.

24. E nesta Trindade não há nem mais antigo nem menos antigo; nem maior nem menor, mas as três Pessoas são coeternas e iguais entre si.

25. De sorte que, como se disse acima, em tudo se deve adorar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade.

26. Quem, pois quiser salvar-se deve ter estes sentimentos a respeito da Trindade.

27. Mas para alcançar a salvação é necessário ainda crer firmemente na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

28. A pureza da nossa fé consiste, pois, em crer ainda e confessar que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem.

29. É Deus, gerado da substância do Pai desde toda a eternidade; é homem porque nasceu no tempo da substância de sua Mãe.

30. Deus perfeito e homem perfeito, com alma racional e carne humana.

31. Igual ao Pai segundo a divindade; menor que o Pai segundo a humanidade.

32. E embora seja Deus e homem, contudo não são dois, mas um só Cristo.

33. É um, não porque a divindade se tenha convertido em humanidade, mas porque Deus assumiu a humanidade.

34. Um, finalmente, não por confusão de substância, mas por unidade de Pessoa.

35. Porque, assim como a alma racional e o corpo formam um só homem, assim também a divindade e a humanidade formam um só Cristo.

36. Ele sofreu a morte por nossa salvação, desceu aos infernos e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos.

37. Subiu ao Céu, e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos.

38. E quando vier, todos os homens ressuscitarão com seus corpos, para prestar contas de seus atos.

39. E os que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna, e os maus para o fogo eterno.

40. Esta é a fé católica, e aquele que não a professar fiel e firmemente não se poderá salvar.

AD MAIOREM DEI GLORIAM

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terça-feira, 1 de maio de 2018

São José

SÃO JOSÉ

São José, pelo Amor Paternal que tivestes ao Menino Jesus e por seu Silêncio Obediente, tu que és o maior de todos os Santos de Deus, chamado pela Igreja em todos os tempos como o terror e o horror dos infernos, rogamos a ti vossa intercessão para os homens de toda a terra! 
Rogai a Deus, vosso Senhor e nosso, por nossas almas! 
Rogai a Deus por nossas vidas e nossos trabalhos. 
Rogai a Deus por nossa libertação e santificação. 

Amém.


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Padre Francesco Bemonte

Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...