segunda-feira, 17 de julho de 2017

Cardeal Mercier

O Cardeal que se “confessou” com um leigo.

Sua Eminência o Cardeal Mercier (1851-1926)

Ajoelhado no confessionário, o rosto banhado por um suor frio, um homem maduro desfiava hesi­tan­te suas falhas e pecados diante do confessor.

Na penumbra do confessionário apenas se distinguia uma figura imponente que infundia ao mesmo tempo confiança e respeito. Era o ilustre Cardeal Mercier, Arcebispo de Malines (Bélgica). Depois de ouvir a confissão, o Cardeal sussurrou ao ouvido de seu penitente:

Contaste-me os segredos de tua vida, agora eu vou te contar o meu!

O homem ficou assustado e exclamou:

O senhor vai confessar-me os seus pecados?

Vou te revelar um segredo de santidade e de felicidade: todos os dias, durante cinco minutos, guarda a tua imaginação, fecha teus olhos a todas as coisas sensíveis, teus ouvidos aos ruídos do mundo, e recolhe-te ao santuário de tua alma batizada, que é templo do Espírito Santo e fala assim com Ele: Eu vos adoro, ó Espírito Santo, alma de minha alma! Iluminai-me, guiai-me, fortificai-me, consolai-me. Dizei-me o que devo fazer e ordenai-me que o faça. Prometo-vos submeter-me a tudo que desejais de mim e aceitar tudo quanto permitirdes que me suceda: fazei-me sempre conhecer somente a vossa vontade.

O homem perguntou:

Mas Sr. Cardeal, para mim, será que isso dará certo?

O Cardeal responde:

Se fizeres isso, tua vida transcorrerá feliz, serena e cheia de consolações, mesmo em meio às penas, pois a graça será proporcional à prova e receberás for­­ça para vencê-la. Assim che­ga­rás às portas do Paraíso cheio de mé­ritos; essa submissão ao Espírito Santo é o segredo da santida­de!


domingo, 16 de julho de 2017

“EU QUERO SER COMPLETAMENTE DE DEUS” - Padre Philip Mulryne

https://www.facebook.com/adoradoresdocoracaodejesus/

“EU QUERO SER COMPLETAMENTE DE DEUS” - Padre Philip Mulryne

Philip Mulryne trocou os campos de futebol por Missas e Paróquias. Durante sua carreira jogou com nomes internacionalmente conhecidos como David Beckham. Hoje em sua nova carreira ele joga com Àquele que tem o Nome acima de todos os Nomes, com Àquele que É! A vocação falou mais forte e recentemente ele foi ordenado Sacerdote! Hoje ele está em campo para a maior de todas as partidas, onde ele luta com todas as suas forças para ganhar almas.

O Seu Treinador, o Cristo, disse-lhe – “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me." (Mc 10, 21), e a resposta do jovem Philip Mulryne, totalmente diferente da resposta do jovem citado nas Sagradas Escrituras, foi: “EU QUERO SER COMPLETAMENTE DE DEUS” - Padre Philip Mulryne

https://www.facebook.com/adoradoresdocoracaodejesus/


sexta-feira, 14 de julho de 2017

O Diálogo das Carmelitas

O DIÁLOGO DAS CARMELITAS

Carmelitas de Compiègne ou Mártires Carmelitas de Compiègne ou Mártires de Compiègne, ou, na sua forma portuguesa, de Compienha, são dezesseis religiosas do Carmelo de Compiègne assassinadas por revolucionários franceses do Comitê de Salvação Pública que as levaram à guilhotina por ódio à religião, no segundo período do Terror da Revolução Francesa, no dia 17 de julho de 1794, no local hoje denominado "Place de la Nation", na época "Place du Trône Renversé".

Antes de serem executadas ajoelharam-se e cantaram o hino Veni Creator, após o que todas renovaram em voz alta os seus compromissos do batismo e os votos religiosos. A execução teve início com a noviça e por último foi executada a Madre Superiora 'Madeleine-Claudine Ledoine (Madre Teresa de Santo Agostinho) (Paris, 22 de setembro de 1752), professa em 16 ou 17 de maio de 1775. Durante as execuções reinou absoluto silêncio. Seus corpos foram sepultados num profundo poço de areia em um cemitério em Picpus. Como neste areal foram enterrados 1298 vítimas da Revolução, é pouco provável a recuperação de suas relíquias. Foram solenemente beatificadas em 27 de maio de 1906 pelo Papa São Pio X.
_______________

O Papa João Paulo I sobre elas disse:

Durante o processo ouviu-se a condenação: "À morte por fanatismo". E uma, na sua simplicidade, perguntou: — "Senhor Juiz, se faz favor, que quer dizer fanatismo?". Responde o juiz: — É pertencerdes tolamente à religião". — "Oh, irmãs!" — disse então a religiosa — "ouvistes, condenam-nos pelo nosso apego à fé. Que felicidade morrer por Jesus Cristo!". Fizeram-nas sair da prisão da Conciergerie, meteram-nas na carreta fatal e elas, pelo caminho, foram cantando hinos religiosos; chegando ao palco da guilhotina, uma atrás doutra ajoelharam-se diante da Prioresa e renovaram o voto de obediência. Depois entoaram o "Veni Creator"; o canto foi-se tornando, porém, cada vez mais débil, à medida que iam caindo, uma a uma, na guilhotina, as cabeças das pobres irmãs. Ficou para o fim a Prioresa, Irmã Teresa de Santo Agostinho; e as suas últimas palavras foram estas: "O amor sempre vencerá, o amor tudo pode". Eis a palavra exacta: não é a violência que tudo pode, é o amor que tudo pode.

O grupo de religiosas carmelitas lideradas por Madre Teresa de Santo Agostinho era composto por 16 mulheres: 10 freiras, 1 noviça, 3 irmãs leigas, 2 irmãs rodeiras.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Serva de Deus Maria Simma

Comunidade de Aliança Adoradores do Coração de Jesus

https://www.facebook.com/adoradoresdocoracaodejesus/

Serva de Deus Maria Simma (1915-2004)
Uma alma mística chamada Maria Simma de Sonntag, nasceu na Áustria em 1915. Alma religiosa e mística que foi favorecida com um carisma não muito raro na história da Igreja e das almas eleitas. Esta pobre senhora que estivera em três conventos, e que passou por muito tempo ignorada encontrou, pouco a pouco, sob a orientação do seu Diretor espiritual, Pe. Alfonso Matt, a estrada da sua verdadeira vocação: 'o apostolado em favor das almas do purgatório", e o seu testemunho não pode deixar de nos convencer. Maria Simma, durante 50 anos foi visitada pelas almas do purgatório. O testemunho de Maria Simma tem como objetivo nos fazer refletir sobre os “novíssimos” (realidades futuras que nos aguarda após a morte) e quem sabe poderá ajudar-nos a mudar os nossos hábitos e começarmos a viver de uma maneira diferente, segundo a vontade de Deus. Sabemos que são muitos os canais que Deus se utiliza hoje para falar ao mundo, aos seus filhos, para ajudá-los em suas necessidades espirituais.

Segue abaixo um LINK com um arquivo onde você pode aprender, entender e aproveitar para deixar-se iluminar pelo Espírito Santo que age e fala através de seus eleitos. Preciosíssima Leitura - Indiquem a todos!:

sábado, 8 de julho de 2017

Cardeal Newman

Um recado do Cardeal Newman aos Católicos 

Se há uma coisa que tem emperrado a nossa vida espiritual, especialmente em tempos de Internet, é a ilusão da autossuficiência.
Se há uma coisa que emperra a nossa vida espiritual, especialmente em tempos de Internet, é a ilusão da autossuficiência. As Escrituras ilustram o seu perigo quando dizem que " Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes" (Tg 4, 6).
O bem-aventurado John Henry Newman, em um de seus "Sermões pregados em diversas ocasiões" — obra recém traduzida para o português e publicada pela editora Molokai —, tem algumas palavras muito adequadas para tratar esse problema. Falamos especialmente de um discurso seu, feito na University Church de Dublin, em 1856, que leva o título "A religião do fariseu, a religião da humanidade". (Aos que lêem em inglês, vale a pena acessar o texto original, aqui.)
Newman inicia a sua pregação com a oração do publicano, na famosa parábola do Evangelho (cf. Lc18, 9-14): "Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!". Para ele, trata-se da oração cristã por excelência, por constituir, ao mesmo tempo, "uma confissão do pecado e uma oração por misericórdia" [1], coisa que absolutamente todos os membros da Igreja são chamados a repetir. Mesmo estando na glória do Céu, é justamente o fato de terem sido alcançados pela misericórdia de Deus o que os santos cantam dia e noite, como comprova o Apocalipse: "Foste imolado e resgataste para Deus, ao preço do teu sangue homens de toda tribo, língua, povo e raça" (5, 9).
Assim, continua o Cardeal Newman:
O que é para os santos que estão nos Céus tema de gratidão sem fim é, enquanto estão no mundo, o motivo da sua humilhação perpétua. Qualquer que seja o seu avanço na vida espiritual, nunca deixam de se ajoelhar, nunca deixam de bater no peito, como se o pecado lhes fosse estranho enquanto estavam na carne. Até mesmo Nosso Senhor, o próprio Filho de Deus na natureza humana infinitamente separado do pecado, e mesmo sua Mãe Imaculada, repleta da sua Graça desde os primórdios de sua existência e sem qualquer mancha do pecado original, mesmo eles, como descendentes de Adão, foram no fim submetidos à morte, a punição direta e categórica do pecado. E mais ainda, mesmo o mais favorecido da gloriosa companhia a quem Ele lavou em seu Sangue; eles nunca se esqueceram do que eram por nascimento; confessam, todos juntos, que são filhos de Adão, e da mesma natureza dos seus irmãos, cercados de enfermidades na carne, qualquer que seja a graça concedida a eles e seu aperfeiçoamento. Alguns podem se voltar para eles, mas eles sempre se voltam para Deus; alguns podem falar dos seus méritos, mas eles só falam dos seus defeitos. O jovem sem mácula, o maduro de idade avançada, o que pecou menos, o que se arrependeu mais, o semblante jovem e inocente e os cabelos grisalhos se unem numa mesma ladainha: 'Ó Deus, tende piedade de mim, que sou pecador!'..." [2]
Essas verdades são realmente notáveis na vida dos santos. São Filipe Néri, por exemplo, "quando alguém o elogiava, gritava: 'Vai-te embora, eu sou um diabo e não um santo!', e quando ia comungar, protestava diante do seu Senhor, dizendo-se 'bom para nada além de fazer o mal'" [3].
Mas não era um simples exagero retórico, uma questão de "etiqueta", esse comportamento tão usual na história dos seguidores de Cristo. A humildade não é uma máscara que os santos colocam para disfarçar o que realmente são. Muito ao contrário, como ensinava Santa Teresa d'Ávila às suas irmãs, ser humilde é "andar na verdade" [4]: em primeiro lugar, a verdade de que somos criaturas e só por isso já nos encontramos infinitamente distantes de Deus, como diz o salmista: "Diante da vossa presença, não é justo nenhum dos viventes" (Sl 142, 2); em segundo lugar, a verdade de que somos pecadores — "todos pecaram e estão privados da glória de Deus" (Rm 3, 23) — e, com as nossas faltas, só o que fazemos é aumentar ainda mais o abismo que nos separa do Criador.
Assim, se procuramos levar uma vida correta, se nos esforçamos por cumprir os Mandamentos, se conseguimos praticar esta ou aquela virtude, nada disso é por mérito nosso, mas unicamente por graça de Deus. É Ele quem nos inspira, diz o Apóstolo, "o querer e o fazer" ( Fl 2, 13).
Isso precisa entrar em nossa cabeça o quanto antes, para que afastemos de uma vez por todas todo ranço de "pelagianismo prático" de nossa vida [5]. Não adianta nada reconhecermos, na teoria, que Deus é o "sumo Bem", que só a Ele devemos servir e adorar, que não devemos viver para nós mesmos, se continuamos a levar, na prática, o mesmo estilo pagão e autossuficiente de sempre: sem reservar um tempo para fazer oração, sem cumprir os nossos deveres de estado, sem fazer durante o dia algum tipo de mortificação etc. Ora, se Deus é realmente a fonte de todo o nosso bem, por que não recorremos a Ele e não procuramos cumprir o que nos manda, inclusive nas pequenas coisas do dia-a-dia? Desde quando basta, para sermos bons católicos, ir à Missa aos domingos e rezar uma ou outra Ave-Maria durante o dia, ao mesmo tempo em que gastamos na TV, no Facebook ou no WhatsApp o resto do tempo que Deus nos dá — muitas vezes até, sob o pretexto de "estarmos evangelizando" na Internet?
A verdade é que não alcançaremos a santidade enquanto continuarmos sentados em frente a um computador, vivendo um catolicismo cômodo de Facebook; enquanto continuarmos simplesmente comprando livros e mais livros para a nossa biblioteca, na ilusão de sermos salvos pela "alta cultura" [6]; enquanto acharmos que tudo ficará bem quando o mundo for simplesmente conservador. Não foi para fundar um grupo nas redes sociais, uma sociedade literária ou uma agremiação política que Cristo veio a este mundo. Continua sendo necessário entrarmos na Igreja, e nela perseverarmos, para alcançarmos a salvação [7]. Nas palavras do beato John Henry Newman:
"As nossas realizações seculares não nos valerão de nada se não se subordinarem à religião. O conhecimento do Sol, da Lua e das estrelas, da Terra e de seus três reinos, dos clássicos ou da História, nada disso nos levará para o Céu. Podemos dar 'graças a Deus' porque não somos como os analfabetos e os estúpidos; mas aqueles a quem desprezamos, se tudo o que souberem for pedir a misericórdia dEle, então sabem o que se deve saber para obter o Céu, muito mais do que todas as nossas letras e toda a nossa ciência." [8]
Tomar consciência de todas essas verdades também nos ajuda a ter, em relação ao próximo, uma atitude de muito mais caridade — virtude a qual muitas pessoas parecem ter esquecido na hora de usar a Internet. Talvez por não estarem face a face com quem se encontra do outro lado da tela, os usuários das redes sociais sentem-se livres para escrever em suas linhas do tempo todo tipo de ofensa e xingamento aos outros, por motivos muitas vezes os mais banais. A essas pessoas, a Imitação de Cristo dá um conselho importante: "Ainda quando vejas alguém pecar publicamente ou cometer faltas graves, nem por isso te deves julgar melhor, pois não sabes quanto tempo poderás perseverar no bem. Nós todos somos fracos, mas a ninguém deves considerar mais fraco que a ti mesmo" [9].
Em todo o sermão de que falamos, o Cardeal Newman procura contrapor à religião cristã, marcada pela figura do publicano, a religião do fariseu, das pessoas "autossuficientes", dos que "estão muito contentes consigo mesmos e acham que seu mérito é muito elevado" [10]. A diferença fundamental entre as duas está justamente na ação sobrenatural: esta é esteticamente até agradável, está repleta de "bons modos", mas é imanente, humanista, mundana; aquela, no entanto, reúne pessoas de todos os tipos, as quais se esvaziam e se deixam redimir por Deus.
Por isso, você, que lê estas linhas, não deixe de fazer hoje a experiência do desespero… de si próprio! É a experiência fundamental que conduziu todos os santos a Cristo e que deve mover também a nossa conversão, dia após dia. Não somos capazes de amar a Deus com nossas próprias forças. Baseando-nos tão-somente em nossos esforços, não vai dar certo. Ele manda que trabalhemos, mas somos preguiçosos; que sejamos castos, mas somos infiéis; que sejamos pacientes, mas nos irritamos facilmente; que rezemos e nos lembremos dEle, mas sempre nos esquecemos. Se pararmos para meditar um pouco sobre a nossa miséria, veremos que a graça de Deus é necessária para absolutamente tudo em nossa vida. Sejamos menos autossuficientes, pois, e abramos o nosso coração para esta verdade que Cristo proclama no Evangelho: "Sem Mim, nada podeis fazer"(Jo 15, 5). Que Ele seja o nosso tudo, porque nós, definitivamente, não somos nada.
Notas e Referências
  1. John Henry Newman, Sermões pregados em diversas ocasiões, 1. ed., São Paulo: Molokai, 2016, p. 27.
  2. Ibid., p. 28.
  3. Ibid., p. 29.
  4. Sextas Moradas, 10, 7.
  5. Reginald Garrigou-Lagrange, Las tres edades de la vida interior, 11. ed., Madrid: Palabra, 2007, p. 448.
  6. Com isso não queremos dizer, evidentemente, que haja algum problema em buscar conhecimento ou procurar construir uma biblioteca de estudos. Em tempos como os nossos, nunca foi tão necessário estudar — até mesmo para crescer na fé e educar os próprios filhos na verdadeira religião. Existe entre muitos, no entanto, a ilusão de que essas coisas, por si só, sejam suficientes. O próprio trabalho custoso que exige o cultivo de uma vida espiritual pode induzir-nos a essa tentação. Daí a importância de repetirmos para nós mesmos, e muitas vezes, este ensinamento do Cardeal Newman: "As nossas realizações seculares não nos valerão de nada se não se subordinarem à religião", que não passa de um eco do Evangelho: "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder a própria alma?" (Mc 8, 36).
  7. Catecismo da Igreja Católica, 846.
  8. John Henry Newman, Sermões pregados em diversas ocasiões, 1. ed., São Paulo: Molokai, 2016, p. 38.
  9. Imitação de Cristo, l. 1, c. 2.
  10. John Henry Newman, Sermões pregados em diversas ocasiões, 1. ed., São Paulo: Molokai, 2016, p. 32.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Sair do pecado e entrar no Reino de Deus

Isaac da Estrela (? - 1171) - Monge Cisterciense

“Sair do pecado e entrar no Reino de Deus”

Irmãos, chegou a hora de cada um de nós sair do seu pecado. Afastemo-nos da nossa Babilónia, para irmos ao encontro de Deus nosso Salvador, como nos advertiu o profeta: Prepara-te, Israel, para o encontro com o teu Senhor, pois Ele vem! (Am 4, 12). Afastemo-nos do abismo do nosso pecado e aceitemos partir em direção ao Senhor, que assumiu uma carne semelhante à do pecado (Rm 8,3). Então encontraremos Cristo, Aquele mesmo que expiou o pecado que nunca cometera. Então, Aquele que salva os penitentes dar-nos-á a salvação, pois Ele é misericordioso para com os que se convertem.

Dir-me-eis: Mas quem pode sair sozinho do pecado? Sim, na verdade, o maior pecado é o desejo de pecar. Afasta-te, pois, desse desejo, odeia o pecado e estás livre dele. Se odiares o pecado, terás encontrado a Cristo, lá onde Ele Se encontra. A quem odeia o pecado Cristo perdoa as faltas, esperando erradicar os nossos maus hábitos.

Mas dizeis que mesmo isso é muito para vós e que, sem a graça de Deus, é impossível o homem odiar o seu pecado e desejar a justiça. Que o Senhor seja louvado pela sua misericórdia, pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens! (Sl 106, 8). Ó Senhor de mão poderosa, Jesus onipotente, vem libertar a minha razão cativa do demônio da ignorância e arrancar da minha vontade doente a peste das suas ambições. Liberta as minhas capacidades, a fim de que eu possa agir com força, como desejo de todo o meu coração.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

João 15, 1-8

João 15,1-8 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor.
Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda.
Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado.
Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim.
Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer.
Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem.
Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá.
Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos."
Comentário ao Evangelho (S. João 15,1-8) feito por Isaac da Estrela (? - 1171) Monge Cisterciense.

"A parábola da vinha"

Professo todo o respeito pela fiel e pertinente explicação da vinha (da parábola de Mateus 20, 15) enquanto Igreja universal: a vinha como representação de Cristo; os ramos como representação dos cristãos; o agricultor e proprietário como representação do Pai celeste; o dia como representação do tempo na sua totalidade ou da vida do homem; as horas representando as idades do mundo ou do indivíduo; a praça representando a atividade agitada do mundo, ávido de dinheiro.
Pessoalmente, porém, gosto de considerar a minha alma e o meu corpo, isto é, a totalidade da minha pessoa, como uma vinha. Não devo negligenciá-la, mas laborar, trabalhar para que ela não seja abafada por outros ramos ou por raízes alheias, nem incomodada pela profusão de rebentos no seu crescimento natural. Devo mondá-la para que não desenvolva demasiado sarmento, podá-la para que lhe nasçam mais frutos. Devo circundá-la com uma vedação para que não fique à mercê da pilhagem por quem passa na estrada, e sobretudo para que o javali da selva não a devaste (cf Sl 79, 14). Devo cultivá-la com o maior dos cuidados para que a cepa original da vinha escolhida não degenere, para que não se torne uma vinha abastardada, incapaz de alegrar Deus e os homens (cf Sl 103, 15) ou talvez susceptível de os entristecer. Devo protegê-la com aturada vigilância para que o fruto que tanto trabalho custou e que por tanto tempo foi esperado não seja clandestinamente roubado por aqueles que, às escondidas, devoram o infeliz (Hab 3, 14), para que não desapareça de repente numa devastação imprevista. Eis porque o primeiro homem recebeu a ordem de cultivar e guardar o Éden como se fosse uma vinha (Gn 2, 15).


terça-feira, 4 de julho de 2017

São Padre Pio de Pietrelcina

"O teu coração terá grande conforto quando você tiver a certeza que na hora da dor Jesus mesmo sofre em ti e por ti. Ele não te abandona; porque Ele te abandonaria agora que no martírio da tua alma você se assemelha a Ele na Cruz?"

(Exortação de Padre Pio de Pietrelcina para o Padre Gerardo di flumeri)

sábado, 1 de julho de 2017

Gl 5, 13-15

Nós fomos criados para a liberdade; entretanto, que a liberdade não sirva de pretexto para a carne, mas, pela caridade,colocai-vos a serviço uns dos outros. Pois toda a Lei está contida numa só Palavra: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Mas se vos mordeis e vos devorais reciprocamente, cuidado, não aconteça que vos elimineis uns aos outros. (cf. Gl 5, 13-15).

Postagem em destaque

Padre Francesco Bemonte

Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...