segunda-feira, 26 de junho de 2017

São Gregório Palamas

São Gregório Palamas (1296-1359) – Monge – Bispo - Teólogo

“Nada há encoberto que não venha a descobrir-se”

Do alto do céu, Deus oferece a todos os homens as riquezas da sua graça. Ele próprio é a fonte da salvação e a luz de onde emana eternamente a misericórdia e a bondade. Mas nem todos os homens tiram proveito da sua força e da sua graça pelo exercício perfeito da virtude e a realização das suas maravilhas; só o fazem aqueles que puseram as suas realizações em prática e que provaram por atos o seu apego a Deus, aqueles que se afastaram completamente do mal, que aderem firmemente aos mandamentos de Deus e que fixam o seu olhar espiritual em Cristo, Sol de justiça.

Do alto do céu, Cristo oferece aos que combatem o socorro do seu braço, e exorta-os com estas palavras do Evangelho: “A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus”. Enquanto servidores de Deus, os santos declaram-se por Cristo nesta vida passageira e diante dos homens mortais; fazem-no por um curto espaço de tempo e na presença de um pequeno número de homens. Mas nosso Senhor Jesus Cristo declara-Se por nós no mundo da eternidade, diante de Deus seu Pai, rodeado dos anjos e dos arcanjos e de todas as forças do céu, na presença de todos os homens, desde Adão até ao fim dos séculos. Porque todos ressuscitarão e serão julgados no tribunal de Cristo. Então, na presença de todos e à vista de todos, Ele dará a conhecer, glorificará e coroará aqueles que Lhe provaram a sua fé até ao fim.

domingo, 25 de junho de 2017

Filoteu o Sinaita - A guerra Secreta

Filoteu - O Sinaíta (Monge do Mosteiro de Batos e herdeiro do pensamento de São João Clímaco)

"Há uma guerra secreta, na qual os espíritos maus guerreiam contra a alma, por ação dos pensamentos. Como a alma é incorpórea, esses poderes do mal atacam-na imaterialmente, conforme sua natureza. Vê-se afrontarem-se armas e frentes de batalha, ciladas e combates terríveis; há lutas corpo a corpo, e as vitórias e derrotas são repartidas. Falta um único ponto de semelhança à guera espiritual: a declaração das hostilidades... Ela explode repentinamente, sem aviso prévio; por incursão nas profundezas do coração,  surpreende a alma numa emboscada mortal. Por que esses assaltos? Para impedir-nos de cumprir a vontade de Deus, conforme a oração: 'SEJA REALIZADA A TUA VONTADE' (Mt 6, 10), isto é, os mandamentos. Quem guarda atentamente o espírito contra o erro, por meio da sobriedade, observa com perspicácia os assaltos e as contendas em torno das imaginações. Esse é o fruto de uma longa experiência".

quinta-feira, 22 de junho de 2017

FILOTEA

São Francisco de Sales - FILOTEA

"Há muitos penitentes que efetivamente saem do pecado, porém não lhe perdem afeto. Passam algum tempo sem pecado, mas com pesar; muitos estimariam poder pecar se não fossem condenados por isso; falam do pecado com um certo gosto que o vão prazer lhes proporciona e pensam sempre que os outros se satisfazem e deleitam cometendo-o. Ah! quão enredado está o coração deste mísero homem pela afeição ainda que livre do pecado. Portanto, Filoteia, uma vez que aspiras sinceramente à devoção, não só deves deixar o pecado, mas é também necessário que teu coração se purifique de todos os afetos que lhe foram as causas e são presentemente as consequências; pois, além de constituírem um contínuo perigo de recaídas, enfraqueceriam a tua alma e te abateriam o espírito - duas coisas que, como deixei dito - são irreconciliáveis com a vida devota. Essas almas, que, tendo deixado o pecado, são tíbias e vagarosas no serviço de Deus, assemelham-se a pessoas que têm cor pálida: não é que estão verdadeiramente doentes, mas bem se pode dizer que seu aspecto, seus gestos e todas as suas ações estão doentes".

segunda-feira, 19 de junho de 2017

São Cirilo de Jerusalém

São Cirilo de Jerusalém (Séc IV).

Salve, cidade de Éfeso, mais formosa que os mares, porque em vez dos portos da terra, marcaram encontro em ti os que são portos do céu! Salve, honra desta região asiática semeada por todos os lados de templos, como preciosas jóias, e consagrada, no presente, pelos benditos pés de muitos santos Padres e Patriarcas! Com sua vinda, cumularam-te de toda bênção, porque onde eles se congregam, aumenta e multiplica-se a santidade: religiosos fiéis, anjos da terra, afugentam eles, com sua presença, todo satânico poder e toda afeição pagã. Eles, repetimos, confundem toda heresia e são glórias de nossa fé ortodoxa.

Salve, bem-aventurado João, apóstolo e evangelista, glória da virgindade, mestre da honestidade. Salve, vaso puríssimo da temperança, a ti virgem, confiou, na cruz, nosso Senhor Jesus Cristo a Mãe de Deus, sempre virgem!

Salve, ó Maria, Mãe de Deus, virgem e mãe, estrela e vaso de eleição! Salve, Maria, virgem, mãe e serva: virgem, na verdade, por virtude daquele que nasceu de ti; mãe por virtude daquele que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva, por aquele que amou de servo a forma! Como Rei, quis entrar em tua cidade, em teu seio, e saiu quando lhe aprouve, cerrando para sempre sua porta, porque concebeste sem concurso de varão, e foi divino teu parto. Salve, Maria, templo onde mora Deus, templo santo, como o chama o profeta Davi, quando diz: "O teu templo é santo e admirável em sua justiça" (Sl 64). Salve, Maria, criatura mais preciosa da criação; salve, Maria, puríssima pomba; salve, Maria, lâmpada inextinguível; salve, porque de ti nasceu o sol da Justiça! Salve, Maria, morada da infinitude, que encerraste em teu seio o Deus infinito, o Verbo unigênito, produzindo sem arado e sem semente a espiga incorruptível! Salve, Maria, mãe de Deus, aclamada pelos profetas, bendita pelos pastores, quando com os anjos cantaram o sublime hino de Belém: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade" (Lc 2,14). Salve, Maria, Mãe de Deus, alegria dos anjos, júbilo dos arcanjos que te glorificam no céu! Salve, Maria, Mãe de Deus: por ti adoraram a Cristo os Magos guiados pela estrela do Oriente; salve, Maria, Mãe de Deus, honra dos apóstolos! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem João Batista, ainda no seio de sua mãe exultou de alegria, adorando como luzeiro a perene luz! Salve, Maria, Mãe de Deus, que trouxeste ao mundo graça inefável, da qual diz são Paulo: "apareceu a todos os homens a graça de Deus salvador" (Tt 2,1). Salve, Maria, Mãe de Deus, que fizeste brilhar no mundo aquele que é luz verdadeira, a nosso Senhor Jesus Cristo, que diz em seu Evangelho: "eu sou a luz do mundo!" (Jo 8,12). Deus te salve, Mãe de Deus, que iluminaste aos que estavam em trevas e sombras de morte; porque o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz (Is 9, 2), uma luz não outra senão Jesus Cristo nosso Senhor, luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo (Jo 1,9). Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem se apregoa nos Evangelhos: "bendito o que vem em nome do Senhor!" (Mt 21,9), por quem se encheram de igrejas nossas cidades, campos e vilas ortodoxas! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o vencedor da morte e o destruidor do inferno! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o autor da criação e o restaurador das criaturas, o Rei dos céus! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem floresceu e refulgiu o brilho da ressurreição! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem luziu o sublime batismo de santidade no Jordão! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem o Jordão e o Batista foram santificados e o demônio foi destronado! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem é salvo todo espírito fiel! Salve, Maria, Mãe de Deus, - pois acalmaste e serenaste os mares para que pudessem nossos irmãos cooperadores e pais e defensores da fé, serem conduzidos, com alegria e júbilo espiritual, a esta assembléia de entusiásticos defensores de tua honra!

Também aquele que, levando cartas de perseguição, sendo derrubado pela luz do céu no caminho de Damasco, falou sobre ti e confirmou para o mundo a fé na Trindade consubstancial, de um só Senhor, de um só batismo; de um só Pai, um só Filho, um só Espírito Santo; da substância inseparável e simplicíssima; da divindade incompreensível do Senhor Deus de Deus, Luz de Luz, Esplendor da Glória, que nasceu de Maria Virgem, conforme o anúncio do Arcanjo: "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, o Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra, e por isso o santo que de ti nascer será chamado Filho de Deus vivo" (Lc 1,35). Não somente o sabemos pelo arcanjo Gabriel; também Davi, no vaticínio que canta diariamente a Igreja, nos diz: "O Senhor me disse: és meu filho; no dia de hoje te gerei" ( Sl 2,7). Já o sábio Isaías, filho do profeta Amós, profeta nascido de profeta, o predissera: "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho e seu nome será Emanuel, que significa Deus conosco" (Mt 1,23).

Por isso todos os que formos fieis às Escrituras, seguindo os caminhos de Paulo, ouvindo as vozes dos profetas clamar-te-ão Bem aventurada.. Todos os que formos seguidores dos Evangelhos permaneceremos como disse o profeta: seremos como “oliveira fértil na casa de Deus” (Sl 51), glorificando a Deus Pai Todo Poderoso, a seu Filho UNIGÊNITO que nasceu de Maria e ao vivificante Espírito Santo, que se comunica a todos na vida; submissos aos fidelíssimos imperadores, honrando as rainhas, discretas e santas virgens, no seu amor à fé ortodoxa de Cristo de Jesus, nosso Senhor a quem se deve a glória pelos séculos dos séculos . Amém.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Santa Catarina de Sena

“Os males desta existência não são punições, mas correção a filhos que ofendem. O que é preferível: Ainda em vida ser duramente corrigido pelo fogo ardente do Eterno Amor, ou nesta vida viver os prazeres desmedidos, as conversas fúteis, a maledicência, os gozos carnais, as risadas medíocres e as riquezas enganadoras e acabar por lançar vossa alma aos abismos infernais? Lembra-te o pobre e doce alma que nesta vida a alegria possui um nome, CRUZ, a felicidade tem uma coroa, de ESPINHOS, e a paz possui firmes fixadores, os CRAVOS! Fora deste caminho apenas ilusão e morte. Que o Doce Cristo embriague  sua alma com o Seu Preciosíssimo Sangue".

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Dádiva de Deus

Venerável Fulton Sheen (1895-1979).

"As dores que a mulher suporta no trabalho de parto ajudam a expiar os pecados da humanidade, e extraem seu significado da Agonia de Cristo na Cruz. As mães são, portanto, não apenas cocriadoras com Deus; são corredentoras com Cristo na carne."

Lauda Sion Salvatorem

A belíssima história do Hino Lauda Sion Salvatorem, sequência da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi).

Urbano IV encontrava-se em Orvieto, quando decidiu estabelecer a comemoração de Corpus Christi. Estavam coincidentemente naquela cidade dois dos mais renomados teólogos de todos os tempos, São Boaventura e Santo Tomás de Aquino. O Papa os convocou, assim como a outros teólogos, encomendando-lhes um hino para a sequência da Missa dessa festa.

Conta-se que, terminada a tarefa, apresentaram-se todos diante do Papa e cada um devia ter sua composição. Logo o primeiro a fazê-lo foi Santo Tomás de Aquino, que apresentou então os versos do Lauda Sion Salvatorem.

São Boaventura, após a apresentação de São Tomás, de imediato queimou seu próprio pergaminho, causando grande espanto a todos e principalmente em Santo Tomás que perguntou “por que?" O santo franciscano, com profunda humildade e intensa caridade explicou-lhe que sua consciência não o deixaria em paz se ele causasse qualquer empecilho, por mínimo que fosse à Sequência escrita pelo Santo Dominicano! De imediato todos os demais Teólogos que ali estavam para a mesma finalidade impressionados com o Hino escrito por São Tomás e a Postura exemplar e fecunda de São Boaventura, decidiram tomar a mesma decisão e todos queimaram seus pergaminhos!

Bendito e Louvado seja Deus

Mais vale um "BENDITO E LOUVADO SEJA DEUS" nas dificuldades, nas tribulações e no Deserto da Alma que milhares, incontáveis agradecimentos quando tudo vai bem.

Aqueles que Amam só a Deus

Há muitos que procuram em Deus consolações e gostos, e desejam que Sua Majestade (Deus) os encha dos seus favores e dons, mas o número dos que se esforçam por Lhe agradar e Lhe oferecer algo de si mesmos, rejeitando qualquer interesse próprio, é muito pequeno. São poucos os homens espirituais, mesmo entre os que temos por muito avançados na virtude, que conseguem uma perfeita determinação de fazer o bem. Não chegam nunca a renunciar por completo a si mesmos em algum aspecto do espírito do mundo ou da natureza, nem a desprezar aquilo que se pensará ou dirá deles, quando se trata de cumprir, por amor a Jesus Cristo, as obras da perfeição e do desprendimento.

Aqueles que amam só a Deus não caminham nas trevas, por muito pobres e privados de luz que possam considerar-se. A alma que, no meio das securas e abandonos, mantém sempre a sua atenção e solicitude em servir a Deus poderá sofrer, poderá temer não conseguir, mas, na realidade, oferecerá a Deus um sacrifício de agradável odor. (Gn 8, 21)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

São João Cassiano (360-435)

Nosso segundo combate é contra o espírito da prostituição e a concupiscência da carne, que começa a atormentar o homem desde a primeira idade. É um combate imenso e difícil, pois comporta uma dupla luta. Enquanto que os outros vícios são combatidos apenas na alma, este deve sê-lo simultaneamente na alma e no corpo: assim, é preciso travar contra ele um duplo combate. Com efeito, o jejum corporal não é bastante para adquirir a castidade perfeita e a verdadeira pureza, se não existir ao mesmo tempo também a contrição do coração, uma prece dirigida a Deus com perseverança, uma meditação contínua das Escrituras, a fadiga e o trabalho manual, tudo aquilo que pode reprimir os impulsos flutuantes da alma e desviá-la das imaginações vergonhosas. Mas, sobretudo, é preciso a humildade da alma, pois, sem ela, não é possível dominar a prostituição, tanto quanto os outros vícios.

É preciso, antes de mais nada, guardar com o maior cuidado o coração dos pensamentos impuros. Pois, como disse o Senhor, “é do coração que saem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição e todo o resto”. De fato, o jejum não nos foi ordenado apenas para atormentar o corpo, mas também para manter o intelecto sóbrio e vigilante; este, obscurecido pelo excesso de comida, é incapaz de supervisionar os pensamentos. Certamente, é preciso mostrar o maior zelo no jejum corporal, mas também na guarda dos pensamentos e na meditação espiritual; senão é impossível elevar-se ao cume da castidade e da pureza. É preciso então, como diz o Senhor, purificar primeiro o interior do copo e do prato, a fim de que o exterior fique puro.

domingo, 11 de junho de 2017

Como você se vê, e como Deus te enxerga!

Deus vê Abrão e enxerga Abraão, vê Simão e enxerga Pedro, vê Saulo e enxerga Paulo!
Deus nos vê hoje, mas quem Ele realmente enxerga?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Doutrina - Alguns termos utilizado na Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana

DOUTRINA.

Significado de alguns termos usados na Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana:
  • HERESIA. 
  • DOGMA. 
  • BLASFÊMIA. 
  • ANATEMA. 
  • SACRILÉGIO.
  • TRANSUBSTANCIAÇÃO.
  • EPICLESE.
  • ANAMNESE.
HERESIA:
Heresia significa escolha, opção, e é um termo com origem no grego haíresis Uma heresia consiste na negação ou dúvida pertinaz, por parte de um cristão, de alguma verdade que se deve crer com fé divina. As heresias apareceram ao longo da história da Igreja pela negação ou recusa voluntária de uma ou mais afirmações de fé. Por sua transcendência teológica e política, são destacadas as heresias relativas à:
  • Natureza e missão de Cristo:
Arianismo, nestorianismo e monofisismo entre outras;

Liberdade do homem e à ação de Graça:

Pelagianismo, protestantismo entre outras;

Em relação a luta entre o bem e o mal:

Maniqueísmo, catarismo entre outras;
  • Em relação á função, à vida e constituição da Igreja:
Valdenses, hussitas, protestantismo entre outras.

A partir do século IV os concílios ecumênicos passaram a ser o principal instrumento eclesiástico para a definição da ortodoxia e condenação das heresias e desde o século XVI a vigilância doutrinal passou a ser exercida pelo Santo Ofício desde 1908 e da Doutrina da Fé a partir de 1965. Em alguns casos a Igreja impõe penas canônicas, sendo que a mais importante é a excomunhão.
  • Heresias Cristológicas:
Heresias cristológicas são ideias e doutrinas a respeito de Jesus Cristo que vão contra os ensinamentos da Igreja Católica. Algumas dessas doutrinas heréticas são: Docetismo, adocionismo, arianismo, apolinarismo, nestorianismo, monofisismo e monotelismo.

DOGMA:
Dogma é um termo de origem grega que significa literalmente “o que se pensa é verdade”. Os dogmas proclamados pela Igreja Católica devem ser aceitos como verdades reveladas por Deus através da Bíblia. São irrevogáveis e nenhum membro da Igreja, nem mesmo o Papa, tem autoridade para os alterar. Os Dogmas da Santa Madre Igreja Católica são:
  • Dogmas sobre Deus:
A Existência de Deus;
A Existência de Deus como Objeto de Fé;
A Unicidade de Deus;
Deus é Eterno;
Santíssima Trindade.
  • Dogmas sobre Jesus Cristo:
Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência;
Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam;
Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física;
Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus;
Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício;
Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz;
Ao terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos;
Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direita de Deus Pai.
  • Dogmas sobre a Criação do Mundo:
Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada;
Caráter temporal do mundo;
Conservação do mundo.
  • Dogmas sobre o Ser Humano:
O homem é formado por corpo material e alma espiritual;
O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação;
O homem caído não pode redimir-se a si próprio.
  • Dogmas Marianos:
A Imaculada Conceição de Maria;
Maria, Mãe de Deus;
A Assunção de Maria;
A Virgindade de Maria.
  • Dogmas sobre o Papa e a Igreja: 
A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem Jesus Cristo;
Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado de jurisdição;
O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja;
O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex catedra; A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes.
  • Dogmas sobre os Sacramentos:
Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo;
A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento;
A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo;
A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação;
A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo;
Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue;
A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo;
A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo;
O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento.
  • Dogmas sobre as Últimas Coisas (Escatologia):
A Morte e sua origem; O Céu (Paraíso);
O Inferno; O Purgatório;
O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo;
A Ressurreição dos Mortos no Último Dia; O Juízo Universal.

BLASFÊMIA:
É uma ofensa direcionada a Deus, um insulto à Relegião e a tudo o que é sagrado. É a difamação do nome de Deus. Blasfêmia é também uma palavra ou ato injurioso contra qualquer pessoa.

ANATEMA:
É a excomunhão, execração, reprovação enérgica. Do grego “Anáthema” (coisa posta de lado), formada da preposição “aná” (de lado) mais “tithemí” (colocar).
Eis alguns espécimes de anatematismos pronunciados pelo Concílio de Trento em 1551:
"Se alguém negar que todos e qualquer um dos fiéis cristãos, de um e outro sexo, ao chegarem ao uso da razão, estão obrigados todos os anos a comungar ao menos na Páscoa, como manda a Santa Mãe Igreja, seja anátema" (cânon 9 do capítulo VIII do Decreto sobre a Eucaristia, em "A Fé Católica" nB 9149).
"Se alguém disser que só a fé é preparação suficiente para receber o sacramento da Santíssima Eucaristia, seja anátema" (cânon 10 do mesmo capítulo Decreto em "A Fé Católica" n3 9150).
"Se alguém disser que o cânon da Missa contém erros e, por isso, deve ser abolido, seja anátema" (cânon 6 do cap. VI do mesmo Decreto em "A Fé Católica" nB 9180).
  • Fundamentação Bíblica:
Etimologicamente falando, anátema é vocábulo grego que significa "o que é colocado no alto". No grego clássico designava a oferenda “votiva” ou os “ex-votos”, que, outrora como hoje estão nas paredes dos templos.
No Antigo Testamento o vocábulo ocorre por vezes com seu significado original. Mais frequentemente tem sentido totalmente diverso; deixa de ser uma oferenda sagrada, para tornar-se objeto maldito, destinado, em muitos casos, ao extermínio. Corresponde ao que os judeus chamavam "herém". Tal era o caso dos povos estrangeiros, inimigos de Israel e idólatras; ver Dt 7, 1-6; era o caso dos próprios israelitas quando cediam ao culto dos falsos deuses; cf. Dt 13, 12-17. Os animais e os objetos inanimados podiam também tornar-se anátema, caso servissem à idolatria; eram então entregues à destruição (cf. Lv 27, 28s) ou consagrados ao serviço do verdadeiro Deus; cf. Lv 27, 21.
Após o exílio (587-538 a.C.) as consequências do anátema eram menos rigorosas; quem fosse punido por tal pena era excluído da comunidade dos fiéis e perdia a posse dos seus bens; cf. Esdras 10, 8: "Quem não comparecesse dentro de três dias, veria todos os seus bens votados ao anátema e seria excluído da assembleia dos exilados".
No Novo Testamento a palavra "anátema" ocorre seis vezes. Conserva o sentido original de oferenda sagrada em Lc 21, 5:
"Como alguns estavam dizendo a respeito do Templo que era ornado de pedras preciosas e ofertas votivas, Jesus disse". Todavia mais frequentemente o anátema é objeto de maldição, como decorre de 1Cor 12, 3; 16, 22; Gl 1, 8s; Rm 9, 3. Em At 23, 14, o vocábulo faz parte de um modo de falar semita (Dt 13, 15; 20,17) que significa "desejar para si a maldição de Deus, isto é, comprometer-se solenemente sob pena de anátema".
"Foram procurados os chefes dos sacerdotes e os anciãos e disseram-lhes: Acabamos de jurar solenemente, isto é, sob anátema, que não tomaremos alimento enquanto não matarmos Paulo" (At23, 14).
Em suma, nota-se que o Novo Testamento segue a tradução do Antigo dita "dos LXX", atribuindo a anátema um sentido de punição.
Note-se ainda que o costume de excluir alguém da comunidade por motivo de seu comportamento foi herdado pelos cristãos a partir da sinagoga judaica, que praticava esse tipo de sanção; cf. Jo 9,22; 12,42; 16, 2; 1Cor 5, 9-11; 2Ts 3, 14; Cl 2, 5-11. Em Qumran os monges essênios (judeus) faziam o mesmo.
A exclusão não era pena meramente vingativa, mas tinha finalidade medicinal, visando proporcionar ao delinquente a ocasião de refletir e converter-se; tenha-se em vista o texto de São Paulo em 1Cor 5, 3-5:
"Quanto a mim, ausente de corpo, mas presente em espírito, já julguei, como se estivesse presente, aquele que assim procedeu (mal). É preciso que, em nome do Senhor Jesus, estando vós e o meu espírito reunidos em assembleia, com o poder do Senhor Jesus, entreguemos tal homem a Satanás para a perda da sua carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor".
"Entregar a Satanás" significa, no caso, entregar ao poder que Deus outorga ao Adversário. Dessa punição o Apóstolo espera a conversão do delinquente.
Ocorrência semelhante acha-se em 2Cor 2, 5-11.
O próprio Senhor Jesus prevê a exclusão dos pecadores escandalosos em Mt 18, 16s:
"Toda a questão seja decidida pela palavra de duas ou três testemunhas. Caso não lhes der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja der ouvido, trata-o como o gentio ou o publicano".
  • No Direito Canônico:
Nos textos mais antigos é difícil perceber o significado preciso de anátema e excomunhão; parecem ser sinônimos.
Pela primeira vez no Direito Eclesiástico aparece o vocábulo "anátema" no cânon 52 do Concílio regional de Elvira (Espanha) por volta do ano 300; o termo "excomunhão" ocorre também pela primeira vez no cânon 58 do mesmo Concílio; parece significar a privação da Eucaristia.
Em 567 o Concílio regional de Tours (França) utiliza os dois termos em sentido diverso; anátema é maldição severa, ao passo que excomunhão é simplesmente a exclusão da comunhão.
No século IX o cânon Engeltrudam entende excomunhão como privação do consórcio dos fiéis, ao passo que compreende o anátema como privação dos bens espirituais da Igreja ou do Corpo Místico de Cristo, o que explicita a gravidade da pena de exclusão.
Com o tempo caiu em desuso a palavra "anátema", de modo que hoje em dia só se fala de excomunhão para designar a privação não somente da Eucaristia, mas de todos os bens espirituais que a comunhão com o Corpo Místico de Cristo proporciona aos fiéis.
Distinguem-se uma da outra a excomunhão “latae sententiae” (decorrente da prática mesma do delito) e a excomunhão “ferendae sententiae” (dependente de processo judicial). À primeira categoria pertencem os seguintes delitos:

Profanação da S. Eucaristia (cânon 1367);
Violação do sigilo da confissão sacramental (cânon 1388 § 1s);
Violência cometida contra o Sumo Pontífice (cânon 1370);
Ordenação de Bispo sem autorização da Santa Sé (cânon 1382);
Absolvição de cúmplice em pecado contra o sexto mandamento (cânon 1378, § 1S);
Delitos de apostasia da fé, instauração de heresia ou cisma (cânon 1364);
Aborto (cânon 1398) – “O aborto está incluído neste rol, pois é o homicídio de um inocente que a sociedade contemporânea tende a banalizar”.

SACRILÉGIO:
Desrespeito às normas e preceitos da Religião; pecado cometido contra aquilo que é sagrado. Desonra e difamação direcionada as coisas sagradas.
Falta de respeito contra o que deveria ser respeitado e admirado; ato condenável.

TRANSUBSTANCIAÇÃO:
O concílio de Trento ensina a este respeito:
“Mas desde que Jesus Cristo Nosso Redentor, disse que era verdadeiramente seu corpo o que ele oferecia sob a espécie de pão, a Igreja de deus tem crido perpetuamente, e o mesmo declara agora de novo este mesmo Santo concílio, que pela consagração do pão e do vinho, se converte toda a substancia do corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, e toda a substância do pão na substância de seu sangue, cuja conversão, a Igreja Católica chama oportuna e apropriadamente de Transubstanciação.” (Concílio de Trento Cap. IV. Da transubstanciação).
  • A este respeito também diz o Catecismo da Igreja Católica:
“Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronuncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a ultima ceia: ‘Isto é o meu Corpo entregue por vós. Este é o cálice do meu Sangue (...)’” (CIC Parágrafo 1412).
“Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua alma e sua divindade.” (CIC Parágrafo 1413).
A este respeito diz Santo Inácio de Antioquia (110 D.C):
Discípulo de Pedro e Paulo, segundo bispo de Antioquia e mártir durante o reinado de Trajano por volta de 107 d.C. Quando ele foi condenado à morte foi ordenado ir da Síria para Roma para ser martirizado. No caminho de Roma escreveu sete epístolas às igrejas de Éfeso, Magnésia, Trália, Filadélfia, Esmirna, Roma e uma carta a São Policarpo.
Em relação à Eucaristia Santo Inácio é sempre apresentada muito clara e nítida. Chama a Eucaristia de “remédio da imortalidade” e afirma categoricamente: “A Eucaristia é a carne e nosso Salvador Jesus Cristo”. Condena firmemente as Docetistas que afirmavam que Jesus não tinha um corpo real, mas apenas aparente, e por este erro, diz Santo Inácio, não queriam fazer parte da Eucaristia e morriam espiritualmente por se afastarem do dom de Deus.
“... para obedecermos ao bispo e ao presbitério numa concórdia indivisível, partindo um mesmo pão, que é o remédio da imortalidade, antídoto contra a morte, mas vida em Jesus Cristo para sempre.” (Epístola aos Efésios IX, 20).
“Sede solícitos em tomar parte numa só Eucaristia, porquanto uma é a carne de Nosso Senhor Jesus Cristo, um o cálice para a união com Seu sangue; um o altar, assim como também um é o Bispo, junto com seu presbitério e diáconos, aliás meus colegas de serviço. E isso, para fazerdes segundo Deus o que fizerdes.” (Epístola aos Filadelfios III).
“Não me agradam comida passageira, nem prazeres desta vida. Quero pão de Deus que é carne de Jesus Cristo, da descendência de Davi, e como bebida quero o sangue d’Ele, que é Amor incorruptível.” (Epístola aos Romanos VI ).
“Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por­que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou. Os que recusam o dom de Deus, morrem disputando. Ser-lhes-ia bem mais útil praticarem a caridade, para também ressuscitarem.” (Epístola aos Esmirniotas VII).
“Por legítima seja tida tão somente a Eucaristia, feita sob a presidência do bispo ou por delegado seu. Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus também nos assegura a presença da Igreja Católica. Sem o bispo, não é permitido nem batizar nem celebrar o ágape. Tudo, porém, o que ele aprovar será também agradável a Deus, para que tudo quanto se fizer seja seguro e legítimo.” (Epístola aos Esmirniotas).

EPICLESE:
Na teologia cristã EPICLESE – (do grego antigo: ἐπίκλησις - epíklesis, fusão das palavras pí e kaleô: "chamar sobre") – é a oração de invocação que pede a descida do Espírito Santo nos Sacramentos. É especialmente importante e fundamental na missa, acontece depois do canto do Santo, em que o sacerdote pede que o Espírito Santo desça sobre a comunidade e as oferendas do pão e do vinho. O Catecismo da Igreja Católica possuí vários cânones e instruções sobre a necessidade e o meio de aplicar a epiclese. Notamos a Oração de EPICLESE nos momentos abaixo:

Epiclese na celebração da Unção enfermos – CIC 1519.
Epiclese na celebração do Matrimônio – CIC 1624.
Epiclese centro da celebração Eucarística – CIC 1106.
Oração "Pai-nosso" síntese da Epiclese – CIC 2770.

ANAMNESE:
Do grego “ana”, trazer de novo e “mnesis”, memória. Na teologia, é a parte da Missa onde se recorda – (de maneira vivencial, tornando presente) – a paixão, morte, ressurreição, ascensão de Cristo, na Oração eucarística. É o que diz o Missal no n. 55 da Instrução Geral sobre o Missal, p. 44.
Na anamnese – (recordação viva) – que segue, a Igreja faz memória da Paixão, da Ressurreição e da volta gloriosa de Cristo Jesus; ela apresenta ao Pai a oferenda de seu Filho que nos reconcilia com ele – CIC 1354


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Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...