sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Santa Catarina de Sena

Santa Catarina de Sena - 25 de Março de 1347 / 29 de Abril de 1380.

DEUS PAI

Todos os sofrimentos que o homem suporta ou pode nesta vida são insuficientes para satisfazer pela menor culpa. Sendo Eu um bem infinito, a ofensa cometida contra Mim pede satisfação infinita. Desejo que o compreendas os males desta existência não são punições, mas correção a filho que ofende. Assim, a satisfação se dá pelo amor, pelo arrependimento e pelo desprezo do pecado. Esse arrependimento é aceito em lugar da culpa e do reato *, não pela virtude dos sofrimentos padecidos, mas pela infinitude do amor. Foi quando ensinou Paulo, ao afirmar: "Se eu falasse a língua dos anjos, adivinhasse o futuro, partilhasse os meus bens com os pobres, e entregasse meu corpo às chamas, mas não tivesse a caridade, tudo isso nada valeria". (1 Cor. 3,3). O glorioso apóstolo faz ver que os gestos finitos são insuficientes para punir ou satisfazer, sem a força da caridade. Como percebes, as mortificações são coisas finitas e como tais hão de ser praticadas. São meios, não finalidades.

Filha, fiz-te ver que a culpa não é reparada neste mundo pelo sofrimento, suportados unicamente como sofrimento, mas sim pelos sofrimentos aceitos com amor, com desejo, com interna contrição.
Não basta a força da mortificação; ocorre o anseio da alma. O mesmo acontece aliás com a caridade e qualquer outra virtude, que somente possuem valor e produzem a vida em Meu Filho Jesus Cristo crucificado, isto é, na medida em que a pessoa, d'Ele recebe o amor e virtuosamente segue as suas pegadas. Somente assim adquirem valor. As mortificações satisfazem pela culpa na feliz comunhão do amor, adquirindo na contemplação da Minha bondade. Satisfazem graças à dor e à contrição quando praticadas no autoconhecimento e na consciência das culpas pessoais. Este conhecimento de si gera desprezo pelo mal, pela sensualidade, induz o homem a julgar-se merecedor de castigos e indigno de recompensa. Assim, é pela contrição interior, pelo amor paciente e pela humildade, considerando-se merecedora de castigos e não de prêmios, que a pessoa oferece reparação.

REATO - PENA DEVIDA A CULPA DO PECADO

O caminho para atingir o conhecimento verdadeiro e a experiência do Meu Ser - "Vida eterna que Sou" - é este: nunca abandone o auto-conhecimento! Ao desceres para o vale da humildade, reconhecer-Me-ás em ti, e de tal conhecimento receberás tudo aquilo de que necessitas.
Nenhuma virtude tem valor sem a caridade, no entanto é a humildade que forma e nutre a caridade. Conhecendo-te, tu te humilharás ao perceber que, por ti mesma, nada és. Verás que o teu ser procede de Mim, que vos amei, a ti e aos outros, antes de virdes à existência.
Além disso, quando quis recriar-vos na graça, com inefável amor, Eu vos lavei e vos concedi uma vida nova no Sangue do Meu Filho Unigênito; n'Aquele Sangue derramado num grande incêndio de amor. Para quem destrói em si o egoísmo, é no autoconhecimento que tal Sangue manifesta a Verdade. Não existe outro meio. Por meio dele, o homem em inexprimível amor conhece-Me e sofre. Não com um sofrimento angustiante, aflitivo e árido, mas com uma dor que alimenta interiormente. Ao conhecer a verdade, a alma sofrerá terrivelmente, pois toma consciência dos próprios pecados e vê a cega ingratidão humana. Nenhuma dor sofreria, se não amasse.
Logo que tu e Meus servidores conhecer-des a Minha verdade, através daquele caminho, tereis que sofrer tribulações, ofensas e desprezos por palavras e ações, até a morte. Tudo isto, para glória e louvor do Meu nome. Sim, padecerás, sofrerás, tu e Meus servidores; portanto, armai-vos de muita paciência, arrependimento de vossos pecados e de amor à virtude, para glória e louvor de Meu nome. Agindo assim, aceitarei a reparação das culpas tuas e dos demais servidores. Pela força do amor e caridade, vossos sofrimentos serão suficientes para satisfação e reparação por vós mesmos e pelos demais.
Pessoalmente, recebereis o fruto da vida; serão canceladas as manchas dos vossos pecados; já não Me recordarei de que Me ofendestes. Quando aos outros, graças ao vosso amor, concederei o perdão em conformidade com as suas disposições.
VIVAT CHRISTUS REX


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Salmo 47, 11

Sl 47, 11 – Como o vosso nome, ó Deus, assim vosso louvor chega até os confins do mundo. Vossa mão direita está cheia de justiça.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A verdadeira alegria - São Francisco de Assis

São Francisco de Assis - Escritos Franciscanos:

A verdadeira e perfeita alegria.

Um dia o bem-aventurado Francisco chamou Frei leão em Santa Maria dos Anjos e disse: “Frei leão, escreve”. O qual respondeu: “Eis, estou pronto”. “Escreve, disse Francisco, qual é a verdadeira alegria. Vem um mensageiro e diz que todos os mestres de Paris vieram para a Ordem, escreve: esta não é a verdadeira alegria. Também que todos os prelados ultramontanos, arcebispos e bispos; também que o rei da França e o rei da Inglaterra vieram para a Ordem: escreve, esta não é a verdadeira alegria. Também, que os meus frades foram aos infiéis e converteram-nos todos à fé; também que tenho tamanha graça de Deus que curo doentes e faço muitos milagres: eu te digo que em tudo isso não há verdadeira alegria. Mas qual é a verdadeira alegria? Volto de Perusa é de noite, noite profunda, e é tempo de inverno, chão barrento e muito frio, a ponto de se formarem bolinhas de água fria congelada na barra da túnica que me batem sempre nas pernas a ponto de correr o sangue das feridas. E estando no barro, no frio e no gelo, chego à porta, e depois que bati e chamei longamente, vem um frade e pergunta: Quem é? Eu respondo: Frei Francisco. E ele diz: Vá, não é hora decente de andar pelas ruas; não entrarás. E, insistindo de novo, ele responde: Vá; tu és um simples e idiota; não venha a nós nestas horas; nós somos muitos e suficientes que não precisamos de você. E eu estou de novo à porta e digo: Pelo amor de Deus, recolhei-me esta noite. E ele responde: Não o farei. Vá à casa dos Crucíferos e peça pousada lá. Eu te digo Frei Leão que se eu tiver paciência e não me abalar com esta situação, nisto está a verdadeira alegria e a verdadeira virtude e a salvação da alma.
VIVAT CHRISTUS REX








Santo Isaac, o Sírio

Santo Isaac, o Sírio.

A cura da mente doente começa com o sacrifício do "homem velho", exterminando as paixões com a Oração incessante do coração!
"Através da oração incessante descemos com a mente ao coração e ali permanecemos diante da face do Senhor, onipresente dentro de nós".
É necessário "aquietar-nos e saber que Ele é Deus" (Conf. Salmos 46, 10), ao chegarmos na morada do Coração onde Ele permanece.
“Ao entrarmos na câmara (morada) interior, veremos a câmara (morada) Celeste. A mesma porta (vontade) abre o caminho para a contemplação das duas moradas, a interior e a Celeste . A escada deste reino permanece oculta dentro da alma. Lavando-se do pecado descobre-se os degraus pelos quais subir.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Batismo de Sangue

Diante de imensa selvageria e monstruosidades, ajoelhados a frente de seus algozes eles fazem a opção pelo Batismo de Sangue ao escolherem dizer: “Ya Rabbi Yassu”. Invocação Copta egípcia que quer dizer “Oh, meu Senhor Jesus!”.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

São Teófano - O Recluso

São Teófano, o Recluso (1815-1894).

Você está sujeito aos pensamentos errantes porque você ouve conversas alheias e a memória delas permanece com você. Com estas memórias o inimigo tece uma teia na frente do olho da sua mente, a fim de enredá-lo. Quando isso acontece, você deve descer ao seu coração, virando-se para longe das imagens ilusórias apresentadas pelo inimigo, e chamar ao Senhor.
VIVAT CHRISTUS REX








domingo, 25 de setembro de 2016

Comunidade de Aliança Adoradores do Coração de Jesus

Paz e Bem.

Comunidade de Aliança Adoradores do Coração de Jesus.

Nosso Pai Fundador nos exorta: "Não desista de Jesus por nada! Você pode desistir de tudo, mas não desista de Jesus".

Nossa Mãe Co-fundadora nos exorta: "O Amor precisa vencer".

Nosso Carisma: "Adoração ao Santíssimo Sacramento".

Nossa Missão: "Conduzir o homem a uma experiência de Amor com Jesus Cristo através da Adoração ao Santíssimo
Sacramento".

Nossa Alegria: "Adorar ao Senhor Jesus".

Louvado, Exaltado e Enaltecido seja o Santo, Majestoso e Poderoso nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

sábado, 24 de setembro de 2016

Obediência e Servidão

OBEDIÊNCIA E SERVIDÃO

Não se foge a obediência, senão para cair na servidão. 
Afliges-te, vendo de que é que os homens são escravos? 
Se queres a chave deste "mistério de abjeção", procura ver a quem é que eles fogem de servir. 
O homem não escapa à autoridade das "coisas do alto", que o sustentam, senão para cair na tirania das "coisas de baixo", que o devoram.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Dies Irae - Tomás de Celano

Dies Irae "Dia de Ira" é um hino, em latim, do século XIII. Foi escrito por Tomás de Celano. Sua inspiração é Bíblica - Sofonias 1,15–16, da tradução para o latim da Vulgata.

DIES IRAE.

Dia da Ira, aquele dia em que os séculos dissolver-se-ão em cinza, será David com a Sibila por testemunha!
Quanto terror está prestes a ser, quando o Juiz estiver para vir, em vias de julgar tudo severamente!
A trombeta espargindo um som miraculoso pelos sepulcros da região, conduzirá todos diante do trono.
A morte ficará paralisada, também a natureza, quando ressurgir a criatura prestes a responder ao que está julgando. 
O Livro escrito será proferido, em que tudo está contido, de onde o mundo será julgado.
Quando, pois, o juiz se assentar tudo oculto revelar-se-á, nada permanecerá sem castigo!
O que, então, estou em vias de dizer, eu infeliz?
A que paráclito, patrono estou prestes a rogar, quando apenas o justo esteja seguro?
Rei de tremenda majestade, que salvas os que devem ser salvos gratuitamente, salva-me, ó fonte de piedade.
Recorda, piedoso Jesus, que sou a causa de tua Via: Não me percas nesse dia.
Buscando-me, sentaste exausto, sofrendo na Cruz, redimiste me, que tamanho trabalho não seja em vão.
Juiz justo da vingança, dai-me do dom da remissão dos pecados, antes do dia do julgamento.
Gemo, tal qual um réu: Minha culpa enrubesce-me o semblante, poupa a quem está suplicando, ó Deus!
Tu que perdoaste a Maria Madalena, e ouviste atento ao ladrão, também a mim deste esperança.
Minhas preces não são dignas, mas, tu és bom, age com bondade, para que eu não seja queimado pelo fogo eterno.
Entre as ovelhas dispõe um abrigo, retira-me para longe dos bodes, coloca-me de pé à Vossa direita; condenados os malditos, e lançados nas flamas ardentes, chamai-me com os benditos.
Oro-Vos, rogo-Vos de joelhos, com o coração contrito em cinzas, cuidai do meu fim.
Lacrimoso aquele dia no qual, das cinzas, ressurgirá, para ser julgado, o homem réu.
Perdoai-os, Senhor Deus
Piedoso Senhor Jesus, dai-lhes descanso eterno.
Amém!
VIVAT CHRISTUS REX








quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A imitação de Cristo

Livro - Imitação de Cristo.

A Graça de DEUS não se comunica aos que gostam das coisas da Terra.

Diz Jesus:

“Filho, preciosa é a minha graça; não sofre mistura de coisas estranhas, nem de consolações terrenas. Cumpre, pois, remover todos os impedimentos da graça, se desejas que te seja infundida. Busca um lugar retirado, toma gosto de viver só contigo, e não procures conversa com os outros, mas a DEUS dirige tua oração fervorosa, para que te conserve na compunção de espírito e pureza da consciência.
Dá ao mundo inteiro o valor de nada; antepõe o serviço de Deus a todas as coisas exteriores, pois não podes há um tempo tratar comigo e deleitar-te nas coisas transitórias. Cumpre afastar-te dos conhecidos e amigos, e desprenderes teu coração de toda consolação temporal.
Assim exorta também instantemente o Apóstolo São Pedro pregando que os fiéis cristãos vivam neste mundo como estrangeiros e peregrinos (1Pd 2, 11). Oh! Quanta confiança terá aquele moribundo que não tem afeição a coisa alguma do mundo! Mas o espírito enfermo não compreende o desprender assim o coração de tudo, bem como o homem carnal não conhece a liberdade do homem interior.
Entretanto, se quiser ser verdadeiramente espiritual, cumpre-lhe renunciar aos estranhos como aos parentes e de ninguém mais guardar-se do que de si mesmo. Se te venceres perfeitamente a ti mesmo, tudo o mais sujeitarás com facilidade. Pois a perfeita vitória é triunfar de si mesmo. Porque aquele que se domina a tal ponto, que os sentidos obedeçam à razão e a razão lhe obedeça em todas as coisas, este é realmente vencedor de si mesmo e senhor do mundo.
Se aspiras a galgar estas alturas, cumpre-te começar varonilmente e golpear a raiz com o machado, para que arranque e cortes o secreto e desordenado apego que tens a ti mesmo, e a todo bem particular e sensível. Deste vício do amor excessivo e desordenado que o homem tem a si mesmo provém quase tudo que radicalmente se há de vencer; vencido este e subjugado, logo haverá grande paz e tranqüilidade estável.
Mas já que poucos tratam de eliminar de si mesmos tal vício, e desapegar-se de si, ficam presos em si mesmos e não se podem erguer em espírito acima de si. A quem, todavia, deseja livremente seguir-me, cumpre-lhe mortificar todos os seus maus e desordenados afetos, e não se prender, com amor apaixonado, a criatura alguma”.

VIVAT CHRISTUS REX








segunda-feira, 19 de setembro de 2016

domingo, 18 de setembro de 2016

Padre Candido.

Vejam o que São Padre Pio falou a respeito deste Sacerdote - Padre Candido.

Padre Candido foi um padre Passionista.
Ele era padre no Santuário da “Escada Santa” na qual podia ali atender a todos que o buscavam e era lá que ele dirigia o seu rebanho.
Atendeu a muitas pessoas que eram atormentadas por Espíritos Malignos.
Padre Candido Amantini chegava a atender de 60 a 80 pessoas em um único período, era um sacerdote incansável no seu ministério e um homem movido pela compaixão por causa do homem sofrido!
O seu ministério de Exorcista era tão eficaz que em questão de minutos de conversa e por vezes somente ao olhar as pessoas ele sabia discernir se se tratava de um caso real de possessão diabólica!
Foi chamado de “O Grande Exorcista de Roma!”.
Padre Gabriele Amorth, falecido no dia 15/09/2016, um dos maiores exorcistas da Igreja diz que Padre Candido foi o seu grande mentor no assunto de exorcismos. 
Foi através de um pedido do Cardeal Ugo Poletti ao Padre Candido, que ele ensinou tudo o que ele sabia ao Padre Gabriele Amorth.
O próprio Padre Gabriele Amorth  chegou a dizer que o Padre Candido Amantini  já identificou casos reais de possessão somente ao observar fotos.
Padre Candido deixou uma grande fama de Santidade, e o seu túmulo é visitado por seu filhos espirituais e por peregrinos de diversos países.
Padre Candido, no ano de 1983 pediu ajuda para o Santo Padre João Paulo II para um de seus casos, e o Papa se prontificou a ajuda-lo exorcizando então um de seus filhos espirituais!
Padre Candido, conviveu de perto com o nosso querido São Padre Pio.
Um dia Padre Pio comentando sobre padre Candido Amantini disse: “Padre Candido é realmente um sacerdote segundo o coração de Deus!”
Imaginem então que santidade era esta para que ninguém mais que o Santo Padre Pio dizer isso!
Em um dos seus livros Padre Gabriele Amorth diz que chegou, nos  exorcismos que realizou, a pedir a intercessão de Padre Candido, e a mesma se mostrou muito eficaz!
Ainda contam que quando padre Candido ia exorcizar e perguntava o nome daquele demônio que estava agindo naquela pessoa, o demônio respondia: “Não vou dizer porque você já sabe!." Até mesmo o demônio reconhecia a sabedoria e a experiência de padre Candido!

Segue abaixo a transcrição de um breve texto referente a um exorcismo que Padre Candido realizou:

Padre Candido disse uma vez ao demônio, - durante um exorcismo:
"Tu já não tens mais ninguém", E o demônio respondeu: Eu? Tu não sabes quantas almas eu possuo nos hospícios e asilos".

Padre Candido afirmava:

"Muitos transtornos mentais, quase todos são, na realidade, causados pelo demônio".

Oremos nesta semana por nossos irmãos esquecidos nos diversos asilos,  hospitais e clinicas psiquiátricas espalhadas pelo mundo!

São Josemaría Escrivá

São Josemariá Escrivá.

Não me afasto da mais rigorosa verdade se digo que Jesus continua ainda hoje a buscar pousada no nosso coração. Temos que lhe pedir perdão pela nossa cegueira pessoal, pela nossa ingratidão. Temos que lhe pedir a graça de nunca mais lhe fecharmos a porta de nossas almas.
O Senhor não nos oculta que a obediência rendida à Vontade de Deus exige renúncia e entrega, porque o amor não reclama direitos; quer servir. Ele percorreu primeiro o caminho. Jesus: como foi que obedeceste? "Usque ad mortem, mortem autem crucis", "até à morte, e morte de Cruz". Temos que sair de nós mesmos, complicar a vida, perdê-la por amor de Deus e das almas... Tu querias viver, e que nada te acontecesse; mas Deus quis outra coisa... Existem duas vontades: a tua vontade deve ser corrigida para se identificar com a Vontade de Deus, e não a de Deus torcida para se acomodar à tua.

(Reflexão - São Josemariá Escrivá- Livro: É Cristo que passa).

São Padre Pio de Pietrelcina - Humilde como a Mãe de Deus

São Padre Pio de Pietrelcina.

"Quanto mais as graças e os favores de Jesus crescem na vossa alma, tanto mais você tem que humilhar-se, tendo sempre como caminho de perfeição a humildade da nossa celeste Mãe, a qual no instante que se torna mãe de Deus, declara-se serva de Deus e serva de toda a humanidade".

(Meditação - Epistolário III, 50).

São Padre Pio de Pietrelcina - Não murmure

São Padre Pio de Pietrelcina.

Quando você murmura a respeito de um irmão, isso quer dizer que não o amas, tiraste-o do coração. Mas quero que saibas que, quando, por consequência da murmuração, se tira um irmão do coração, assim como o teu irmão vai embora, também Jesus se retira!

(Reflexão - São Padre Pio de Pietrelcina).

O fio de seda

Paz e Bem.

A dor é um fio de seda o qual podemos romper ou tecer, mas nunca se aprisionar!

AD MAIOREM DEI GLORIAM

São Padre Pio de Pietrelcina

São Padre Pio de Pietrelcina.

"Meu Jesus eu confio e espero em ti! Sinto cada vez mais a grande necessidade de abandonar-me com mais confiança em sua Divina Misericórdia e depositar apenas em Deus a minha esperança".

(Reflexão - São Padre Pio de Pietrelcina)

sábado, 17 de setembro de 2016

O Cordeiro de Deus

Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus, Puro e sem Mancha, foi escarnecido, dilacerado vivo, perfurado por grandes espinhos, pregado na Cruz, teve Seu Sacratíssimo Coração rasgado; e morto resgatou-nos da perdição eterna, e a Deus Glorificou com a Ressurreição; e nós pedimos para não sofrer, temos medo da dor e acabamos por não acolher a palavra que diz: "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado" (Mc 16, 16).
Crer em Deus não significa ausência de dor e sofrimentos, mas entender que com Ele estaremos!
O homem destes dias de grandes ódios perde-se ao preocupar-se mais com os desejos e sensualidades do que com as Promessas de Deus!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

João Cassiano

O ESPÍRITO DA TRISTEZA – JOÃO CASSIANO.

Extraído do livro: “As instituições cenobíticas” - Livro nono.

O Espírito da tristeza.

1. OS DANOS DA TRISTEZA

No quinto combate devemos reprimir as tendências da tristeza: é um vício que morde e devora. Se esta paixão, em momentos alternados e com os seus ataques de cada dia, variadamente distribuídos segundo circunstâncias imprevistas e diversas, chegar a tomar o domínio da nossa alma, nos separará um pouco às vezes da visão da contemplação divina até deprimir inteiramente a própria alma depois de tê-la afastado de toda sua condição de pureza: não permitirá mais dedicar-se as orações com a habitual espontaneidade de coração e nem mesmo de aplicar-se, como remédio, a leitura das Sagradas Escrituras. Este vício impede nos de sermos tranquilos e gentis com os próprios irmãos e torna impaciente e áspero diante de tudo os ofícios devidos aos vários trabalhos e a religião. Perdida assim toda faculdade de boas decisões e comprometida a estabilidade da alma, aquela paixão torna o monge como desorientado e ébrio, o enfraquece e o afunda em uma penosa desesperação.

2.É PRECISO CURAR O ÂNIMO DA TRISTEZA

Se então nós aspiramos afrontar decisivamente e segundo as regras a luta espiritual com empenho não menor das batalhas precedentes, é necessário, da nossa parte, ter cuidado também contra este mal. De fato, «como a mariposa danifica os vestidos e como o verme danifica a madeira, assim a tristeza do homem prejudica o coração» (Pr 25, 20). O Espírito divino tem então expresso com suficiente evidência a virulência deste vício danoso e pernicioso.

3. OS ENSINAMENTOS DAS ESCRITURAS

1. E de fato um vestido roído pela mariposa não terá mais algum preço e não poderá servir a algum uso; assim também uma madeira, corrompida pelos vermes, não poderá ser destinada a ornar uma casa mesmo modesta, mas apenas para ser queimado. Tal se torna também a alma corrompida pelas mordidas da tristeza: ela não é mais apta a endossar a veste pontifical, que segundo o vaticínio do santo profeta Davi receber habitualmente o unguento do Espírito Santo que desce do céu, primeiro sobre a barba de Arão e depois sobre as franjas da sua vestimenta, como de fato está escrito:«É como um óleo suave derramado sobre a fronte, e que desce para a barba, a barba de Aarão, para correr em seguida até a orla de seu manto» (Sal 132 [133], 2).

2. Mas esta alma não poderá nem sequer tomar parte da edificação e do ornamento daquele templo espiritual, do qual Paulo, sapiente arquiteto, pôs os fundamentos, dizendo: “Vós sois o templo de Deus, e o Espírito de Deus habita em vós” (1Cor 3,16). E no Cântico dos Cânticos a esposa indica de qual madeira aquele templo deve ser construído: «As traves são de cipreste, e as paredes das nossas casas são os cedros» (Ct 1, 16; LXX). Por isto veem escolhidos, para a edificação do templo de Deus, aquelas espécies de troncos de árvores que exalam bons odores e não são sujeitos a putrefação, e não sofre nem a corrosão do tempo nem a obra roedora dos vermes.

4. AS CAUSAS DA TRISTEZA

Algumas vezes a tristeza é habitualmente gerada por culpa da cólera já gerada anteriormente, ou por causa de qualquer vontade não satisfeita ou qualquer ganho não atingido, quando em suma qualquer um vem a ver faltar um ou outro destes bens já antes assaz desejado. Às vezes, no entanto, embora não intervindo nenhuma das causas fáceis a fazer nos cair neste estado danoso, nos sentimos improvisadamente surpreendidos com tanta aflição, por instigação do nosso malicioso inimigo ao não poder acolher com a usual afabilidade a chegada de pessoas a nós muito caras e necessárias: é próprio então, que nós retenhamos inoportuno e inútil quanto dessas nos vem referido mesmo em uma apropriada conversação, e é nestas ocasiões que por nós são dadas respostas nada agradável, porque cada refúgio do nosso ânimo é invadido pelo fez da amargura.

5. AS CAUSAS DA TRISTEZA DERIVAM APENAS DE NÓS

E assim se demonstra com extrema evidência que nem sempre os estímulos das nossas reações são provocados por culpa dos outros, mas por culpa nossa. Somos nós mesmo a carregar dentro de nós os motivos dos nossos desgostos e as raízes dos nossos vícios, e estes, não apenas são a chuva das tentações que cai em nossa alma, eles germinam e produzem os seus frutos.

6. AS QUEDAS SÃO A CONSEQUÊNCIA DE LONGA NEGLIGÊNCIA

Ninguém, de fato, pode ser induzido a cometer uma culpa apenas porque foi movido por um vício de outro, a menos que ele não considere a resposta já no seu coração sobre a matéria da queda. Assim, também não é preciso acreditar que um se tenha deixado seduzir improvisadamente apenas porque, vislumbrada a beleza de uma mulher, se deixa arrastar a fundo por uma vituperável concupiscência; é verdade, ao invés, que aqueles impulsos morbosos, ocultos antes e profundamente radicados, são aflorados a superfície propriamente na ocasião daquela visão.

7. A CONVIVÊNCIA COM OS OUTROS NOS TORNA MAIS PACIENTES

Por isso, Deus criador do universo, bem sabendo mais do que qualquer outro o segredo para curar suas criaturas e conhecendo que não nos outros, mas em nós mesmos se fundam as raízes e as causas das nossas culpas, não nos demanda abandonar a convivência com os outros irmãos e de evitar aqueles que retemos ofendidos por nós ou tenhamos esses mesmos desgostosos para conosco; ao contrário, Ele quer que busquemos nos cativarmos, bem sabendo que a perfeição da alma não se adquire tanto com nos separarmos dos homens, quanto mais com o exercício da paciência. E é verdadeiro que a paciência firmemente possuída, como pode, de uma parte, manter nos serenos até com aqueles que recusam a paz (cf. Sal 119 [120], 7), assim também, se essa não foi assegurada, poderá, ao contrário, provocar continuamente a discórdia também com aqueles que já são perfeitos e melhores do que nós. Na realidade não poderão faltar na vida comum ocasiões de perturbação, ao ponto de nos fazer até mesmo propor de abandonar aqueles, com os quais temos que conviver, mas com isto não evitaremos as verdadeiras causas da tristeza que nos terão induzido a separar nos dos primeiros companheiros; simplesmente, lhes mudaremos!

8. A PACIÊNCIA TORNA MAIS FÁCIL A VIDA EM COMUM

Portanto, devemos procurar emendar solicitamente os nossos defeitos e corrigir os nossos hábitos. E então, se os nossos vícios forem corrigidos, a nossa vida se acordará de maneira muito fácil não apenas com os homens, mas também com os animais e com as bestas selvagens, segundo aquilo que afirma o livro de Jó: «As bestas selvagens ficarão em paz com você» (Gb 5, 23; LXX). Não teremos mais que temer motivos de ofensa provenientes de fora, e não poderão nos surpreender provocações do ambiente externo, se em nós mesmos não forem acolhidas e enxertadas as suas raízes. De fato existe «existe uma grande paz para aqueles que amam o teu nome; não existe para eles ocasião de tropeço» (Sal 118 [119], 165).

9. A TRISTEZA DE CAIM E DE JUDAS

Existe também um outro gêneros de tristeza muito mais detestável. Esse não conduz o culpado a corrigir a própria vida e a emendar os próprios defeitos, mas tende para uma desesperação ruinosa da própria alma. Essa não permitiu a Caim se arrepender depois que ele assassinou seu irmão (cf. Gen 4, 9-16), e a Judas de buscar, depois da sua traição, o remédio para a reparação: ele ao invés disso, se deixou levar pela sua desesperação até a suspender-se em uma corda (cf. Mt 27, 5).

10. UMA SÓ É A TRISTEZA ÚTIL

Portanto, existe apenas um caso em que devemos considerar útil para nós a tristeza, quando a queremos acolher para que acenda o arrependimento pelos nossos pecados, pelo desejo de perfeição e pela previsão da bem aventurança futura. É desta tristeza que fala o Apóstolo: «A tristeza conforme as vontades de Deus produz um arrependimento que leva a salvação segura; ao invés, a tristeza do mundo produz a morte» (2 Cor 7, 10).

11. COMO DISTINGUIR A TRISTEZA ÚTIL DAQUELA DANOSA

A tristeza que «gera o arrependimento que leva a salvação segura» (2 Cor 7, 10) é obediente, afável, humilde, dócil, suave e paciente, porque deriva do amor de Deus; pelo desejo de perfeição ela se sobrepõem sem trégua a tolerância de toda dor do corpo e a contrição do espírito e, em certo modo, essa, de tudo serena e animada pela confiança do próprio proveito, conserva toda a docilidade da afabilidade e da generosidade, mantendo em si mesma todos os frutos do Espírito Santo, assim enumerados pelos Apóstolos: «Os frutos do Espírito são a caridade, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a calma, a temperança» (Gal 5, 22-23). Ao contrário, a tristeza do mundo é muito áspera, dura, plena de rancor, de estéreis afãs e de grave desesperação. Aquele que permanece vítima se verá distraído e desviado de toda a atividade e mortificada não apenas da eficácia da oração, mas tornando também vãos os frutos do Espírito Santo, por nós precedentemente recordados, aqueles que a tristeza útil pode produzir.

12. TODA TRISTEZA É NOCIVA, SE NÃO PROVÉM DE DEUS

Por estas razões, toda tristeza, que se excetua daquela que vem acolhida por uma salutar penitência, para o empenho da perfeição ou pelo desejo dos bens futuros deve ser repreendida, porque é toda tristeza própria do mundo e porque provoca a morte. Por isso é necessário extirpá-la radicalmente do nosso coração do mesmo modo que a fornicação, a avareza e a cólera.

13. OS REMÉDIOS PARA VENCER A TRISTEZA

Nós portanto, chegaremos a expelir de nós está paixão, assim danosa, apenas se estivermos em grau de levantar o nosso espírito e mantê-lo continuamente ocupado na meditação espiritual em previsão da esperança futura e da promessa da beatitude. Deste modo seremos, de fato, em grau de superar todo gênero de tristeza, aquela que deriva em nós por um precedente ato de cólera, pela perda de um ganho, ou por um dano a nós infligido; e assim também a tristeza gerada em nós por uma injúria sofrida, ou nascida dentro de nós por qualquer pertubação da mente surgido sem motivo fundamentado, ou ainda criado em nós pelo efeito de uma mortífera desesperação. Assim, perseverando serenos e seguros das previsões dos bens futuros, sem deixar-nos vencer pelas vicissitudes do mundo presente quando essas nos são adversas, e sem nos deixar lisonjear quando essas retornam a nosso favor, poderemos considerar umas e outras como passageiras e destinadas a cair bem rápido.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

São Felipe Néri

São Felipe Néri (1515-1595) - O Apóstolo de Roma - O Santo da Alegria - Presbítero e Fundador da Congregação do Oratório.
Relato sobre uma senhora que caía frequentemente no pecado da murmuração.
Certo dia foi confessar-se uma senhora que frequentemente caia no pecado da murmuração e no confessionário estava S. Filipe Néri, naquele tempo o Padre Filipe Néri. O santo impôs-lhe como penitência percorrer uma estrada de Roma depenando uma galinha.
Na semana seguinte, a penitente voltou e confessa ter cometido o mesmo pecado.
Diz-lhe S. Filipe:
Cumpriu a pena que lhe impus na semana passada?
Responde a penitente:
Sim, exatamente como o senhor me disse.
São Felipe Neri então pede para ela voltar pela mesma rua  recolhendo todas as penas que espalhou e ela diz ser impossível.
São Felipe Néri a exorta dizendo:
"Minha filha, do mesmo modo é impossível recolher as falsidades que se dedica a difundir ao longo do dia. A murmuração é tal e qual".

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Santo Éfrem - O Sírio

Santo Éfrem - O Sírio.

Jesus é o glorioso "filho do carpinteiro" (Mt 13, 55) que, fazendo da Cruz um caminho, desceu à voraz garganta da morada dos mortos e resgatou o gênero humano para a morada da vida (Col 1, 13). E, se pela árvore do paraíso, que através de seu fruto Adão e Eva desobedeceram, e o gênero humano caíra na morada dos mortos, foi pela Árvore da Cruz que passou para a morada da vida. Naquele madeiro fora enxertado o azedume de toda forma de miséria humana; neste, a Cruz, foi enxertada a doçura, para que nele reconheçamos o Senhor a quem nada do que foi criado consegue opor-se.
Jesus lançou a cruz como uma ponte sobre a morte, para que os homens por ela passem da região das sombras da morte da morte para a Eternidade na Glória de Deus.
Os carrascos que te feriram foram afinal semeadores: Semearam a Vossa vida nas profundezas da terra como se faz com o trigo, para que cresça e com ele faça crescer muitos grãos (Jo 12, 24).
VIVAT CHRISTUS REX








domingo, 11 de setembro de 2016

Santo Isaac, o Sírio

Padre do deserto - Santo Isaac, o Sírio - Discursos ascéticos, 1ª. série, n°. 20.

Há uma humildade que vem do medo de Deus e há uma humildade que vem do próprio Deus. Há aquele que é humilde porque tem medo de Deus e o que é humilde porque conhece a alegria. Um deles, o que se humilhou porque teme a Deus, recebe a doçura no seu corpo, o equilíbrio dos sentidos e um coração permanentemente controlado. O outro, o que é humilde porque conhece a alegria, recebe uma grande simplicidade e um coração dilatado que já nada pode prender.

A providência de Deus, que vela para dar a cada um de nós o que mais lhe convém, tudo dispôs para nos conduzir à humildade. Porque, se te orgulhas com as graças da providência, esta abandona-te e voltas a cair. Recorda, pois, que não é por ti, nem pela tua virtude, que resistes às más tendências, mas que apenas a graça que te sustenta, para que não temas. Geme, chora, recorda-te dos teus pecados no tempo da prova, a fim de seres libertado do orgulho e de adquirires a humildade. Mas não desesperes. Pede humildemente a Deus que te perdoe os teus pecados.

A humildade, também nas obras, apaga muitos pecados. Pelo contrário, sem ela, as obras de nada servem, chegando mesmo a atrair males sobre nós. Obtém pois, pela humildade, o perdão das tuas injustiças. A humildade está para a virtude como o sal para os alimentos; a humildade destrói a força de numerosos pecados. Se a possuirmos, fará de nós filhos de Deus, conduzindo-nos a Deus mesmo sem o socorro das boas obras. É por isso que, sem ela, todas as obras são vãs, como vãs são todas as virtudes e todas as dores.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O pecado e a morte

Reflexão sobre o pecado e a morte.

Se observares a maneira em que uma pessoa morre, descobrirás que a morte de um homem geralmente se assemelha a seu pecado: Pois todo aquele que tomar da espada pela espada morrerá (Mateus 26, 52). Todo pecado é como uma faca, e os homens frequentemente são mortos pelo pecado que eles mais prontamente cometem. Um exemplo disso é o de Salomé – a tola filha de Herodias – que pediu e recebeu a cabeça de João Batista numa bandeja. Vivendo na cidade espanhola de Lérida, com Herodes e Herodias exilados, Salomé cruzou, um dia, o rio congelado de Sicaris. O gelo, entretanto, quebrou, e ela afundou até a altura do pescoço. Fragmentos de gelo começaram a cercar seu pescoço, enforcando-a, ela lutava sacudindo os pés na água, da mesma maneira com que certa vez dançara na coorte de Herodes. Ela nem sequer conseguia erguer-se da água nem afundar, até que uma lâmina de gelo cortou-lhe a cabeça. A correnteza levou o corpo embora, mas sua cabeça foi levada a Herodias numa bandeja, como outrora foi trazida a cabeça de João, o Batista. Observem o quão terrível uma morte assemelha-se ao pecado cometido.
VIVAT CHRISTUS REX








terça-feira, 6 de setembro de 2016

A Oração Noética

A Oração Noética.

"O homem precisa de uma peregrinação espiritual: Esta peregrinação começa por fechar a boca! Para o homem se libertar das paixões e arrancá-las do seu coração, é necessário que ele estabeleça a “Oração Noética” dentro de seu coração. Pois se a Oração Noética” não estiver estabelecida no lugar de onde surgem as paixões, ele permanecerá escravo das vãs paixões".

São Gregório Palamás nos fala sobre a Oração Noética – Oração Incessante.

Os leigos dizem: “Estamos sobrecarregados de coisas para fazer e preocupações mundanas; como conseguiremos orar sem cessar?”

Eu lhes responderia que Deus não nos manda fazer o impossível, mas somente aquilo que somos capazes de fazer. E, portanto, isso pode ser feito por qualquer um que busque fervorosamente a salvação de sua alma. Se isso fosse impossível, então seria impossível a qualquer um que vivesse no mundo e não haveria tantas pessoas, em meio ao mundo, que estivessem rezando incessantemente como se deve.

Há inúmeras pessoas que, vivendo no mundo, se entregaram à oração incessante, conforme a história atesta. Portanto, meus caros irmãos em Cristo, eu vos exorto – eu, juntamente com São João Crisóstomo – pelo bem da salvação de vossas almas, não negligencies essa oração. Imiteis o exemplo daqueles de quem falei, e sigais seu exemplo o quanto puderes. Em princípio, pode parecer algo muito difícil, mas assegurai-vos, como se isto viesse do Deus Altíssimo, de que o próprio nome de nosso Senhor Jesus Cristo, incessantemente invocado por vós, ajudar-vos-á a superar todas as dificuldades e, com o tempo, vós estareis acostumados e desfrutareis da doçura do nome do Senhor. Então, sabereis por experiência que esta atividade não é impossível nem difícil, mas possível e fácil.
VIVAT CHRISTUS REX








quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Orígenes

Orígenes (185-253) - Presbítero - Teólogo.

A arca da Igreja

Tanto quanto a pequenez da minha mente me permite supor, parece-me que o dilúvio, que quase pôs fim ao mundo, é um símbolo do fim do mundo, fim que vai realmente acontecer. O próprio Senhor o declarou quando disse: Nos dias de Noé, os homens compravam, vendiam, construíam, casavam-se, davam as suas filhas em casamento, e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. Assim será também a vinda do Filho do Homem. Neste texto, parece que o Senhor descreve de uma única e igual forma o dilúvio que já ocorreu e o fim do mundo que anuncia para o futuro.

Portanto, outrora foi dito a Noé para fazer uma arca e meter-se nela, não apenas com os seus filhos e a sua família, mas com animais de todas as espécies. Da mesma forma, na consumação dos tempos, o Pai disse ao Senhor Jesus Cristo, o nosso novo Noé, o único Justo e o único Perfeito (Gn 6, 9), para fazer uma arca de madeira com medidas cheias de mistérios divinos (Gn 6, 15). Isto é afirmado num salmo que diz: Pede, e Eu te darei as nações por herança e os confins da terra por domínio (Sl 2, 8). Assim, ele construiu uma arca com todo o tipo de abrigos para receber os diversos animais. E o profeta fala dessas habitações quando escreve: Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha atrás de ti as portas. Esconde-te por alguns instantes até que a cólera passe (Is 26, 20). Há de fato uma misteriosa correspondência entre este povo que é salvo na Igreja, e todos esses seres, homens e animais, que foram salvos do dilúvio na arca.
VIVAT CHRISTUS REX








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Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...