quarta-feira, 29 de abril de 2015

São Dionísio

Dos muitos mártires que a fé em Cristo já gerou ao longo dos séculos, em todos os cantos da terra, podemos citar a memória de São Dinis de Paris, bispo e padroeiro da França.

São Dinis que também se pode chamar de “Dionísio" foi morto em meados do século III, durante o curto reinado do imperador romano Décio. Os dois anos em que ficou à frente do Império foram suficientes para que sua crueldade fosse comparada à do terrível Nero. Em pouco tempo, ele fez incontáveis vítimas no meio do clero e entre os próprios fiéis, elevando à honra dos altares nomes como Santa Ágata, São Saturnino e o próprio Papa Fabiano.

Como morreu São Dinis? Durante o seu pontificado, São Fabiano enviou à então província da Gália sete missionários cristãos, dentre eles Saturnino, mandado a Toulouse, e o próprio Dinis, que se fixou na Lutécia, onde atualmente fica a cidade de Paris. A eloquência de Dionísio logo colocou em polvorosa os sacerdotes pagãos do local, que ficaram alarmados pelas várias conversões que ele, por obra de Deus, conseguia. Um edito do imperador Décio, exigindo que todos prestassem o culto a César, tornou fácil a captura de Dinis, que se destacava por sua coragem e fidelidade. Um dia, levaram-no ao alto de um monte e cortaram a sua cabeça e as de seus fiéis companheiros, Rústico e Eleutério.

O mais incrível é que, segundo a tradição, o bispo Dionísio ainda saiu do Montmartre  “monte do mártir", como ficou conhecido o lugar e caminhou seis quilômetros, carregando a sua cabeça e pregando um sermão sobre o arrependimento, até chegar ao lugar onde foi enterrado. A iconografia cristã geralmente o retrata segurando a sua cabeça, ainda com a mitra. Hoje, o “apóstolo da Gália" é invocado pelo povo cristão contra dores de cabeça e possessões demoníacas, além de ser homenageado como um dos primeiros pais da França.

O seu impressionante testemunho ilustra como nem depois de mortos os santos se calam. Se, nesta terra, com a sua pregação e vida, Dionísio glorificou sumamente a Deus, chegando ao heroísmo do martírio, após a sua morte, ele mesmo encorajou muitos outros homens a darem a vida por Cristo, cumprindo a profecia de Tertuliano, para quem o sangue dos mártires era semente de novos cristãos.

É importante lembrar que as ofertas dos perseguidores para que os cristãos “livrassem a sua pele" eram coisas aparentemente simples. Daniel-Rops conta que os suspeitos de seguirem a Cristo eram “conduzidos ao templo e convidados a sacrificar aos deuses ou, pelo menos, a queimar incenso na frente do altar". Depois, caso persistisse “a acusação de cristianismo, o acusado era convidado a pronunciar uma fórmula blasfema, na qual renegava Cristo". Por fim, celebrava-se uma refeição, “uma espécie de comunhão pagã, em que os suspeitos deviam comer carne das vítimas imoladas e beber vinho consagrado aos ídolos". Se fizessem qualquer uma dessas coisas, os cristãos se safavam e não eram mortos.

Diante de uma perseguição como a impetrada por Décio, pode-se imaginar como era grande a tentação de jogar um pouquinho de incenso diante dos ídolos... Afinal, um punhado de incenso, que mal poderia haver? Mas, os santos não se improvisam. “Quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará" (Mt 16, 25). Os carrascos que olhavam para os mártires certamente pensavam em seus corações que se tratavam de loucos, assim como a modernidade comumente pinta as imagens dos primeiros mártires como “suicidas", como se fossem homens desgostosos da vida, à procura da morte. À luz do Evangelho, no entanto, a entrega dessas pessoas não era simplesmente a renúncia da vida, mas a adesão à verdadeira Vida, por amor. O “não" de Dionísio, Rústico e Eleutério à idolatria, à blasfêmia e às carnes sacrificadas pelos ídolos foi, ao mesmo tempo, um belo e glorioso “sim" a Deus, ao Seu nome e à Sua vontade.

Hoje, talvez não nos seja pedida a entrega física dos primeiros mártires, que tiveram suas cabeças, braços e pernas decepados por causa de Cristo. Mas, sem dúvida, é-nos pedida a fidelidade de cada dia, pela qual todo cristão é sempre um mártir:

“Sendo muitas as perseguições, também são numerosos os martírios. Todos os dias és testemunha de Cristo. Foste tentado pelo espírito de fornicação; mas, por temor do futuro juízo de Cristo, julgaste que não devias manchar a pureza da alma e do corpo: és mártir de Cristo. Foste tentado pelo espírito de avareza para assaltar a propriedade do teu inferior ou para violar os direitos da viúva indefesa; todavia, meditando nos preceitos divinos, preferiste prestar ajuda a praticar injustiças: és testemunha de Cristo. Foste tentado pelo espírito de soberba; mas, ao ver o pobre e o necessitado, compadeceste-te piedosamente e preferiste a humildade à arrogância: és testemunha de Cristo." 
“Como são numerosos todos os dias os mártires ocultos de Cristo, os que confessam o Senhor Jesus! O Apóstolo conheceu este martírio e este fiel testemunho, ao dizer: É esta a nossa glória e o testemunho da nossa consciência."

Com os santos, aprendemos que “quem começa a servir verdadeiramente o Senhor, o mínimo que lhe pode oferecer é a própria vida", como ensinava Santa Teresa de Ávila. 



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Santo André de Creta

Santo André de Creta (660-740).

A degenerescência do pecado tinha obscurecido a beleza da nossa nobreza original. Mas quando nasce a mãe da Beleza suprema, a nossa natureza readquire a sua pureza e vê-se moldada segundo o modelo perfeito e digno de Deus (Gn 1, 26). Todos nós tínhamos preferido o mundo de baixo ao do alto. Não nos restava qualquer esperança de salvação; o estado da nossa natureza pedia socorro ao céu. Finalmente, o divino artesão do universo decidiu fazer surgir um mundo novo, um mundo todo ele harmonia e juventude.
Não seria conveniente que uma virgem puríssima e sem mácula se pusesse ao serviço deste plano misterioso? E onde encontrar essa virgem senão nesta mulher única entre todas, eleita pelo criador do universo antes de todas as gerações? Sim, Ela é a Mãe de Deus, Maria de nome divino, cujo seio deu à luz o Deus encarnado, que Se havia preparado de modo sobrenatural para ser um templo.
Assim, o desígnio do Redentor da nossa raça era produzir um nascimento e como que uma nova criação para substituir o passado. Foi por isso que, tal como no Paraíso havia extraído da terra virgem e sem mácula um pouco de pó para moldar o primeiro Adão (Gn 2, 7), no momento de realizar a sua própria encarnação Se serviu, por assim dizer, de outro solo, ou seja, desta Virgem pura e imaculada, escolhida de entre todos os seres que criara. Foi nela que Ele nos renovou a partir da nossa própria substância e Se tornou um novo Adão (1Cor 15, 45), Ele que era o Criador de Adão, para que o antigo fosse salvo pelo novo e o eterno.
VIVAT CHRISTUS REX






sexta-feira, 24 de abril de 2015

São João Paulo II

São João Paulo II (1920-2005).

“Ao pedir ao discípulo predileto que tratasse Maria Santíssima como sua Mãe, Jesus instituiu o culto mariano.”

VIVAT CHRISTUS REX





terça-feira, 21 de abril de 2015

Ecce Homo

Paz e Bem.

Enquanto Jesus era submetido a escárnios pelos soldados no pretório, Pilatos tentava conciliar o interesse de não comprometer sua posição política com seu dever de salvar um inocente. Nessas circunstâncias, Jesus em atitude de paz, doçura e dignidade, mas extremamente maltratado, exausto, com o corpo dilacerado, o rosto cheio de hematomas e escarros, a cabeça perfurada por espinhos de uma coroa, uma vara como cetro nas mãos e um velho manto de púrpura sobre os ombros, foi trazido à presença de Pilatos. Este, diante da multidão, diz: “Ecce homo!”, querendo dizer, “Eis o Homem!”, ou seja: vede em que estado de impotência está reduzido o homem que acusais de sublevar o povo contra a dominação romana! Esta imagem em que Jesus é lançado no maior desprezo ficou como símbolo vivo da dor humana, sob a invocação de “Ecce homo”. O Papa João Paulo II ao citar essa invocação diz: nesse desprezo, revela-se não somente o amor de Deus, mas o próprio sentido do homem; “Ecce homo” (em latim, eis o Homem), expressa o verdadeiro sentido do ser humano, ou seja, quem quiser conhecer o homem deve saber reconhecer o seu sentido, a sua raiz e o seu cumprimento em Cristo, Deus que se rebaixa por amor “até a morte, e morte de cruz".

VIVAT CHRISTUS REX






segunda-feira, 20 de abril de 2015

O egoísmo

Paz e Bem.

Santa Catarina de Sena nos ensina que o egoísmo é a lepra, o câncer da alma!
Através deste pérfido mal toda a sorte de misérias invadem a alma dos homens.
Os egoístas maiores não sentem culpa ou vergonha e, por vezes, perdem o medo de punições e agem com violência contra os outros ou contra si.
Os egoístas intermediários não têm nem culpa e nem muita vergonha, apenas comportam-se dentro de certos limites por medo de sofrerem represálias.
Os egoístas menores passam a ter um juízo exacerbado de si mesmos. Os menores podem fingir se amar, mas, de fato, se sentem inferiores.
Nem maiores, nem intermediários, nem menores, qual é nosso real chamamento?
"SEDE SANTO COMO VOSSO PAI QUE ESTA NO CÉU É SANTO" - (1° PEDRO 1, 15-16) (LEVÍTICO 11, 44).

domingo, 19 de abril de 2015

Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório (1969-1787) Bispo - Escritor espiritual - Filósofo escolástico - Teólogo.

"No mundo há ao mesmo tempo muitos padres e poucos padres; há muitos de nome, mas poucos em realidade. O mundo está cheio de padres, mas há poucos que procuram verdadeiramente sê-lo por seu trabalho, isto é, que cumprem o dever e as obrigações de um padre para salvar as almas. Será que Deus, talvez, não mereça todo nosso amor? Ele nos amou desde a eternidade. Óh meu filho, nos diz, eu te amei com um amor eterno. Pensa que fui o primeiro a te amar. Tu não eras ainda deste mundo, o próprio mundo não existia, e eu já te amava. Desde que sou Deus, eu te amo; desde que me amei, eu te amei também."

terça-feira, 14 de abril de 2015

Tomás de Kempis

Tomás de Kempis (1380-1471) - Monge - Místico - Escritor.

Livro - Imitação de Cristo.

"Ensina-me, Senhor, a fazer a Tua vontade, porque és o meu Deus!"

Não existe senão uma só vontade que tenha direito essencial e absoluto a ser obedecida, a vontade do Ser Supremo que tudo criou com Seu poder infinito e tudo conserva em Sua profunda Providência; dai vem a admirável oração do Profeta real: "Ensina-me, Senhor, a fazer a Tua vontade, porque és o meu Deus"!

Esta vontade soberana tem ministros para fazer lembrar Seus Mandamentos e manter sua execução na família, no Estado, na Igreja; e a obediência lhes é devida, porque eles representam a Deus, cada um na sua ordem, segundo os graus de uma sublime hierarquia que sobe do pai ao rei, do rei ao hierarca, do hierarca a Jesus Cristo, de Jesus Cristo Àquele que O enviou e "de Quem toda a paternidade, no céu e na terra, tira Seu nome", isto é, Sua autoridade (Ef. 3, 15).

Assim, o dever não é mais que o preceito divino e a virtude não é senão a obediência a este preceito. Todo pecado não passa de uma desobediência, uma rebelião; donde a profunda expressão do salmista: "O pecador é rebelde desde o seio de sua mãe, e entregue ao mal em suas entranhas" (Sl. 50, 7).

Por isso o sacrifício que expiou o pecado e reparou a natureza humana consistiu essencialmente, segundo a doutrina do grande Apóstolo, numa obediência infinita. "Cristo fez-Se obediente até a morte, e morte de Cruz". E nós, miseráveis criaturas, remidas com esta prodigiosa obediência recusaríamos obedecer? Oporíamos nossa vontade à vontade do Onipotente, por essa tremenda soberba gerada nos antros do inferno, nas trevas, no suplício, na raiva e no desespero, no opróbrio, enfim, da escravidão mais abjeta e hedionda do anjo prevaricador e seus cúmplices.

Ó meu Deus, preserve-me de uma soberba tão insensata, tão criminosa! Ensina-me a graça de submeter-me a Ti e a todos os que me deste por superiores! Estrangeiro sobre a terra, não escondas de mim os Teus Mandamentos. Minha alma, a cada hora se recorda da Tua Lei. "Ensina-me, Senhor, a fazer a Tua vontade, porque és o meu Deus" (Sl. 117, 19).

Ó meu divino Salvador, que em Teus sofrimentos me deixaste o exemplo perfeito da mais profunda obediência, concede-me a graça da paz interior, de me aquietar em todos os acontecimentos contrários e penosos, de os olhar todos como Mandamentos do céu e ministros da divina ordenação. Dá-me, Senhor, que a tudo viva submisso assim como Tu Te submeteste à vontade de Teu Pai eterno e possa dizer com a alma sincera e humilhada: "Faça-se em tudo a vontade de Deus"!
VIVAT CHRISTUS REX






segunda-feira, 13 de abril de 2015

Para refletir

Paz e Bem.

Para refletir:

Deus vê Abrão e enxerga Abraão, vê Simão e enxerga Pedro, vê Saulo e enxerga Paulo!
Deus nos vê hoje, mas quem Ele realmente enxerga?

VIVAT CHRISTUS REX

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domingo, 12 de abril de 2015

Ser todo Teu

Quero colocar em tuas mãos a minha vida.
Me deixar remodelar como um vaso do leiro.
O meu coração ponho hoje em teu altar, minha vida está pronta pra recomeçar ao lado teu ser todo teu, inteiro teu quero ajuntar cada pedaço do meu ser.
Ser todo teu, inteiro teu quero de dar os meus pedaços para que um vaso novo eu possa ser.

terça-feira, 7 de abril de 2015

A coragem

Paz e Bem.

A coragem é uma virtude inseparável do amor e da confiança, são forças coexistentes. 
Se falta o amor falta confiança e a coragem sucumbiu.

VIVAT CHRISTUS REX






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Cegos impiedosos

Padre Pio de Pietrelcina - Carta 290 - Título: "MEU DEUS! SERÁ VERDADE TUDO AQUILO QUE ME ANUNCIASTES?"
O meu espírito se vê extremamente atormentado ao encontrar-se diante desses verdadeiros cegos que não sentem piedade de si mesmos - as paixões tiraram deles o bom senso -, que não sonham nem mesmo em  beber dessa verdadeira água do paraíso.

VIVAT CHRISTUS REX

sábado, 4 de abril de 2015

Ressucitou, Aleluia!

Cristo Ressuscitou. Aleluia!
Cristo Vive. Aleluia!
Cristo venceu a morte. Aleluia!
Verdade incondicional, imutável e eterna!
Mas minha vida é uma experiência constante e ininterrupta de Calvários e Cruz!
Te Louvo, Bendigo, Exalto e Glorifico, meu Senhor e meu Deus por me ensinar a cada ano viver este mistério de dor com Amor e Zelo.
Mesmo diante de minhas misérias e de toda minha imundície o Senhor volta Vosso Olhar Justo e Misericordioso para este verme que sou.
Tu És o Santo, o Justo, o Eterno, a Cura, a Paz e todo o Bem.
Tu És o Filho de Maria Santíssima e o protegido de José o terror dos demônios; assim como é conhecido vosso Pai adotivo!
Por toda a Vossa Infinita e Insondável Majestade eu lanço-me por terra, me cubro com cinzas e raspo as minhas sujeiras com lascas de Vosso Madeiro para curar, livrar minha alma de feridas infeccionadas e dolorosas!
Salve ó Grande e Único Rei que me Ama, que me Chama!
Salve ó Cristo Senhor da Eterna Glória!

Reergue-me

Padre Pio de Pietrelcina - Carta 280 - Título: "IGNORO O QUE QUER DIZER TUDO ISSO"

Tire-me, pelo amor da Virgem Nossa Senhora da Dores, de uma incerteza tão cruel. Salve-me, se naufraguei; reergue-me, se souber que caí.
VIVAT CHRISTUS REX

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Amor sem Cruz é fogo de palha

Padre Pio de Pietrelcina - Carta 250 - Título: "[...] SEI MUITO BEM QUE A CRUZ É O PENHOR DO AMOR [...]"

Cubro o meus rosto, de vergonha; sei muito bem que a Cruz é o penhor do Amor, a Cruz é sinal de perdão, e o Amor que não é alimentado, nutrido pela Cruz, não é verdadeiro Amor; reduz-se a fogo de palha.
VIVAT CHRISTUS REX






quinta-feira, 2 de abril de 2015

Papa lava os pés de 12 detentos na Missa da Ceia do Senhor

Paz e Bem.



O Santo Padre o Papa Francisco dando testemunho vivo do Evangelho de Cristo!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O silêncio

Paz e Bem.

O escândalo e a violência silenciam quando Cristo faz-se presente!
Vejam a Cruz, escândalo e violência sem o Cristo e com o Cristo silêncio, caminho de salvação.
Ao ser elevado no patíbulo da Cruz Ele atrai sobre Si o olhar de toda a humanidade. São João 12, 32. "E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim".
VIVAT CHRISTUS REX

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Padre Francesco Bemonte

Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...