domingo, 14 de dezembro de 2014

A humildade e o aniquilamento

A humildade e o aniquilamento.

Não obstante, o próprio Jesus se colocou entre os “anawin” (do hebraico, que quer dizer “aquele que se curva”, isto é, o pobre de espírito) e se ofereceu como modelo (Mt 11,26), mais ainda, reconhecemos sua humildade radical em sua kenósis (do grego esvaziamento, aniquilamento) diante do projeto do Pai: “Ele existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano. E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, em o Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai (cf. Fl 2, 6-11).
De tudo que falamos podemos então entender como humilde aquele que se coloca como um “anawin” (do hebraico, que quer dizer “aquele que se curva”, isto é, o pobre de espírito) diante de Deus, confiante na Sua providência e servo diante dos irmãos. Diferente do soberbo, que confia apenas em si mesmo, o humilde, sabe que possui virtudes e que estas são provenientes de Deus para o bem do próximo. É por isto, por exemplo, que vai ensinar o Catecismo da Igreja Católica que a humildade é a virtude essencial para se possuir vida de oração (cf. n. 2559).
Resta-nos a pergunta: Como hei de chegar á humildade? A resposta imediata é: ‘Pela graça de Deus.’ Somente a graça divina nos pode dar a visão clara da nossa própria condição e a consciência da grandeza de Deus que da origem a humildade.

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