domingo, 30 de novembro de 2014

Ezequiel 37, 5

Paz e Bem.

Ezequiel 37, 5.

"Eis o que vos declara o Senhor Javé: vou fazer reentrar em vós o sopro da vida para vos fazer reviver".

Espírito Santo, dá-me um coração grande, aberto à tua silenciosa e forte palavra inspiradora; fechado a todas as ambições mesquinhas; alheio a qualquer desprezível competição humana; compenetrado do sentido da Santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio e cansaço, toda desilusão e toda ofensa. Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando necessário. Um coração cuja felicidade é pulsar com o Coração de Cristo, e cumprir humilde, fiel e virilmente a vontade do Pai. Amém.
VIVAT CHRISTUS REX




sábado, 29 de novembro de 2014

São Padre Pio

Paz e Bem.

Padre Pio de Pietrelcina exorta-nos no seguinte ponto:

"Fuja da preguiça e das conversas inúteis."

Esta claro que para a vida de um Cristão Católico decidido em assumir uma proposta de vida embasada nas Verdades Evangélicas (Verdades encontradas no Evangelho), faz-se necessário o silêncio, e fica claro, o silêncio é fundamental. 
Mais vale as poucas palavras de um Cristão que as inúmeras palavras sem base e sentido. 
Falar para agradar é como cantar um hino ao demônio; falar o necessário é um Canto de Louvor a Deus. Que os elogios, as felicitações sem sentido, as palavras com um sorriso enraizado na dor sejam lançados aos abismos infernais pois lá é a origem destas fétidas ações do mal e para lá devem de voltar e permanecer. 
Que as palavras sejam poucas, poucos sorrisos e nenhuma bajulação e felicitação. Que permaneça o que é claro, o que é fato - "somos miseráveis pecadores necessitados de Cristo" - e diante desta Verdade qual será nossa postura! Quem realmente, a não ser o Cristo, merece ser todos os dias Felicitado com nossa visita ao Santíssimo Sacramento, quem além de Jesus merece todas as formas de Louvores (elogios)?

Lendo o Livro de Eclesiastes o capítulo 5 entenderemos de forma mais clara o que Santo Padre Pio quer nos dizer com esta sua breve, mas tão intensa e profunda exortação.

Segue o texto de Eclesiastes - Capitulo 5:

Não te apresses em abrir a boca; que teu coração não se apresse em proferir palavras diante de Deus, porque Deus está no céu, e tu na terra; que tuas palavras sejam, portanto, pouco numerosas. Porque muitas ocupações geram sonhos, e a torrente de palavras faz nascer resoluções insensatas. Quando fizeres um voto a Deus, realiza-o sem delonga, porque aos insensatos Deus não é favorável. Portanto, cumpre teu voto. Mais vale não fazer voto, que prometer a não ser fiel à promessa. Não permitas à tua boca fazer pecar a tua carne, e não digas ao sacerdote que isto foi apenas uma inadvertência, para não suceder que Deus se irrite com essas palavras e reduza a nada tua empresa. Porque muitos cuidados geram sonhos, e a torrente de palavras, despropósitos. Assim, pois, teme a Deus. Se vires na região a opressão do pobre, ou a violação do direito e da justiça, não te admires, porque o que é grande é observado por outro maior e ambos por maiores ainda. Sob todos os pontos de vista, uma vantagem para uma nação é um rei para um país cultivado. Aquele que ama o dinheiro nunca se fartará, e aquele que ama a riqueza não tira dela proveito. Também isso é vaidade. Quando abundam os bens, numerosos são os que comem, e que vantagem há para os seus possuidores, senão ver como se comportam? Doce é o sono do trabalhador, tenha ele pouco ou muito para comer; mas a abundância do rico o impede de dormir. Vi uma dolorosa miséria debaixo do sol: as riquezas que um possuidor guarda para sua desgraça. Caso essas riquezas venham a se perder em conseqüência de algum desagradável acontecimento, se ele tiver um filho, nada lhe restará na sua mão. Nu saiu ele do ventre de sua mãe, tão nu como veio sairá desta vida, e, pelo seu trabalho, nada receberá que possa levar em suas mãos. Sim, é uma dolorosa miséria que ele se vá assim como veio; e que vantagem terá ele por ter trabalhado para o vento? Todos os seus dias foram consumidos numa sombria dor, em extrema amargura, no sofrimento e na irritação. Eis o que eu reconheci ser bom: que é conveniente ao homem comer, beber, gozar de bem-estar em todo o trabalho ao qual ele se dedica debaixo do sol, durante todos os dias de vida que Deus lhe der. Esta é a sua parte. Se Deus dá ao homem bens e riquezas, e lhe concede delas comer e delas tomar sua parte, e se alegrar no seu trabalho, isso é um dom de Deus. Ele não pensa no número dos dias de sua vida, quando Deus derrama em seu coração a alegria.
VIVAT CHRISTUS REX




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Salmo 44

Paz e Bem.

Salmo 44.

Ao mestre de canto. Segundo a melodia: Os lírios. Hino dos filhos de Coré. Canto nupcial. Transbordam palavras sublimes do meu coração. Ao rei dedico o meu canto. Minha língua é como o estilo de um ágil escriba. Sois belo, o mais belo dos filhos dos homens. Expande-se a graça em vossos lábios, pelo que Deus vos cumulou de bênçãos eternas. Cingi-vos com vossa espada, ó herói; ela é vosso ornamento e esplendor. Erguei-vos vitorioso em defesa da verdade e da justiça. Que vossa mão se assinale por feitos gloriosos. Aguçadas são as vossas flechas; a vós se submetem os povos; os inimigos do rei perdem o ânimo. Vosso trono, ó Deus, é eterno, de equidade é vosso cetro real. Amais a justiça e detestais o mal, pelo que o Senhor, vosso Deus, vos ungiu com óleo de alegria, preferindo-vos aos vossos iguais. Exalam vossas vestes perfume de mirra, aloés e incenso; do palácio de marfim os sons das liras vos deleitam. Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir. Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai. De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens. Habitantes de Tiro virão com seus presentes, próceres do povo implorarão teu favor. Toda formosa, entra a filha do rei, com vestes bordadas de ouro. Em roupagens multicores apresenta-se ao rei, após ela vos são apresentadas as virgens, suas companheiras. Levadas entre alegrias e júbilos, ingressam no palácio real. Tomarão os vossos filhos o lugar de vossos pais, vós os estabelecereis príncipes sobre toda a terra. Celebrarei vosso nome através das gerações. E os povos vos louvarão eternamente.
VIVAT CHRISTUS REX




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Espírito Santo

Paz e Bem.

Ó Espirito Santo, Amor do Pai e do Filho, inspira-me sempre o que devo pensar, o que devo dizer e como dizer, o que devo calar, o que devo escrever, como devo agir, o que devo fazer para obter Tua Graça, o bem de todas as pessoas e minha santificação. 
Amém.
VIVAT CHRISTUS REX




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Submissão à Vontade de Deus

São Cláudio de la Colombière - Apóstolo do Sagrado Coração.

Da Submissão à Vontade de Deus.

Uma das verdades mais bem estabelecidas e das mais consoladoras que jamais nos tenham sido reveladas é que, com ressalva do pecado, nada nos sucede na terra senão porque Deus o quer; é Ele quem dá as riquezas e é Ele quem envia a pobreza; se estais doente, Deus é a causa do vosso mal; se haveis recuperado a saúde, foi Deus quem vo-la restituiu; se viveis, é unicamente a Ele que deveis tão grande bem; e quando a morte vier terminar a vossa vida, será da mão Dele que recebereis o golpe mortal.
Mas, quando os maus nos perseguem, é então a Deus que o devemos imputar? Sim, cristãos ouvintes, é ainda a Ele que deveis então acusar unicamente do mal que sofreis. Ele não é causa do pecado que comete o vosso inimigo maltratando-vos, mas é causa do mal que esse inimigo vos faz pecando. Esse homem injusto é como uma torrente que, do alto dum rochedo, vem despenhar-se num vasto campo. Não é o lavrador que dá a essa torrente rápida o movimento que a arrasta, mas é o lavrador quem, ora rompendo um dique, ora tapando um valado ou levantando uma represa, lhe faz entrar as águas num campo antes que em outro, quer pretenda adubar, quer pretenda desolar por esse meio aquele campo. Ou se preferis, aquele mau homem é nas mãos de Deus como um veneno nas mãos dum artista hábil: não foi o artista que deu àquela erva ou àquele mineral a virtude maligna que lhes é própria, mas foi ele quem as misturou na beberagem que vos apresenta, quer tenha o intento de vos dar a morte, quer talvez o de vos restituir a saúde. Assim, não foi Deus quem inspirou ao vosso inimigo a má vontade que tem de vos prejudicar, mas foi Ele quem lhe deu o poder, foi Ele quem fez voltar sobre vós a malícia daquela pessoa, quem dispôs as coisas de tal sorte que ele se tenha achado em estado de perturbar o vosso repouso, que o tenha efetivamente perturbado. O Senhor quis que caísseis na cilada, já que não a evitou, já que prestou mesmo mão aos que vo-la armavam; é Ele que vos entrega sem defesa aos vossos inimigos, e foi Ele que dirigiu, por assim dizer, todos os golpes que eles vos desfecharam. Não duvideis: se recebeis alguma chaga, foi o próprio Deus quem vos feriu. Quando todas as criaturas se ligassem contra vós, se o Criador não quisesse, se se lhes não juntasse; se lhes não desse tanto as forcas como os meios de executar os seus maus desígnios, nunca o conseguiriam: Não teríeis nenhum poder sobre mim se ele vos não fosse dado do alto, dizia o Salvador do mundo a Pilatos. Nós podemos dizer outro tanto aos homens como aos demônios, mesmo às criaturas que são privadas de razão e de sentimento. Não, vós não me afligiríeis, não me prejudicaríeis como fazeis, se Deus não vo-lo tivesse ordenado; é Ele quem vos envia, é Ele quem vos dá o poder de me tentardes e de me fazerdes sofrer: Não teríeis nenhum poder sobre mim, se ele não vos tivesse sido dado do alto.
Se de quando em quando meditássemos seriamente este artigo da nossa crença, não seria preciso mais para abafar as nossas murmurações em todas as perdas, em todas as infelicidades que nos acontecem. Era o Senhor que me tinha dado todos aqueles bens, foi Ele mesmo quem mos tirou; não foi nem aquela parte, nem aquele juiz, nem aquele ladrão quem me arruinou, não foi aquela mulher que me denegriu a reputação com as suas maledicências; se esse menino morreu, não foi nem por ter sido maltratado, nem por ter sido mal servido; foi Deus, a quem tudo aquilo pertencia, quem não me quis deixar fruir dele por mais tempo.
É, pois, uma verdade de fé que Deus conduz todos os acontecimentos de que a gente se queixa no mundo; e, demais, não podemos duvidar de que todos os males que Deus nos manda nos sejam utilíssimos: não podemos duvidá-lo sem suspeitar a Deus de carecer de luz para discernir o que é vantajoso.
É prova dum orgulho insuportável, diz são Basílio, que nos próprios negócios a gente não necessita de tomar conselho de ninguém, e que tem por si mesmo bastante prudência para escolher o melhor partido. Mas, se nas coisas que nos dizem respeito qualquer outro vê melhor do que nós aquilo que nos é útil, que loucura pensar que o vemos melhor do que Deus mesmo, Deus que é isento das paixões que nos cegam, que penetra o futuro, que prevê os acontecimentos e o efeito que cada causa deve produzir! Sabeis que os acidentes mais molestos têm às vezes felizes consequências, e que, ao contrário, os sucessos mais favoráveis podem finalmente terminar em funestos desfechos. É mesmo uma regra que Deus observa assaz comumente, ir aos seus fins por vias inteiramente opostas às que a prudência humana costuma escolher.
Na ignorância em que estamos do que deve acontecer no futuro, como então ousamos murmurar daquilo que sofremos pela permissão de Deus! E mesmo por simples vantagens deste mundo, quantos exemplos não temos desse proceder! Vendem José, trazem-no em servidão, lançam-no numa prisão: ele se aflige das suas desditas aparentes, aflige-se com efeito da sua felicidade, pois são outros tantos degraus que o elevam insensivelmente ao trono do Egito. Saul perdeu as mulas de seu pai, tem que as ir buscar muito longe e muito inutilmente: é muito tempo e muito trabalho perdido, é certo; mas se essa mágoa o aflige, jamais houve pesar tão desarrazoado, visto que tudo aquilo só foi permitido para o conduzir ao profeta que o deve ungir da parte do Senhor, para ser o rei de seu povo. Qual não há de ser a nossa confusão, quando comparecermos perante Deus, quando virmos as razões que Ele terá tido de nos mandar essas cruzes que nós tão mal lhe agradecemos! Eu lamentei a perda daquele filho único morto na flor da idade: ai! Se Ele tivesse vivido ainda alguns meses, alguns anos, teria perecido da mão dum inimigo, teria morrido em pecado mortal. Eu não me pude consolar do rompimento daquele casamento: se Deus tivesse permitido que ele se concluísse, eu iria passar os meus dias no luto e na miséria. Devo trinta ou quarenta anos de minha vida àquela doença que sofri com tanta impaciência. Devo a minha salvação eterna àquela confusão que me custou tantas lágrimas. Minha alma estaria perdida, se eu não tivesse perdido aquele dinheiro. Com que nos embaraçamos, cristãos ouvintes? Deus se encarrega da nossa direção, e nós estamos na inquietude! Abandonamo-nos à boa fé dum médico porque supomos que ele entende da sua profissão; ele ordena que vos façam as operações mais violentas, às vezes até que vos abram o crânio com o ferro: ali, que vos furem o corpo; aqui que vos cortem um membro para deter a gangrena que poderia enfim chegar até ao coração; a gente sofre tudo isso, fica-lhe agradecido, recompensa-o liberalmente, porque julga que ele não o faria se o remédio não fosse necessário, porque julga que cumpre fiar-se na sua arte; e não queremos fazer a mesma honra ao nosso Deus! Dir-se-ia que desconfiamos da sua sabedoria e que tememos que ele nos transvie! Que? Entregais vosso corpo a um homem que se pode enganar e cujos menores erros vos podem tirar a vida, e não vos podeis submeter à conduta do Senhor!
Se nós víssemos tudo o que Ele vê, quereríamos infalivelmente tudo o que Ele quer; haviam-nos de ver pedir-lhe com lágrimas as mesmas aflições que tratamos de desviar pelos nossos votos e pelas nossas preces. Por isto, é a nós todos que Ele diz nas pessoa dos filhos de Zebedeu: Nescitis quid petitis; homens cegos, a vossa ignorância me faz pena, não sabeis o que me pedis; deixai-me cuidar dos vossos interesses, conduzir-vos à fortuna; Eu conheço o que vos é necessário, melhor do que vós mesmos; se até aqui eu tivesse levado em conta os vossos sentimentos e os vossos gostos, já estaríeis perdidos sem recurso.
Mas quereis, cristãos ouvintes, quereis ficar persuadidos de que em tudo o que Deus permite, em tudo quanto vos sucede, não tem Ele em mira senão as vossas verdadeiras vantagens, a vossa felicidade eterna? Fazei um momento de reflexão sobre tudo o que Ele há feito por vós. Estais agora na aflição: pensai que quem é o autor dela é Aquele mesmo que quis passar toda a sua vida nas dores para vo-las poupar eternas; que é Aquele cujo anjo está sempre ao vosso lado, velando por sua ordem sobre todos os vossos caminhos, e se aplicando a desviar tudo o que vos possa ferir o corpo ou manchar a alma; pensai que quem vos expõe a essa pena é Aquele que nos nossos altares ora incessantemente e se sacrifica mil vezes ao dia para expiar os vossos crimes e aplacar a cólera de seu Pai, à medida que O irritais; que é Aquele que vem a vós com tanta bondade no sacramento da eucaristia; Aquele que não tem prazer maior do que conversar convosco, do que se unir a vós. Que ingratidão, após tamanhas provas de amor, desconfiar ainda Dele, duvidar de se é para nos prejudicar ou para nos fazer bem que Ele nos visita! Mas Ele me fere cruelmente, faz pesar a Sua mão sobre mim. E que temeis duma mão que foi transfixada, que se deixou pregar na cruz por vós? Ele me faz andar por um caminho espinhoso. Se não há outro para ir ao céu, ai de vós se preferis perecer para sempre a sofrer por um tempo! Não foi esse mesmo caminho que Ele seguiu, antes de vós e por amor de vós? Achais acaso Nele um espinho que Ele não tenha marcado, que não tenha enrubescido com o seu sangue?
Ele me apresenta um cálice cheio de amargura. Sim, mas pensai que é o vosso Redentor que vo-lo apresenta; amando-vos tanto quanto vos ama, poderia resolver-se a tratar-vos com rigor se não houvesse uma utilidade extraordinária ou uma urgente necessidade? Ouvistes falar daquele príncipe que preferiu expor-se a ser envenenado, a recusar a bebida que seu médico lhe receitara, porque reconhecera sempre naquele médico muita fidelidade e muito apego à sua pessoa; e nós, cristãos ouvintes, nós recusamos o cálice que Nosso Divino Mestre nos preparou Ele próprio, atrevemo-nos a ultrajá-lo até esse ponto! Rogo-vos não esquecerdes esta reflexão; ela basta, se me não engano, para nos fazer aceitar, para nos fazer amar as disposições da vontade divina que nos parecem mais incômodas, e nos conformarmos desse modo com essa vontade suprema; é, aliás, assegurar infalivelmente a nossa felicidade, mesmo desde esta vida.
Eu suponho, por exemplo, que um cristão está liberto de todas as ilusões do mundo, pelas suas reflexões e pelas luzes que recebeu de Deus; que reconhece que tudo não passa de vaidade; que nada lhe pode encher o coração; que aquilo que há desejado com mais afã é muitas vezes fonte dos mais mortais pesares; que a gente custa a distinguir o que nos é útil e o que nos é contrário, por isto que o bem e o mal estão quase por toda a parte misturados, e porque aquilo que ontem era o mais vantajoso é hoje o pior; que os seus desejos só fazem atormentá-lo; que os cuidados que emprega para lograr êxito o consomem e até lhe prejudicam às vezes os desígnios, ao invés de os adiantar; que, ao cabo de tudo, é uma necessidade que a vontade de Deus se cumpra; que nada se faz senão por suas ordens, e que Ele nada pode ordenar a nosso respeito que não nos reverta em vantagem.
Após todas essas vistas, suponho ainda que ele se lance nos braços de Deus como às cegas; que se lhe entregue, por assim dizer, sem condição e sem reserva, inteiramente resolvido a confiar Nele para tudo, e nada mais desejar, nada mais temer, numa palavra, nada mais querer senão aquilo que Ele quiser; digo que, desde esse momento, essa feliz criatura adquire uma liberdade perfeita, que não pode mais nem ser molestada nem constrangida; que não há autoridade, não há poder na terra que seja capaz de lhe fazer violência ou de lhe dar um momento de inquietação.
«Como me quereis obrigar a fazer o que eu não quero? dizia um santo homem cujos sentimentos são referidos. Seria preciso poder constranger o próprio Deus, para me pôr no caso de fazer algo contra minha vontade; porque, enquanto Deus fizer tudo o que quiser, eu não posso deixar de ser perfeitamente livre, visto que só quero o que Ele faz. Deus quer que eu adoeça? Pois a moléstia me é mais agradável do que a saúde; que eu seja pobre? Pois eu não queria ser rico; que eu seja o repúdio de todos? Consinto que toda a gente me despreze, fundo toda a minha glória nos seus desprezos. Importa que eu viva aqui ou alhures, que eu passe os meus dias no repouso ou na trica dos negócios, que morra na flor ou no declínio da idade? De tudo isso eu não poderia dizer o que gosto mais; mas, desde que Deus tiver feito a sua escolha, e me tiver feito conhecer para que lado pende o seu coração, o meu seguirá esse pendor, e achará nele a sua felicidade.»
Mas não é uma quimera um homem em quem os bens e os males fazem uma igual impressão? Não, não é uma quimera; conheço pessoas que estão igualmente contentes na moléstia e na saúde, nas riquezas e na indigência; algumas conheço mesmo que preferem a indigência e a moléstia às riquezas e à saúde.
De resto, não há nada tão verdadeiro como o que vos vou dizer: tanta submissão temos à vontade de Deus, tanta condescendência tem Ele para com as nossas vontades. Parece que, desde que a gente se apega unicamente a lhe obedecer, Ele próprio só cuida de nos satisfazer: não só ouve as nossas preces, mas até as previne; vai buscar até no fundo do coração aqueles mesmos desejos que a gente trata de sufocar para lhe aprazer, e os realiza, cumula-os, excede-os todos.
Enfim a ventura daquele cuja vontade é submissa à vontade de Deus é uma ventura constante, inalterável, eterna. Temor algum lhe perturba a felicidade, porque acidente algum a pode destruir. Eu mo represento como um homem sentado num rochedo no meio do oceano: vê virem a ele as mais furiosas vagas sem ficar atemorizado, acha prazer em considerá-las e contá-las, à medida que elas se lhe veem quebrar aos pés; quer o mar esteja calmo ou agitado, quer o vento empurre as ondas para um lado ou para outro, ele fica igualmente imóvel, porque o lugar em que se encontra é firme e inabalável.
Vem daí essa paz, essa calma, esse semblante sempre sereno, esse ânimo sempre igual que notamos nos verdadeiros servos de Deus. Que razão não tendes, almas santas, de ser sem inquietações? Achastes na vontade do vosso Deus um retiro inacessível a todas as desditas da vida; elevaste-vos muito acima da região das tempestades: não há dardo que possa chegar até lá. Não podeis temer nem os homens nem os demônios. Façam o que fizerem, suceda o que suceder, sereis sempre felizes, ou então o próprio Deus deixará de sê-lo.
Resta ver como é que poderemos atingir essa venturosa submissão. Isto só se pode fazer, senhores, pela experiência frequente dessa virtude; e por isto que as grandes ocasiões de praticá-la são raras, todo o segredo consiste em aproveitar as pequenas, que são diárias, e cujo bom uso em breve nos porá em estado de sustentar os maiores revezes sem sermos abalados. Não há ninguém a quem cada dia não aconteçam cem pequenas coisas contrárias aos seus desejos e inclinações, seja que no-las atraia a nossa imprudência ou nosso pouco espírito, seja que elas nos venham da inconsideração ou da malignidade alheia, seja enfim que constituam um puro efeito do acaso ou do concurso imprevisto de certas causas necessárias. Toda a nossa vida é semeada dessas sortes de espinhos, que nos nascem incessantemente debaixo dos pés, que produzem no nosso coração mil frutos amargos, mil movimentos involuntários de ódio, de inveja, de temor, de impaciência, mil pequenas mágoas passageiras, mil ligeiras inquietações, mil perturbações, que, ao menos por um momento, alteram a paz da alma. Escapa-nos, por exemplo, uma palavra que não quiséramos ter dito, dizem-nos outra que nos ofende, um criado vos serve mal ou com vagarosidade, uma criança vos incomoda, um estorvante vos faz parar, um estouvado vos encontrou, um cavalo vos cobre de lama, faz um tempo que vos desagrada, a vossa obra não vai como desejaríeis, um pequeno móvel se quebra, uma roupa se mancha ou se rasga; eu sei que não há aí em que exercer uma virtude bem heroica, mas digo que seria o bastante para adquiri-la infalivelmente se o quiséssemos; digo que todo o que estivesse alerta para oferecer a Deus todas essas contrariedades, e para aceitá-las como ordenadas pela sua providência, esse homem, além de adquirir por essa prática grande número de méritos, além de se dispor insensivelmente a uma união muito íntima com Deus, seria ainda, em pouco tempo, capaz de aguentar os mais tristes e os mais funestos acidentes da vida.
A este exercício, que é tão fácil, e não obstante mais útil para nós e mais agradável a Deus do que vos posso dizer, pode-se ajuntar ainda outro. Embora as grandes desgraças não aconteçam todos os dias, pode-se a gente oferecer a Deus todos os dias para aturá-las quando lhe aprouver. Se Deus vos quisesse tirar ou aquele filho ou aquele marido, se permitisse que perdêsseis aquele processo ou aquele dinheiro que colocastes, precisaríeis duma grande forca de espírito para suportar esses golpes tão rudes. Não sabeis ainda qual será a vontade Dele sobre esses pontos; preveni-lhe as ordens, e desde agora submetei-vos a tudo quanto Ele resolveu fazer; renunciai com frequência em sua presença a todos os desejos que podeis ter de aumentar ou de conservar os vossos bens, a vossa saúde, a vossa reputação, e protestai-lhe que estais pronto a lhe sacrificar tudo. Pensai todos os dias, desde a manhã, em tudo quanto vos pode suceder de mais molesto durante o curso do dia. Pode suceder que no correr do dia tragam a notícia dum naufrágio, duma bancarrota, dum incêndio; talvez que antes da noite recebais alguma afronta pesada, alguma sangrenta confusão; talvez que a morte vos roube a pessoa do mundo que mais amais; não sabeis se vós mesmo não morrereis subitamente e duma maneira trágica. Aceitai todas essas desgraças no caso que praza a Deus permiti-las, coagi a vossa vontade a consentir nesse sacrifício, e não vos deis trégua enquanto não a sentirdes disposta a querer ou a não querer tudo o que Deus pode querer ou não querer.
Enfim, quando uma dessas desditas se fizer efetivamente sentir, em lugar de perderdes tempo em vos queixardes ou dos homens ou da fortuna, ide lançar-vos prontamente aos pés do Divino Mestre, para lhe pedir a graça de suportar com constância aquele infortúnio. Um homem que recebeu uma chaga mortal, se é prudente, não corre atrás de quem o feriu. Vai primeiro ao médico que o pode curar. Mas quando, em tais conjunturas, buscásseis o autor dos vossos males, seria ainda a Deus que cumpriria ir, pois só Ele lhes pode ser a causa.
Ide, pois, a Deus, mas ide prontamente, ide na mesma hora, seja o primeiro de todos os vossos cuidados: ide levar-Lhe, por assim dizer, a flecha que Ele vos atirou, o flagelo de que se serviu para vos provar. Beijai mil vezes as mãos do Vosso Senhor crucificado, essas mãos que vos feriram, que fizeram todo o mal que vos aflige. Repeti-lhe muitas vezes estas palavras que Ele próprio dizia a seu Pai no forte da sua dor: Senhor, faça-se a vossa vontade, e não a minha. Eu vos bendigo mil vezes, eu vos dou graças de que as vossas ordens se cumpram sobre mim; e quando estivesse em meu poder resistir-lhes, eu continuaria a me submeter a elas. Aceito esta calamidade em si mesma como em todas as suas circunstâncias; não me queixo nem do mal que sofro, nem das pessoas que me causam, nem do modo por que ele veio até mim, nem da conjuntura do tempo ou do lugar em que ele me surpreendeu ; estou certo de que o quisestes sob todos esses pontos de vista, e gostaria mais de morrer do que de me opor no que fosse à Vossa Vontade: Fiat voluntas tua... Sim, meu Deus, em tudo o que quiserdes de mim, hoje e por todos os tempos, no céu e na terra, faça-se essa vontade, mas faça-se na terra como se cumpre no céu.
VIVAT CHRISTUS REX




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Qual a sua prioridade

Paz e Bem.

"As prioridades de uma vida não estão além de suas capacidades e potencialidades pois Cristo faz-se presente para capacitar e potencializar esta vida!"

Qual sua prioridade:

1 - O Cristo que lhe devolve tudo, além do que foi oferecido a Ele, e cura e liberta sua Alma.

2 - O mal que lhe tira o que possui de verdadeiro valor (alma) e a torna eternamente escrava de sofrimentos horrendos que mente humana jamais poderá alcançar.

Na 1ª prioridade encontramos a gratuidade, respeito, zelo, despojamento, renuncias, Cruz, e comprometimento, valores que enobrecem a alma e a conduz a Cristo.

Na 2ª prioridade encontramos conforto demasiado, as melhores comidas, as melhores bebidas, os melhores divertimentos, os melhores prazeres carnais, grandes conquistas financeiras, número excessivo de amigos, grandes número de conselheiros, pessoas dispostas a dar a vida por nossa causa, valores que arruínam a alma, dilacera a alma, e a conduz a perdição eterna.

Que a prioridade seja Cristo incondicionalmente levando em conta o que São Paulo nos exorta:

Galatas 1, 10.

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo. "
VIVAT CHRISTUS REX

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A oferta da viúva

Paz e Bem.

A OFERTA DA VIÚVA - Lucas 21, 1-4.

Ao levantar os olhos, Jesus viu pessoas ricas depositando ofertas no cofre.Viu também uma viúva necessitada que deu duas moedinhas.
E ele comentou: “Em verdade, vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.Pois todos eles depositaram como oferta parte do que tinham de sobra, mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver.

Breve comentário:

A viuvá da tudo o que tem para viver naquele dia. Privar-se do supérfluo também tem valor diante de Deus, porém a oferta que leva à privação do necessário revela generosidade e ao mesmo tempo grande fé e abandono total à providência de Deus. Riqueza e pobreza em Jesus não podem ser medidas com uma classificação fácil. Quem não põe à disposição dos outros o que possui é condenado como "rico". Quem vê no que possui um Dom de Deus a ser despendido em favor do próximo, deve ser imitado como "pobre". Note-se que não possuímos só dinheiro, mas ainda juventude, capacidades, tempo, fé, verdadeiro capital para investir em favor dos irmãos. Jesus procura pessoas generosas e disponíveis, capazes de dar tudo, mesmo a só próprias. Seu olhar penetra cada homem, lê a verdade de cada coração e desmascara todo fingimento.
VIVAT CHRISTUS REX

sábado, 22 de novembro de 2014

Cristo Rei

Paz e Bem.

Meu Senhor e meu Deus, meu Deus e meu Tudo!
Cristo Rei, eterno Senhor.
Rendo-me ao teu olhar que penetra minha alma como um dardo em chamas de Amor. 
Lanço-me ao teu olhar como uma criança aos braços do Pai.
Na imensidão deste vosso olhar repouso minha alma.
Do clamor de Amor deste Vosso olhar por minha alma todas as trevas são dissipadas e resta-me responder-te com o mesmo Amor, esvaziando-me de mim mesmo e preenchendo-me de Ti.
Não resta-me nada e nada mais desejo possuir a não ser o Senhor como Rei e Senhor de minha vida.
Aniquilo-me para que vossa Graça seja minha única fonte de ânimo e para que nada mais me agrade a não ser estar em Ti.
Faça-se em mim pois sem Ti na me resta.
Tu és o principio único e o fim ultimo de todas as minha potencialidades. Tudo me destes e a Ti tudo devolvo, como um salutar canto de louvor, sem reservas com o coração triturado por Amor e Obediência.
Amém!
VIVAT CHRISTUS REX




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Santo Inácio de Antioquia

Santo Inácio de Antioquia (35-110).

Esforçai-vos por ficar firmes na doutrina do Senhor e dos apóstolos, para que tudo quanto fizerdes tenha bom êxito na carne e no espírito, pela fé e pela caridade, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, com vosso digno bispo e a bem entretecida coroa espiritual de vosso presbitério, juntamente com os diáconos agradáveis a Deus. Sede submissos ao bispo e uns aos outros como, em sua humanidade, Jesus Cristo ao Pai, e os apóstolos a Cristo e ao Pai e ao Espírito, para que a união seja corporal e espiritual.
VIVAT CHRISTUS REX




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Solo fecundo

Paz e Bem.

Que a Luz de Cristo dissipe a ingratidão e a indiferença dos corações dos homens destes dias e que permaneça a lucidez para que a Graça que é derramada seja acolhida em solo fecundo.
VIVAT CHRISTUS REX

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 3,1-6.14-22

Paz e Bem.

Livro do Apocalipse de São João: Leitura do dia 18/11/2014.

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 3,1-6.14-22

Eu, João, ouvi o Senhor que me dizia:
1. Escreve ao anjo da Igreja que está em Sardes: 'Assim fala aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço a tua conduta.
Tens fama de estar vivo, mas estás morto.
2. Acorda! Reaviva o que te resta, e que estava para se apagar! Pois não acho suficiente aos olhos do meu Deus aquilo que estás fazendo.
3. Lembra-te daquilo que tens aprendido e ouvido. Observa-o! Converte-te! Se não estiveres vigilante, eu virei como um ladrão, sem que tu saibas em que hora te vou surpreender!
4. Todavia, aí em Sardes existem algumas pessoas que não sujaram a roupa. Estas vão andar comigo, vestidas de branco, pois merecem isso.
5. O vencedor vestirá a roupa branca, e não apagarei o seu nome do livro da vida, mas o apresentarei diante de meu Pai e de seus anjos.
6. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas.'
14. Escreve ao anjo da Igreja que está em Laodicéia: 'Assim fala o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
15. Conheço a tua conduta. nem és frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!
16. Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca.
17. Tu dizes: 'Sou rico e abastado e não careço de nada', em vez de reconhecer que tu és infeliz, miserável, pobre, cego e nu!
18. Dou-te um conselho: compra de mim ouro purificado no fogo,
para ficares rico, e vestes brancas, para vestires e não aparecer a tua nudez vergonhosa; e compra também um colírio para curar os teus olhos,
para que enxergues.
19. Eu repreendo e educo os que eu amo. Esforça-te, pois, e converte-te.
20. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo.
21. Ao vencedor farei sentar-se comigo no meu trono,
como também eu venci e estou sentado com meu Pai no seu trono.
22. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas'.'

Breve reflexão:

Sardes e Laodicéia, duas Igrejas da Ásia romana, são completamente desqualificadas pelo juízo de Deus. Na cidade de Sardes existia de nome uma "Igreja". Parecia viver, mas na realidade estava morta, e naquele ambiente de morte espiritual os poucos verdadeiros Cristãos estavam expostos a perigo mortal (versículos 1-6). A Igreja da cidade de Laodicéia achava-se em condições ainda piores; iludida em uma aparência de vida, vê-se compelida pelo Senhor a não confundir bens materiais e espirituais. Na realidade, ela é pobre mesmo tendo tantos bancos; nua, mesmo tendo tantas fábricas de tecidos; cega, mesmo possuindo laboratórios que fabricam colírio para manter todo o império romano.

Na leitura notamos um grande apelo a conversão, mas a aceitação de um apelo à conversão pressupõe a convicção de não estar no caminho certo. Quem está seguro, quem se sente em boa situação, não pensa em conversão. Converter-se quer dizer mover-se, dar o primeiro passo; ver claro, portanto, o ponto de chegada, que se encontrara sempre além do ponto em que nos encontramos. Converter-se não é um ato, é um estado. Exige constante revisão de vida. De nossa vida, naturalmente, porque é frequente em nós estudar belos planos de conversão para os outros, permanecer bem estabelecidos no próprio lugar. Sobretudo quem por ofício admoesta os demais deve de aceitar, por sua vez, reparos também fortes, como esta página de João. Não nos esqueçamos de que quem escreve estas expressões duras é o próprio apóstolo da caridade. O servilismo no sentido de adulação, bajulação  é uma traição para com a caridade!

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Beato Charles Eugène de Foucauld

Beato Charles Eugène de Foucauld (1858 - 1916).

"Nosso aniquilamento é o meio mais poderoso que temos de unir-nos a Jesus e de fazer bem às almas; é o que São João da Cruz repete incansavelmente."
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domingo, 16 de novembro de 2014

São Josemariá Escrivá

São Josemariá Escrivá (1902-1975).

Livro - É Cristo que passa.

A alegria é um bem cristão. Só desaparece com a ofensa a Deus, porque o pecado é fruto do egoísmo e o egoísmo é causa de tristeza. Mesmo então, essa alegria permanece no rescaldo da alma, pois sabemos que Deus e sua Mãe nunca se esquecem dos homens. Se nos arrependemos, se brota do nosso coração um ato de dor, se nos purificamos no santo sacramento da penitência, Deus vem ao nosso encontro e perdoa-nos. E já não há tristeza: é muito justo regozijar-se, porque teu irmão tinha morrido e ressuscitou; estava perdido e foi encontrado.

VIVAT CHRISTUS REX




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

São Francisco de Assis

São Francisco de Assis.

"Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal! Felizes os que ela achar conformes à tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal!" 
VIVAT CHRISTUS REX




quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Cruz

Paz e Bem.

A Cruz!
Local onde tudo tem seu início e seu fim!
O homem de nossos dias tem procurado por meios eficazes para saciar a sede do Sagrado, a sede de Deus, mas rendido as desordens destes tempos de ódios diversos, busca e vive por conveniência. Pratica e vive uma fé regida por regras orgulhosas e mesquinhas onde torna-se abundante o egoísmo, porta de entrada para toda a estirpe maléfica!
Diante da Cruz, rendido ao poder da Cruz, o homem silencia o âmago de sua Alma, morre para si e suas paixões orgulhosas e mesquinhas são dilaceradas pela Glória de Jesus Cristo e o egoísmo é extirpado desta Alma!
O homem ao colocar-se diante do Sinal Redentor que Deus assumiu para Si á favor de toda humanidade até a consumação dos tempos resgata toda sua dignidade e regenerado pelo Sacratíssimo Sangue de Cristo volta-se para a humanidade como um Guerreiro o qual não pode ser superado, nem mesmo pela morte, pois esta envolvido pelo manto de Cristo, seu Sangue Redentor!
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