quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Igreja Católica Apostólica Romana

Igreja Católica Apostólica Romana.

Nos tempos de hoje, onde se cria uma religião a cada dia que passa, é importante para nós católicos entendermos a verdade sobre a Igreja Católica Apostólica Romana. A nossa igreja não é mais uma, e não pode ser comparada com qualquer uma. A nossa Igreja é a mesma Igreja que Jesus chamou de “Minha Igreja”.

A nossa Igreja (entenda Igreja Católica Apostólica Romana) é a mesma que o próprio Jesus instituiu pensando em algo muito maior do que quatro paredes. A Igreja Católica Apostólica Romana é além de tudo e acima de tudo, sinal da união entre Deus e os homens.

Assim como a aliança é sinal de um compromisso sacramental entre o homem e a mulher, a Igreja é o sacramento da união do homem com Deus.

É na Igreja que Cristo realiza e revela o seu próprio mistério, como a meta do desígnio de Deus: “recapitular tudo Nele” (Ef 1, 10). São Paulo chama “grande mistério” (Ef 5, 32) à união esponsal de Cristo e da Igreja. Porque está unida a Cristo como a seu esposo, a própria Igreja, por seu turno, se torna mistério. E é contemplando nela este mistério, que S. Paulo exclama: “Cristo em vós — eis a esperança da glória!” (Cl 1, 27). (CIC. 772)

A Igreja é o projeto visível do amor de Deus pela humanidade. O Senhor Jesus nos ama tanto, que instituiu, fundamentou e deixou para nós a Igreja. Nela o mistério acontece, pois o pão se transforma no Corpo de Cristo, o vinho se transforma em Sangue de Cristo e ambos alimentam a nossa alma. Nela acontece o perdão dos pecados. Ali acontecem os sacramentos. Nós criaturas através do batismo, nos tornamos Filhos de Deus quando passamos a fazer parte do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.

A Igreja é a visualização mais completa da Caridade de Jesus, que ama a Igreja como o esposo ama a esposa. Ele ama com um amor eterno. Por ela sofreu a paixão e derramou o seu sangue. Ele a ama como um Esposo apaixonado:

“Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo, para apresentá-la a si mesmo toda glorificada, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5, 25-27).

Essas palavras expressam o amor profundo de Jesus para com a “sua” Igreja. Esse amor é tão grande e tão fundamental, que Deus quis que cada casal na terra, pelo amor mútuo, refletisse na realidade cotidiana do matrimônio, esse amor. É por isso que São Paulo ao falar aos efésios, do matrimônio, diz que “é grande esse mistério, quero dizer, com referência a Cristo e a Igreja”. A vida cotidiana do casamento nos ajuda a compreender melhor o amor de Cristo para com a sua Esposa – a Igreja – e, vice-versa.

São Paulo, que entendeu profundamente essa maravilha, exortou os maridos a amarem as suas esposas, “como a seu próprio corpo” (Ef 5, 28). Com isto, quer dizer também que a Igreja é o próprio Corpo de Cristo. “Quem ama a sua mulher ama a si mesmo” (28). Quem ama a Igreja, ama a Cristo; é a mesma realidade.

O Papa Paulo VI, cujo amor à Igreja era imenso, assim se referiu a ela:

“A Igreja! Ela é nosso amor constante, nossa solicitude primordial, nosso pensamento fixo… Não se ama a Cristo se não se ama a Igreja; e não amamos a Igreja se não a amamos como a amou o Senhor: “Amou a Igreja e por ela se entregou” (Ef 5, 25)”.

É preciso destacar o que disse o Papa: “Não se ama Cristo se não se ama a Igreja”, e podemos ir mais longe ainda e dizer: não se conhece a Cristo, se não se conhece a Igreja; não se serve a Cristo, se não se serve a Igreja; não se obedece a Cristo se não se obedece à Igreja; não se sujeita a Cristo, se não se sujeita à sua Igreja, não está na verdade de Cristo quem não está na verdade da Igreja.
VIVAT CHRISTUS REX




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