quinta-feira, 30 de outubro de 2014

São Simeão o Novo Teólogo

São Simeão o Novo Teólogo (949-1022)

Deus é Luz

"Deus é Luz" (I Jo 1, 5). Luz tão ofuscante que o olhar não a pode penetrar, luz tão intensa que tudo o que recebemos de Deus é apenas uma centelha de sua resplandecência.
Deus é luz, uma luz infinita e incompreensível. O Pai é luz, o Filho é luz, o Espírito é luz; os três são luz única, simples, sem composição, fora do tempo, numa identidade eterna de dignidade e de glória. Depois, tudo o que vem de Deus é luz e nos é dado como vindo da luz: a luz é a vida, luz a imortalidade, luz a fonte da vida, luz a água viva, a claridade, a paz, a verdade, a porta do Reino dos Céus. Luz é o próprio Reino dos Céus, luz a câmara nupcial, o leito nupcial, o Paraíso, a volúpia do Paraíso, a terra dos mansos, as coroas de vida, luz as próprias vestes dos Santos. Luz o Cristo Jesus, o Salvador e Rei do Universo, luz o Pão de Sua carne imaculada, luz o Cálice de Seu Sangue precioso, luz Sua Ressurreição; luz Seu Rosto, Sua mão, Seu dedo, Sua boca, luz Seus olhos. Luz o Senhor, Sua voz, qual luz de luz, luz o Consolador, a pérola, o grão de mostarda, a verdadeira vinha, o fermento, a esperança, a fé: luz!
VIVAT CHRISTUS REX




quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Reflexão sobre o pecado e a morte

Reflexão sobre o pecado e a morte.
Se observares a maneira em que uma pessoa morre, descobrirás que a morte de um homem geralmente se assemelha a seu pecado: Pois todo aquele que tomar da espada pela espada morrerá (Mateus 26, 52). Todo pecado é como uma faca, e os homens frequentemente são mortos pelo pecado que eles mais prontamente cometem. Um exemplo disso é o de Salomé – a tola filha de Herodias – que pediu e recebeu a cabeça de João Batista numa bandeja. Vivendo na cidade espanhola de Lérida, com Herodes e Herodias exilados, Salomé cruzou, um dia, o rio congelado de Sicaris. O gelo, entretanto, quebrou, e ela afundou até a altura do pescoço. Fragmentos de gelo começaram a cercar seu pescoço, enforcando-a, ela lutava sacudindo os pés na água, da mesma maneira com que certa vez dançara na coorte de Herodes. Ela nem sequer conseguia erguer-se da água nem afundar, até que uma lâmina de gelo cortou-lhe a cabeça. A correnteza levou o corpo embora, mas sua cabeça foi levada a Herodias numa bandeja, como outrora foi trazida a cabeça de João, o Batista. Observem o quão terrível uma morte assemelha-se ao pecado cometido.
VIVAT CHRISTUS REX
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Temor de Deus e liberdade dos filhos de Deus.

Temor de Deus e liberdade dos filhos de Deus.

O problema do dia-a-dia está relacionado, asceticamente, com o temor de Deus. Este temor é um dom preciosíssimo. É no temor de Deus que Lhe pedimos para guiar nossas vidas, a cada instante. Imperceptivelmente, pela ação da graça que escapa à nossa lógica, ingressamos na liberdade dos filhos de Deus.

VIVAT CHRISTUS REX




segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Salmo 15 (16) - Versículos 2 e 3 - Bíblia Ave Maria

Paz e Bem.

Salmo 15 (16) - Versículos 2 e 3 - Bíblia Ave Maria.

"Digo a Deus: 'Sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim. Quão admirável tornou Deus o meu afeto para com os Santos que estão em sua terra.'"


VIVAT CHRISTUS REX




domingo, 26 de outubro de 2014

CHRISTVS VINCIT - CHRISTVS REGNAT - CHRISTVS IMPERAT - CHRISTVS AB OMNI MALO PLEBEM SVAM DEFENDAT

Paz e Bem.

"Não desanimes. - Eu te vi lutar... A tua derrota de hoje é treino para a vitória definitiva." (São Josemariá Escrivá).

Somos todos chamados a Santidade. Este chamamento vem de Deus que Vence, Reina e Impera! Nossa postura deve de ser como a de um nobre cavaleiro que responde ao seu Senhor: "Aqui estou a te servir e a te seguir até a consumação de minha vida."
A vitória que nos espera transcende este momento e tantos outros que virão e por este e muitos outros motivos devemos deixar as lamentações e murmurações, erguer a cabeça como bravos guerreiros e batalhar pela Verdade.
A Verdade prevalecerá e a mentira voltará ao seu pérfido lugar.
Ser Santo exige de nós uma postura eloquente de que a Verdade liberta e salva!
Resta-nos combater o bom combate, resta-nos erguermos este estandarte:  

"CHRISTVS VINCIT - CHRISTVS REGNAT - CHRISTVS IMPERAT - CHRISTVS AB OMNI MALO PLEBEM SVAM DEFENDAT"

"CRISTO VENCE - CRISTO REINA - CRISTO IMPERA - CRISTO DEFENDE SEU POVO DE TODO MAL" 

VIVAT CHRISTUS REX




sábado, 25 de outubro de 2014

Como influenciar os outros com o Amor

Como influenciar os outros com o Amor.

Em conversas, se disseres poucas palavras, prevalecerá.
Deixe a pessoa que tem uma opinião diferente dar livre curso aos seus pensamentos e falar o quanto e como quiser.
Deixe-o sentir que ele está se referindo a uma pessoa calma e não contenciosa.
Influencie-o através de sua graciosidade e oração, e então fale brevemente.
Não conseguirás fazer nada se falar arduamente, dizendo-lhe, por exemplo: "O que estás a dizer não é verdadeiro, uma franca mentira!”
O que vai realizar? Seja um "cordeiro no meio de lobos" (Mt. 10:16)
O que podes fazer? Demonstre indiferença exteriormente, mas ore interiormente.
Esteja preparado, saiba o que está falando e fale com ousadia e direto ao ponto, no entanto, com santidade, humildade e oração.
Mas, para ser capaz de agir assim, deve se tornar um Santo, um homem separado desde mundo que caminha nas trevas! O homem solicito e benevolente luta contra as ondas deste mundo de ódios. Amar e Amar este é o caminho para a conquista do coração! (1 João 2, 9-11).
VIVAT CHRISTUS REX




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Beato Henrique Suso

Henrique Suso (1300-1366) - Frei Dominicano - Poeta - Teólogo - Místico.

Conceito de Henrique Suso -  "A vida interior é acessível a todas as almas seguidoras da Paixão de Jesus Cristo."

"Nobre Senhor, faça com que o doce fruto do conhecimento brote dos agudos espinhos dos nossos infortúnios, para que possamos sofrer com mais paciência e sermos capazes de oferecer nossas provações para o Seu louvor e glória."
VIVAT CHRISTUS REX




quarta-feira, 22 de outubro de 2014

São Josemariá Escrivá

São Josemariá Escrivá (1902-1975).

Livro - É Cristo que passa.

A vida de oração e de penitência, e a consideração da nossa filiação divina, nos transformam em cristãos profundamente piedosos, como crianças diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos, e, para que o filho possa confiar-se aos braços de seu pai, deve ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com freqüência nessa vida de infância espiritual, que não se opõe à fortaleza porque exige uma vontade enérgica, uma maturidade temperada, um caráter firme e aberto.

Piedosos, pois, como meninos; mas não ignorantes, por que cada um deve esforçar-se, na medida de suas possibilidades, por estudar a fé com seriedade e espírito científico; e tudo isso é teologia. Piedade de meninos, portanto, mas doutrina segura de teólogos.

O empenho em adquirir esta ciência teológica - a boa e firme doutrina crista - deve-se em primeiro lugar ao desejo de conhecer e amar a Deus. Ao mesmo tempo, é conseqüência da preocupação geral da alma fiel por descobrir o significado mais profundo deste mundo, que é obra do Criador. Com periódica monotonia, há quem procure ressuscitar uma suposta incompatibilidade entre a fé e a ciência, entre a inteligência humana e a Revelação divina. Essa incompatibilidade apenas pode surgir, e só aparentemente, quando não se entendem os dados reais do problema.

Se o mundo saiu das mãos de Deus, se Ele criou o homem à sua imagem e semelhança e lhe deu uma chispa da sua luz, o trabalho da inteligência - mesmo que seja um trabalho duro - deve desentranhar o sentido divino que já naturalmente têm todas as coisas; e à luz da fé, percebemos também o seu sentido sobrenatural, que procede da nossa elevação a ordem da graça. Não podemos admitir o medo à ciência, porque qualquer trabalho, se for verdadeiramente científico, conduz à verdade. E Cristo disse: Ego sum veritas, Eu sou a verdade.

O cristão deve ter fome de saber. Desde o cultivo dos saberes mais abstratos até às habilidades do artesão, tudo pode e deve levar a Deus. Porque não há tarefa humana que não seja santificável, que não seja motivo para a nossa própria santificação e oportunidade para colaborarmos com Deus na santificação dos que nos rodeiam. A luz dos seguidores de Jesus Cristo não deve permanecer no fundo do vale, mas no cume da montanha, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

Trabalhar assim é oração. Estudar assim é oração. Investigar assim é oração. Não saímos nunca do mesmo: tudo é oração, tudo pode e deve levar-nos a Deus, alimentar esse convívio contínuo com Ele, da manhã até à noite. Todo o trabalho honrado pode ser oração; e todo o trabalho que for oração, é apostolado. Desse modo, a alma se enrijece numa unidade de vida simples e forte.
VIVAT CHRISTUS REX




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Filoteu o Sinaita

Filoteu o Sinaita.

Combate na Oração.

Caminhemos com perfeita atenção do coração, exercida do fundo da alma. A atenção, diariamente aliada à oração, produz uma espécie de novo carro de fogo que arrebata o homem para o céu. O que estou dizendo? O coração abençoado do homem solidamente firme na sobriedade, ou que nela se esforça, torna-se o céu interior, com sol, lua, astros e abeira-se de Deus, o Inacessível, por meio de uma ascensão e de uma visão misteriosas. Aquele que ama a divina virtude deve esforçar-se a todo momento em pronunciar o Nome do Senhor e fazer as palavras transformarem-se em ação, com todo o ardor que é capaz. O homem que usa de certa violência contra os cinco sentidos, para reprimi-los e impedi-los de prejudicar a alma, torna muito mais fácil ao espírito o combate interior do coração. Ele repele o mundo exterior através de certos recursos, luta contra os pensamentos nascidos desse mundo, por meio de astúcias espirituais: maltrata, pelo cansaço das vigílias, os prazeres da carne; impõe-se privações no beber e no comer, e submete bastante o corpo, para facilitar antecipadamente a guerra do coração. Todo proveito será vosso. Torturai a alma pelo pensamento da morte, recolhei vosso espírito disperso, através da lembrança de Jesus Cristo, principalmente à noite; pois, o espírito é em geral mais puro nessa hora, mais cheio de luz, mais disposto a contemplar Deus e as coisas divinas, com lucidez.
VIVAT CHRISTUS REX




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Cruz

A Cruz.

A Cruz do Senhor foi o instrumento pelo qual Ele salvou o mundo depois da queda pelo pecado. Através da Cruz, desce com a Sua alma ao inferno, fazendo dele ressurgir as almas que estavam à Sua espera. Pela Cruz, Cristo abre as portas do paraíso, fechadas depois da expulsão de nossos primeiros antepassados. A Cruz foi santificada pelo Corpo de Cristo, nela pregado ao entregar-Se aos tormentos e à morte pela salvação do mundo, sendo então tornada portadora de poder vivificante. Pela Cruz no Gólgota, o príncipe deste mundo foi expulso (João 12:31) e um fim foi posto à sua autoridade. A arma pela qual ele foi esmagado tornou-se o sinal da vitória de Cristo.

As hostes demoníacas tremem ao verem a Cruz, pois que pela Cruz o reino do inferno foi destruído. Não se atrevem aproximar-se daqueles que são protegidos pela Cruz.

Toda a raça humana, pela morte de Cristo na Cruz, foi liberta da autoridade do diabo, e todo mundo que faz uso desta arma salvadora torna-se inacessível aos demônios.

As legiões de demônios ao aparecem a Santo António o Grande e a outros habitantes do deserto desapareceram face ao sinal da Cruz, pelo qual eles se protegiam.

Quando guardados pela Cruz, nos opomos ao inimigo, não temendo suas redes e bramidos. Assim como a espada de fogo nas mãos dos Querubins barrou a entrada no paraíso outrora, assim a Cruz agora age invisivelmente no mundo, guardando-o da perdição.

A Cruz é a arma invencível dos reis piedosos na batalha com os inimigos. Através da aparição da Cruz no céu, o domínio do imperador Constantino foi confirmado e um fim foi posto à perseguição contra a Igreja. A aparição da Cruz no céu em Jerusalém nos dias de Constâncio o Ariano proclamou a vitória da Ortodoxia. Pelo poder da Cruz do Senhor, reis cristãos reinam e reinarão até o tempo do Anticristo, estorvando seu caminho e restringindo a ilegalidade (São João Crisóstomo).

O "sinal do Filho do Homem" (Mateus. 24:30), ou seja, a Cruz, aparecerá no céu para anunciar o fim do mundo atual e a vinda do Reino Eterno do Filho de Deus . Então, todas as tribos da terra lamentar-se-ão por terem amado a idade atual e suas concupiscências, mas todos os que sofreram perseguição por justiça e invocaram o Nome do Senhor alegrar-se-ão e serão felizes. A Cruz salvará, então, da perdição eterna todos que venceram as tentações pela Cruz, que crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências, e tomaram sua Cruz e seguindo seu Cristo.

Aqueles, no entanto, que odiaram a Cruz do Senhor, e não a fincaram em sua alma perecerão para sempre. Porque eis que a Cruz preserva de todo o universo, a Cruz é a beleza da Igreja, a Cruz é o poder dos reis, a Cruz é a confirmação dos fiéis, a Cruz é a glória dos anjos e a derrota dos demônios."
VIVAT CHRISTUS REX

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domingo, 19 de outubro de 2014

São João Maria Vianney - Óh maldito respeito humano

São João Maria Vianney (1786-1859).

Texto - Ó! Maldito respeito humano! Como tu arrastas almas para o inferno!

Não há nada de mais glorioso e de mais honrável para um cristão do que carregar o nome sublime de filho de Deus, de irmão de Jesus Cristo.

Da mesma forma, não há nada de mais infame do que ter vergonha de manifestar isso todas as vezes que surge a ocasião.

Não, não nos admiremos ao ver os hipócritas demonstrarem o quanto podem um exterior de piedade para atrair sobre si a estima e os louvores do homem, enquanto que seus pobres corações são devorados pelo pecado mais infame.


Estes cegos gostariam de gozar das honras que estão inseparáveis da virtude,sem ter o trabalho de praticá-las.

Além do mais, não nos admiremos ainda menos ao ver bons cristãos esconder o tanto quanto podem suas boas obras aos olhos do mundo, temendo que a glória inútil se insinue em seu coração e que os vãos aplausosdos homens lhes façam perder o mérito e a recompensa delas.

Entretanto, onde encontraremos uma covardia mais criminosa e uma abominação mais detestável que, professando crer em Jesus Cristo…, na primeira ocasião violamos as promessas que lhe fizemos sobre as fontes sagradas do batismo?

Ah! infelizmente, o que nos tornamos? Quem é Aquele que renegamos? Aí de mim!, abandonamos nosso Deus, nosso Salvador, para nos dispor entre os escravos do demônio, que nos engana e que busca apenas nossa perda e nossa infelicidade eterna.

Ó! Maldito respeito humano! Como tu arrastas almas para o inferno!…

[...] Com efeito, em que acabou toda a fúria dos perseguidores da Igreja, dos Neros, dos Maximianos, dos Dioclecianos, e de tantos outros que acreditaram que, pela força de suas armas, eles conseguiriam fazê-la desaparecer da terra.

Ocorreu totalmente o contrário, o sangue de tantos mártires serviu, como diz Tertuliano,apenas para fazer florescer a religião mais do que nunca, e seu sangue parecia uma semente que produzia o cêntuplo.

Infelizmente! Que lhes fizestes esta bela e santa religião para eles a perseguirem tanto, visto que somente ela pode tornar o homem feliz sobre a terra? Infeliz deles!

Quantas lágrimas e quantos gritos eles lançam agora nos infernos, aonde eles reconheceram tão claramente que esta religião, contra a qual eles se lançaram, tê-los-ia conduzido ao céu. Entretanto, lamentos inúteis e supérfluos!

Vejam ainda estes outros ímpios que fizeram tudo o que podiam para destruir nossa santa religião por seus escritos, tais como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, Diderot, d’Alembert, Volney e tantos outros, que passaram suas vidas apenas a vomitar por seus escritos tudo o que o demônio podia lhes inspirar.

Aí deles! Eles fizeram muito mal, é verdade; eles perderam almas, arrastaram muitas delas com eles para os infernos; mas eles não puderam destruir a religião como eles acreditavam; eles se chocaram contra esta pedra sobra a qual Jesus Cristo edificou sua Igreja e que deverá durar até o fim do mundo.

Onde estão agora estes pobres ímpios? Infelizmente!, no inferno, aonde eles choram sua desgraça e a de todos aqueles que eles arrastaram com eles.

Não falemos nada ainda destes últimos ímpios, que, sem se mostrar abertamente como inimigos da religião, visto que eles praticam ainda alguns pontos exteriores dela, mas que, apesar disso, vocês ouvem de tempos em tempos fazerem pequenas chacotas sobre a virtude ou a piedade daqueles que eles não têm a coragem de imitar.

Digam-me, meus amigos, que lhe fez esta religião que você recebeu de seus ancestrais, que a praticaram tão fielmente diante de seus olhos, que lhe disseram tantas vezes que somente ela poderia gerar a felicidade do homem sobre a terra, e que, a abandonando, poderíamos ser somente como desgraçados?

E aonde você pensa, meu amigo, que sua pequena impiedade o conduzirá? Infelizmente!, meu amigo, para o inferno, para fazer você chorar tua cegueira.

Não falemos nada ainda destes cristãos que são cristãos apenas de nome, que cumprem seu dever de cristãos de um modo tão miserável que eles lhes fariam morrer de compaixão.

Vejamos um deles, durante sua oração feita com aborrecimento, dissipação, desrespeito.Vejamo-los na igreja, sem devoção; o ofício começa sempre mais cedo, e acaba sempre tarde demais; o padre ainda não desceu do altar, e eles já estão do lado de fora.

Quanto à frequência aos sacramentos, não temos que falar sobre isso: se eles se aproximam deles por vezes, é com certa indiferença que anuncia que eles não conhecem de forma alguma o que eles estão fazendo.

Tudo o que tem relação com o serviço de Deus é feito com um desgosto assustador. Meu Deus! Quantas almas perdidas para sempre! Ó meu Deus! Como o número daqueles que entrarão no reino dos céus é pequeno, visto que há tão poucos que fazem o que devem para merecê-lo.

Entretanto, vocês me dirão agora: Quem são, portanto, aqueles que se tornam culpáveis de respeito humano? Meus irmãos, escutem-me um instante, e ireis saber.

Inicialmente, dir-lhes-ei com São Bernardo, que de qualquer lado que consideramos o respeito humano, que é a vergonha de cumprir seus deveres de religião por causa do mundo, todos nos  mostram o desprezo e a cegueira.

Digo que a vergonha de fazer o bem, o medo de ser desprezado ou de ser repreendido por alguns ímpios infelizes, ou alguns ignorantes, é um desprezo terrível que fazemos da presença do bom Deus, diante do qual estamos e que poderia no mesmo instante nos lançar no inferno.

Por que é que estes maus cristãos ficam bravos com vocês e fazem de vossa devoção algo ridículo? Infelizmente! Meus irmãos, eis a verdadeira razão: é porque não tendo a força de fazer o que vocês fazem, vocês incitam oremorso de suas consciências; entretanto, estejam certos de que no coração, eles não vos desprezam, ao contrário, eles vos estimam muito.

Quando eles precisam de um bom conselho, ou de pedir uma graça junto do bom Deus, não é àqueles que agem como eles que eles irão recorrer, mas àqueles que eles repreenderam, ao menos em palavras.

Você tem vergonha, meu amigo, de servir ao bom Deus temendo ser desprezado? Contudo, olhe então Aquele que morreu sobre esta cruz, pergunte-lhe então se ele teve vergonha de ser desprezado, e de morrer do modo mais vergonhoso sobre esta cruz infame.

Ah! Como somos ingratos com Deus… Ó, meu Deus! Como o homem é cego e desprezível ao temer um miserável o que dirão disso, e não temer ofender um Deus tão bom.

Em segundo lugar: digo que o respeito humano nos faz desprezar todas as graças que o bom Deus nos mereceu por sua morte e sua paixão. Sim pelo respeito humano, aniquilamos todas as graças que o bom Deus nos tinha destinado para nos salvar. Óh! Maldito respeito humano, como arrastas almas para o inferno!

Em terceiro lugar: digo que o respeito humano contém a cegueira mais desprezível. Infelizmente! não prestamos atenção ao que perdemos. Ah! que infelicidade para nós, nós perdemos nosso Deus, que ninguém nunca poderá substituir.

Nós perdemos o céu com todos os seus bens e seus prazeres!

Mas há outra desgraça, é que tomamos o demônio como nosso pai, e o inferno com todos os seus tormentos como nossa herança e nossa recompensa. Trocamos nossas doçuras e nossas alegrias eternas por sofrimentos e lágrimas…

Meu Deus, ainda podemos continuar a pensar e viver como escravos do mundo?
VIVAT CHRISTUS REX

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sábado, 18 de outubro de 2014

Deus presente pelo Amor e Graça

Deus presente pelo Amor e Graça.

"Decerto Deus permanece o Inacessível, o “Secreto supra-essencial”. Mas Ele Se faz voluntariamente participável pelo amor, na graça. A palavra tem valor de liberdade e de gratuidade: mas é em um movimento de encontro onde Deus, tendo Ele toda a iniciativa, coloca o homem como um “tu”, em uma verdadeira reciprocidade. Tudo é graça significa tudo é amor – e a correspondência à graça se faz na confiança e na humildade."

VIVAT CHRISTUS REX




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Santo Inácio de Antioquia

"Sou trigo de Deus, serei triturado pelos dentes das feras para tornar-me puro pão de Cristo" (Santo Inácio de Antioquia)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Igreja Católica Apostólica Romana

Igreja Católica Apostólica Romana.

Nos tempos de hoje, onde se cria uma religião a cada dia que passa, é importante para nós católicos entendermos a verdade sobre a Igreja Católica Apostólica Romana. A nossa igreja não é mais uma, e não pode ser comparada com qualquer uma. A nossa Igreja é a mesma Igreja que Jesus chamou de “Minha Igreja”.

A nossa Igreja (entenda Igreja Católica Apostólica Romana) é a mesma que o próprio Jesus instituiu pensando em algo muito maior do que quatro paredes. A Igreja Católica Apostólica Romana é além de tudo e acima de tudo, sinal da união entre Deus e os homens.

Assim como a aliança é sinal de um compromisso sacramental entre o homem e a mulher, a Igreja é o sacramento da união do homem com Deus.

É na Igreja que Cristo realiza e revela o seu próprio mistério, como a meta do desígnio de Deus: “recapitular tudo Nele” (Ef 1, 10). São Paulo chama “grande mistério” (Ef 5, 32) à união esponsal de Cristo e da Igreja. Porque está unida a Cristo como a seu esposo, a própria Igreja, por seu turno, se torna mistério. E é contemplando nela este mistério, que S. Paulo exclama: “Cristo em vós — eis a esperança da glória!” (Cl 1, 27). (CIC. 772)

A Igreja é o projeto visível do amor de Deus pela humanidade. O Senhor Jesus nos ama tanto, que instituiu, fundamentou e deixou para nós a Igreja. Nela o mistério acontece, pois o pão se transforma no Corpo de Cristo, o vinho se transforma em Sangue de Cristo e ambos alimentam a nossa alma. Nela acontece o perdão dos pecados. Ali acontecem os sacramentos. Nós criaturas através do batismo, nos tornamos Filhos de Deus quando passamos a fazer parte do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.

A Igreja é a visualização mais completa da Caridade de Jesus, que ama a Igreja como o esposo ama a esposa. Ele ama com um amor eterno. Por ela sofreu a paixão e derramou o seu sangue. Ele a ama como um Esposo apaixonado:

“Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo, para apresentá-la a si mesmo toda glorificada, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5, 25-27).

Essas palavras expressam o amor profundo de Jesus para com a “sua” Igreja. Esse amor é tão grande e tão fundamental, que Deus quis que cada casal na terra, pelo amor mútuo, refletisse na realidade cotidiana do matrimônio, esse amor. É por isso que São Paulo ao falar aos efésios, do matrimônio, diz que “é grande esse mistério, quero dizer, com referência a Cristo e a Igreja”. A vida cotidiana do casamento nos ajuda a compreender melhor o amor de Cristo para com a sua Esposa – a Igreja – e, vice-versa.

São Paulo, que entendeu profundamente essa maravilha, exortou os maridos a amarem as suas esposas, “como a seu próprio corpo” (Ef 5, 28). Com isto, quer dizer também que a Igreja é o próprio Corpo de Cristo. “Quem ama a sua mulher ama a si mesmo” (28). Quem ama a Igreja, ama a Cristo; é a mesma realidade.

O Papa Paulo VI, cujo amor à Igreja era imenso, assim se referiu a ela:

“A Igreja! Ela é nosso amor constante, nossa solicitude primordial, nosso pensamento fixo… Não se ama a Cristo se não se ama a Igreja; e não amamos a Igreja se não a amamos como a amou o Senhor: “Amou a Igreja e por ela se entregou” (Ef 5, 25)”.

É preciso destacar o que disse o Papa: “Não se ama Cristo se não se ama a Igreja”, e podemos ir mais longe ainda e dizer: não se conhece a Cristo, se não se conhece a Igreja; não se serve a Cristo, se não se serve a Igreja; não se obedece a Cristo se não se obedece à Igreja; não se sujeita a Cristo, se não se sujeita à sua Igreja, não está na verdade de Cristo quem não está na verdade da Igreja.
VIVAT CHRISTUS REX




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A Graça de Deus.

A Graça de Deus.

Será que nós sabemos o que significa ser atingido pela graça? Não significa que, de repente, passamos a crer que Deus existe, ou que Jesus é o Salvador, ou que a Bíblia contém a verdade.  Acreditar que algo é, é quase o contrário do significado de graça.
Além disso, graça não significa simplesmente que estamos fazendo progresso em nosso autocontrole moral, na nossa luta contra falhas específicas, nos nossos relacionamentos entre os homens e sociedade. O progresso moral pode até ser um fruto da graça; mas não é a graça em si, e pode até mesmo impedir que recebamos a graça. Pois há, frequentemente, uma aceitação “sem a graça” de doutrinas cristãs e uma batalha “sem a graça” contra as estruturas do mal em nossas personalidades. Tal relação com Deus “sem a graça” pode nos conduzir à necessidade, bem como à arrogância ou ao desespero. Seria melhor recusar Deus, Cristo e a Bíblia do que aceitá-los sem a graça. Pois se os aceitamos sem a graça, assim o faremos no estado de separação, e o resultado disso é o aumento dessa separação.
Nós não conseguimos transformar nossas vidas, a menos que permitamos ser transformados, sendo atingidos pela graça. Ou isso acontece, ou não acontece. E certamente não vai acontecer se tentarmos forçá-la sobre nós, da mesma forma que não vai acontecer enquanto pensarmos arrogantemente que não temos nenhuma necessidade dela. A graça nos atinge quando estamos em grande dor e inquietação. Atinge-nos quando andamos pelo vale escuro de uma vida vazia e sem sentido. Atinge-nos quando sentimos que nossa separação é mais profunda a cada dia pelo fato de termos violado outra vida, uma vida que amamos, ou da qual fomos alienados. Atinge-nos quando nosso desgosto pelo nosso próprio ser, nossa indiferença, nossa fraqueza, nossa hostilidade e nossa falta de direção e serenidade se tornam intoleráveis a nós. Atinge-nos quando, ano após ano, a tão ansiada perfeição não aparece, quando as velhas compulsões reinam dentro de nós como têm reinado por décadas, quando o desespero destrói toda a alegria e coragem.
Às vezes, nesse momento, uma onda da luz irrompe em nossa escuridão, e é como se uma voz estivesse dizendo: “você é aceito. Você é aceito, aceito por aquilo que é maior do que você, cujo nome você não sabe. Não pergunte o seu nome agora; talvez você descubra mais tarde. Nem tente fazer coisa alguma agora; talvez mais tarde você faça muito. Não procure nada; não faça nada; não planeje nada. Simplesmente aceite o fato de que você é aceito!” Se isso acontecer conosco, experimentamos a graça.
Depois de tal experiência, pode até ser que não sejamos melhores do que antes, nem acreditemos mais do que antes. Mas tudo é transformado! 
VIVAT CHRISTUS REX




terça-feira, 14 de outubro de 2014

Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório (1969-1787) Bispo - Escritor espiritual - Filósofo escolástico - Teólogo.

"No mundo há ao mesmo tempo muitos padres e poucos padres; há muitos de nome, mas poucos em realidade. O mundo está cheio de padres, mas há poucos que procuram verdadeiramente sê-lo por seu trabalho, isto é, que cumprem o dever e as obrigações de um padre para salvar as almas. Será que Deus, talvez, não mereça todo nosso amor? Ele nos amou desde a eternidade. Óh meu filho, nos diz, eu te amei com um amor eterno. Pensa que fui o primeiro a te amar. Tu não eras ainda deste mundo, o próprio mundo não existia, e eu já te amava. Desde que sou Deus, eu te amo; desde que me amei, eu te amei também."
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Padre Francesco Bemonte

Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...