sábado, 5 de julho de 2014

Tomás de Kempis

Tomás de Kempis (1380-1471) - Monge - Místico - Escritor.

Livro - Imitação de Cristo.

"Ensina-me, Senhor, a fazer a Tua vontade, porque és o meu Deus!"

Não existe senão uma só vontade que tenha direito essencial e absoluto a ser obedecida, a vontade do Ser Supremo que tudo criou com Seu poder infinito e tudo conserva em Sua profunda Providência; dai vem a admirável oração do Profeta real: "Ensina-me, Senhor, a fazer a Tua vontade, porque és o meu Deus"!

Esta vontade soberana tem ministros para fazer lembrar Seus Mandamentos e manter sua execução na família, no Estado, na Igreja; e a obediência lhes é devida, porque eles representam a Deus, cada um na sua ordem, segundo os graus de uma sublime hierarquia que sobe do pai ao rei, do rei ao hierarca, do hierarca a Jesus Cristo, de Jesus Cristo Àquele que O enviou e "de Quem toda a paternidade, no céu e na terra, tira Seu nome", isto é, Sua autoridade (Ef. 3, 15).

Assim, o dever não é mais que o preceito divino e a virtude não é senão a obediência a este preceito. Todo pecado não passa de uma desobediência, uma rebelião; donde a profunda expressão do salmista: "O pecador é rebelde desde o seio de sua mãe, e entregue ao mal em suas entranhas" (Sl. 50, 7).

Por isso o sacrifício que expiou o pecado e reparou a natureza humana consistiu essencialmente, segundo a doutrina do grande Apóstolo, numa obediência infinita. "Cristo fez-Se obediente até a morte, e morte de Cruz". E nós, miseráveis criaturas, remidas com esta prodigiosa obediência recusaríamos obedecer? Oporíamos nossa vontade à vontade do Onipotente, por essa tremenda soberba gerada nos antros do inferno, nas trevas, no suplício, na raiva e no desespero, no opróbrio, enfim, da escravidão mais abjeta e hedionda do anjo prevaricador e seus cúmplices.

Ó meu Deus, preserve-me de uma soberba tão insensata, tão criminosa! Ensina-me a graça de submeter-me a Ti e a todos os que me deste por superiores! Estrangeiro sobre a terra, não escondas de mim os Teus Mandamentos. Minha alma, a cada hora se recorda da Tua Lei. "Ensina-me, Senhor, a fazer a Tua vontade, porque és o meu Deus" (Sl. 117, 19).

Ó meu divino Salvador, que em Teus sofrimentos me deixaste o exemplo perfeito da mais profunda obediência, concede-me a graça da paz interior, de me aquietar em todos os acontecimentos contrários e penosos, de os olhar todos como Mandamentos do céu e ministros da divina ordenação. Dá-me, Senhor, que a tudo viva submisso assim como Tu Te submeteste à vontade de Teu Pai eterno e possa dizer com a alma sincera e humilhada: "Faça-se em tudo a vontade de Deus"!
VIVAT CHRISTUS REX

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