domingo, 27 de julho de 2014

Santo Ambrosio

Santo Ambrósio (340-397).

Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar. Uma vez que diziam que Ele expulsava os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios, Jesus quis mostrar, com esta palavra, que o seu reino é indivisível e eterno. Com razão respondeu a Pilatos: O meu reino não é deste mundo (Jo 18,36). Portanto, os que não põem a sua esperança em Cristo, mas pensam que os demônios são expulsos pelo príncipe dos demônios, esses, diz Jesus, não pertencem a um reino eterno. Quando a fé se rasga, o reino dividido não pode manter-se. [...] Se o reino da Igreja vai durar eternamente é porque a sua fé não está dividida e o seu corpo é um só: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos (Ef 4 ,5-6).
Que loucura sacrílega! O Filho de Deus encarnou para esmagar os espíritos impuros, arrancar o espólio ao príncipe do mundo e dar aos homens o poder de destruir o espírito do mal (Lc 10, 19), e eis que alguns pedem auxílio ao poder do demônio. No entanto, como diz Lucas, é pelo dedo de Deus (11 ,20) ou, como diz Mateus, pelo Espírito de Deus (12, 28) que Jesus expulsa os demônios. Por aí entendemos que o Reino de Deus é indivisível, tal como um corpo é indivisível, uma vez que Cristo está à direita de Deus e o Espírito parece ser comparável ao seu dedo. Porque é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade (Col 2,9).
VIVAT CHRISTUS REX




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