quarta-feira, 30 de julho de 2014

E Cristo desceu a mansão dos mortos

E Cristo desceu a mansão dos mortos.

Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme. A terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos. Vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte. Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu filho. "Eu sou o teu Deus, que por ti me fiz teu filho. Desperta tu que dormes, porque Eu não te criei para que permaneças cativo no reino dos mortos: levanta-te de entre os mortos; Eu sou a vida dos mortos" 

Nosso Senhor Jesus Cristo para nos remir, padeceu no corpo e na alma os maiores suplícios. Podemos pelos Evangelhos, percorrer sua dolorosa Paixão e constatar que grande amor nos tinha Ele, para sofrer assim. Para satisfazer a grande ofensa feita à Deus, veio ao mundo para morrer como vítima eficaz e agradável, nos merecendo o perdão dos pecados. Para tanto desceu do céu, se encarnou no seio da Virgem Maria pelo poder do Espírito Santo, e não se prevalecendo de Sua igualdade com Deus, “se fez” homem,constituído de alma e corpo, - por conseguinte, possuiu tudo o que o homem pode possuir, exceto o pecado -, se fez escravo, obedecendo à santa vontade do Pai que era salvar os homens. Era homem perfeito sem pecado e Deus perfeitíssimo, por ser a segunda pessoa da Santíssima Trindade criadora, salvadora e santificadora. Uma pessoa com duas naturezas, uma divina e uma humana.  Verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. 

Foi no IV Concílio Ecumênico, conhecido como Concílio de Calcedônia (celebrado no ano 451), que a Igreja formalizou dogmaticamente esta verdade. Eis como os Padres Conciliares definiram as duas naturezas em Cristo (Sessão VI – 22/10/451): 

“Seguindo, pois, os Santos Padres, unanimemente ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito na Sua divindade e perfeito na Sua humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, [composto] de alma racional e de corpo; consubstancial ao Pai quanto à divindade, consubstancial a nós quanto à humanidade, “em tudo semelhante a nós, menos no pecado” (Heb 4, 15); gerado do Pai antes dos séculos, segundo a divindade; e, nos últimos tempos, por nós e para a nossa salvação, [gerado] de Maria Virgem, Mãe de Deus, segundo a humanidade; que se deve reconhecer um só e mesmo Cristo Senhor, Filho Unigênito, em duas naturezas, sem confusão, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis, de nenhum modo suprimida a diferença das naturezas por causa de sua união, mas salvaguardada a propriedade de cada natureza e confluindo numa só Pessoa e hipóstase, não separado ou dividido em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus-Verbo, Senhor Jesus Cristo, como outrora nos ensinaram sobre Ele os profetas e depois o próprio Jesus Cristo, e como nos transmitiu o símbolo dos Padres.” 

Pela sua Paixão, Jesus livrou-nos do pecado, livrou-nos do demônio, reconciliou-nos com o Pai e abriu-nos o Céu. Por Ele, pelo seu sangue temos hoje confiança de entrarmos no Santo dos Santos (Hb 10,19) 

Para nos remir, Jesus pela graça de Deus, experimentou a morte, conheceu portanto, o estado de separação entre a alma e o corpo, - nos diz a carta aos Hebreus, que no momento de sua morte, foi feito, um pouco inferior aos anjos, por ter-se humilhado e se rebaixado à dor do castigo e à morte, penas que não estão submetidos os anjos. Esta separação entre sua alma e seu corpo se deu durante o tempo compreendido entre o momento em que expirou na Cruz e o momento em que ressuscitou. 

Neste período, seu corpo foi ao sepulcro, aquele em que José de Arimatéia e Nicodemos prepararam para sua dignidade (Jo 19, 38-42). Durante sua permanência no túmulo, a sua natureza divina continuou a assumir tanto a alma como o corpo, apesar de separados entre si pela morte. Por isso, o corpo de Cristo morto "não sofreu a corrupção" (At 13, 37).Eis porque no sepulcro estava presente o Filho de Deus, o qual desceu também com a alma aos infernos. 

"Embora Cristo, enquanto homem tenha sofrido a morte e a sua santa alma tenha sido separada do seu corpo imaculado, nem por isso a divindade se separou, de nenhum modo, nem da alma nem do corpo; e nem por isso a Pessoa única foi dividida em duas. Tanto o corpo como a alma tiveram existência simultânea, desde o início, na Pessoa do Verbo; e, apesar de na morte terem sido separados, nenhum dos dois deixou de subsistir na Pessoa única do Verbo" (São João Damasceno).

O Catecismo Romano VI,b, nos diz claramente que Cristo foi sepultado, realçando o sepultamento de seu corpo. “Não cremos simplesmente que o Corpo de Cristo teve sepultura; mas confessamos antes de tudo que o próprio Deus foi sepultado. De maneira análoga dizemos em toda a verdade, e conforme a regra de fé católica, que foi Deus quem morreu, e quem nascera de uma Virgem. De fato assim como a Divindade nunca se apartou do corpo, quando encerrado no sepulcro, assim temos também toda a razão de confessar que Deus foi sepultado”

Todos os mortos antes da morte de Cristo, desciam aos infernos: os justos para o círculo exterior, chamado Limbo dos Patriarcas ou Sheol, em que sofriam a pena de dano (ausência de Deus), mas não a de sentido (o fogo corpóreo) – não sentiam dores propriamente dita, mas sentiam uma enorme angústia pela privação de Deus, que tanto anelaram em vida -; e os incrédulos ou réprobos, para o inferno propriamente dito, sofrendo ambas as penas e por isso estavam terrivelmente atormentados pelo rigor destas penas que sofriam. 

Enquanto seu corpo jazia no sepulcro, sua alma foi a esta morada dos mortos para  pregar a todos os que ali jaziam. Livremente Ele vai buscar os que eram seus e que por ora, estavam cativos. Para entender porque estavam ambos justos e injustos nos infernos, precisamos saber que nosso pecado acarreta culpa e penas. A culpa foi paga por Cristo, mas as penas consistem além da morte do corpo, na punição da alma que estaria fadada a viver eternamente longe de Deus, ela que tem sede do Deus vivo. ( "...A pena do pecado original é a carência da visão de Deus; a pena do pecado atual é o tormento do inferno eterno..." - Papa Inocêncio III, na carta encíclica "Maiores ecclesias causas", a Imberto, arcebispo de Arles ). 

Enquanto Cristo não fosse ali para liberta-los, ficariam privados da glória de Deus. Quis Cristo morrer e descer aos infernos para carregar sobre si toda punição, mas o foi como livre que era. Os outros estavam como cativos do demônio, que tinha contra eles o documento que os condenava.

“Entre a Morte e a Ressurreição desceu a alma de Jesus Cristo aos Infernos. Não se trata aqui do Inferno onde estão os réprobos, nem do Purgatório, onde passam as almas que o sofrimento deve limpar das menores nódoas antes de entrarem no Céu. Os Infernos lembrados no 5º artigo do Símbolo é o lugar onde repousavam as almas dos justos falecidos na amizade de Deus: o Limbo, ou, na linguagem da Escritura, o “Seio de Abraão”. Ali nada tinham que padecer as almas. Fruíam, pelo contrário, uma espécie de ventura natural, mas não podiam ingressar no Céu antes que Jesus lhes abrisse a porta inexoravelmente trancada pelo pecado de Adão. A alma do Salvador permaneceu, pois, na companhia desses espíritos durante as horas que correram desde a sua Morte até a Ressurreição. Qual era o fim desta passagem de Cristo pelo Limbo? Certamente foi para anunciar aos justos que estava consumada a obra da Redenção e que breve, graças a ela, dariam entrada no Céu. Portanto mal transpõe a alma de Jesus Cristo os umbrais desses recessos, eis que o Limbo já está feito Paraíso, para todos os justos que a ovacionam e contemplam. Não prometera Cristo na Cruz ao bom Ladrão: ‘Hoje estarás comigo no Paraíso’? (Lucas, XXIII, 43). Quando saiu do Limbo a alma vitoriosa do Salvador, formaram-lhe uma comitiva real todos esses espíritos bem-aventurados, acompanhando-a na terra até a hora de Jesus subir triunfante aos Céus, onde introduziria todos os presos que tinha libertado. Para Jesus Cristo, era uma humilhação esta descida ao Limbo. Ia, Ele também, encarcerar-se no ergástulo dos patriarcas e dos justos. Mas, seria também o primeiro passo na estrada da glória com a libertação e a coroação dos primeiros eleitos.”(Boulanger – Doutrina Católica – O Dogma, 1923). 

Jesus não desceu à mansão dos mortos para de lá libertar os condenados [1], nem para abolir o inferno da condenação [2],  - (Deus não predestina ninguém para o Inferno. Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim. Na liturgia eucarística e nas orações quotidianas dos seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, «que não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam» (2 Pe 3, 9).(Catecismo da Igreja Católica n.1037) - ; mas o fez unicamente - não  para sofrer penas, pois nunca houve n’ Ele pecado algum -,  com todo poder e magnitude, somente para libertar os seus amados, para libertar os justos que O tinham precedido [3].

“Os justos apesar de sua justiça e santidade, não podiam transpor o limiar da Pátria Celestial, antes da morte de Jesus Cristo, o Sumo e Eterno Sacerdote (Hb 9,11). Logo que Cristo a sofreu, as portas de pronto se abriram a todos os que purificados pelos sacramentos, possuídos de fé e caridade, se tornaram participantes da sua paixão". (Catecismo Romano 4º artigo – frutos – n.5). 

Se Cristo tudo havia feito para os seus em vida, terminaria sua missão para com eles depois de mortos, para mostrar perfeitamente seu amor e seu poder. E o fez de forma esplêndida, invadindo a casa do inimigo de Deus – do Seu inimigo -, e dos homens, o subjugando, e triunfando sobre ele. Despojando os principados e as potestades, exibiu-os publicamente, triunfando deles na cruz (Col 2,15). Jesus que era o Senhor do Céu e da Terra, é Senhor também dos infernos que diante de Seu nome se dobra em reconhecimento e temor.

Jesus venceu a morte, ela foi tragada por sua vitória e nos libertou das garras do demônio, autor da própria morte. Jesus morreu pra libertar os vivos da morte e  desceu aos infernos para libertar os que ai estavam. Vós também (Senhor), pelo Sangue do vosso testamento, tirastes os Seus que estavam presos na fossa, onde não havia água . (Zac 9, 11). – O morte, serei a tua morte, ó inferno, serei para ti como uma mordida. (Os 13, 14).

A descida à mansão dos mortos é o cumprimento, até à plenitude do anúncio evangélico da salvação. É a última fase da missão messiânica de Jesus, fase condensada no tempo, mas imensamente vasta no seu significado real de extensão da obra redentora a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares, porque todos aqueles que se salvaram se tornaram participantes da redenção.

Após o terceiro dia, sua alma se uniu ao corpo e subiu aos Céu, onde está sentado a direita do Pai. Abriu os céus para o gênero humano, já que lá entrou na Sua humanidade. Desde agora, Cristo ressuscitado "detém as chaves da morte e do Hades" (Ap 1, 18) e «ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no céu, na terra e nos infernos» (Fl 2, 10).

Queridos, alegremos no Senhor porque não nos deixa na ignorância quanto aos bens que Ele nos outorga. Este capítulo do Credo nos faz tremer e esperar n’ Ele. Tremer por saber que o inferno existe e é real e que muitas almas podem se perder caso estejam em pecado mortal. Esperar n’Ele, porque seu conhecimento nos enche de esperanças e só nos estimula a lutar na busca da santidade, sem o qual ninguém O verá  -, para um dia ao estarmos face a face com Ele, podermos louva-LO  juntamente com nossos irmãos que estiveram na mansão dos mortos, mas que agora reinam com Ele eternamente.

Jesus desceu do céu para ensinar as coisas do céu, também ressurgiu dos infernos para esclarecer-nos sobre as coisas do inferno, portanto nada de desfalecer, antes usemos desta vida, porque só a temos  para viver de fé,  para conhece - Lo, ama- Lo e obedece- Lo com seus auxílios, e que ninguém seja seduzido a ponto de  rejeita- Lo livremente, pois a pena é terrível, onde este haverá de viver eternamente longe d’Ele em grande suplícios, pelo mesmo tempo que viverão no céu, os que o amaram e esperaram n’Ele.

Como Cristo desceu aos infernos para libertar os seus, devemos também nós descer pela oração, para auxiliar os nossos. Eles, por si mesmos, nada podem conseguir.Nós é que devemos ir em socorro dos que estão no purgatório. São auxiliados, conforme disse  Santo Agostinho, os que estão no purgatório, principalmente por três atos: pelas Missas, pelas orações e pelas esmolas.  São Gregório acrescenta um quarto: o jejum. Como cristãos devemos rezar para que todos possam um  dia estar com Ele na glória eterna. Unamo-nos a Cristo por eles e que o Senhor nos ajude a sermos féis, tal como Ele é.

"A mim, e desejo que o mesmo aconteça a todos vós, a certeza de me sentir - de me saber - filho de Deus cumula-me de verdadeira esperança, uma esperança que, por ser virtude sobrenatural, ao ser infundida nas criaturas, se amolda à nossa natureza e é também virtude muito humana.? Vivo feliz com a certeza do Céu que havemos de alcançar, se permanecermos fiéis até o fim; porque o meu Deus é bom e é infinita a sua misericórdia. Esta convicção incita-me a compreender que só as coisas marcadas com o timbre de Deus revelam o sinal indelével da eternidade; e o seu valor é imperecível. Por isso, a esperança não me separa das coisas desta terra, antes me aproxima dessas realidades de um modo novo, cristão, que se esforça por descobrir em tudo a relação da natureza, decaída, com Deus Criador e com Deus Redentor."( ESCRIVÁ, São Josemaria, amigos de Deus – A esperança Cristã – ponto 208)

FONTES:

[1] (Cf. Concílio de Roma (ano 745), De descensu Christi ad inferos: DS 587.).

[2] (Cf. Bento XII, Libellus, Cum dudum (1341). 18: DS 1011; Clemente VI, Ep. Super quibusdam (ano 1351), c. 15, 13: DS 1077).

[3] (Cf. IV Concílio de Toledo (ano 633). Capitulum, 1: DS 485; Mt 27, 52-53.).

VIVAT CHRISTUS REX



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Beata Elisabete da Trindade

Elisabete da Trindade (1880-1906) - Beata - Monja Carmelita.

"Só nos resta esvaziar-nos, desapegar-mo-nos de tudo, para que nada mais exista senão Ele, e só Ele... É aos pés da cruz que a gente sente em profundidade todo esse vazio das criaturas, essa sede infinita dEle".
VIVAT CHRISTUS REX




domingo, 27 de julho de 2014

Santo Ambrosio

Santo Ambrósio (340-397).

Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar. Uma vez que diziam que Ele expulsava os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios, Jesus quis mostrar, com esta palavra, que o seu reino é indivisível e eterno. Com razão respondeu a Pilatos: O meu reino não é deste mundo (Jo 18,36). Portanto, os que não põem a sua esperança em Cristo, mas pensam que os demônios são expulsos pelo príncipe dos demônios, esses, diz Jesus, não pertencem a um reino eterno. Quando a fé se rasga, o reino dividido não pode manter-se. [...] Se o reino da Igreja vai durar eternamente é porque a sua fé não está dividida e o seu corpo é um só: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos (Ef 4 ,5-6).
Que loucura sacrílega! O Filho de Deus encarnou para esmagar os espíritos impuros, arrancar o espólio ao príncipe do mundo e dar aos homens o poder de destruir o espírito do mal (Lc 10, 19), e eis que alguns pedem auxílio ao poder do demônio. No entanto, como diz Lucas, é pelo dedo de Deus (11 ,20) ou, como diz Mateus, pelo Espírito de Deus (12, 28) que Jesus expulsa os demônios. Por aí entendemos que o Reino de Deus é indivisível, tal como um corpo é indivisível, uma vez que Cristo está à direita de Deus e o Espírito parece ser comparável ao seu dedo. Porque é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade (Col 2,9).
VIVAT CHRISTUS REX




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Santa Cristina de Bolsena

Santa Cristina de Bolsena (278-300) - Mártir.

"Tolo é vosso medo, tola a vossa advertência; diante de um deus cego aos sofrimentos do povo, surdo ao clamor dos fracos, eu não peço favores e não acendo uma vela. Ao Deus vivo, ao Senhor do céu e da terra que nos enviou seu Filho Jesus, a este, sim, apresento sacrifícios de verdade e amor".
VIVAT CHRISTUS REX




quarta-feira, 23 de julho de 2014

O SILÊNCIO ESTÁ CANTANDO Padre Zezinho

Paz e Bem.

"O Silêncio esta cantando".


VIVAT CHRISTUS REX




Papa Pio XII

Em uma das muitas alocuções que proferiu, o Papa Pio XII indicou o caminho que o demônio pavimentou, ao longo da história, para destruir o homem, criado à “imagem e semelhança” de Deus [1]:

“Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um ‘inimigo’ que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como as principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O ‘inimigo’ tem trabalhado e trabalha para que Cristo seja um estranho na universidade, na escola, na família, na administração da justiça, na atividade legislativa, na assembleia das nações, lá onde se determina a paz ou a guerra.” [2]
A primeira coisa que Pio XII faz é colocar as pessoas diante do “nemico”. O Papa quer convencer os homens de que a obra de destruição que se apresenta aos seus olhos não é fruto do acaso ou, como pregam os progressistas, do zeitgeist – o “espírito dos tempos”. Trata-se, de verdade, de um empreendimento demoníaco. Há, por trás de toda a confusão e barbárie deste e de outros séculos, uma inteligência angélica, que, desde que caiu, trabalha incessantemente para perverter a obra da Criação e fazer perder as almas que Cristo conquistou com o Seu sangue, na Redenção.

“non serviam”, a fim de servirem ao mal. Embora seus destinos eternos estejam nas mãos de Deus – e só Ele possa dizer se o “oitavo sacramento”, a ignorância invencível, os salvou –, suas obras humanas denunciaram clamorosamente sua identidade. Do Imperador Nero, no século I, passando pelos iluministas anticristãos, até Karl Marx e seus seguidores, muitos foram os homens que aderiram abertamente ao projeto do mal e muitos foram os passos dados rumo ao “amor de si até ao desprezo de Deus” [3].

Só que nem mil jogos de palavras podem mudar ou desfazer a realidade das coisas. Conscientemente ou não, quem quer que trabalhe para implantar no mundo um “sistema de pecado” – como é o caso de organizações que financiam o aborto, de grupos que querem a destruição da família e de religiosos que pedem a implantação de uma religião única e mundial, sem Cristo e sem a Igreja – está trabalhando para Satanás.

As palavras não são exageradas. O próprio Jesus não poupou palavras para denominar os mentirosos: “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai”. Semelhantes palavras podem ser dirigidas a quem, obstinado no mal, opera incansavelmente para defender a morte e a mentira, obras daquele “era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade” [4].

É verdadeiramente monstruosa a construção – ou a destruição – que os filhos das trevas fazem no mundo. No entanto, não é sadio que os cristãos se detenham diante dessa imensa Babel, nem que cruzem os braços, inertes. Afinal, “todas as coisas” – inclusive a ação dos anjos decaídos – “concorrem para o bem dos que amam a Deus” [5]. Os filhos de Deus não devem temer: nas batalhas desta vida, são guiados e amparados por “aquela misteriosa presença de Deus na história, que é a Providência” [6].

Referência:

[1] Gn 1, 26
[2] Pio XII, Discorso agli uomini di Azione Cattolica, 12 ottobre 1952
[3] Santo Agostinho, De Civitate Dei, 14, 28
[4] Jo 8, 44
[5] Rm 8, 28
[6] Centesimus Annus, 59
VIVAT CHRISTUS REX




terça-feira, 22 de julho de 2014

São Macário

São Macário (?-405).

O Senhor instala-Se numa alma fervorosa, faz dela o Seu trono de glória, toma assento nela e nela permanece. Esta casa onde habita o seu mestre é toda graça, ordem e beleza, assim como a alma com quem o Senhor permanece é toda ordem e beleza. Ela possui o Senhor e todos os Seus tesouros espirituais. Ele habita nela, e nela domina.
Que terrível, porém, é a casa de onde o Senhor está ausente, longe da qual o Senhor Se encontra! Esta casa deteriora-se, arruína-se, enche-se de manchas e de desordem, tornando-se, na palavra do profeta, lugar de reunião de serpentes e de sátiros, casa abandonada que se enche de gatos selvagens, de hienas e de cardos (Is 35, 11-15). Infeliz da alma que não consegue levantar-se de queda tão funesta, que se deixa prender e acaba por odiar o esposo e por desviar os seus pensamentos de Jesus Cristo!
Mas quando o Senhor a vê recolher-se e procurar, noite e dia, o seu Senhor, chamá-Lo como Ele a convida a fazer: Orai sem desfalecer, então Deus far-lhe-á justiça (Lc 18, 1-7), como prometeu, e purificá-la-á de todo o mal, fazendo dela uma esposa sem mancha nem ruga (Ef 5, 27). Acredita na Sua promessa, que é a verdade. Verifica se a tua alma encontrou a luz que lhe iluminará os passos, bem como o alimento e a bebida verdadeiros, que são o Senhor. Ainda não os tens? Procura noite e dia, e encontrá-los-ás.
VIVAT CHRISTUS REX




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Relatos de um peregrino russo

RELATOS DE UM PEREGRINO RUSSO

O livro RELATOS DE UM PEREGRINO RUSSO é um clássico da espiritualidade cristã oriental. Foi escrito por um monge russo anônimo, no século XIX.

"A oração de Jesus, interior e constante, é a invocação contínua e ininterrupta do nome de Jesus com os lábios, o coração, a inteligência, no sentimento da sua presença, em todo lugar, em todo tempo, até durante o sono. Ela é expressa por estas palavras: 'Senhor, Jesus Cristo, tende piedade de mim'".

VIVAT CHRISTUS REX




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Padre Miguel de Molinos

Miguel de Molinos (1628-1697) - Místico e Sacerdote Católico espanhol, conhecido pelo estabelecimento e sistematização do Quietismo.
O Quietismo sustenta que a alma deve fazer silêncio, deve praticar a quietude total para chegar a Deus. Neste estado de "quietude" proposto pela escola de Molinos, a mente fica completamente inativa, já não pensa ou quer por conta própria, mas permanece passiva, enquanto Deus que opera nela.
Segundo o filósofo alemão Frithjof Schuon, o Quietismo de Molinos apresenta traços do qual podem ser encontrados em São Francisco de Sales, Doutor da Igreja e autor do clássico da espiritualidade cristã Filoteia: Introdução à vida devota.

Pensamento do Padre Miguel de Molinos:

“Veste-te desse nada, dessa miséria, e procura que essa miséria e esse nada seja teu contínuo sustento e morada, até aprofundar-te nela; eu te asseguro que, sendo tu desta maneira o nada, seja o Senhor o todo em tua alma”.
VIVAT CHRISTUS REX




terça-feira, 15 de julho de 2014

Papa Emérito Bento XVI

Bento XVI (em latim: Benedictus XVI) - Papa Emérito da Igreja Católica.

O Papa Emérito Bento XVI quando ainda Cardeal Joseph Ratzinger escreveu sobre os desvios da liturgia:

"A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.
VIVAT CHRISTUS REX




segunda-feira, 14 de julho de 2014

São Josemariá Escrivá

São Josemariá Escrivá (1902-1975).

Livro - E Cristo que passa.

A aclamação a Jesus Cristo vem unir-se na nossa alma àquela outra que saudou o seu nascimento em Belém. E por onde Jesus passava, conta São Lucas, as multidões estendiam seus mantos pelo caminho. E quando já ia chegando à descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em altos brados, por todos os prodígios que tinha visto, dizendo: bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor, paz no céu e glória nas alturas.

"Pax in coelo - Paz no céu". Mas olhemos também para o mundo: por que não há paz na terra? Não, não há paz na terra. Há somente aparência de paz, equilíbrio de medo, compromissos precários. Não há paz nem mesmo na Igreja, sulcada por tensões que retalham a alva túnica da Esposa de Cristo. Não há paz em muitos corações que tentam em vão compensar a intranquilidade da alma com o bulício contínuo, com a pequena satisfação de bens que não saciam, porque deixam sempre o sabor amargo da tristeza.

As folhas de palma, escreve Santo Agostinho, são símbolo de homenagem, porque significam vitória. O Senhor estava prestes a vencer, morrendo na Cruz; pelo sinal da Cruz, ia triunfar sobre o Diabo, o príncipe da morte. Cristo é a nossa paz porque venceu; e venceu porque lutou, no duro combate contra a maldade acumulada nos corações humanos.

Cristo, que é a nossa paz, é também o Caminho. Se queremos a paz, temos que seguir os seus passos. A paz é conseqüência da guerra, da luta, dessa luta ascética, íntima, que cada cristão deve sustentar contra tudo o que em sua vida não for de Deus: contra a soberba, a sensualidade, o egoísmo, a superficialidade, a estreiteza de coração. É inútil clamar por sossego exterior se falta tranqüilidade nas consciências, no fundo da alma, porque do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as fornicações, os furtos, os falsos testemunhos, as blasfêmias.
VIVAT CHRISTUS REX




domingo, 13 de julho de 2014

Litaniae Sanctorum - Ladainha de todos os Santos





Ladainha de todos os Santos.

V. Kyrie, eléison.
R. Christe, eléison.
V. Kyrie, eléison.
V. Christe, audi nos.
R. Christe, exáudi nos.

V. Pater de cælis, Deus.
R. Miserére nobis.

V. Fili, Redémptor mundi, Deus.
R. Miserére nobis.

V. Spíritus Sancte, Deus.
R. Miserére nobis.

V. Sancta Trínitas, unus Deus.
R. Miserére nobis.

V. Sancta María.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Dei Génetrix.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Virgo vírginum.
R. Ora pro nobis.
V. Sancte Michael.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Gabriel.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Raphael.
R. Ora pro nobis.

V. Omnes sancti Angeli et Archangeli.
R. Orate pro nobis.

V. Omnes sancti beatórum Spírituum ordines.
R. Orate pro nobis.

V. Sancte Joánnes Baptista.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Josephe.
R. Ora pro nobis.

V. Omnes sancti Patriárchæ et Prophetæ.
R. Orate pro nobis.

V. Sancte Petre.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Paule.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Andrea.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Jacobe.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Joánnes.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Thoma.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Jacobe.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Philippe.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Bartholomæe.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Matthæe.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Simon.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Thaddæe.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Matthia.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Barnaba.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Luca.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Marce.
R. Ora pro nobis.

V. Omnes sancti Apóstoli et Evangelistæ.
R. Orate pro nobis.

V. Omnes sancti Discípuli Dómini.
R. Orate pro nobis.

V. Omnes sancti Innocéntes.
R. Orate pro nobis.

V. Sancte Stephane.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Laurénti.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Vincenti.
R. Ora pro nobis.

V. Sancti Fabiane et Sebastiane.
R. Orate pro nobis.

V. Sancti Joánnes et Paule.
R. Orate pro nobis.

V. Sancti Cosma et Damiane.
R. Orate pro nobis.

V. Sancti Gervasi et Protasi.
R. Orate pro nobis.

V. Omnes sancti Mártyres.
R. Orate pro nobis.

V. Sancte Silvester.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Gregóri.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Ambrósi.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Augustine.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Hieronyme.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Martine.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Nicolaë.
R. Ora pro nobis.

V. Omnes sancti Pontifices et Confessores.
R. Orate pro nobis.

V. Omnes sancti Doctores.
R. Orate pro nobis.

V. Sancte Antoni.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Benedicte.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Bernarde.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Dominice.
R. Ora pro nobis.

V. Sancte Francisce.
R. Ora pro nobis.

V. Omnes sancti Sacerdótes et Levitæ.
R. Orate pro nobis.

V. Omnes sancti Monachi et Eremitæ.
R. Orate pro nobis.

V. Sancta María Magdalena.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Agatha.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Lucia.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Agnes.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Cæcilia.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Catharina.
R. Ora pro nobis.

V. Sancta Anastasia.
R. Ora pro nobis.

V. Omnes sanctæ Vírgines et Víduæ.
R. Orate pro nobis.

V. Omnes Sancti et Sanctæ Dei.
R. Intercédite pro nobis.

V. Propitius esto.
R. Parce nobis, Dómine.

V. Propitius esto.
R. Exáudi nos, Dómine.

V. Ab omni malo.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Ab omni peccáto.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Ab ira tua.
R. Líbera nos, Dómine.

V. A subitanea et improvisa morte.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Ab insídiis diaboli.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Ab ira, et ódio, et omni mala voluntáte.
R. Líbera nos, Dómine.

V. A spíritu fornicatiónis.
R. Líbera nos, Domine.

V. A fulgure et tempestáte.
R. Líbera nos, Dómine.

V. A flagello terræmotus.
R. Líbera nos, Dómine.

V. A peste, fame et bello.
R. Líbera nos, Dómine.

V. A morte perpetua.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per mystérium sanctæ Incarnatiónis tuæ.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per advéntum tuum.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per nativitátem tuam.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per baptismum et sanctum jejunium tuum.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per crucem et passiónem tuam.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per mortem et sepultúram tuam.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per sanctam resurrectiónem tuam.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per admirábilem ascensiónem tuam.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Per advéntum Spíritus Sancti Paracliti.
R. Líbera nos, Dómine.

V. In die judícii.
R. Líbera nos, Dómine.

V. Peccatóres.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut nobis parcas.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut nobis indulgeas.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut ad veram pœniténtiam nos perducere dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut Ecclésiam tuam sanctam regere et conservare dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut domnum Apostolicum et omnes ecclesiásticos ordines in sancta religióne conservare dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut inimícos sanctæ Ecclésiæ humiliare dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut régibus et princípibus christiánis pacem et veram concordiam donare dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut cuncto pópulo christiáno pacem et unitátem largiri dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut omnes errántes ad unitátem Ecclésiæ revocare, et infidéles univérsos ad Evangélii lumen perducere dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut nosmetípsos in tuo sancto servítio confortare et conservare dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut mentes nostras ad cæléstia desidéria erigas.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut ómnibus benefactóribus nostris sempitérna bona retríbuas.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut ánimas nostras, fratrum, propinquorum et benefactórum nostrórum ab ætérna damnatióne erípias.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut fructus terræ dare et conservare dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut ómnibus fidelibus defunctis réquiem ætérnam donare dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Ut nos exáudire dignéris.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Fili Dei.
R. Te rogamus, audi nos.

V. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi.

R. Parce nobis, Dómine.

V. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi.
R. Exáudi nos, Dómine.

V. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi.
R. Miserére nobis.

V. Christe, audi nos.
R. Christe, exáudi nos.

V. Kyrie, eléison.
R. Christe, eléison. Kyrie, eléison.

Pater noster. (secréto usque ad)

V. Et ne nos indúcas in tentatiónem.








VIVAT CHRISTUS REX




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