sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Tomás de Kempis

Tomás de Kempis (1380-1471) - Monge - Místico - Escritor.

Livro - Imitação de Cristo.
 
Transcrevo abaixo uma locução interior de Nosso Senhor JESUS CRISTO ao Feri Tomás de Kempis, na Alemanha, no ano de 1450.

Título:
 
A Graça de DEUS não se comunica aos que gostam das coisas da Terra.
 
Diz Jesus:
 
“Filho, preciosa é a minha graça; não sofre mistura de coisas  estranhas, nem de consolações terrenas. Cumpre, pois, remover todos os impedimentos da graça, se desejas que te seja infundida. Busca um lugar retirado, toma gosto de viver só contigo, e não procures conversa com os outros, mas a DEUS dirige tua oração fervorosa, para que te conserve na compunção de espírito e pureza da consciência.
 
Dá ao mundo inteiro o valor de nada; antepõe o serviço de Deus a todas as coisas exteriores, pois não podes há um tempo tratar comigo e deleitar-te nas coisas transitórias. Cumpre afastar-te dos conhecidos e amigos, e desprenderes teu coração de toda consolação temporal.
 
Assim exorta também instantemente o Apóstolo São Pedro pregando que os fiéis cristãos vivam neste mundo como estrangeiros e peregrinos (1Pd 2,11). Oh! Quanta confiança terá aquele moribundo que não tem afeição a coisa alguma do mundo! Mas o espírito enfermo não compreende o desprender assim o coração de tudo, bem como o homem carnal não conhece a liberdade do homem interior.
 
Entretanto, se quiser ser verdadeiramente espiritual, cumpre-lhe renunciar aos estranhos como aos parentes e de ninguém mais guardar-se do que de si mesmo. Se te venceres perfeitamente a ti mesmo, tudo o mais sujeitarás com facilidade. Pois a perfeita vitória é triunfar de si mesmo. Porque aquele que se
domina a tal ponto, que os sentidos obedeçam à razão e a razão lhe obedeça em todas as coisas, este é realmente vencedor de si mesmo e senhor do mundo.
 
Se aspiras a galgar estas alturas, cumpre-te começar varonilmente e golpear a raiz com o machado, para que arranque e cortes o secreto e desordenado apego que tens a ti mesmo, e a todo bem particular e sensível. Deste vício do amor excessivo e desordenado que o homem tem a si mesmo provém quase tudo que radicalmente se há de vencer; vencido este e subjugado, logo haverá grande paz e tranqüilidade estável.
 
Mas já que poucos tratam de eliminar de si mesmos tal vício, e desapegar-se de si, ficam presos em si mesmos e não se podem erguer em espírito acima de si. A quem, todavia, deseja livremente seguir-me, cumpre-lhe mortificar todos os seus maus e desordenados afetos, e não se prender, com amor apaixonado, a criatura alguma”.

VIVAT CHRISTUS REX


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