sábado, 30 de novembro de 2013

A invocação do nome do Senhor

A invocação do nome do Senhor.

Antes de começar a pronunciar o Nome de Jesus, estabeleça paz e recolhimento no seu interior e peça inspiração e direção ao Espírito Santo. "Ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor se não for pelo Espírito Santo" (1Cor 12, 3), O nome de Jesus não pode realmente entrar em um coração que não esteja pleno pelo sopro purificador e pela chama do Espírito Santo. O próprio Espírito soprará em nós o nome do Filho.
VIVAT CHRISTUS REX 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá (1902-1975).

Forja.

"Se eu fosse leproso, a minha mãe abraçar-me-ia. Sem medo nem hesitações, beijar-me-ia as chagas.
E, então, a Virgem Santíssima?
Ao sentir que temos lepra, que estamos chagados, temos de gritar: - Mãe! E a proteção da nossa Mãe é como um beijo nas feridas, que nos consegue a cura".
VIVAT CHRISTUS REX

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Exortação Apostólica - Papa Francisco

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM DO SANTO PADRE
FRANCISCO AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ATUAL.

Não à acédia egoísta [81-83].

ACÉDIA - (Palavra grega - akedía, -as - indiferença, torpor, exaustão).

82. O problema não está sempre no excesso de atividades, mas sobretudo nas atividades mal vividas, sem as motivações adequadas, sem uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável. Daí que as obrigações cansem mais do que é razoável, e às vezes façam adoecer. Não se trata duma fadiga feliz, mas tensa, gravosa, desagradável e, em definitivo, não assumida. Esta acédia pastoral pode ter origens diversas: alguns caem nela por sustentarem projetos irrealizáveis e não viverem de bom grado o que poderiam razoavelmente fazer; outros, por não aceitarem a custosa evolução dos processos e querem que tudo caia do Céu; outros, por se apegarem a alguns projetos ou a sonhos de sucesso cultivados pela sua vaidade; outros, por terem perdido o contacto real com o povo, numa despersonalização da pastoral que leva a prestar mais atenção à organização do que às pessoas, acabando assim por se entusiasmarem mais com a «tabela de marcha» do que com a própria marcha; outros ainda caem na acédia, por não saberem esperar e quererem dominar o ritmo da vida. A ânsia hodierna de chegar a resultados imediatos faz com que os agentes pastorais não tolerem facilmente o que signifique alguma contradição, um aparente fracasso, uma crítica, uma cruz.

83. Assim se gera a maior ameaça, que «é o pragmatismo cinzento da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede dentro da normalidade, mas na realidade a fé vai-se deteriorando e degenerando na mesquinhez».[63] Desenvolve-se a psicologia do túmulo, que pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu. Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem constantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do coração como «o mais precioso elixir do demônio».[64] Chamados para iluminar e comunicar vida, acabam por se deixar cativar por coisas que só geram escuridão e cansaço interior e corroem o dinamismo apostólico. Por tudo isto, permiti que insista: Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!
VIVAT CHRISTUS REX 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Santa Teresa de Ávila

Santa Teresa de Ávila (1515-1582) - Carmelita - Doutora da Igreja.

Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa.

Ó amor poderoso de Deus! É bem verdade que nada é impossível àquele que ama. Feliz o que frui dessa paz por parte do seu Deus, que domina todos os sofrimentos e perigos do mundo. Não teme perigo algum, se serve a tal Senhor, e tem toda a razão. Tenho para mim que as pessoas de seu natural temerosas e pouco corajosas […], mesmo quando se elevam até esse estado de que falo, ficam assustadas na sua fraca natureza. Há, portanto, que ter cuidado, pois essa fragilidade natural poderá fazer-nos perder uma coroa magnífica. Quando sentirdes, minhas filhas, esses assaltos de temor, recorrei à fé e à humildade; e, fortificadas pela convicção de que nada é impossível a Deus (Lc 1,37), começai a vossa tarefa. Ele deu fortaleza a muitas jovens santas, de tal forma que se tornaram capazes de suportar todas as tribulações a que se tinham proposto sofrer por Ele! 

O que Ele nos pede é uma determinação que faça dele o Senhor do nosso livre arbítrio, pois dos nossos esforços não tem Ele precisão alguma. Pelo contrário, a Nosso Senhor agrada fazer brilhar as suas maravilhas nas criaturas mais fracas, pois assim com mais facilidade manifesta o seu poder e satisfaz o desejo de nos conceder dons […].

Deixai de lado as objeções da razão, e desprezai essa vossa fraqueza. Ela aumentará se parardes para refletir se sereis capazes ou não […]. Também não é altura para pensardes nos pecados cometidos, deixai-os de lado. Tal humildade é agora inadmissível, é completamente despropositada. Ficai certas de que o Senhor jamais abandona aqueles que O amam e que se expõem a riscos só por Ele.
VIVAT CHRISTUS REX 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

São Tiago

Paz e Bem Caríssimos.

São Tiago Capítulo 4, 4-10.

4 Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
5 Ou imaginais que em vão diz a Escritura: Sois amados até o ciúme pelo espírito que habita em vós?
6 Deus, porém, dá uma graça ainda mais abundante. Por isso, ele diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes (Pr 3,34).
7 Sede submissos a Deus. Resisti ao demônio, e ele fugirá para longe de vós.
8 Aproximai-vos de Deus, e ele se aproximará de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó homens de dupla atitude. 
9 Reconhecei a vossa miséria, afligi-vos e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto e a vossa alegria em tristeza.
10 Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.

VIVAT CHRISTUS REX 


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

São Leão Magno

São Leão Magno (?-461).

Se não vos converterdes.

Esforcemo-nos por ser associados à Paixão de Cristo e por passar da morte à vida enquanto ainda estamos neste corpo. Porque passar por uma conversão, seja ela qual for, passar de um estado a outro, significa para todo o homem o fim de qualquer coisa – deixar de ser o que era – e o começo de outra – passar a ser o que não era. Mas é importante saber para que se morre e para que se vive, porque há uma morte que dá vida e uma morte que dá a morte.
E é precisamente neste mundo efêmero que se obtém uma ou outra: da qualidade dos nossos atos neste mundo depende a diferença das retribuições eternas. Morramos, pois, para o demônio e vivamos para Deus; morramos para o pecado, para ressuscitar para a justiça; que o ser antigo desapareça, para se elevar o novo ser. Dado que, segundo a palavra da Verdade, «ninguém pode servir a dois senhores» (Mt 6,24), tomemos por senhor, não aquele que faz tropeçar os que estão de pé para os levar à ruína, mas Aquele que levanta os caídos para os conduzir à glória.

VIVAT CHRISTUS REX 


domingo, 24 de novembro de 2013

Olhar de Maria

O Calvário.

Olhar de Maria.

No Calvário contemplamos JESUS CRISTO desfigurado entre dois ladrões.
Um dos ladrões sugere a JESUS CRISTO para que Ele se salve e salve a eles. Entendemos que esta sugestão é conveniente! Mas vamos voltar nosso olhar para Maria! Imaginemos JESUS CRISTO perguntando a Maria: "O que devo fazer?". Maria é Mãe. A dor de Maria é imensa, é como a dor de todas as mães do mundo chorando juntas por seus filhos. Mas Maria não exitou e permaneceu em silêncio e não falou para seu filho descer! Os olhos de Maria refletiam a dor como a de uma espada transpassando seu coração, mas sua alma estava entregue a vontade de DEUS, e inundada da vontade de DEUS ela manteve-se fiel e humilde.
A vontade de DEUS se cumpria aos poucos e aos poucos a alma de Maria enchia-se da certeza da Salvação, da Libertação dos cativos, pois ela via em cada gota de Sangue de Jesus uma multidão de almas salvas e resgatadas!
O que confortava e sustentava Maria? Sua confiança em DEUS,confiança que, mesmo diante de tamanho martírio, a enchia de PAZ! Através de Maria entendemos melhor o que diz São Paulo: "Em todas as circunstância, dai Graças!".
VIVAT CHRISTUS REX 

sábado, 23 de novembro de 2013

Santo Efrém

Santo Efrém, o Sírio (306-373).

Vigiai porque não sabeis o dia nem a hora.

O Senhor disse-nos: Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do Céu, nem o Filho, para impedir qualquer pergunta sobre o momento da Sua segunda vinda: Não vos compete saber os tempos nem os momentos (Mt 24,36; Act 1,7). No-lo escondeu para que estivéssemos vigilantes e para que cada um de nós pudesse pensar que esta vinda ocorrerá durante o seu tempo de vida. [...]
Vigiai, porque quando o corpo adormece é a natureza que nos domina, e nessa altura a nossa ação não é dirigida pela nossa vontade mas pela força da natureza. E quando reina sobre a alma um pesado torpor de fraqueza e tristeza, é o inimigo que a domina. [...] Foi por isso que o Senhor falou da vigilância da alma e do corpo, para que o corpo não se afunde num sono pesado nem a alma no entorpecimento. Como dizem as Escrituras: Despertai como é justo (1Co 15,34), se pudesse chegar ao fim, estaria ainda convosco (Sl 139,18) e não desanimeis (Ef 3,13). [...]
Cinco delas eram insensatas, diz o Senhor, e cinco prudentes. Não é à virgindade que Ele chama sabedoria, uma vez que todas elas eram virgens, mas às boas obras. Mesmo que a tua castidade seja igual à santidade dos anjos, repara que a santidade dos anjos está isenta de inveja e de qualquer outro mal. Se não fores repreendido por impureza, cuida que também não o sejas por arrebatamento e por cólera. [...] Estejam cingidos os vossos rins», para que a castidade não nos pese. E acesas as vossas lâmpadas (Lc 12,35), porque o mundo é como a noite: tem necessidade da luz dos justos. Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus (Mt 5,16).

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Santo Agostinho

Santo Agostinho (354-430) - Bispo - Teólogo - Filósofo - Doutro da Igreja.

Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.

VIVAT CHRISTUS REX 


terça-feira, 19 de novembro de 2013

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá (1902-1975).

Forja.

Repara na tua conduta com vagar. Verás que estás cheio de erros, que te prejudicam a ti e talvez também aos que te rodeiam.
Lembra-te, filho, que não são menos importantes os micróbios do que as feras. E tu cultivas esses erros, esses enganos como se cultivam os micróbios no laboratório, com a tua falta de humildade, com a tua falta de oração, com a tua falta de cumprimento do dever, com a tua falta de conhecimento próprio... E, depois, esses focos infectam o ambiente.
Precisas de um bom exame diário de consciência, que te conduza a propósitos concretos de melhora, por sentires verdadeira dor das tuas faltas, das tuas omissões e pecados.
VIVAT CHRISTUS REX

domingo, 17 de novembro de 2013

Virtudes

Paz e Bem Caríssimos.

Virtudes:

As virtudes humanas, chamadas também de virtudes morais ou Cardeais, são disposições estáveis do entendimento e da vontade que regulam nossas ações, ordenam nossas paixões e guiam nossa conduta segundo a razão e a fé.

1 - Prudência

É o reto agir, o bom senso, o equilíbrio. Cuida do lado prático da vida, da ação correta e busca os meios para agir bem. Prudência é o mesmo que sabedoria, previdência, precaução. O prudente é previdente e providente. É pessoa que abandona as preocupações e abraça as soluções. Deixa as ilusões e opta pelas decisões. Rejeita as omissões e se empenha nas ocupações. O lema dos prudentes é: “Ocupação sim, preocupação não.” A prudência coloca sua atenção na preparação dos fatos e eventos e nunca na precipitação nem no amadorismo ou improvisação. Ciência sem prudência é um perigo.

2 - Temperança

É o auto-controle, auto-domínio, renúncia, moderação. A temperança ordena afetos, domestica os instintos, sublima as paixões, organiza a sexualidade, modera os impulsos e apetites. Abre o caminho para a continência, a castidade, a sobriedade, o desapego. É próprio da temperança o cuidado conosco mesmo, com os outros e com a natureza. A temperança não permite que sejamos escravos, mas livres e libertadores e nos encaminha para o cumprimento dos deveres e para a maturidade humana. Sem renúncia não há maturidade. Grande fruto da renúncia é a alegria e a paz.

3 - Fortaleza

Faz-nos fortes no bem, na fé, no amor. Leva-nos a perseverar nas coisas difíceis e árduas, a resistir à mediocridade, a evitar rotina e omissões. Pela fortaleza vencemos a apatia, a acomodação e abraçamos os desafios e a profecia. É virtude dos profetas, dos heróis, dos mártires e dos pobres. A fortaleza dos mártires e a ousadia dos apóstolos, como também a força dos pequenos e dos fracos é um sinal do dom da fortaleza na vida humana e na história da Igreja. Hoje a fortaleza nos leva a enfrentar a depressão, o stress, o câncer, a AIDS, os golpes da vida. Grandes são os conflitos humanos, porém maior é a força para superá-los. A vida é luta renhida, dizia nosso poeta e a fé é um combate espiritual. “Coragem, Eu venci o mundo!” (Jo 16,33).

4 - Justiça

Regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade humana, respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz. Sem a justiça nem o amor é possível. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade da dignidade das pessoas. Da justiça vem a gratidão, a religião, a veracidade. Não se pode construir o castelo da caridade sobre as ruínas da justiça. Pelo contrário, o primeiro passo do amor é a justiça, porque amar é querer o bem do outro. A justiça é imortal (Sab 1,15). Esta virtude trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro, à comunidade e à sociedade.

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Virtudes.

Paz e Bem Caríssimos.

Virtudes:

As virtudes podem ser HUMANAS e TEOLOGAIS. Nós cultivamos e usamos as virtudes humanas para conviver bem com as outras pessoas, no meio da nossa família, na nossa comunidade e no mundo, enfim. Também devemos cultivar as virtudes teologais no nosso relacionamento com Deus.

Quando recebemos o sacramento do Batismo é infundida em nós a graça santificante, que nos torna capazes de nos relacionar com a Santíssima Trindade e nos orienta na maneira cristã de agir. O Espírito Santo se torna presente em nós, fundamentando as virtudes teologais, que são três: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE.

1 - A Fé

Cultivando a fé, acreditamos no Deus Criador, que é o Pai, no Deus Salvador, que é Jesus Cristo e no Deus Santificador, que é o Espírito Santo. Cultivando a fé, compreendemos que o Altíssimo é uno e trino e que tudo isso nos foi revelado nas Sagradas Escrituras. Cremos, então, que Deus é a verdade.

No dia a dia, nós usamos muito a fé. Temos fé nas pessoas, às vezes até em pessoas em quem não sabemos se podemos confiar. Por exemplo: ninguém pode ser testemunha do seu próprio nascimento, mas a fé que nós cremos nos pais ou no cartório que fez o registro nos faz acreditar na data e no local do nosso nascimento. Do mesmo modo, quando entramos em um ônibus ou em um avião, acreditamos que o motorista ou o piloto são habilitados para nos transportar e nós nem os conhecemos, mas acreditamos neles.

E Deus, que criou todas as coisas e nos deu a faculdade de pensar, de raciocinar, de acreditar? Temos muito mais motivos para acreditar n'Ele, para confiar n'Ele, para nos abandonar livremente em Suas mãos.

A fé que devemos cultivar em relação a Deus é muito mais segura do que a fé que naturalmente temos nas pessoas. Assim, pela fé, cremos no Todo-poderoso e em tudo o que Ele nos revelou. Ele se revela sempre a nós. Primeiro pelos Profetas, depois, através de seu Filho, que é a Sua Palavra. Ele se revela também através do testemunho dos Apóstolos. E, constantemente, através dos acontecimentos da história da humanidade e da história de cada um de nós.

A criança tem uma fé sem limites na mãe, desde muito pequena, porque foi ela quem a gerou, a amamentou, ensinou-lhe a andar e a falar.

E Deus, que preparou um mundo maravilhoso para nós e nos colocou como centro desse mundo?... É forçoso que confiemos n'Ele, com total confiança. Precisamos procurar conhecer a vontade do Pai e realizá-la em nós, porque, como diz São Paulo, em sua Carta aos Gálatas (cf. Gl 5,6), a fé age por amor.

Mas não basta que nós cultivemos a fé. Esta, quando verdadeira, exige ação. Quando temos um amigo, não basta que gostemos dele. Devemos dar-lhe atenção, ajudá-lo quando necessário e possível, e ajudar também as pessoas que ele ama. Se não for assim, a amizade e a confiança não são verdadeiras.

Com Deus, é do mesmo modo. De que adianta a pessoa acreditar n'Ele e não fazer nada para melhorar o mundo que Ele criou com tanto amor? Madre Teresa de Calcutá dizia: "Eu sei que o meu trabalho é como uma gota no oceano, mas, sem ele, o oceano seria menor". E São Tiago, em uma carta, nos diz que "a fé sem obras é morta "(Tg 2,26).

A fé nos leva, portanto, a praticar a justiça em tudo que fazemos.

2 - A Esperança

A Esperança é a virtude que nos ajuda a desejar e a esperar tempos melhores em nossa vida aqui na terra e a ter a certeza de que conquistaremos a vida eterna, que será a nossa felicidade.

Muitas vezes, passamos por momentos difíceis e achamos que nossa vida não tem solução. O mundo hoje está muito violento e cheio de catástrofes. A cada dia, assistimos na televisão e até bem perto de nós, cenas de maldade, agressões, violência. E assistimos também a tragédias provocadas por desastres da natureza.

Precisamos refletir sobre tudo o que está acontecendo, encontrar onde está a falha e buscar uma solução. Sozinhos, não somos nada, mas, com Deus, tudo podemos. A esperança nos leva a tentar vencer os obstáculos.

Há poucos dias, um fato nos chamou a atenção. Houve um tremor de terra no Haiti e 70% dos prédios da capital se desmoronaram. Um repórter conseguiu mostrar que, em meio à quase completa ruína de uma igreja católica, restou intacta, a imagem do Cristo Crucificado. Tudo quebrado no chão e ela lá, em pé, fulgurante, como a mostrar que Ele está presente junto ao povo sofrido. Esta cena é muito significativa. Pode-se compreender muita mensagem de Deus para nós. Precisamos aprender a escutar a voz do Pai. Cada um, no seu coração, vai interpretar, a seu modo, fatos como este, tão significativos.

No Antigo Testamento, a esposa de Abraão era estéril, mas o Senhor lhe prometeu uma descendência mais numerosa do que as estrelas do céu e todo o povo de Deus constitui a sua descendência, porque Sara, sua esposa, concebeu na velhice e gerou seu filho, Isaac.

No Novo Testamento, o anjo do Senhor anunciou a Virgem Maria que ela seria Mãe de um rei. E ela, de início sem compreender o que anjo falara, se prontificou a cumprir a vontade do Pai. Sofreu muito, meditando tudo no silêncio do seu coração. Esperou, esperou contra toda esperança e foi elevada aos céus e coroada Rainha dos anjos e dos santos, Mãe de Deus e Mãe da humanidade.

Seu Filho não foi aquele rei rico em coisas materiais, como nós imaginamos, no nosso mundo serem os reis. Mas Ele mesmo disse: "O meu reino não é deste mundo". E Ele é o Rei dos Reis e ao som do Seu nome se dobram todos os seres do céu, da terra e sob a terra. Somos, por meio de Cristo, herdeiros da esperança de vida eterna.

3 - Caridade

A Caridade é amor. São palavras sinônimas. A Caridade não é somente procurar uma moedinha no fundo da bolsa e jogá-la na latinha de quem pede. A Caridade não é somente ofertar um prato de comida a quem tem fome. A Caridade não é somente tirar do nosso guarda-roupa um vestido, uma blusa, um sapato ou qualquer objeto que não usamos mais e dar a quem nada tem. A Caridade é amor. É conhecer a dor da pessoa que vive perto de nós, quer seja na nossa família, na comunidade ou mais distante. Conhecer a sua dor e procurar com ela resolver o seu problema.

A Caridade é dar um "bom-dia!", é sorrir para uma criança indefesa, para um jovem, às vezes desorientado, para um idoso que carrega seu fardo com dificuldade.

A caridade, o amor é a virtude perfeita. Neste mundo, precisamos ter fé, esperança e amor. Precisamos ter fé e esperança porque aqui estamos caminhando nas trevas, isto é, acreditamos em algo que não vemos com os nossos olhos humanos e limitados. Mas cremos na aurora que dissipará essas trevas e, quando alcançarmos a vida eterna, a fé e a esperança já não serão necessárias, porque já estaremos diante do Pai.

Entretanto, o amor permanece, porque Deus é amor e, se estamos diante d'Ele, também somos amor.

Por isso é que São Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, termina o capítulo 13 dizendo: "Agora, portanto, permanecem três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas é o amor".

VIVAT CHRISTUS REX 

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Salmo 8, 2

Salmo 8, 2.

"Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra! Vossa majestade se estende, triunfante, por cima de todos os céus".

VIVAT CHRISTUS REX 


sábado, 16 de novembro de 2013

Paz e Bem

Paz e Bem Caríssimos Irmãos.
A Santidade é o objetivo maior dos homens entregues aos cuidados de Deus. 
Como santa Terezinha nos ensina: "A VIDA É UM INSTANTE ENTRE DUAS ETERNIDADES".
Permanece para nossa reflexão: "1º. QUAIS SÃO AS DUAS ETERNIDADES. 2º QUAIS OS MÉRITOS PARA ADENTRAR NESTAS ETERNIDADES. 3º. DIANTE DOS SENTIMENTOS, DESEJOS E AÇÕES QUAL DAS DUAS ETERNIDADES MEREÇO HOJE!".
Que a Luz de Deus inunde nossas almas com toda sua Graça e nos conduza a uma intensa reflexão para que estejamos a cada dia mais entregues aos cuidados de Deus.
Paz e Bem.


São João Crisóstomo

São João Crisóstomo (345-407) - Arcebispo de Constantinopla.

Não há nada mais insensível do que um cristão que não se aplica em salvar os outros. Não podes argumentar sobre isto com o pretexto da pobreza: a viúva que deu as suas duas moedinhas levantar-se-ia para te acusar (Lc 21,2). Pedro também, pois dizia: «Não tenho ouro nem prata» (At 3,6). Assim como Paulo, que era tão pobre que frequentemente passava fome e carecia de bens necessários (1Cor 4,11). Também não podes objetar com o teu nascimento humilde: também eles eram de modesta condição. A ignorância não te será melhor desculpa: também eles eram iletrados […]. Não invoques igualmente a doença: Timóteo era dado a frequentes indisposições (1Tm 5,23) […]. Qualquer um pode ser útil ao seu próximo se quiser fazer aquilo que lhe for possível. […]
Não digas que te é impossível reconduzir os outros ao bom caminho porque, se és cristão, é impossível que tal não se faça. Cada árvore carrega o seu fruto (Mt 7, 17s) e, como não há contradição na natureza, o que dizemos é igualmente verdade, porque tal deriva da própria natureza do cristão. […] É mais fácil a luz ser trevas do que o cristão não brilhar.
VIVAT CHRISTUS REX

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Orígenes

Orígenes (185-253) - Presbítero - Teólogo.

A arca da Igreja

Tanto quanto a pequenez da minha mente me permite supor, parece-me que o dilúvio, que quase pôs fim ao mundo, é um símbolo do fim do mundo, fim que vai realmente acontecer. O próprio Senhor o declarou quando disse: Nos dias de Noé, os homens compravam, vendiam, construíam, casavam-se, davam as suas filhas em casamento, e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. Assim será também a vinda do Filho do Homem. Neste texto, parece que o Senhor descreve de uma única e igual forma o dilúvio que já ocorreu e o fim do mundo que anuncia para o futuro. 

Portanto, outrora foi dito a Noé para fazer uma arca e meter-se nela, não apenas com os seus filhos e a sua família, mas com animais de todas as espécies. Da mesma forma, na consumação dos tempos, o Pai disse ao Senhor Jesus Cristo, o nosso novo Noé, o único Justo e o único Perfeito (Gn 6,9), para fazer uma arca de madeira com medidas cheias de mistérios divinos (Gn 6,15). Isto é afirmado num salmo que diz: Pede, e Eu te darei as nações por herança e os confins da terra por domínio (Sl 2,8). Assim, ele construiu uma arca com todo o tipo de abrigos para receber os diversos animais. E o profeta fala dessas habitações quando escreve: Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha atrás de ti as portas. Esconde-te por alguns instantes até que a cólera passe (Is 26,20). Há de fato uma misteriosa correspondência entre este povo que é salvo na Igreja, e todos esses seres, homens e animais, que foram salvos do dilúvio na arca.

VIVAT CHRISTUS REX 


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Santo Agostinho

Santo Agostinho (354-430).

Ó Deus, tende piedade de mim, que sou pecador.

Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos, respondei-me (Sl 85,1). O Senhor não inclina o ouvido para o rico, mas para o pobre e indigente, para o que é humilde e confessa as suas faltas, para o que implora misericórdia e não para o que se sente saciado, se engrandece, se auto elogia como se nada lhe faltasse e diz: Dou-Te graças por não ser como este cobrador de impostos. Enquanto este fariseu rico exaltava os seus méritos, o pobre publicano confessava seus pecados. […]
Todos os que recusam o orgulho são pobres perante Deus e sabemos que Ele inclina o seu ouvido para os pobres e para os indigentes; para os que reconhecem que a sua esperança não pode assentar no ouro, nem no dinheiro, nem nesses bens que se possuem em abundância, mas temporariamente. […] Quando alguém despreza em si mesmo tudo aquilo que o orgulho inflama é um pobre de Deus. Deus inclina para ele o seu ouvido, porque conhece os sofrimentos do seu coração […]
Aprendei, pois a ser pobres e indigentes, tendo ou não algum bem neste mundo. Pode encontrar-se um mendigo orgulhoso e um rico trespassado do sentimento da sua própria miséria. «Deus resiste aos orgulhosos», quer se cubram de seda ou de farrapos; e concede a sua graça aos humildes (Tg 4,6; Pr 3,34), possuam ou não bens deste mundo. Deus considera o interior: é isso que Ele pesa e examina; tu não vês a balança de Deus, mas Ele põe no prato da balança os teus sentimentos, os teus projetos, os teus pensamentos. […] Se ao teu redor ou em ti há alguma coisa que te leva à autossuficiência, rejeita-a. Que Deus seja toda a tua segurança. Sê um pobre de Deus, para que Ele te preencha de Si mesmo.

VIVAT CHRISTUS REX 


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Diádoco de Foticeia

Diádoco de Foticeia (400-?) Bispo.

A glória convém a Deus devido à Sua grandeza e a humildade convém ao homem porque faz dele família de Deus. Se assim agirmos, ficaremos alegres a exemplo de São João Batista, e começaremos a repetir sem descanso: Ele é que deve crescer e eu diminuir.
Conheço uma pessoa que ama tanto a Deus – embora se aflija por não O amar tanto como gostaria –, que a sua alma experimenta sem cessar este desejo ardente: que Deus seja glorificado nele e que ele próprio se apague. Um homem assim não sabe quem é, ainda que receba elogios, porque, no seu grande desejo de se humilhar, não pensa na sua própria dignidade. Cumpre o culto divino [...] mas, na sua extrema disposição de amor para com Deus, enterra a lembrança da sua própria dignidade no abismo do seu amor a Deus [...], apaga o orgulho que daí retiraria para nunca parecer, ao seu próprio julgamento, senão como um servo inútil (Lc 17,10). [...] É o que devemos fazer também: evitar todas as honrarias e todas as glórias por causa da riqueza transbordante de amor do Senhor que tanto nos amou.
Aquele que ama a Deus do fundo do coração é por Ele reconhecido. Com efeito, na medida em que acolhemos o amor de Deus no fundo da nossa alma, nessa mesma medida, temos o amor de Deus. É por isso que, de agora em diante, um tal homem vive numa paixão ardente pela iluminação do conhecimento, até que venha a saborear uma grande plenitude interior. Nesse momento, já não se reconhece a si mesmo, fica inteiramente transformado pelo amor de Deus. Um homem assim está nesta vida sem cá estar. Embora continue a habitar o corpo, sai dele continuamente, pelo movimento do amor da alma, que o transporta para Deus. Daí em diante, nunca mais pára: com o coração a arder no fogo do amor, permanece agarrado a Deus de forma irresistível porque, pelo amor de Deus, foi arrancado definitivamente à amizade para consigo mesmo [...].

VIVAT CHRISTUS REX 


São Basílio

São Basílio (330-379).

Depois de termos ofendido o nosso benfeitor mostrando indiferença pelos sinais da sua benevolência, não fomos contudo abandonados pela bondade do Senhor nem cerceados do seu amor; antes fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus Cristo. E a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior ainda. Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo (Fil 2,6-7).
Ele tomou para Si as nossas fragilidades, carregou as nossas dores, morreu por nós a fim de, com suas chagas, nos salvar; resgatou-nos da maldição ao fazer-Se maldição por nós (Is 53, 4-5; Gal 3,13); sofreu a mais infamante das mortes para nos conduzir à vida da glória. E não Lhe bastou devolver à vida os que estavam na morte: revestiu-os da dignidade divina e preparou-lhes no repouso eterno uma felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana.
Como retribuiremos pois ao Senhor tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom, que nada pede em compensação por suas graças; contenta-Se em ser amado.

VIVAT CHRISTUS REX 

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Padre Francesco Bemonte

Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...