quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Santo Agostinho

Santo Agostinho (354-430) - Bispo - Doutor da Igreja. 

Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos, respondei-me (Sl 85,1). O Senhor não inclina o ouvido para o rico, mas para o pobre e indigente, para o que é humilde e confessa as suas faltas, para o que implora misericórdia e não para o que se sente saciado, se engrandece, se auto elogia como se nada lhe faltasse e diz: «Dou-Te graças por não ser como este cobrador de impostos.» Enquanto este fariseu rico exaltava os seus méritos, o pobre publicano confessava seus pecados. […] 

Todos os que recusam o orgulho são pobres perante Deus e sabemos que Ele inclina o seu ouvido para os pobres e para os indigentes; para os que reconhecem que a sua esperança não pode assentar no ouro, nem no dinheiro, nem nesses bens que se possuem em abundância, mas temporariamente. […] Quando alguém despreza em si mesmo tudo aquilo que o orgulho inflama é um pobre de Deus. Deus inclina para ele o seu ouvido, porque conhece os sofrimentos do seu coração […] 

Aprendei, pois a ser pobres e indigentes, tendo ou não algum bem neste mundo. Pode encontrar-se um mendigo orgulhoso e um rico trespassado do sentimento da sua própria miséria. «Deus resiste aos orgulhosos», quer se cubram de seda ou de farrapos; «e concede a sua graça aos humildes» (Tg 4,6; Pr 3,34), possuam ou não bens deste mundo. Deus considera o interior: é isso que Ele pesa e examina; tu não vês a balança de Deus, mas Ele põe no prato da balança os teus sentimentos, os teus projetos, os teus pensamentos. […] Se ao teu redor ou em ti há alguma coisa que te leva à autossuficiência, rejeita-a. Que Deus seja toda a tua segurança. Sê um pobre de Deus, para que Ele te preencha de Si mesmo. 


VIVAT CHRISTUS REX 

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

São João Crisóstomo

São João Crisóstomo (c. 345-407) - Presbítero - Bispo - Doutor da Igreja.

Ser o fermento na massa.

Haverá coisa mais ridícula que um cristão que não se preocupa com os outros? Não tomes como pretexto a tua pobreza: a viúva que colocou duas moedas na caixa das esmolas do Templo (Mc 12,42) insurgir-se-ia contra ti; assim como Pedro, que dizia ao coxo: «Não tenho ouro nem prata» (Act 3,6); e Paulo, que era tão pobre que muitas vezes passava fome. Não recorras à tua condição social, pois os apóstolos também eram humildes e de baixa condição. Não invoques a tua ignorância, porque eles eram homens iletrados. Mesmo que fosses escravo ou fugitivo, poderias sempre fazer o que depende de ti. Foi o que sucedeu com Onésimo, que é elogiado por Paulo (Flm; Col 4,9). A tua saúde é frágil? Também a de Timóteo o era. Sim, independentemente do que somos, todos podemos ser úteis ao nosso próximo, se quisermos verdadeiramente fazer o que está dentro das nossas possibilidades. 

Vês como as árvores da floresta estão vigorosas, belas, elegantes? E no entanto, nos nossos jardins, preferimos árvores de fruto ou oliveiras cobertas de frutos. Belas árvores estéreis […], tal como os homens que apenas têm em conta os seus próprios interesses. […] 

Se a levedura não faz levedar a massa, não é verdadeiro fermento. Se um perfume não inebria os que se aproximam, poderemos dizer que é um perfume? Não digas que é impossível exercer boa influência nos outros porque, se és verdadeiramente cristão, é impossível que não aconteça nada; isso faz parte da própria essência do cristão. […] Seria tão contraditório dizer que um cristão não pode ser útil ao seu próximo como negar ao sol a possibilidade de iluminar e aquecer.

VIVAT CHRISTUS REX


Os doze frutos do Espírito Santo

Os doze frutos do Espírito Santo.

Considerando os frutos do Espírito Santo como sendo todos os atos últimos e deleitáveis das virtudes e dos dons - ou, em outras palavras, como todas as obras virtuosas com que nos comprazemos -, sua enumeração deveria ser muito extensa. Entretanto, o Apóstolo distingue apenas doze em sua Epístola aos Gálatas: "O fruto do espírito é a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a longanimidade, a bondade, a benignidade, a mansidão, a fidelidade, a modéstia, a continência, a castidade" (Gl 5, 22-23).4 A propósito, Santo Agostinho explica que São Paulo não tinha o intuito de dar o número exato desses dons, mas apenas mostrar o "gênero de coisas" em que devemos buscá-los.5 São Tomás, por sua vez, considera adequada essa enumeração paulina, explicando que "todos os atos dos dons e das virtudes podem, com certa conveniência, ser reduzidos a esses frutos".6 E classifica os frutos enumerados pelo Apóstolo conforme os diferentes modos pelos quais o Espírito Santo procede conosco.A mente humana, esclarece o Doutor Angélico, deve estar ordenada em si mesma, em relação ao que está ao seu lado e em relação ao que lhe é inferior. Os três primeiros frutos do Espírito Santo - caridade, alegria e paz - ordenam a alma em si mesma em relação ao bem, enquanto a paciência e longanimidade o fazem em relação ao mal. Bondade, benignidade, mansidão e fidelidade a ordenam em relação aos outros; e modéstia, continência e castidade, em relação àquilo que lhe é inferior.

Caridade

A caridade - "sentimento primordial e raiz de todos os sentimentos", segundo São Tomás - é o primeiro fruto do Espírito Santo. Nela, o Paráclito dá-Se de forma toda particular "como em Sua própria semelhança", uma vez que, no eterno e inefável convívio entre as três Pessoas da Santíssima Trindade, Ele é o Amor substancial do Pai para com o Filho, e do Filho para com Pai.7 Quando uma alma é cumulada pela seiva divina do Espírito de Caridade, o amor a arrebata e transforma por completo. Assim aconteceu com Santa Maria Madalena, a pecadora pública perdoada e restaurada a ponto de encabeçar a lista das virgens invocadas na Ladainha de Todos os Santos.Tocada por um amor corajoso, não hesitou ela em comprar os melhores perfumes e, alheia ao respeito humano, lançar-se aos pés de Jesus, lavá-los com suas lágrimas e enxugá- los com seus cabelos. Foi uma manifestação de amor veemente, exclusivo e - quase se diria - irrefletido, por não medir esforços nem calcular consequências. Bem podem se aplicar a ela as palavras de São Francisco de Sales: "A medida de amar a Deus consiste em amá- Lo sem medida". Ou as de São Pedro Julião Eymard: "O que é o amor senão o exagero?".Note-se, entretanto, que a caridade nem sempre vem acompanhada de consolações para a alma que a pratica, pois, sendo uma virtude, reside na vontade, e não no sentimento. Assim, "não se trata necessariamente de um amor sentido, mas de um amor intensamente querido; e tanto mais querido, nas almas fervorosas, quanto menos sensível for". A verdadeira prova da autenticidade da caridade é o fato de ela vir acompanhada de uma repulsa inteira ao pecado, pois diz Santo Agostinho: "Ficará demonstrado que amas o que é bom se vires em ti que odeias o que é mau".9 Não podemos esquecer, por fim, um fundamental desdobramento deste fruto do Espírito Santo, ensinado pelo próprio Cristo: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 39). No dizer de Santo Agostinho, "o amor ao próximo é como o princípio do amor a Deus". E "não há degrau mais seguro para subir ao amor de Deus que a caridade do homem para com seus semelhantes".

Alegria

Corolário do amor a Deus e ao próximo é a alegria, "pois quem ama se alegra por estar unido ao amado. Ora, a caridade tem sempre presente a Deus, a quem ama, segundo o dizer da primeira Carta de João: ‘Quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus nele' (I Jo 4, 16). Portanto, a alegria é consequência da caridade". Longe de se confundir com os gozos passageiros, provenientes de frivolidades ou de ações proibidas pela Lei de Deus, que logo se transformam em frustração, a alegria do Espírito Santo é toda sobrenatural e penetra até o fundo da alma. Por isso pôde São Paulo dizer: "Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações" (II Cor 7, 4).

Paz

"Mas a perfeição da alegria é a paz", afirma o Doutor Angélico. E isto sob dois aspectos: "Primeiro, quanto ao repouso das perturbações exteriores, pois não pode desfrutar perfeitamente do bem amado o que é perturbado por outros nessa fruição". E, segundo, "no sentido que ela acalma a instabilidade dos desejos, pois não goza da alegria perfeita quem não se satisfaz com o objeto que o alegra". Não há, pois, absolutamente nada que possa perturbar uma alma abandonada à ação do Espírito Santo, porque ela "têm consciência de estar na posse do único bem a que está apegada; sabe que possui a Deus; sabe-se amada por Ele ‘até a loucura', apesar de sua miséria e, por sua vez, também ama a Deus sem medida". De fato, como a paz é procurada em nossos dias, e como parece escorregar de nossas mãos! Numa existência agitada e ruidosa, marcada a fundo pela violência e pelo pecado, tudo concorre para arrancar- nos a paz interior. Como são atuais as palavras de Jeremias: "Exclamam ‘Paz, paz!' quando não há paz" (Jr 6, 14).

Paciência

Depois de considerar os frutos do Espírito Santo que ordenam a mente para o bem, vejamos aqueles que a levam a atuar de forma correta perante a adversidade: a paciência e a longanimidade.O primeiro nos torna inalteráveis ante os males iminentes; o segundo, imperturbáveis com a prolongada espera dos bens, dado que a privação destes já é um mal. Derivada da fortaleza, a virtude da paciência "inclina a suportar sem tristeza de espírito nem abatimento de coração os padecimentos físicos e morais". Segundo Santa Catarina de Sena, a paciência é a "rainha posta na torre da fortaleza, que vence sempre e nunca é vencida". Assim aconteceu com o justo Jó que, tendo perdido as riquezas, os filhos e a saúde, com a mesma atitude de alma continuava glorificando seu Criador: "O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!" (Jó 1, 21).Quando o Espírito Santo produz em nossas almas esse fruto, tornamo- nos conformes à vontade de Deus; almejamos imitar o exemplo de Jesus Cristo e de Maria Santíssima na Paixão; compenetramo-nos da necessidade de reparar nossos pecados, purificando-nos no cadinho do sofrimento.

Longanimidade

Pela longanimidade, o Espírito Santo nos leva a aguardar com equanimidade, sem queixas nem amargura, os bens que esperamos de Deus, do próximo e de nós mesmos. Não se trata de uma espera passiva e preguiçosa, mas sim de uma manifestação de coragem que se estende no tempo, de uma dilatada esperança que nos faz fortes de alma nas delongas espirituais.

Frutos de longanimidade vemos em abundância na vida de Santa Mônica, durante os muitos anos em que receava pela salvação eterna do filho Agostinho, transviado na imoralidade e na heresia. Sem nunca esmorecer na confiança, rezava persistentemente pela sua conversão.Deus, comprazido em contemplar nessa mãe exemplar os frutos que Ele mesmo semeara, deu-lhe a honra sublime de ter o filho elevado à condição de um dos grandes luminares da Santa Igreja.

Bondade

Depois de bem disposta a mente em relação a si mesma, cumpre ajustá- la em relação ao que lhe está ao redor: o próximo. Isto se dá, em primeiro lugar, pela bondade, isto é, pela "vontade de agir bem". Por efeito de nossa união com Deus, somos compelidos pelo Espírito Santificador a beneficiar os outros.Nossa alma como que se dilata e expande, a ponto de nos converter, de certa forma, em amor. Pois, "como o carvão ou a barra de aço, em si mesmos negros e frios, se tornam brilhantes e ardentes como o fogo, assim a alma imersa nesse braseiro de amor que é o Espírito Santo se torna semelhante em todas as coisas ao divino Espírito". Jesus nos deixou registrado o paradigma dessa bondade na parábola do filho pródigo (Lc 15, 11-32). Deus é o pai que espera ardentemente o retorno daqueles que d'Ele se afastaram pelo pecado e se encontram enlameados e impregnados de mau odor. Fica ansioso, por assim dizer, de nos ver procurar um de seus ministros no misericordioso tribunal da Reconciliação, para nos perdoar, sarar nossas feridas espirituais e fortalecer-nos a fim de não reincidirmos nas mesmas faltas.

Benignidade

O fruto da benignidade se distingue ao da bondade por já ser, não só um querer, mas um praticar efetivo do bem. Aqui o carvão ou a barra de aço do exemplo anterior não apenas brilham e ardem, mas queimam e inflamam.Por isso "chamam-se benignos aqueles a quem o ‘fogo bom' do amor se inflama em favor do próximo". Modelo desse amor que "se inflama em favor do próximo" foi São Vicente de Paulo. Pedia insistentemente a Deus que lhe desse um espírito benigno; e conseguiu, com a ajuda da graça, domar seu temperamento seco e bilioso, tornando- se cortês e afável.Transformou-se a ponto de se lhe tornar natural uma polidez de trato maravilhosa, com palavras sempre amáveis para todo tipo de pessoas.

Mansidão

Uma terceira disposição da mente ao ordena-se em relação ao próximo é a mansidão, pela qual refreamos a ira e suportamos com serenidade de espírito os males infligidos pelos outros.Santa Teresinha do Menino Jesus nos dá belíssimos exemplos de mansidão perante impulsos de irritação, ensinando-nos a praticar esta virtude na vida cotidiana.Eis um deles: Estando um dia as freiras trabalhando na lavanderia conventual, constituída por grandes tanques comunitários, aconteceu de uma irmã, por falta de atenção, lançar sobre a Santa uma chuva de água com sabão. Como é natural, isso lhe provocou um ímpeto de indignação. Mas, acalmada pela brandura do Espírito Santo, logo se conteve, recorrendo ao piedoso subterfúgio de imaginar que o Menino Jesus estava brincando com ela... esborrifando-lhe água e sabão.

Fidelidade

Como último fruto de nosso bom relacionamento com o próximo, temos a fidelidade, que nos faz "manter a palavra dada, as obrigações assumidas, os contratos estipulados". A fidelidade complementa a mansidão no sentido de que, se esta nos leva a não prejudicar o próximo pela ira, aquela nos conduz a não fraudá-lo nem enganá-lo. Ora, "isso é a fé, tomada no sentido de fidelidade", afirma São Tomás. "E se a tomarmos como fé em Deus, então o homem por ela se ordena ao que lhe é superior, ou seja, dispõe- se a submeter seu intelecto a Deus e, por consequência, tudo o que possui".

Modéstia

Por fim, após ordenar-se a mente em face do que lhe está em volta, cumpre fazê-lo quanto ao que lhe é inferior, e isto se dá em primeiro lugar pela modéstia, "observando o comedimento em tudo o que diz e faz".Esta virtude mantém nossos olhos, lábios, risos, movimentos, enfim, toda a nossa pessoa, sem excluir nossos trajes, nos justos limites "que correspondem a seu estado, habilidade e fortuna". Santo Agostinho recomenda particular cuidado com a modéstia exterior, que tanto pode edificar quanto escandalizar os que nos rodeiam. Note-se que a afirmação do Bispo de Hipona não deve ser interpretada num sentido exclusivamente negativo. A modéstia exterior inclui também o dever positivo de revestir-se das roupas, gestos e atitudes próprias a edificar o próximo e dar glória a Deus.Lê-se na vida de São Francisco de Assis um episódio que ilustra quanto o cumprimento desse dever pode produzir nas almas um efeito equivalente ou talvez maior que o de um sermão. Certa vez, ele convidou um frade, seu discípulo, a acompanhá-lo: - Irmão, vamos fazer uma pregação - disse-lhe.Após percorrerem a cidade em silêncio, São Francisco retomou o caminho do convento. Sem entender o que se passava, o frade perguntou: - Mas, meu pai, não dissestes que íamos fazer uma pregação?Aqui estamos de volta, e não proferimos uma só palavra... E o sermão? - Já o fizemos. Não percebes que a vista de dois religiosos andando pelas ruas com estas vestimentas e em atitude de recolhimento vale tanto quanto um sermão? - respondeu o Santo.

Continência e Castidade

Também em relação ao que lhe é inferior - isto é, às paixões - ordenam o homem a Continência e a Castidade.Segundo São Tomás, elas se distinguem uma da outra "quer porque a castidade nos refreia em relação ao que é ilícito, e a continência ao que é lícito, quer porque a pessoa continente sofre as concupiscências, mas não se deixa arrastar por elas, enquanto o casto nem as sofre e muito menos as segue". Com efeito, a alma que produz o fruto da castidade torna-se realmente angélica. Muito ao contrário dos tormentos interiores de agitação e ansiedade, nos quais vive quem se entrega às paixões desordenadas, o casto já antegoza o Céu na terra.A continência, a seu lado, "robustece a vontade para resistir às concupiscências desordenadas muito veementes"; portanto, indica um freio, enquanto a pessoa abstém-se de obedecer às paixões. Ela, assim, prepara a alma para essa castidade, pois "os que fazem tudo quanto é permitido acabarão por fazer o que não é permitido".

Espírito de Amor e intercessão de Maria

Qual navio batido pelas ondas na procela, a alma sente neste vale de lágrimas os falaciosos atrativos da carne, convidando-a ao naufrágio.Muito bem exprime São Paulo essa difícil situação: "Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?" (Rm 7, 23-24).Mas, aos olhos do bravo navegante que, em vez de desanimar, ergue a vista à busca da salvação, sempre está a brilhar um farol: "A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte.O que era impossível à lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus o fez" (Rm 8, 2-3).Dada a nossa natural insuficiência, agravada pelas consequências do pecado original, torna-se indispensável o auxílio divino para completarmos a árdua corrida rumo à eterna bem-aventurança. E o Espírito de Amor vem sempre em socorro da nossa fraqueza, com suas graças e dons. Ele não cessa de interceder por nós "com gemidos inefáveis" (Rm 8, 26) e ainda nos dá como medianeira e advogada sua Fidelíssima Esposa.Saibamos recorrer sempre a Ela. Pois a poderosa intercessão de Maria Santíssima é a via mais segura para transformar graminhas estéreis em frondosas árvores carregadas de frutos. 
VIVAT CHRISTUS REX

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Santo Agostinho

Santo Agostinho (354-430) - Bispo - Doutor da Igreja.

"Fora da Igreja é possível tudo, exceto a salvação. É possível ter honras, é possível ter sacramentos, é possível cantar aleluias, é possível responder 'amém', é possível possuir o Evangelho, é possível ter fé no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e pregar; mas em nenhum lugar, senão na Igreja Católica, é possível encontrar a salvação". 

VIVAT CHRISTUS REX


domingo, 27 de outubro de 2013

Santo Agostinho.

Santo Agostinho (354-430) - Bispo - Doutor da Igreja.

Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.

Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos, respondei-me (Sl 85,1). O Senhor não inclina o ouvido para o rico, mas para o pobre e indigente, para o que é humilde e confessa as suas faltas, para o que implora misericórdia e não para o que se sente saciado, se engrandece, se auto-elogia como se nada lhe faltasse e diz: Dou-Te graças por não ser como este cobrador de impostos. Enquanto este fariseu rico exaltava os seus méritos, o pobre publicano confessava seus pecados. […] 

Todos os que recusam o orgulho são pobres perante Deus e sabemos que Ele inclina o seu ouvido para os pobres e para os indigentes; para os que reconhecem que a sua esperança não pode assentar no ouro, nem no dinheiro, nem nesses bens que se possuem em abundância, mas temporariamente. […] Quando alguém despreza em si mesmo tudo aquilo que o orgulho inflama é um pobre de Deus. Deus inclina para ele o seu ouvido, porque conhece os sofrimentos do seu coração […] 

Aprendei pois a ser pobres e indigentes, tendo ou não algum bem neste mundo. Pode encontrar-se um mendigo orgulhoso e um rico trespassado do sentimento da sua própria miséria. Deus resiste aos orgulhosos, quer se cubram de seda ou de farrapos; e concede a sua graça aos humildes (Tg 4,6; Pr 3,34), possuam ou não bens deste mundo. Deus considera o interior: é isso que Ele pesa e examina; tu não vês a balança de Deus, mas Ele põe no prato da balança os teus sentimentos, os teus projetos, os teus pensamentos. […] Se ao teu redor ou em ti há alguma coisa que te leva à auto-suficiência, rejeita-a. Que Deus seja toda a tua segurança. Sê um pobre de Deus, para que Ele te preencha de Si mesmo.

VIVAT CHRISTUS REX

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sábado, 26 de outubro de 2013

Doutrina Bíblica sobre os Anjos

Paz e Bem.

"Doutrina Bíblica sobre os Anjos".

Eis aqui, como na SUMA TEOLÓGICA, Santo Tomás de Aquino - na Questão 108, Artigo 5 - ensina sobre as ordens hierárquicas dos Espíritos Celestes. E já que Hierarquia é um termo grego que significa "poder sagrado", Dionísio esclarece que esses Espíritos se assemelham 'a forma divina - o quanto possível - lembrando, porém, que sua semelhança divina não lhes cabe por natureza e sim por graça de Deus.

Pois bem, o Doutor Angélico defende sua classificação hierárquica pelo Antigo e Novo Testamentos, como a seguir veremos.

Ele inicia pelos SERAFINS, lembrados em Isaías ( 6, 2); os QUERUBINS , referidos pelo profeta Ezequiel (10, 15 e ss); os TRONOS constam na Carta de S. Paulo aos Colossenses (1, 16); e, em Efésios (1,21) - o Apóstolo lembra : DOMINAÇÕES, VIRTUDES, POTESTADES e PRINCIPADOS; dos ARCANJOS nos fala a Carta Canônica do Apóstolo São Judas. Enfim, os ANJOS perpassam do primeiro livro bíblico ao último - o Apocalipse de São João Evangelista.

Sendo assim, diz São Tomás que é dos próprios nomes dos nove Coros dos Espíritos Celestes que nascem as suas características, ou seja, pelas designações desses Santos Espíritos se deduzem as funções a que Eles são destinados pelo Criador, junto a nós.

Para concluir qual seria a característica e especialidade de cada uma das nove ordens de Anjos, devemos considerar três aspectos dessas catalogações:

Quanto à propriedade de alguma coisa, em relação à sua finalidade e se ela se ajusta ou seja proporcional à sua natureza;
Por certo excesso, quando a atribuição é menor do que a função, a exemplo de um sargento que executasse o trabalho de um cabo;
Por participação, quando aquilo que se atribui a alguém, não lhe condiz plenamente, mas com certa impropriedade, como chamar aos santos homens de deuses; ou chamar ao homem de substância intelectual, em vez de substância racional, porque a primeira é a designação própria dos Anjos, a quem se atribui, como propriedade; ao passo que, somente por participação ou excesso, no segundo exemplo.
Há discrepância, entretanto, na ordenação dos Espíritos Celestes, entre Dionísio que discrimina esses seres pelas suas perfeições espirituais; ao passo que Gregório os classifica considerando mais os ministérios, serviços exteriores ou atividades. Assim, o último os denomina Anjos, porque eles anunciam acontecimentos menores; enquanto os Arcanjos revelam fatos mais relevantes; as Virtudes porque por esses recursos eles operam milagres; as Potestades, porém, por esses poderes repelem seus adversários e os Principados, enfim, dirigem todos os bons Espíritos.

Assim, pela hierarquia, em forma ascendente, temos:

1 Os ANJOS, isto é, Mensageiros: E desta forma, todos os Espíritos Celestes são nomeados ANJOS, enquanto são Anunciadores das vontades divinas. Mas aqueles que gozam de certa excelência, nessas manifestações, pertencem a graus superiores . Ora, os menores anjos são denominados como Ordem dos Anjos, simplesmente, porque eles se comunicam com os homens, diretamente, sem intermediários.

2. VIRTUDES: Porque estes constituem o meio-termo entre essência e operação; e assim, todos os Espíritos Celestes também se dizem Virtudes Celestes. De outra forma, e porque ostentam certo excesso de força, por isso são classificados, como Ordem das Virtudes. Nesse sentido, São Jerônimo ensina que o nome de Virtudes significa uma certa fortaleza viril e imbatível, especialmente em todas as operações divinas. E mais, estão prontos a receber todas as inspirações divinas e sem temor levá-las a efeito: o que caracteriza a fortaleza de ânimo ou virtude destemida.

3. DOMINAÇÕES: Segundo Dionísio - Dominação é um louvor a Deus, por uma espécie de exagero e participação do poder divino desses Anjos: é que a palavra de Deus chama-lhes DÓMINOS (Dominadores), porque por seus grandes predicados, eles lembram o Senhorio de Deus e assim iluminam seus subordinados, através desses mesmos dons. Ora, São Jerônimo explica o nome Dominações, cujo sentido é: a) - Certa liberdade, isenta da condição servil e livre também de sujeição que a plebe sofre pela tirania, a qual atinge até classes superiores; b) - Certa liderança inflexível que não se rende a qualquer ato de subserviência nem tolera outros atos de servilismo ou opressão, provenientes de tiranos; c) - Um anseio e participação de autêntico Domínio que é exclusivo de Deus. - Do mesmo modo, o nome de qualquer hierarquia significa igualmente participação do que emana de Deus. Assim, as Virtudes porque representam a Força de Deus. E por sua vez, Dominações, porque só o "Dóminus" (Senhor) pode ordenar o que deve ser feito no mundo. Daí diz também Gregório que certas legiões de Anjos estão simplesmente subordinadas à obediência e chamam-se por isso Dominações.

4. POTESTADES: Têm uma conotação de toda forma de poder. É por esse motivo que Paulo, na Carta aos Romanos (13, 2) diz: "Quem resiste ao Poder, resiste à ordenação de Deus". E, em vista disso, completa Dionísio, que o vocábulo Potestade soa como uma ordem e acatamento às disposições divinas mediante as quais os Superiores atuam sobre os súditos, conduzindo-os para o alto. Portanto, à ordem de Potestades, cabe comandar aos subalternos, no que eles devem fazer.

5. PRlNCIPADOS: Príncipe ou aquele que, entre os demais, é o primaz e como tal deve ser também o primeiro, na execução do que for mandado pelo Príncipe. Principados são, portanto, os que conduzem com ordem sagrada - segundo São Jerônimo. Nesse sentido, os que conduzem os outros Anjos, sendo os primeiros entre todos, podem ser chamados de Príncipes, como reza o Salmo 67. 26: -". A frente vieram os Príncipes, seguidos pelos que salmodiavam."

6. ARCANJOS: Conforme Dionísio - são os que medeiam, entre os Principados e os Anjos. Assim, os Arcanjos são como que PRÍNCIPES - ANJOS, já que em relação aos Anjos, eles são Príncipes; porém, em confronto com os Principados, ficam sendo só Anjos. E, São Gregório acrescenta: - "Chamam-se eles Arcanjos porque eles só presidem aos Anjos, anunciando grandes eventos." Todavia, são eles igualmente Principados, uma vez que presidem a todas as Virtudes Celestes que cumprem as ordenações divinas.

7. SERAFINS: Nome que procede não só da Caridade, mas da superabundância da Caridade que lhes advém do ardor ou inflamação desse Amor, visto que Dionísio traduz o nome SERAFINS pelas propriedades de fogo, donde emana o excesso de calor. É que no fogo três características sobressaem: a) - Movimento continuado e para o alto ou seja para Deus; b) - O Poder de ser quente e ativo, pois, não só é inerente ao fogo, como atuante com penetração, entranhando-se no interior com ardente calor; assim, os Anjos excitam o fervor nos seus protegidos e os purificam integralmente pela sua incandescência; c) - Produz ainda claridade luminosa e dessa forma os Anjos, com sua luz inapagável, iluminam perfeitamente os outros seres.

8. QUERUBINS: Nome nasce do excesso de sua ciência ou plenitude de saber e, segundo Dionísio, apresentam quatro aspectos:
a) Levam à perfeita visão de Deus;
b) Recebem a plenitude da luz divina;
c) Contemplam no próprio Deus a [...]
c) As restantes ordens localizou-as, na terceira hierarquia, porque as designações deles conduzem à execução.

Explicitando esses três critérios de hierarquização dos Espíritos Celestes, convém discernir 3 aspectos, quanto ao fim:
a) Visar a finalidade;
b) Compreender perfeitamente esse fim;
c) Fixar nosso intento no próprio fim.

Sendo que o segundo item se completa com o primeiro e o terceiro integra-se a ambos. E como Deus é o fim último da Criação, como o Marechal é o último posto da hierarquia do exército, pode acontecer o mesmo nas relações humanas: pois, poucos têm esse algo de dignidade, para que possam, por si mesmos, achegar-se ao Rei ou Chefe; outros ainda têm algo mais, de modo que tenham acesso aos segredos do Rei; e que outros, enfim, vivem em tomo dele, como seus adidos e assistentes. E por essa linha de raciocínio, podemos aceitar a disposição das ordens da 1a. hierarquia. É que os Tronos se elevam tanto, a fim de receberem de Deus, familiarmente, em si mesmos e por essa razão, nele podem conhecer, diretamente, as razões últimas das coisas:- privilégio esse cabível também a toda 1a. hierarquia.

Entretanto, os Querubins conhecem os segredos divinos, supereminentemente.

Os Serafins, porém, ultrapassam, no aspecto máximo, entre todos, como seja, unir-se ao próprio Deus, de tal modo que o que é comum a toda a hierarquia número 1, chame-se Ordem dos Tronos, à semelhança do que ocorre com aquilo que é comum a todos os Espíritos Celestes e assim os nominemos de Ordem dos Anjos.
Quanto ao aspecto de governança, temos também 3 aspectos:

1º - Definir aquilo que deve ser feito: caracteriza DOMINAÇÕES;
2º - Fornecer os meios de execução: é o atributo das VIRTUDES;
3º - Caracterizar como os mandatos ou missões devam ser executados: eis ai o papel das POTESTADES.

Quanto à execução dos desempenhos dos Anjos: o principal é a anunciação das coisas divinas. Entretanto, na execução de quaisquer atos, acontecem procedimentos iniciais, seguidos dos decisivos, como no coral que é regido pelo maestro e, numa batalha, a execução é dirigida pelo comandante; e ambos dirigem e conduzem os outros.

E essa é a missão dos PRINCIPADOS.

Outros simplesmente só executam, como fazem os ANJOS.

Outros, no entanto, ficam no meio-termo: e esses são os ARCANJOS.

Parece, pois, correta essa classificação das Ordens Angélicas: é que há sempre afinidade do mais categorizado Anjo da ordem inferior, com a última da superior. - como animais de última categoria se assemelham a plantas da mais alta estirpe.

A primeiríssima ordenação existe entre as Divinas Pessoas que termina com o ESPÍRITO SANTO, o qual é AMOR procedente. Com esta Divina Pessoa, com a qual tem afinidade, a ordem suprema da primeira hierarquia - os SERAFINS - inflamados pelo incêndio de Amor, como do Amor recíproco do PAI e do FILHO, procede o Espírito Santo.

A menor ordem da Primeira Hierarquia são os TRONOS, quer dizer, conforme Gregório: ''Por eles Deus executa os seus Juízos"; recebem, no mais, iluminações divinas para esclarecer a Segunda Hierarquia , à qual pertence a dispensação dos divinos ministérios.

A ordem das POTESTADES, no entanto, tem afinidade com a ordem dos PRINCIPADOS, já que às POTESTADES, assiste o direito de ordenar aos subordinados e esta mesma ordem logo se resume em PRINCIPADOS, que são os primeiros na execução dos divinos ministérios, ou seja, são os prepostos ao império dos povos e reinos, atributo número I, entre os divinos ministérios. E como diz Aristóteles : -"O bem do povo é mais divino do que o bem de um homem só". Assim, também o profeta Daniel diz: - "O príncipe do reino dos persas resistiu a mim".

Todavia, a disposição gregoriana tem lá sua importância e pertinência. É que por serem as DOMINAÇÕES as que definem e mandam, nas coisas que pertencem aos divinos ministérios, os hierarcas que lhes são sujeitos devem se conformar com as determinações daqueles que executam os ministérios divinos. A propósito Santo Agostinho ensina: - "Os corpos são regidos por determinada ordem: - os inferiores pelos superiores e todos pela criatura espiritual e até o mau espírito, pelo espírito bom."

A primeira hierarquia, após as DOMINAÇÕES, chama-se a dos PRINCIPADOS, que presidem aos bons Espíritos.

A seguir, as POTESTADES pelas quais são expulsos os maus espíritos, do mesmo modo que os poderes terrenos subjugam os malfeitores, como bem afirma São Paulo aos Romanos (13, 3-4): ''Porque os governantes não metem medo em vista das boas obras, mas pelas perversas. Ora, queres não temer a Autoridade? Faze o bem e receberás dela elogios. É que o Poder é para ti instrumento de Deus e meio pelo qual te impulsiona para o bem. Se, entretanto, praticas o mal, treme, porque não é à toa que ele empunha uma espada. É realmente o instrumento de Deus para aplicar justo castigo àquele que opera o mal."

Depois vêm as VIRTUDES, que têm poder sobre a Natureza corporal, na operação de milagres.

E pela ordem, enfim, ficam os ARCANJOS e ANJOS que anunciam aos homens coisas altas ou acima da razão; ou então as pequenas, que a nossa razão alcança e compreende.

CONCLUSÃO:

Estas são as informações que os Padres e Doutores da Igreja antiga nos oferecem sobre os HIERARCAS CELESTES, distribuídos pelas suas Nove Denominações bíblicas, com seus desempenhos junto ao povo de Deus e o próprio DEUS.
VIVAT CHRISTUS REX
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Santa Francisca Xavier Cabrini

Santa Francisca X. Cabrini, M.S.C. (1850-1917) - Santa Incólume.

Relato de um milagre da Santa Madre Francisca X. Cabrini.

"Uma freira, Missionária do Sagrado Coração de Jesus trabalhando como enfermeira no Hospital Columbus, de Nova York - EUA, colocou em um recém-nascido um remédio errado causando-lhe cegueira. Os médicos nada puderam fazer.
A referida freira apavorada, começou uma novena a Santa Francisca Xavier Cabrini, fundadora da mesma Congregação. Logo depois, os médicos constataram que os olhos do garoto estavam perfeitos, mas que não eram dele! Eram verdes e não tinham as características dos pais do garoto!
Chamaram a freira e perguntaram-lhe o que havia acontecido, e ela explicou tudo e que tinha feito uma novena a Santa Francisca Xavier Cabrini.
No aniversário de 50 anos da morte da Santa Madre Cabrini, quando o então garoto já tinha 28 anos e já era formado em medicina, ela foi desenterrada e seu corpo estava intacto, faltando-lhe apenas os olhos, que não estavam na cavidade ocular. Verificaram que os olhos do referido menino eram os da santa".
VIVAT CHRISTUS REX

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

São Leão Magno

São Leão Magno (?-461) - Papa - Doutor da Igreja. 

Se não vos converterdes.

Esforcemo-nos por ser associados à Paixão de Cristo e por passar da morte à vida enquanto ainda estamos neste corpo. Porque passar por uma conversão, seja ela qual for, passar de um estado a outro, significa para todo o homem o fim de qualquer coisa – deixar de ser o que era – e o começo de outra – passar a ser o que não era. Mas é importante saber para que se morre e para que se vive, porque há uma morte que dá vida e uma morte que dá a morte. 

E é precisamente neste mundo efémero que se obtém uma ou outra: da qualidade dos nossos atos neste mundo depende a diferença das retribuições eternas. Morramos, pois, para o demônio e vivamos para Deus; morramos para o pecado, para ressuscitar para a justiça; que o ser antigo desapareça, para se elevar o novo ser. Dado que, segundo a palavra da Verdade, «ninguém pode servir a dois senhores» (Mt 6,24), tomemos por senhor, não aquele que faz tropeçar os que estão de pé para os levar à ruína, mas Aquele que levanta os caídos para os conduzir à glória.

VIVAT CHRISTUS REX


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Beata Teresa de Calcutá.

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997) - Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade. 

Feliz o servo a quem o senhor, quando vier, encontrar procedendo assim.

Senhor muito amado, faz com que possa ver-Te, hoje e em cada dia, na pessoa dos teus doentes e, ao cuidar deles, servir-Te. Se Te esconderes sob o rosto desagradável dos coléricos, dos descontentes, dos arrogantes, faz com que, ainda assim, Te reconheça e diga: Jesus, Tu és o meu paciente, como é doce servir-Te. Senhor, dá-me essa fé que vê claro e nunca mais a minha tarefa será monótona, e a alegria jorrará sempre quando me prestar aos caprichos e corresponder aos desejos dos teus pobres sofredores. […]

Meu Deus, uma vez que Tu és, Jesus, o meu paciente, digna-Te ser também para mim um Jesus de paciência, indulgente com as minhas faltas e tendo em conta a intenção, pois esta é amar-Te e servir-Te na pessoa de cada um dos teus doentes. Senhor aumenta a minha fé (Lc 17,5), abençoa os meus esforços e a minha tarefa, agora e sempre.

VIVAT CHRISTUS REX


terça-feira, 22 de outubro de 2013

São Gregório de Nissa

São Gregório de Nissa (335-395) - Monge - Bispo. 

Com os cintos apertados e as lâmpadas acesas.

É para que o nosso espírito se liberte de todas as miragens que o Verbo nos convida a sacudir dos olhos da alma este sono pesado, para que não escorreguemos para fora das realidades verdadeiras agarrando-nos ao que não tem consistência. É por isso que nos propõe a imagem da vigilância, dizendo-nos: Estejam apertados os vossos cintos e acesas as vossas lâmpadas. O sentido destes símbolos é bem claro: aquele que está cingido pela temperança vive na luz de uma consciência pura, porque a confiança filial ilumina a sua vida como uma lâmpada; iluminada pela verdade, a sua alma desembaraça-se do sono da ilusão, pois nenhum pensamento vão a desvia do seu caminho. 

São eles, com efeito, que esperam o Senhor no regresso das bodas, e que se sentam às portas do céu com olhos vigilantes, para que o Rei glorioso (Sl 23,7) ali possa passar de novo, quando regressar das bodas e entrar na bem-aventurança que está no alto dos céus. Saindo dali como um esposo do seu leito (Sl 18,6) […], Ele uniu a Si, qual virgem, a nossa natureza que se prostituíra aos ídolos, tendo-a restituído à sua integridade virginal pela regeneração sacramental. As bodas completaram-se nesse momento, pois a Igreja foi desposada pelo Verbo […] e, introduzida na câmara dos mistérios, os anjos esperavam o regresso do Rei da glória para a bem-aventurança que é conforme à sua natureza. 

Eis porque o texto diz que a nossa vida deve ser semelhante à dos anjos. Tal como eles vivem longe do vício e da ilusão, prontos a receber a parúsia do Senhor, devemos igualmente ficar vigilantes à porta da nossa morada e manter-nos prontos para obedecer, quando Ele vier bater-nos à porta.
VIVAT CHRISTUS REX

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Isaac o Sírio - Monge

Isaac, o Sírio (século VII) - Monge perto de Mossul.

Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida.

Senhor, torna-me digno de desprezar a minha vida pela vida que há em Ti. A vida neste mundo parece-se com aqueles que se servem das letras para formar palavras, acrescentando, truncando e mudando as letras a seu bel-prazer. Mas a vida do mundo que há-de vir parece-se com aquilo que está escrito sem o menor erro nos livros selados com o selo real, onde nada há a acrescentar e onde nada falta. Portanto, enquanto estivermos no meio da mudança, estejamos atentos as nós próprios. Enquanto tivermos poder sobre o manuscrito da nossa vida, sobre aquilo que escrevemos com as nossas mãos, esforcemo-nos por lhe acrescentar o bem que fazemos e apagar os defeitos da nossa conduta anterior. Enquanto estivermos neste mundo, Deus não coloca o seu selo, nem sobre o bem nem sobre o mal; só o fará na hora do nosso êxodo, quando a obra estiver acabada, no momento da partida. 

Como disse Santo Efrém, é preciso considerar que a nossa alma é como um navio, pronto para a viagem, mas que não sabe quando virá o vento; ou como um exército, que não sabe quando vai soar a trombeta, anunciando o combate. Se ele fala assim do navio ou do exército, que esperam uma coisa que talvez nem chegue, como não teremos nós de nos preparar com antecedência, antes que esse dia venha de modo brusco, que seja lançada a ponte e se abra a porta do mundo novo! Possa Cristo, o Mediador da nossa vida, permitir que estejamos preparados.

VIVAT CHRISTUS REX


domingo, 20 de outubro de 2013

5 pontos a serem observados - Santa Missa.

Paz e Bem.

Segue abaixo 5 pontos distintos a observarmos nas celebrações da Santa Missa.

1º PONTO - Elevar as mãos na Hora do Pai Nosso:

Não se deve elevar as mãos no Pai Nosso por ser este é um ato somente do SACERDOTE. Nesta época triste em que vivemos de uma crise de fé, virou-se costume copiar o que o sacerdote faz, como se o sacerdote fosse apenas um "presidente" da celebração, igual a todo mundo, um pensamento ERRADO com vértices protestante, pois o Padre está muito acima dos fiéis. Existem orações próprias dos sacerdotes, e gestos próprios deles. Quem eleva as mãos oferecendo a Deus é o SACERDOTE. Virou-se costume, tornou-se habito por parte dos leigos elevarem as mãos, copiando o gesto do padre. Isso é errado e não deve ser feito.

2º PONTO - Responder Amém depois do Pai Nosso: 

Não existe amém depois do Pai Nosso. Algumas paróquias que expõem slides contendo as leituras da Missa colocam uma observação após o Pai-Nosso: “Aqui não se diz amém”. Se você também já fez essa pergunta: “Porque não dizer amém depois do Pai-Nosso?” vamos esclarecer essa dúvida.
Vejamos o que diz a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) no número 81: “Na Oração dominical pede-se o pão de cada dia, que para os cristãos evoca principalmente o pão eucarístico; igualmente se pede a purificação dos pecados, de modo que efetivamente as ‘coisas santas sejam dadas aos santos’”. O sacerdote formula o convite à oração, que todos os fiéis recitam juntamente com ele. Então o sacerdote diz sozinho o embolismo, que o povo conclui com uma doxologia. O embolismo é o desenvolvimento da última petição da oração dominical; nele se pede para toda a comunidade dos fiéis a libertação do poder do mal. O convite, a oração, o embolismo e a doxologia conclusiva dita pelo povo, devem ser cantados ou recitados em voz alta. A oração que se segue ao “Pai-Nosso” é chamada de embolismo, que tem o sentido de continuar a oração com uma petição de mesma intenção da parte final do Pai-Nosso. Ela termina com o povo dizendo “Vosso é o reino o poder e a glória para sempre“.

A descrição da oração é assim:
•O sacerdote faz um convite ao Pai-Nosso.

Nós rezamos: 
•“Pai nosso, que estais nos céus… Mas livrai-nos do mal”.

Sacerdote: 
•Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador. (Este é o embolismo, um acréscimo ao Pai-Nosso. Repare que é uma repetição do final do Pai-Nosso, com outras palavras. Por causa dele não se diz “amém” ao final do Pai-Nosso).

Nós rezamos: 
•Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre! (Essa é a doxologia).

3º PONTO - Rezar Junto com o sacerdote a Oração "Por Cristo, com Cristo e em Cristo..." e elevar as mãos para o altar: 

Errado! Esta é uma oração exclusiva do sacerdote, é O SACERDOTE quem oferece as espécies e não os leigos. Como falado no PONTO Nº 1, não se deve imitar o sacerdote, tampouco falar orações que são próprias dele. Bem como a oração da Paz: "Eu vos deixo a Paz, eu vou dou a minha paz..." NÃO SE DEVE repetir tais orações junto com o Padre.

4º PONTO - Na evocação – “O Senhor esteja convosco” não podemos responder "Ele está no meio de nós":

A resposta correta é – "Et cum Spiritu tuo”, “E com teu espírito”. Para isso basta ver um vídeo de uma Santa Missa com o Santo Padre o Papa. A resposta após a evocação é essa "E COM TEU ESPÍRITO" e nunca “Ele está no meio de nós”. Essa tradução foi feita, ao que se diz pelo Bispo Dom Isnard, e ela insinua que Deus está no povo. Isso é um absurdo. Ademais, essa idéia errada de que Deus está no povo se harmoniza com a doutrina herética adotada pelos liturgistas modernistas de que a presença de Deus está no povo e não na hóstia Consagrada, pela doutrina que eles sugaram do rabino cabalista Martin Buber da formação de um eu coletivo do povo, eu coletivo que representa Deus. Tudo isso para negar a presença real de Cristo na hóstia consagrada, onde Jesus está presente realmente com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Na época esta tradução foi REJEITADA pelo Vaticano. Fez-se pouco caso e continuou como está. Esta tradução está feita apenas no BRASIL, em vários outros países a tradução está correta: "E COM TEU ESPÍRITO". 

5 - Não bater palmas durante a Missa: 

O Missal manda bater palmas? Não, o Missal não cita em nenhum momento bater palmas. Assim como não tem documento proibindo nós de entrarmos com uma moto, com um carro, com objetos diversos e tantas outras coisas no espaço sagrado de uma Santa Missa. Cabe ao homem o respeito pelo Sagrado!

Assim diz um documento da Igreja:

"Por isso, ninguém mais, mesmo que seja Sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica". (Sacrosanctum Concilium nº 22).

Paz e Bem Caríssimos.

VIVAT CHRISTUS REX

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