domingo, 30 de junho de 2013

Santa Catarina de Sena.

Santa Catarina de Siena - (1347 -1380).

"Ao optar pelo Meu amor, o homem faz opção também de sofrer por Minha causa, qualquer que seja a modalidade da dor."


VIVANT CHRISTUM REGEM


Santa Catarina de Sena.

Santa Catarina de Siena  - (1347 -1380).

"Nesta vida ninguém vive sem cruz."

VIVANT CHRISTUM REGEM


sábado, 29 de junho de 2013

São João Crisóstomo.

São João Crisóstomo (349-407)

"Com efeito, o que é o pão? É o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; não muitos corpos, mas um só corpo. De fato, tal como o pão é um só apesar de constituído por muitos grãos, e estes, embora não se vejam, todavia estão no pão, de tal modo que a sua diferença desapareceu devido à sua perfeita e recíproca fusão, assim também nós estamos unidos reciprocamente entre nós e, todos juntos, com Cristo."

VIVANT CHRISTUM REGEM

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Beata Teresa de Calcutá.

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997) - Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade.

Jesus estendeu a mão e tocou-o.

Atualmente, a doença mais terrível do Ocidente não é a tuberculose nem a lepra; é sentimo-nos indesejados, não amados, abandonados. Sabemos tratar as doenças do corpo pela medicina, mas o único remédio para a solidão, a angústia e o desespero é o amor. São muitas as pessoas que morrem por falta de um pedaço de pão, mas são muitas mais as que morrem por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é outro tipo de pobreza: não é apenas pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Existe fome de amor como existe fome de Deus.

Santo Agostinho.

Santo Agostinho (354-430) - Bispo de Hipona  - Doutor da Igreja.

Tendes de a pôr em prática e não apenas ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos - (Tg 1,22).

Não tenhais ilusões, irmãos, se viestes com zelo ouvir a palavra sem intenção de pordes em prática o que ouvis. Pensai bem nisto: se é bom ouvir a palavra, melhor ainda é pô-la em prática. Se não a ouvires, se não fizeres o que ouviste, nada edificas. Se a ouves e não a pões em prática, o que edificas é uma ruína […]. «Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha» [...]: ouvir e pôr em prática é edificar sobre a rocha [...].

«Porém, continua o Senhor, todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia.» Também ele a levanta, mas o que edifica? Edifica a sua casa mas, porque não põe em prática o que ouve, apesar de ter ouvido, edifica sobre a areia. Portanto, ouvir sem praticar é edificar sobre a areia; ouvir e pôr em prática é edificar sobre a rocha; recusar-se a ouvir é não edificar nem sobre a rocha, nem sobre a areia […].

Haverá quem diga: «Para quê ouvir, então? […] Pois se ouvir sem pôr em prática edificarei uma ruína, não será melhor não ouvir?» A chuva, os ventos, as torrentes são constantes neste mundo. É pois com medo de que eles surjam e te derrubem que não edificas? […] Se te obstinares a nada ouvir, nenhum abrigo terás: virá a chuva, as torrentes precipitar-se-ão e tu, estarás em segurança? […] Portanto, reflete bem: é mau não ouvires, e é mau ouvires sem agir, pois há que ouvir e pôr em prática. Sede pessoas que põem em prática a Palavra, não vos contenteis em ouvi-la; isso será enganardes-vos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Santa Teresa de Ávila.

Santa Teresa de Ávila (1515-1582) - Carmelita - Doutora da Igreja.

Pelos frutos, pois, os conhecereis.

"Minhas irmãs: como é fácil reconhecer entre vós aquelas que têm verdadeiro amor ao próximo e aquelas que o têm num grau inferior! Se compreendêsseis bem a importância desta virtude, não teríeis outra preocupação. Quando vejo pessoas muito ocupadas em examinar o seu recolhimento e tão imersas em si mesmas quando o praticam que nem ousam mexer-se para não desviar o pensamento, com medo de perderem um pouco do gosto e da devoção que aí encontram, penso que compreendem muito mal o caminho que conduz à união. Imaginam que a perfeição consiste nessa maneira de fazer as coisas.

Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade."

Santo Ambrósio.

Santo Ambrósio.

Preparação para a Santa Missa:

"Senhor Jesus Cristo,  eu, pecador, não presumindo de meus próprios méritos,  mas confiando em vossa bondade e misericórdia,  temo entretanto e hesito em aproximar-me da mesa de vosso doce convívio.
Pois meu corpo e meu coração  estão manchados por muitas faltas,  e não guardei com cuidado meu espírito e minha língua.
Por isso, ó bondade divina e temível majestade,  em minha miséria recorro a vós, fonte de misericórdia;  corro para junto de vós a fim de ser curado,  refugio-me em vossa proteção
e anseio ter como Salvador  aquele que não posso suportar como juiz.
Senhor, eu vos mostro minhas chagas,  e vos revelo a minha vergonha.
Sei que meus pecados são muitos e grandes
e temo por causa deles,  mas espero em vossa infinita misericórdia.
Olhai-me pois com os vossos olhos misericordiosos,  Senhor Jesus cristo, Rei eterno, Deus e homem,  crucificado por causa do homem.
Escutai-me, pois espero em vós;  tende piedade de mim, cheio de misérias e pecados,  vós que jamais deixareis de ser para nós
a fonte da compaixão.
Salve, vítima salvadora,  oferecida no patíbulo da Cruz por mim
e por todos os homens.
Salve, nobre e precioso Sangue,  que brotas das chagas
de meu Senhor Jesus Cristo crucificado  e lavas os pecados do mundo inteiro.
Lembrai-vos, Senhor, da vossa criatura  resgatada por vosso Sangue.
Arrependo-me de ter pecado,  desejo reparar o que fiz.
Livrai-me, ó Pai clementíssimo,  de todas as minhas iniquidades e pecados,  para que inteiramente purificado  mereça participar dos Santos Mistérios.
E concedei que o vosso Corpo e o vosso Sangue,  que eu embora indigno me preparo para receber,  sejam perdão para os meus pecados  e completa purificação de minhas faltas.
Que eles afastem de mim os pensamentos maus
e despertem os bons sentimentos;  tornem eficazes as obras que vos agradam,  e protejam meu corpo e minha alma
contra as ciladas de meus inimigos." Amém.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Tomás de Kempis.

Tomás de Kempis (1380-1471)

"Toda a vida de Cristo foi cruz e martírio; e tu procuras só descanso e gozo? Andas errado, e muito errado, se outra coisa procuras e não sofrimentos e tribulações; pois toda esta vida mortal está cheia de misérias e assinalada de cruzes."
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1ª João 2, 15-17.

"Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente." 1ª João 2, 15-17.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Tomás de Kempis.

Tomás de Kempis (1380-1471)

"Aqueles, porém, que amam a Jesus por Jesus mesmo e não por própria satisfação, tanto O louvam nas tribulações e angústias, como na maior consolação. E posto que nunca lhes fosse dada a consolação, sempre O louvariam e Lhe dariam graças."



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domingo, 23 de junho de 2013

1ª Pedro 1, 22.

"Em obediência à verdade, tendes purificado as vossas almas para praticardes um amor fraterno sincero. Amai-vos, pois, uns aos outros, ardentemente e do fundo do coração." 
1ª Pedro 1, 22.


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1ª Pedro 1, 16.

"Sede santos, porque eu sou santo." {Levíticos 11,44} -1ª Pedro 1, 16.


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1ª Pedro 1, 13.

"Cingi, portanto, os rins do vosso espírito, sede sóbrios e colocai toda vossa esperança na graça que vos será dada no dia em que Jesus Cristo aparecer. " 1ª Pedro 1, 13.


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Papa Francisco - TWITTER @PONTIFEX_PT

Papa Francisco - TWITTER @PONTIFEX_PT- 23/06/2013.

"Pecadores, somo-lo todos; mas peçamos ao Senhor para não ser hipócritas, porque estes não sabem o que é o perdão, a alegria, o amor de Deus."

Papa Francisco.

Papa Francisco.

A expressão do Evangelho deste domingo - “Perder a vida por causa de Jesus” – foi o tema das palavras do Papa Francisco, ao meio-dia, na Praça de São Pedro. O Papa sublinhou que tal pode significar “confessar explicitamente a fé” ou “de modo implícito, o defender a verdade”.
Os mártires são um exemplo do que é perder a vida por Cristo. Uma multidão imensa, ao longo de vinte séculos, mas também hoje em dia: “Hoje, em muitas partes do mundo, há mártires: homens e mulheres encarcerados, mortos pelo único motivo de serem cristãos. E são em maior número do que nos primeiros séculos”. Mas – observou o Papa - existe também o martírio quotidiano, que sem comportar a morte, é também um “perder a vida” por Cristo, cumprindo o próprio dever com amor, segundo a lógica de Jesus, a lógica do dom, do sacrifício”.
Papa Francisco exemplificou com os casos dos pais e mães que dão a vida, dia a dia, pelo bem da família. E também tantos padres, religiosos e religiosas que se dedicam generosamente ao serviço do Reino de Deus. E ainda tantos jovens que se disponibilizam para servir as crianças, as pessoas com deficiência, às pessoas de idade. “Também estes são mártires, mártires da quotidianidade”. “E depois também há tantas pessoas, cristãos e não cristãos, que perdem a própria vida pela verdade. E Cristo disse “eu sou a verdade”, portanto quem serve a verdade serve a Cristo”.
Exemplo destas pessoas que dão a vida pela verdade é João Batista, cuja festa (do nascimento) se celebra amanhã, 24 de junho. “João consagrou-se todo ele a Deus e ao seu enviado, Jesus. Mas acabou por ser morto por causa da verdade, quando denunciou o adultério do rei Herodes e de Herodíades”. “Quantas pessoas pagam bem caro o seu compromisso com a verdade! Quantos homens preferem andar em contracorrente, para não renegar a voz da consciência, a voz da verdade!”

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Dogmas sobre os Sacramentos.

Dogmas sobre os SACRAMENTOS:

1º - O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo:

"Foi dado todo poder no céu e na terra; ide então e ensinai todas as pessoas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."

2º - A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento:

"Este Sacramento concede aos batizados a fortaleza do Espírito Santo para que se consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com valentia sua fé em Jesus Cristo."

3º - A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo:

"Foi comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo."

4º - A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação:

"Basta indicar a culpa da consciência apenas aos sacerdotes mediante confissão secreta."

5º - A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo:

"Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna."

6º - Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue:

"Transubstanciação é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo."

7º - A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo:

"Existe algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor."

8º - A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo:

"Existe uma hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Diáconos."

9º - O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento:

"Cristo restaurou o matrimônio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento."

VIVANT CHRISTUM REGEM


São Simeão.

Cântico de Simeão.

Deixai, agora, vosso servo ir em paz, conforme prometestes, ó Senhor. 
Pois meus olhos viram vossa salvação que preparastes ante a face das nações: uma Luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo.

Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace: Quia viderunt oculi mei salutare tuum. 
Quod parasti ante faciem omnium populorum: Lumen ad revelationem gentium, et gloriam plebis tuae Israel.

VIVANT CHRISTUM REGEM


quarta-feira, 19 de junho de 2013

São Zacarias.

Benedictus - (Canto de Zacarias)

Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que a seu povo visitou e libertou; e fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos, para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. 

Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança e o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias. 

Serás profeta do Altíssimo, ó menino, pois irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os seus caminhos, anunciando ao seu povo a salvação, que está na remissão de seus pecados; pelo amor do coração de nosso Deus, Sol nascente que nos veio visitar lá do alto como luz resplandecente a iluminar a quantos jazem entre as trevas e na sombra da morte estão sentados e para dirigir os nossos passos, guiando-nos no caminho da paz.

VIVANT CHRISTUM REGEM


terça-feira, 18 de junho de 2013

Santa Terezinha.

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897) - Doutora da Igreja. 

Amar os inimigos.

Há na comunidade uma irmã que tem o talento de me desagradar em todas as coisas; os seus modos, as suas palavras, o seu carácter eram-me muito desagradáveis. No entanto é uma santa religiosa que deve ser muito agradável ao bom Deus; assim, não querendo ceder à antipatia natural que sentia, disse a mim própria que a caridade não devia ser composta por sentimentos, mas por obras. Decidi então fazer por esta irmã aquilo que faria pela pessoa que mais amasse. Cada vez que a encontrava rezava ao Senhor por ela, oferecendo-Lhe todas as suas virtudes e méritos. Sentia 
que isso agradava a Jesus, pois não existe artista que não goste de receber louvores pelas suas obras e Jesus, o artista das almas, fica feliz quando não nos detemos no exterior mas, penetrando até ao santuário íntimo que Ele escolheu para morar, admiramos a sua beleza. 

Não me contentava em rezar muito pela irmã que me suscitava tantos combates, obrigava-me a fazer-lhe todos os favores possíveis e, quando tinha a tentação de lhe responder de modo desagradável, contentava-me em lhe fazer o meu sorriso mais amável e fazia por desviar a conversa. […] 

E também muitas vezes […], tendo algumas relações de trabalho com essa irmã, quando os embates eram demasiado violentos, fugia como um desertor. Como ela ignorava totalmente o que eu sentia por ela, nunca desconfiou dos motivos da minha conduta e continua persuadida de que o seu carácter me agrada. Um dia, no recreio, disse-me mais ou menos estas palavras com um ar 
muito contente: «Pode dizer-me, irmã Teresa do Menino Jesus, o que a atrai tanto em mim, pois de cada vez que olha para mim vejo-a sorrir?» Ah, o que me atraía era Jesus, escondido no fundo da sua alma. Jesus torna doces as coisas mais amargas.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Doroteu de Gaza.

Doroteu de Gaza (500 + - 565) - Monge na Palestina. 

Eu, porém, digo-vos: não oponhais resistência ao mau.

A Lei dizia: Olho por olho, dente por dente (Ex 21,24). Mas o Senhor 
exorta, não somente a receber com paciência o golpe daquele que nos bate numa face, mas também a apresentar-lhe humildemente a outra. Porque o objectivo da Lei era ensinar-nos a não fazermos aquilo que não gostamos que nos façam; ela impedia-nos de fazer mal pelo medo de que no-lo fizessem também. Mas o que agora nos é pedido é que rejeitemos o ódio, o amor ao prazer, o amor à glória e outras tendências nocivas. […] 

Cristo ensina-nos, pelos santos mandamentos, a purificarmo-nos das nossas paixões para que elas não nos façam recair nos mesmos pecados. Ele mostra-nos a causa que conduz ao desprezo e à transgressão dos preceitos de Deus, fornecendo-nos o remédio para podermos obedecer e ser salvos. 

Qual é então esse remédio e qual é a causa desse desprezo? Escutai o que o próprio Senhor diz: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração e achareis alívio para as vossas almas» (Mt 11,29). Eis que de um modo breve, com uma só palavra, Ele nos mostra a raiz e a causa de todos os males, e o seu remédio, fonte de todos os bens. Mostra-nos que é a elevação do coração que nos faz cair, e que é só é possível obter 
misericórdia pela disposição contrária, que é a humildade. Com efeito, a elevação engendra o desprezo e a desobediência que leva à morte, enquanto a humildade engendra a obediência e a salvação das almas. Refiro-me à verdadeira humildade, e não a um rebaixamento só de palavras e atitudes; a uma disposição verdadeiramente humilde, no íntimo do coração e do espírito. É por isso que o Senhor diz: «Sou manso e humilde de coração». Que aquele que quer encontrar o verdadeiro alívio para a sua alma aprenda a humildade.

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domingo, 16 de junho de 2013

Santo Ambrósio.

Santo Ambrósio (340-397) - Bispo de Milão - Doutor da Igreja. 

A tua fé te salvou. Vai em paz.

«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os 
doentes» (Mt 9,12). Mostra pois ao médico a tua ferida, para poderes ser curado. Mesmo que lha não mostres, ele conhece-a, mas exige que tu lhe faças ouvir a tua voz. Lava as tuas feridas com as tuas lágrimas. Foi assim que esta mulher de que nos fala o Evangelho se livrou do seu pecado e do mau odor do seu desvario; foi assim que ela se purificou das suas faltas: lavando os pés de Jesus com as suas lágrimas. 
Reserva-me também, Jesus, o cuidado de Te lavar os pés, que sujaste ao caminhar em mim! […] Mas onde poderei encontrar água viva para Te lavar os pés? Se não tenho água, tenho as minhas lágrimas. Faz com que, ao lavar-te os pés com elas, eu próprio fique purificado! E que hei-de fazer para que digas de mim: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou»? Confesso que a minha dívida é considerável e que me foi «dado mais», a mim que fui arrancado ao barulho das querelas da praça 
pública e das responsabilidades do governo para ser chamado ao 
sacerdócio. Temo, por conseguinte, ser considerado um ingrato se amar menos, quando me foi dado mais. 
Não posso comparar a qualquer pessoa essa mulher que com justiça foi preferida ao fariseu Simeão, que recebia o Senhor para jantar. Mas a todos aqueles que querem merecer o perdão, ela dá um ensinamento beijando os pés de Cristo, lavando-os com as suas lágrimas, enxugando-os com os seus cabelos, ungindo-os com perfume. […] Se não conseguirmos ser iguais a ela, o Senhor Jesus saberá vir ao encontro dos fracos. Quando não há ninguém que saiba preparar uma refeição, trazer perfume, trazer consigo 
uma fonte de água viva (cf Jo 4,10), é Ele próprio que vem.
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Papa Francisco.

HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO.

Domingo, 16 de Junho de 2013

Amados irmãos e irmãs!

Esta celebração tem um nome muito belo: o Evangelho da Vida. Com esta Eucaristia, no Ano da Fé, queremos agradecer ao Senhor pelo dom da vida, em todas as suas manifestações, e ao mesmo tempo queremos anunciar o Evangelho da Vida.

Partindo da Palavra de Deus que escutámos, gostava de vos propor simplesmente três pontos de meditação para a nossa fé: primeiro, a Bíblia revela-nos o Deus Vivo, o Deus que é Vida e fonte da vida; segundo, Jesus Cristo dá a vida e o Espírito Santo mantém-nos na vida; terceiro, seguir o caminho de Deus leva à vida, ao passo que seguir os ídolos leva à morte.

1. A primeira leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, fala-nos de vida e de morte. O rei David quer esconder o adultério cometido com a esposa de Urias, o hitita, um soldado do seu exército, e, para o conseguir, manda colocar Urias na linha da frente para ser morto em batalha. A Bíblia mostra-nos o drama humano em toda a sua realidade, o bem e o mal, as paixões, o pecado e as suas consequências. Quando o homem quer afirmar-se a si mesmo, fechando-se no seu egoísmo e colocando-se no lugar de Deus, acaba por semear a morte. Exemplo disto mesmo é o adultério do rei David. E o egoísmo leva à mentira, pela qual se procura enganar a si mesmo e ao próximo. Mas, a Deus, não se pode enganar, e ouvimos as palavras que o profeta disse a David: Tu praticaste o mal aos olhos do Senhor (cf. 2 Sam 12, 9). O rei vê-se confrontado com as suas obras de morte – na verdade o que ele fez é uma obra de morte, não de vida! –, compreende e pede perdão: «Pequei contra o Senhor» (v. 13); e Deus misericordioso, que quer a vida e sempre nos perdoa, perdoa-lhe, devolve-lhe a vida; diz-lhe o profeta: «O Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás». Que imagem temos de Deus? Quem sabe se nos aparece como um juiz severo, como alguém que limita a nossa liberdade de viver?! Mas toda a Escritura nos lembra que Deus é o Vivente, aquele que dá a vida e indica o caminho da vida plena. Penso no início do Livro do Génesis: Deus plasma o homem com o pó da terra, insufla nas suas narinas um sopro de vida e o homem torna-se um ser vivente (cf. 2, 7). Deus é a fonte da vida; é devido ao seu sopro que o homem tem vida, e é o seu sopro que sustenta o caminho da nossa existência terrena. Penso também na vocação de Moisés, quando o Senhor Se apresenta como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, como o Deus dos viventes; e, quando enviou Moisés ao Faraó para libertar o seu povo, revela o seu nome: «Eu sou aquele que sou», o Deus que Se torna presente na história, que liberta da escravidão, da morte e traz vida ao povo, porque é o Vivente. Penso também no dom dos Dez Mandamentos: uma estrada que Deus nos indica para uma vida verdadeiramente livre, para uma vida plena; não são um hino ao «não» – não deves fazer isto, não deves fazer aquilo, não deves fazer aqueloutro… Não! – São um hino ao «sim» dito a Deus, ao Amor, à vida. Queridos amigos, a nossa vida só é plena em Deus, porque só Ele é o Vivente!

2. A passagem do Evangelho de hoje permite-nos avançar mais um passo. Jesus encontra uma mulher pecadora durante um almoço em casa de um fariseu, suscitando o escândalo dos presentes: Jesus deixa-Se tocar por uma pecadora e até lhe perdoa os pecados, dizendo: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa, pouco ama» (Lc 7, 47). Jesus é a encarnação do Deus Vivo, Aquele que traz a vida fazendo frente a tantas obras de morte, fazendo frente ao pecado, ao egoísmo, ao fechamento em si mesmo. Jesus acolhe, ama, levanta, encoraja, perdoa e dá novamente a força de caminhar, devolve a vida. Ao longo do Evangelho, vemos como Jesus, por gestos e palavras, traz a vida de Deus que transforma. É a experiência da mulher que unge com perfume os pés do Senhor: sente-se compreendida, amada, e responde com um gesto de amor, deixa-se tocar pela misericórdia de Deus e obtém o perdão, começa uma vida nova. Deus, o Vivente, é misericordioso. Estais de acordo? Digamo-lo juntos: Deus, o Vivente, é misericordioso! Todos: Deus, o Vivente, é misericordioso. Outra vez: Deus, o Vivente, é misericordioso!

Esta foi também a experiência do apóstolo Paulo, como ouvimos na segunda leitura: «A vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gl 2, 20). E que vida é esta? É a própria vida de Deus. E quem nos introduz nesta vida? É o Espírito Santo, dom de Cristo ressuscitado; é Ele que nos introduz na vida divina como verdadeiros filhos de Deus, como filhos no Filho Unigênito, Jesus Cristo. Estamos nós abertos ao Espírito Santo? Deixamo-nos guiar por Ele? O cristão é um homem espiritual, mas isto não significa que seja uma pessoa que vive «nas nuvens», fora da realidade, como se fosse um fantasma. Não! O cristão é uma pessoa que pensa e age de acordo com Deus na vida quotidiana, uma pessoa que deixa que a sua vida seja animada, nutrida pelo Espírito Santo, para ser plena, vida de verdadeiros filhos. E isto significa realismo e fecundidade. Quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo é realista, sabe medir e avaliar a realidade, e também é fecundo: a sua vida gera vida em redor.

3. Deus é o Vivente, é o Misericordioso. Jesus traz-nos a vida de Deus, o Espírito Santo introduz-nos e mantém-nos na relação vital de verdadeiros filhos de Deus. Muitas vezes, porém – sabemo-lo por experiência –, o  homem não escolhe a vida, não acolhe o «Evangelho da vida», mas deixa-se guiar por ideologias e lógicas que põem obstáculos à vida, que não a respeitam, porque são ditadas pelo egoísmo, o interesse pessoal, o lucro, o poder, o prazer, e não são ditadas pelo amor, a busca do bem do outro. É a persistente ilusão de querer construir a cidade do homem sem Deus, sem a vida e o amor de Deus: uma nova Torre de Babel; é pensar que a rejeição de Deus, da mensagem de Cristo, do Evangelho da Vida leve à liberdade, à plena realização do homem. Resultado: o Deus Vivo acaba substituído por ídolos humanos e passageiros, que oferecem o arrebatamento de um momento de liberdade, mas no fim são portadores de novas escravidões e de morte. O Salmista diz na sua sabedoria: «Os mandamentos do Senhor são rectos, alegram o coração; os preceitos do Senhor são claros, iluminam os olhos» (Sal 19, 9). Recordemo-nos sempre disto: O Senhor é o Vivente, é misericordioso. O Senhor é o Vivente, é misericordioso.

Amados irmãos e irmãs, consideremos Deus como o Deus da vida, consideremos a sua lei, a mensagem do Evangelho como um caminho de liberdade e vida. O Deus Vivo faz-nos livres! Digamos sim ao amor e não ao egoísmo, digamos sim à vida e não à morte, digamos sim à liberdade e não à escravidão dos numerosos ídolos do nosso tempo; numa palavra, digamos sim a Deus, que é amor, vida e liberdade, e jamais desilude (cf. 1 Jo 4, 8; Jo 8, 32; 11, 2), digamos sim a Deus que é o Vivente e o Misericordioso. Só nos salva a fé no Deus Vivo; no Deus que, em Jesus Cristo, nos concedeu a sua vida com o dom do Espírito Santo e nos faz viver como verdadeiros filhos de Deus com a sua misericórdia. Esta fé torna-nos livres e felizes. Peçamos a Maria, Mãe da Vida, que nos ajude a acolher e testemunhar sempre o «Evangelho da Vida». Assim seja.





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sábado, 15 de junho de 2013

São Pio de Pietrelcina.

São Pio de Pietrelcina (1887-1968).

«Que o vosso «sim» seja sim e que o vosso «não» seja não» (Tg 5,12)

Não sabes o que a obediência é capaz de produzir: com um sim, com um simples sim «Faça-se em mim segundo a tua palavra», Maria torna-se Mãe do Altíssimo. Ao fazê-lo, declara-se sua serva (Lc 1,38), mantendo embora intacta a sua virgindade, que tão cara era a Deus e a seus próprios olhos. Com este sim de Maria, o mundo obtém a salvação, a humanidade é resgatada. Tratemos então, nós, de também fazer a vontade a Deus e de dizer sempre que sim ao Senhor. [...]

Que Maria te faça florir na alma virtudes sempre novas e que vele por ti. Ela é o mar que temos de atravessar para lançarmos as margens dos esplendores da aurora eterna; mantém-te portanto sempre perto dela. [...]

Apoia-te na cruz de Cristo, como fez Maria, e nela encontrarás grande conforto. Maria permaneceu de pé junto do seu filho crucificado (Jo 19,25). Nunca Jesus a amou tanto como nesse momento de inexprimível sofrimento.

 

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Tertuliano de Cartago.

Tertuliano (c. 155-c. 220) - Teólogo.

Onde dois estiverem reunidos, Cristo estará presente.

Onde encontrar palavras para exprimir toda a excelência e felicidade do matrimónio cristão? A Igreja redige o contrato, a oferta eucarística confirma-o, a bênção coloca-lhe o selo, os anjos que são dele testemunha registram-no, e o Pai dos céus ratifica-o. Que aliança doce e santa a de dois fiéis que carregam o mesmo jugo (cf Mt 11,29), reunidos na mesma esperança, no mesmo desejo, na mesma disciplina, no mesmo serviço!
Ambos são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor […], formando uma só carne (cf Mt 19,5), um só espírito. Oram juntos, adoram juntos, jejuam juntos, ensinam-se um ao outro, encorajam-se um ao outro, apoiam-se um ao outro. Encontramo-los juntos na igreja, juntos no banquete divino. Partilham por igual a pobreza e a abundância, as perseguições e as consolações. Não há segredos entre eles, nenhuma falsidade: confiança inviolável, solicitude recíproca, nenhum motivo de tristeza. Não têm de se esconder um do outro para visitar os doentes, para dar assistência aos indigentes; a sua esmola não é motivo de disputa, os seus sacrifícios não conhecem escrúpulos, a observância dos seus deveres quotidianos é sem entraves.
Entre eles não há sinais da cruz furtivos, nem saudações inquietas, nem ações de graças mudas. Da sua boca, livre como o seu coração, elevam-se hinos e cânticos; a sua única rivalidade é a de ver quem celebra melhor os louvores do Senhor. Cristo alegra-Se com tal união; a tais esposos Ele envia a sua paz. «Onde dois estiverem reunidos», Ele também está presente (cf Mt 18,20); e onde Ele está presente, o inimigo da nossa salvação não tem lugar.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Jesus Cristo.



Veneramos teu santo ícone, ó Deus de bondade, implorando o perdão de nossas culpas, ó Cristo Deus! 
Que voluntariamente, subiste corporalmente à Cruz para salvar da escravidão do inimigo os que formaste. 
Por isso, dando-te graças, nós te aclamamos: Trouxeste a todos grande alegria, ó Salvador nosso, quando vieste para salvar o mundo!

VIVANT CHRISTUM REGEM

segunda-feira, 10 de junho de 2013

São Francisco de Assis.

São Francisco de Assis (1182-1226)

Deles é o Reino do Céu.

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Enquanto tudo corre à medida dos seus desejos, não se consegue saber quanta paciência e humildade tem um servo de Deus. Venham porém os tempos em que aqueles que lhe deviam respeitar a vontade a contrariam; a paciência será a que efetivamente tiver, e nada mais.

«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» Há muitos que se entregam a longas orações e ofícios, e infligem ao corpo frequentes mortificações e abstinências. Mas por palavra que lhes pareça afronta ou injustiça, ou por coisa mais insignificante que lhes seja tirada, logo se indignam e perdem a paz da alma. Estes não são os verdadeiros pobres em espírito; o verdadeiro pobre em espírito é o que renuncia a si mesmo e não quer mal a quem lhe bate no rosto (Mc 8,34; Mt 5,39).

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Verdadeiros pacificadores são os que, apesar de todo o sofrimento por que hão-de passar por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, conservam a alma e o corpo em paz.

«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Têm
verdadeiramente o coração puro os que desprezam os bens da Terra, os que procuram os do Céu e, purificados assim de quaisquer amarras da alma e do coração, adoram e contemplam incessante e unicamente o Senhor Deus, vivo e verdadeiro.

domingo, 9 de junho de 2013

Virtude Teologais.

Virtudes Teologais.

As virtudes podem ser HUMANAS e TEOLOGAIS. Nós cultivamos e usamos as virtudes humanas para conviver bem com as outras pessoas, no meio da nossa família, na nossa comunidade e no mundo, enfim. Também devemos cultivar as virtudes teologais no nosso relacionamento com Deus.

Quando recebemos o sacramento do Batismo é infundida em nós a graça santificante, que nos torna capazes de nos relacionar com a Santíssima Trindade e nos orienta na maneira cristã de agir. O Espírito Santo se torna presente em nós, fundamentando as virtudes teologais, que são três: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE.

1 - A Fé:

Cultivando a fé, acreditamos no Deus Criador, que é o Pai, no Deus Salvador, que é Jesus Cristo e no Deus Santificador, que é o Espírito Santo. Cultivando a fé, compreendemos que o Altíssimo é uno e trino e que tudo isso nos foi revelado nas Sagradas Escrituras. Cremos, então, que Deus é a verdade.
No dia a dia, nós usamos muito a fé. Temos fé nas pessoas, às vezes até em pessoas em quem não sabemos se podemos confiar. Por exemplo: ninguém pode ser testemunha do seu próprio nascimento, mas a fé que nós cremos nos pais ou no cartório que fez o registro nos faz acreditar na data e no local do nosso nascimento. Do mesmo modo, quando entramos em um ônibus ou em um avião, acreditamos que o motorista ou o piloto são habilitados para nos transportar e nós nem os conhecemos, mas acreditamos neles.

E Deus, que criou todas as coisas e nos deu a faculdade de pensar, de raciocinar, de acreditar? Temos muito mais motivos para acreditar n'Ele, para confiar n'Ele, para nos abandonar livremente em Suas mãos.

A fé que devemos cultivar em relação a Deus é muito mais segura do que a fé que naturalmente temos nas pessoas. Assim, pela fé, cremos no Todo-poderoso e em tudo o que Ele nos revelou. Ele se revela sempre a nós. Primeiro pelos Profetas, depois, através de seu Filho, que é a Sua Palavra. Ele se revela também através do testemunho dos Apóstolos. E, constantemente, através dos acontecimentos da história da humanidade e da história de cada um de nós.
A criança tem uma fé sem limites na mãe, desde muito pequena, porque foi ela quem a gerou, a amamentou, ensinou-lhe a andar e a falar.

E Deus, que preparou um mundo maravilhoso para nós e nos colocou como centro desse mundo?... É forçoso que confiemos n'Ele, com total confiança. Precisamos procurar conhecer a vontade do Pai e realizá-la em nós, porque, como diz São Paulo, em sua Carta aos Gálatas (cf. Gl 5,6), a fé age por amor.
Mas não basta que nós cultivemos a fé. Esta, quando verdadeira, exige ação. Quando temos um amigo, não basta que gostemos dele. Devemos dar-lhe atenção, ajudá-lo quando necessário e possível, e ajudar também as pessoas que ele ama. Se não for assim, a amizade e a confiança não são verdadeiras.
Com Deus, é do mesmo modo. De que adianta a pessoa acreditar n'Ele e não fazer nada para melhorar o mundo que Ele criou com tanto amor? Madre Teresa de Calcutá dizia: "Eu sei que o meu trabalho é como uma gota no oceano, mas, sem ele, o oceano seria menor". E São Tiago, em uma carta, nos diz que "a fé sem obras é morta "(cf. Tg 2,26).
A fé nos leva, portanto, a praticar a justiça em tudo que fazemos.

2 - A Esperança:

A Esperança é a virtude que nos ajuda a desejar e a esperar tempos melhores em nossa vida aqui na terra e a ter a certeza de que conquistaremos a vida eterna, que será a nossa felicidade.
Muitas vezes, passamos por momentos difíceis e achamos que nossa vida não tem solução. O mundo hoje está muito violento e cheio de catástrofes. A cada dia, assistimos na televisão e até bem perto de nós, cenas de maldade, agressões, violência. E assistimos também a tragédias provocadas por desastres da natureza.

Precisamos refletir sobre tudo o que está acontecendo, encontrar onde está a falha e buscar uma solução. Sozinhos, não somos nada, mas, com Deus, tudo podemos. A esperança nos leva a tentar vencer os obstáculos.

Há poucos dias, um fato nos chamou a atenção. Houve um tremor de terra no Haiti e 70% dos prédios da capital se desmoronaram. Um repórter conseguiu mostrar que, em meio à quase completa ruína de uma igreja católica, restou intacta, a imagem do Cristo Crucificado. Tudo quebrado no chão e ela lá, em pé, fulgurante, como a mostrar que Ele está presente junto ao povo sofrido. Esta cena é muito significativa. Pode-se compreender muita mensagem de Deus para nós. Precisamos aprender a escutar a voz do Pai. Cada um, no seu coração, vai interpretar, a seu modo, fatos como este, tão significativos.
No Antigo Testamento, a esposa de Abraão era estéril, mas o Senhor lhe prometeu uma descendência mais numerosa do que as estrelas do céu e todo o povo de Deus constitui a sua descendência, porque Sara, sua esposa, concebeu na velhice e gerou seu filho, Isaac.

No Novo Testamento, o anjo do Senhor anunciou a Virgem Maria que ela seria Mãe de um rei. E ela, de início sem compreender o que anjo falara, se prontificou a cumprir a vontade do Pai. Sofreu muito, meditando tudo no silêncio do seu coração. Esperou, esperou contra toda esperança e foi elevada aos céus e coroada Rainha dos anjos e dos santos, Mãe de Deus e Mãe da humanidade.

Seu Filho não foi aquele rei rico em coisas materiais, como nós imaginamos, no nosso mundo serem os reis. Mas Ele mesmo disse: "O meu reino não é deste mundo". E Ele é o Rei dos Reis e ao som do Seu nome se dobram todos os seres do céu, da terra e sob a terra. Somos, por meio de Cristo, herdeiros da esperança de vida eterna.

3 - Caridade:

A Caridade é amor. São palavras sinônimas. A Caridade não é somente procurar uma moedinha no fundo da bolsa e jogá-la na latinha de quem pede. A Caridade não é somente ofertar um prato de comida a quem tem fome. A Caridade não é somente tirar do nosso guarda-roupa um vestido, uma blusa, um sapato ou qualquer objeto que não usamos mais e dar a quem nada tem. A Caridade é amor. É conhecer a dor da pessoa que vive perto de nós, quer seja na nossa família, na comunidade ou mais distante. Conhecer a sua dor e procurar com ela resolver o seu problema.

A Caridade é dar um "bom-dia!", é sorrir para uma criança indefesa, para um jovem, às vezes desorientado, para um idoso que carrega seu fardo com dificuldade.

A caridade, o amor é a virtude perfeita. Neste mundo, precisamos ter fé, esperança e amor. Precisamos ter fé e esperança porque aqui estamos caminhando nas trevas, isto é, acreditamos em algo que não vemos com os nossos olhos humanos e limitados. Mas cremos na aurora que dissipará essas trevas e, quando alcançarmos a vida eterna, a fé e a esperança já não serão necessárias, porque já estaremos diante do Pai.

Entretanto, o amor permanece, porque Deus é amor e, se estamos diante d'Ele, também somos amor.

Por isso é que São Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, termina o capítulo 13 dizendo: "Agora, portanto, permanecem três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas é o amor".

 

Tomás de Celano.

Tomás de Celano (1190 - 1260) - Biógrafo de São Francisco e de Santa Clara .

Vita prima de São Francisco - Dar tudo porque Cristo deu tudo.

Francisco, pobrezinho e pai dos pobres, queria viver em tudo como pobre; sofria quando encontrava alguém mais pobre que ele, não por vaidade mas por causa da terna compaixão que os pobres lhe causavam. Só queria uma túnica de tecido grosseiro e muito comum; ainda assim acontecia-lhe bastas vezes partilhá-la com algum infeliz. No entanto, era um pobre muito rico pois, movido pela sua grande caridade a socorrer os pobres sempre que podia, quando estava muito frio, ia ter com os ricos deste mundo e pedia-lhes que lhe emprestassem um sobretudo ou um casaco. Traziam-lhe mais depressa do que a pressa que ele se tinha dado em fazer o pedido. Ele então dizia: «Aceito com a condição de não esperarem que vo-los devolva.» E, com o coração em festa, Francisco oferecia o que acabava de receber ao primeiro pobre que encontrava.

Nada lhe causava mais pena do que ver insultar um pobre ou que dissessem mal de qualquer criatura. Um dia, um irmão deixou escapar umas palavras que magoaram um pobre que pedia esmola: «Não serás por acaso um rico a fingir de pobre?» Estas palavras caíram muito mal a Francisco, o pai dos pobres, que infligiu ao delinquente uma terrível reprimenda e lhe ordenou
que se despojasse das suas vestes na presença do pobre e lhe beijasse os pés, pedindo-lhe perdão. «Quem fala mal a um pobre, dizia, injuria a Cristo, de quem o pobre é o mais nobre símbolo neste mundo, uma vez que Cristo por nós Se fez pobre neste mundo» (2Cor 8,9).
 

sábado, 8 de junho de 2013

Papa Francisco - A difícil ciência do Amor.

Papa Francisco - A difícil ciência do Amor - 08/06/2013.

A «ciência da carícia» manifesta dois aspectos do amor: a proximidade e a ternura. E «Jesus conhece bem esta bonita ciência». Disse o Papa Francisco,  celebrando na manhã de sexta-feira, 7 de Junho, a missa da solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, na capela da Domus Sanctae Marthae. Concelebraram, entre outros, o arcebispo Jean-Louis Bruguès, arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana, e o bispo Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano, que acompanhavam um grupo de funcionários da instituição.

Ao referir-se às leituras do dia, o Pontífice definiu a solenidade do Sagrado Coração de Jesus como a «festa do amor»: Jesus «quis mostrar-nos o seu coração, como o coração que amou muito. Portanto, hoje façamos esta comemoração. Sobretudo do amor de Deus. Deus amou-nos muito. Penso no que nos dizia santo Inácio. Indicou-nos dois critérios sobre o amor. Primeiro: o amor manifesta-se mais nas obras do que nas palavras. Segundo: há mais  amor em dar do que em receber».

Mas, perguntou-se o Pontífice, «como é pastor o Senhor»? E afirmou: «O Senhor diz-nos muitas coisas, mas mencionarei só duas. A primeira está no livro do profeta Ezequiel: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas, examiná-las-ei. Examinar significa  que as conhece, todas pelo nome. Examinar. E Jesus diz-nos o mesmo:  conheço as minhas ovelhas. Conhece uma por uma, pelo nome. Assim Deus nos conhece: não  em grupo, mas um por um. Porque – explicou o bispo de Roma – o amor não é abstrato, ou geral para todos; é um amor por cada um. Assim Deus nos ama».

Tudo isto se traduz em proximidade: «Deus – frisou o Papa – fez-se próximo de nós. Recordemos aquele bonito trecho do Deuteronômio, aquela amorosa admoestação: Qual povo teve um Deus tão próximo como vós?». Um Deus «que se torna próximo por amor – acrescentou – e caminha com o seu povo. E este caminhar chega a um ponto inimaginável: nunca se poderia pensar que o próprio Senhor se faz um de nós  caminhando connosco,  permanecendo connosco, permanecendo na sua Igreja, na eucaristia, na sua palavra, nos pobres. Esta é a proximidade. O pastor próximo do seu rebanho, das suas ovelhas que conhece uma por uma».

«Também o nosso amor – diz-nos o Senhor: Amai-vos como eu vos amei –   se deve fazer próximo e terno o do bom samaritano, ou o da parábola que hoje a Igreja nos apresenta no evangelho», acrescentou o Papa. Mas como podemos restituir ao Senhor tantas coisas bonitas, tanto amor, esta proximidade e ternura?». Certamente, disse o Pontífice, «podemos dizer: amando-o, tornando-nos próximos dele, ternos com ele.  Isto é verdade, mas não é o mais importante. Pode parecer uma heresia mas é a maior verdade: mais difícil do que amar a Deus é deixar-nos amar por ele! É este o modo para lhe restituir  tanto amor: abrir o coração e deixar-nos amar. Deixar que ele se aproxime de nós, e senti-lo próximo. Deixar que ele se torne terno, nos acaricie». Isto, concluiu, «é muito difícil: deixar-nos amar por ele. Mas é talvez isto que devemos pedir hoje na missa: Senhor, quero amar-te mas ensina-me a difícil ciência, o hábito difícil de me deixar amar por ti, de me sentir próximo de ti e de te sentir terno».

VIVANT CHRISTUM REGEM


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