segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tomás de Kempis

Tomás de Kempis. Imitação de Cristo - Tomás de Kempis (1380-1471).

Da consideração da miséria humana.

Miserável serás, onde quer que estejas e para onde quer que te voltes, se não te voltares para Deus. Por que te afliges, quando não te correm as coisas a teu gosto e vontade? Quem é que tem tudo à medida de seu desejo? Nem eu, nem tu, nem homem algum sobre a terra. Ninguém há no mundo sem nenhuma tribulação ou angústia, quer seja rei quer Papa. Quem é que vive mais feliz? Aquele, de certo, que sabe sofrer alguma coisa por Deus. 
Dizem muitos mesquinhos e tíbios: Olhai, que boa vida tem este homem: quão rico é, quão grande e poderoso, de que alta posição! Olha tu para os bens do céu, e verás que nada são os bens corporais, mas muito incertos e onerosos, pois nunca vive sem temor e cuidado quem os possui. Não consiste a felicidade do homem na abundância dos bens temporais; basta-lhe a mediania. O viver na terra é verdadeira miséria. Quanto mais espiritual quer ser o homem, mais amarga lhe será a vida presente, porque conhece melhor e mais claramente vê os defeitos da humana corrupção. Porque o comer, beber, velar, dormir, descansar, trabalhar e estar sujeito a todas as demais grandes misérias e aflições para o homem espiritual que deseja estar isento disto e livre de todo pecado.

VIVAT CHRISTUS REX


domingo, 29 de dezembro de 2013

Sagrada Família

Paz e Bem.                                                 
 
Família berço fecundo da Revelação Divina.
Alicerce donde afloram as primícias de Deus na vida do homem.
Território Sagrado donde a Fé é divulgada e anunciada.
Local seguro de repouso e acolhimento.
Espaço onde reluz uma centelha do poder de Deus.
Família, reflexo de Santidade e do Sagrado.
Deus em sua insondável e imperscrutável Sabedoria assim desejou para que neste caminhar tenhamos forças em nos mantermos em pé, vigorosos e íntegros.
Que a Sagrada Família seja o espelho a conduzir minha família e as famílias de todo mundo.
Sagrada Família nos fortaleça e nos sustente!

Paz e Bem.


 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

São Francisco de Assis

Segunda Vida de São Francisco (1181-1226).

Frei Tomás de Celano (Frei Leão).

Primeiro livro - Capítulo 4.

Como, vestido com as roupas de um pobre na frente da igreja de São Pedro, comeu com os pobres, e sobre a oferta que aí fez:

Passou a ser, então, o maior amigo dos pobres, e seu santo começo fazia entrever a perfeição que haveria de atingir mais tarde. 
Muitas vezes despiu-se para vestir os pobres, procurando assemelhar-se a eles se não de fato, nesse tempo, pelo menos de todo coração. 
Numa peregrinação a Roma, o amor da pobreza levou-o a tirar sua roupa luxuosa e a vestir a de um pobre. Juntou-se alegremente aos mendigos no átrio da igreja de São Pedro, onde são numerosos, e comeu avidamente com eles, sentando-se alegre no meio deles e sentindo-se como um deles. 
E se não fosse pela vergonha de conhecidos, teria feito a mesma coisa muitas outras vezes.
Diante do altar do príncipe dos apóstolos, admirado de serem tão poucas as esmolas lá deixadas pelos visitantes, jogou uma mão cheia de dinheiro, para mostrar que devia ser especialmente honrado por todos aquele que por Deus foi honrado acima de todos os demais. 
Muitas vezes presenteou sacerdotes pobrezinhos com paramentos sagrados, pois prestava a todos a devida honra, mesmo nos graus mais inferiores. 
Absolutamente íntegro na Fé Católica e destinado a receber uma missão apostólica, sempre teve a maior reverência para com os ministros de Deus e os seus ministérios.

VIVAT CHRISTUS REX 


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Santo Aelredo de Rielvaux

Santo Aelredo de Rielvaux (1110-1167).

Anunciação do Senhor.

Emanuel, que quer dizer: “Deus conosco”. Sim, Deus conosco! Até aqui era Deus acima de nós, Deus diante de nós, mas hoje Ele é Emanuel. Hoje, Ele é Deus conosco na nossa natureza e conosco na sua graça; conosco na nossa fraqueza e conosco na sua bondade; conosco na nossa miséria e conosco na sua misericórdia; conosco por amor, conosco por laços de família, conosco por ternura, conosco por compaixão.
Deus conosco! Vós, filhos de Adão, não pudestes subir ao céu para encontrar Deus (Dt 30,12), mas Ele desceu do céu para ser Emanuel, Deus conosco; veio para nossa casa para ser Emanuel, Deus conosco, e nós esquecemo-nos de ir ter com Deus para estar com Ele. Até quando, ó homens, sereis duros de coração? Porque amais a vaidade e procurais a mentira? (Sl 4,3) Eis que chegou a Palavra viva e verdadeira: Porque amais a vaidade? Eis que chegou a Verdade: Porque procurais a mentira? Eis que chegou Deus conosco.
E como poderia Ele estar ainda mais comigo? Pequeno como eu, fraco, nu e pobre como eu, em tudo como eu, tomando do que é meu e dando-me do que é seu, a mim que jazia como morto, sem voz e sem sentidos, nem sequer a luz dos meus olhos. E eis que hoje desceu do céu este Homem tão grande, este «profeta poderoso em palavras e em obras» (Lc 24,19), que colocou o seu rosto sobre o meu, a sua boca sobre a minha, as suas mãos nas minhas mãos (2Rs 4,34) e Se fez Emanuel, Deus conosco!.

VIVAT CHRISTUS REX 


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

São Josemariá Escrivá

São Josemariá Escrivá (1902-1975).

Livro - Forja.

A vida interior robustece-se com a luta nas práticas diárias de piedade, que deves cumprir - mais ainda: que deves viver! - amorosamente, porque o nosso caminho de filhos de Deus é de Amor.


domingo, 22 de dezembro de 2013

São Josemariá Escrivá

São Josemariá Escrivá (1902-1975).

Livro - Cristo que passa.

A filiação divina é uma feliz verdade, um mistério consolador. A filiação divina enche a nossa vida espiritual, porque nos ensina a conviver intimamente com o nosso Pai do Céu, a conhecê-Lo, a amá-Lo, e assim enche de esperança a nossa luta interior e dá-nos a simplicidade confiante dos filhos pequenos. Mais ainda: precisamente por sermos filhos de Deus, essa realidade leva-nos também a contemplar com amor e com admiração todas as coisas que saíram das mãos de Deus Pai, Criador. E deste modo somos contemplativos no meio o mundo, amando o mundo.


Livro de Jó

Livro de Jó - Capítulo 8 - Versículos 20-21.

"De fato, Deus não rejeita o homem íntegro, nem dá a mão aos malvados. Ele porá de novo o riso em tua boca e em teus lábios, gritos de alegria".


sábado, 21 de dezembro de 2013

São Patrício

São Patrício (387-460).


São Patrício, um missionário Ortodoxo que com amor, caridade e humildade, levou a Boa Nova de Nosso Senhor a um povo pagão e tornou esse país, a Irlanda, um bastão da Cristandade Ortodoxa ocidental.

São Patrício, apóstolo dos Irlandeses, foi capturado por piratas irlandeses em sua terra natal, a Grã-Bretanha, quando tinha 16 anos, e levado para o país vizinho, onde passou seis anos como escravo.

Embora fosse filho de um diácono e neto de um padre, foi apenas durante seu cativeiro que ele buscou ao Senhor. Em sua "Confissão", o testemunho que ele escreveu no final de sua vida, ele diz: "Após chegar a Irlanda, eu pastoreava as ovelhas diariamente, e rezava diversas vezes ao dia - o amor de Deus e o respeito a Ele cresciam mais e mais, e minha fé se fortalecia. E meu espírito foi tocado de modo que, em um único dia, eu fazia cerca de cem orações, e mais cem à noite, mesmo quando estava nos bosques e na montanha. E antes da aurora eu me levantava para orar, e mesmo que nevasse, estivesse frio ou chovendo, nada me atingia".

Depois de seis anos de escravidão na Irlanda, Deus o guiou em sua fuga. Após um tempo, ele entrou para o mosteiro de Ésir, na Gália (atual França), sob orientação do santo bispo Germano.

Muitos anos depois ele foi ordenado bispo e em 432 pediu para ser enviado novamente à Irlanda, a fim de converter aquele povo a Cristo.

Seu trabalho árduo produziu muitos bons frutos, e em sete anos três bispos foram enviados da Gália para ajudá-lo a guiar seu novo rebanho, a quem ele se referia, em sua Confissão, como "meus irmãos e filhos a quem batizei no Senhor - milhares de pessoas".

Em sua missão apostólica ele enfrentou muitos "desgastes e dor", longas jornadas por territórios ermos, e muitos perigos - ele diz que correu risco de vida em pelo menos doze ocasiões.

Quando ele veio para a Irlanda como seu evangelizador, a ilha era um país pagão. Ao final de sua vida, trinta anos após sua chegada, por volta de 461, "a fé em Cristo fora firmada em todos os lugares" (Grande horológion).

O trabalho de São Patrício e seus companheiros é considerado a mais bem-sucedida empreitada missionária da história da Igreja.

São Patrício, 
roga por nós a Cristo, Nosso Deus, 
pela remissão dos nossos pecados. 
Que teu exemplo de vida 
desperte em nossos corações 
a fé e a humildade. Amém.

Oração de São Patrício:

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da unidade
Do Criador da Criação.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do nascimento de Cristo em Seu batismo,
Pela força da crucificação e do sepultamento,
Pela força da ressurreição e ascensão,
Pela força da descida para o Julgamento Final.

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Pela força do amor dos Querubins,
Em obediência aos Anjos,
A serviço dos Arcanjos,
Pela esperança da ressurreição e da recompensa,
Pelas orações dos Patriarcas,
Pelas previsões dos Profetas,
Pela pregação dos Apóstolos
Pela fé dos Confessores, 
Pela inocência das Virgens santas,
Pelos atos dos Bem-aventurados.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do céu:
Luz do sol,
Clarão da lua,
Esplendor do fogo,
Pressa do relâmpago,
Presteza do vento,
Profundeza dos mares,
Firmeza da terra,
Solidez da rocha.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força de Deus a me empurrar,
Pela força de Deus a me amparar,
Pela sabedoria de Deus a me guiar,
Pelo olhar de Deus a vigiar meu caminho,
Pelo ouvido de Deus a me escutar,
Pela palavra de Deus em mim falar,
Pela mão de Deus a me guardar,
Pelo caminho de Deus à minha frente,
Pelo escudo de Deus que me protege,
Pela hóstia de Deus que me salva,
Das armadilhas do demônio,
Das tentações do vício,
De todos que me desejam mal,
Longe e perto de mim,
Agindo só ou em grupo.

Conclamo, hoje, tais forças a me protegerem contra o mal,
Contra qualquer força cruel que ameace meu corpo e minha alma,
Contra a encantação de falsos profetas,
Contra as leis negras do paganismo,
Contra as leis falsas dos hereges,
Contra a arte da idolatria,
Contra feitiços de bruxas e magos,
Contra saberes que corrompem o corpo e a alma.

Cristo guarde-me hoje,
Contra veneno, contra fogo,
Contra afogamento, contra ferimento,
Para que eu possa receber e desfrutar a recompensa.
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo embaixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação.

Amém.



Igreja Mãe e Santa.

Igreja Mãe e Santa.

As Irmãzinhas Discípulas do Cordeiro é uma congregação fundada em 1985 pelo Abade de Fontgombault e reconhecida em 1990 pelo Cardeal Jean Honoré, de Tours. Na vocação contemplativa essas moças portadoras de síndrome de Down podem se consagrar inteiramente a Deus. O objetivo da fundação é permitir que as pequenas irmãs atendam a uma vocação religiosa contemplativa seguindo o caminho de Santa Teresinha do Menino Jesus (A PEQUENA VIA) e de São Bento ("ORA ET LABORA"). Para isso, as irmãs 'válidas' vivem com as irmãs com Síndrome na mesma comunidade, sob as mesmas regras. É um claro sinal das mãos do Senhor que chama a todos para santidade.

***

"Na realidade, porém, a própria coragem e serenidade com que muitos irmãos nossos, afetados por graves deficiências, conduzem a sua existência quando são aceites e amados por nós, constituem um testemunho particularmente eficaz dos valores autênticos que qualificam a vida e a tornam, mesmo em condições difíceis, preciosa para o próprio e para os outros."

João Paulo II na Encíclica Evangelium Vitae.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Santo Irineu de Lyon

Santo Ireneu de Lyon (130-208).

Contra as heresias III, 2, 2.

O Verbo, a Palavra de Deus, veio habitar no homem, tornou-Se Filho do homem para habituar o homem a receber Deus e habituar Deus a habitar no homem, como aprouve ao Pai. Portanto, o sinal da nossa salvação, o Emanuel nascido da Virgem, foi dado pelo próprio Senhor (Is 7,14). Na verdade, é o próprio Senhor que salva os homens, já que eles não se podem salvar a si próprios. [...] Disse o profeta Isaías: Fortalecei as mãos débeis, robustecei os joelhos vacilantes. Dizei aos que têm o coração indeciso: ‘Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus, que vem para vos vingar. Deus vem em pessoa retribuir-vos e salvar-vos’ (35,3-4). Pois somente com a ajuda de Deus, e não por nós próprios, podemos ser salvos.
Eis outro texto onde Isaías profetizou que Aquele que nos iria salvar não era um mero homem, nem um ser incorpóreo, como os anjos: Não foi um mensageiro nem um enviado que os redimiu, mas foi Ele em pessoa. Com o seu amor e a sua ternura, livrou-os do perigo, sustentou-os e amparou-os constantemente nos tempos antigos (63,9). Mas este Salvador, o Verbo, também seria verdadeiramente um homem visível: Contempla Sião, os teus olhos verão Jerusalém (cf 33,20). [...] E outro profeta disse: Uma vez mais, terá compaixão de nós, apagará as nossas iniquidades e lançará os nossos pecados ao fundo do mar (Miq 7,19). [...] O Filho de Deus, que também é Deus, virá da terra de Judá, em Belém (Miq 5,1), para difundir o seu louvor por toda a terra. [...] Por isso, Deus fez-Se homem e o próprio Senhor salvou-nos, dando-nos o sinal da Virgem.

VIVAT CHRISTUS REX 


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

São João Crisóstomo

São João Crisóstomo (345-407).

 A Cruz e o ladrão.

Abriu-se hoje para nós o paraíso, fechado há milhares de anos; neste dia, nesta hora, Deus introduziu nele o ladrão. Realizou assim duas maravilhas: abriu-nos o paraíso e fez entrar nele um ladrão. Hoje, Deus devolveu-nos a nossa velha pátria; hoje, conduziu-nos à cidade de nossos pais; hoje, abriu uma morada comum a toda a humanidade. Hoje estarás comigo no Paraíso. Que dizes, Senhor? Estás crucificado, cravado de pregos, e prometes o Paraíso? Sim, diz Ele, para que, pela cruz, conheças o meu poder. […]
Não foi por ressuscitar um morto, por dominar o mar e o vento nem por expulsar os demônios que Ele conseguiu transformar a alma pecadora do ladrão, mas por ter sido crucificado, preso com pregos, coberto de insultos, de escarros, de troças e de ultrajes, para que visses os dois aspectos do seu poder soberano. Ele fez tremer toda a criação e fendeu os rochedos (Mt 27,51); e atraiu a Si a alma do ladrão, mais dura do que a pedra, revestindo-a de honra. […]
Jamais rei algum, certamente, permitiria a um ladrão ou a outro de seus súbditos sentar-se a seu lado ao entrar soberanamente na cidade de seu reino. Mas Cristo fê-lo: ao entrar na sua santa pátria, introduz nela consigo um ladrão. Ao agir deste modo […], Ele não a desonra com a presença de um ladrão; bem pelo contrário, honra o Paraíso, porque é uma glória para o Paraíso que o seu Senhor torne um ladrão digno das delícias que ali se saboreiam. De igual modo, quando faz entrar os cobradores de impostos e as meretrizes no Reino dos céus (Mt 21,31) […], fá-lo para glória desse lugar santo, assim mostrando que o Senhor do Reino dos céus é tão grande, que pode restituir toda a dignidade às meretrizes e aos cobradores de impostos, de maneira que estes se tornam merecedores de tal honra e de tal dom. Admiramos um médico por o vermos curar homens que padecem de doenças consideradas incuráveis. É portanto justo admirarmos a Cristo […] por O vermos restabelecer cobradores de impostos e meretrizes numa tal santidade espiritual, que se tornam dignos do céu.

VIVAT CHRISTUS REX 


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

São Simeão o Novo Teólogo

São Simeão o Novo Teólogo (949-1022).

Aprendeste, meu amigo, que o Reino dos céus está dentro de ti (Lc 17,21), se assim o quiseres, e que todos os bens eternos estão nas tuas mãos. Apressa-te, portanto, a ver, a sentir e obter em ti todos esses bens que te estão reservados. […] Clama a Deus; prostra-te.

Como o cego de outrora, diz tu também agora:

Tem misericórdia de mim, Filho de Deus,e abre os olhos da minha alma,para que eu veja a Luz do mundo (Jo 8,12),que és Tu, meu Deus, e me torne também filho dessa luz divina (Jo 12,36).
Tu, que és bom e generoso, envia-me, também a mim, o Espírito Santo, o Consolador (Jo 14,26), para que me ensine tudo o que Te diz respeito, tudo o que Te pertence, Deus do universo.
Permanece também em mim, como prometeste, para que eu possa também permanecer em Ti (Jo 15,4).
Permite-me saber entrar em Ti e saber que Te possuo em mim.
Tu, que és invisível, digna-Te tomar forma em mim para que, ao ver a tua beleza inacessível, tenha em mim a tua imagem, Tu que estás nos céus, e me esqueça de todas as coisas visíveis.
Dá-me a glória que o Pai Te deu (Jo 17,22), Tu que és misericordioso, para que, semelhante a Ti como todos os teus servos, partilhe a vida divina segundo a graça e esteja continuamente contigo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos.
Amém.

VIVAT CHRISTUS REX 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A invocação do nome do Senhor

A invocação do nome do Senhor.

Quando estamos ocupados na invocação do Nome (Jesus), é natural que tenhamos esperança e procuremos atingir algum resultado "positivo" e "tangível", isto é, sentir que estabelecemos um contato real com a pessoa de Nosso Senhor: "Se tocar sua veste ficarei curada" (Mt 9, 21). Esta feliz experiência é o cume desejado da invocação do Nome (Jesus): "Eu não te deixarei se não me abençoares" (Gn 32, 27). Devemos, contudo, evitar anelo ansioso por estas experiências: a emoção religiosa pode facilmente tornar-se um disfarce de uma forma perigosa de avareza e sensualidade. Não pensemos que passamos certo tempo invocando o Nome (Jesus) sem "sentir" nada, que perderemos nosso tempo em um esforço infrutífero. Ao contrário, esta oração aparentemente estéril pode ser mais agradável a Deus que nossos momentos de arrebatamento, porque esta purificada de qualquer busca egoísta de satisfação espiritual. É a oração da vontade simples e nua. Deveríamos, portanto, perseverar em estabelecer cada dia um tempo regular e fixo para a invocação do Nome (Jesus), mesmo que esta oração nos pareça deixar frios e áridos; este esforço sério da vontade, essa sóbria "espera" do Nome (Jesus) não deixará de trazer-nos bênção e força.

VIVAT CHRISTUS REX 


domingo, 8 de dezembro de 2013

Teolepto de Filadélfia

Teolepto de Filadélfia - (1259-1321) - Bispo de Filadélfia.

As ocupações mundanas imprimem lembranças na alma, como os pés deixam marcas na neve. Se damos de comer aos animais (pecados), quando os faremos morrer? Se nos distraímos na prática e nos pensamentos de apegos e frequentações insensatas, quando faremos morre o sentido da carne? Abraçamos uma vida segundo Cristo; quando a viveremos? As marcas dos passos na neve desaparecem sob raios do sol ou são lavadas por uma boa chuva. Do mesmo modo, as lembranças impressas em nossa alma através da propensão ao prazer, e de nossos atos, dissipam-se quando Cristo, na oração, se ergue no coração, em meio a uma ardente chuva de lágrimas.

VIVAT CHRISTUS REX 


sábado, 7 de dezembro de 2013

São Macário, o Grande

São Macário, o Grande, conhecido como Luz do deserto - (300-391) - Monge do Egito.

"Certo dia, Pai Macário vinha do caminho e regressava à cela, trazendo consigo umas folhas de palmeira. Pelo caminho, o demônio veio ao seu encontro com uma foice de ceifeiro, e tentou atacá-lo, mas não conseguiu. Disse-lhe então o demônio: Macário, sofro muitos tormentos por tua causa, porque não consigo vencer-te. Contudo, faço tudo o que tu fazes: tu jejuas, e eu não como; tu velas, e eu não durmo. Há só um aspecto em que me vences. Qual? A tua humildade. É ela que me impede de te vencer".

VIVAT CHRISTUS REX 


São Macário, o Grande

São Macário, o Grande, conhecido como Luz do deserto - (300-391) - Monge do Egito.

"A obra principal do atleta é entrar no próprio coração, desprezar satã e começar o combate com ele; combatê-lo, lutando contra os pensamentos. Quem guardo o corpo visível, da corrupção e do adultério,mas comete internamente adultério em relação a Deus, prostituindo-se a seus pensamentos - de nada lhe adianta ter o corpo virgem. Pois esta escrito: "Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso, já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mt 5, 28). "Há um adultério que se consuma no corpo e há o adultério da  alma que se dá a satã". Poderia parecer que nosso Pai estivesse contradizendo as palavras citadas pelo abade Isaías; não é verdade. Pois Isaías nos prescreve "guardar o corpo como Deus o pede"; ora, se Deus não pede apenas pureza do corpo mas também do espírito... "

VIVAT CHRISTUS REX 


S. Pio de Pietrelcina

S.Pio de Pietrelcina

"A pessoa que medita e dirige os pensamentos a Deus, procura conhecer os seus defeitos, tenta corrigi-los, modera os seus impulsos e põe em ordem a sua consciência."

VIVAT CHRISTUS REX 


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Por que não se deve bater palmas durante a celebração da Santa Missa?

Paz e Bem Caríssimos.

Por que não se deve bater palmas durante a celebração da Santa Missa?

Porque não se adéqua a teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas.

Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.

Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o "propium" litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Finalmente porque sendo a liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la a um evento de auditório.

VIVAT CHRISTUS REX 

salvecristorei.blogspot.com.br 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá (1902-1975).

Cristo que passa.

A vida interior não é uma questão de sentimentos, mas de graça divina e de vontade, de amor. Todos os discípulos foram capazes de seguir Cristo no seu dia de triunfo em Jerusalém, mas quase todos O abandonaram à hora do opróbrio da Cruz.

Para amar de verdade é preciso ser forte, leal, com o coração firmemente engastado na fé, na esperança e na caridade. Só as pessoas levianas mudam caprichosamente o objecto dos seus amores, que não são amores, mas compensações egoístas. Quando há amor, há integridade: capacidade de entrega, de sacrifício, de renúncia. E no meio da entrega, do sacrifício e da renúncia, juntamente com o suplício da contradição, a felicidade e a alegria, uma alegria que nada nem ninguém nos poderá tirar.

Neste torneio de amor não devem entristecer-nos as quedas, nem sequer as quedas graves, se recorremos a Deus no Sacramento da Penitência, com dor e com um bom propósito. O cristão não é um maníaco colecionador de folhas imaculadas de bons serviços. Jesus Cristo Nosso Senhor comove-se tanto com a inocência e a fidelidade de João como, depois da queda de Pedro, se enternece com o seu arrependimento. Jesus compreende a nossa debilidade e atrai-nos a Si como em plano inclinado, desejando que saibamos insistir no esforço de subir cada dia um pouco. Procura-nos, da mesma forma que procurou os discípulos de Emaús, ou seja, saindo-lhes ao encontro; como procurou Tomé e lhe mostrou e lhe fez tocar com os seus dedos as chagas abertas nas mãos e no peito. Jesus Cristo sempre está à espera que voltemos para Ele, precisamente porque conhece a nossa fraqueza.

VIVAT CHRISTUS REX 


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Provérbios - Capítulo 9 - Versículos 13 ao 18

Provérbios - Capítulo 9 - Versículos 13 ao 18.

"A senhora loucura é irriquieta, uma tola que não sabe nada. Ela se assenta à porta de sua casa, numa cadeira, nos pontos mais altos da cidade, para convidar os viandantes que seguem direito seu caminho. "Quem for simples venha para cá!" Aos insensatos, ela diz: "As águas furtivas são mais doces e o pão tomado às escondidas é mais delicioso". Ignora ele que ali há sombras e que os convidados da senhora loucura jazem nas profundezas da região dos mortos".

VIVAT CHRISTUS REX 


sábado, 30 de novembro de 2013

A invocação do nome do Senhor

A invocação do nome do Senhor.

Antes de começar a pronunciar o Nome de Jesus, estabeleça paz e recolhimento no seu interior e peça inspiração e direção ao Espírito Santo. "Ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor se não for pelo Espírito Santo" (1Cor 12, 3), O nome de Jesus não pode realmente entrar em um coração que não esteja pleno pelo sopro purificador e pela chama do Espírito Santo. O próprio Espírito soprará em nós o nome do Filho.
VIVAT CHRISTUS REX 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá (1902-1975).

Forja.

"Se eu fosse leproso, a minha mãe abraçar-me-ia. Sem medo nem hesitações, beijar-me-ia as chagas.
E, então, a Virgem Santíssima?
Ao sentir que temos lepra, que estamos chagados, temos de gritar: - Mãe! E a proteção da nossa Mãe é como um beijo nas feridas, que nos consegue a cura".
VIVAT CHRISTUS REX

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Exortação Apostólica - Papa Francisco

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM DO SANTO PADRE
FRANCISCO AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ATUAL.

Não à acédia egoísta [81-83].

ACÉDIA - (Palavra grega - akedía, -as - indiferença, torpor, exaustão).

82. O problema não está sempre no excesso de atividades, mas sobretudo nas atividades mal vividas, sem as motivações adequadas, sem uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável. Daí que as obrigações cansem mais do que é razoável, e às vezes façam adoecer. Não se trata duma fadiga feliz, mas tensa, gravosa, desagradável e, em definitivo, não assumida. Esta acédia pastoral pode ter origens diversas: alguns caem nela por sustentarem projetos irrealizáveis e não viverem de bom grado o que poderiam razoavelmente fazer; outros, por não aceitarem a custosa evolução dos processos e querem que tudo caia do Céu; outros, por se apegarem a alguns projetos ou a sonhos de sucesso cultivados pela sua vaidade; outros, por terem perdido o contacto real com o povo, numa despersonalização da pastoral que leva a prestar mais atenção à organização do que às pessoas, acabando assim por se entusiasmarem mais com a «tabela de marcha» do que com a própria marcha; outros ainda caem na acédia, por não saberem esperar e quererem dominar o ritmo da vida. A ânsia hodierna de chegar a resultados imediatos faz com que os agentes pastorais não tolerem facilmente o que signifique alguma contradição, um aparente fracasso, uma crítica, uma cruz.

83. Assim se gera a maior ameaça, que «é o pragmatismo cinzento da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede dentro da normalidade, mas na realidade a fé vai-se deteriorando e degenerando na mesquinhez».[63] Desenvolve-se a psicologia do túmulo, que pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu. Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem constantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do coração como «o mais precioso elixir do demônio».[64] Chamados para iluminar e comunicar vida, acabam por se deixar cativar por coisas que só geram escuridão e cansaço interior e corroem o dinamismo apostólico. Por tudo isto, permiti que insista: Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!
VIVAT CHRISTUS REX 

Postagem em destaque

Padre Francesco Bemonte

Padre Francesco Bemonte - Presidente da Associação Internacional de Exorcistas. São Pio de Pietrelcina, como também o beato carmelita e...